3ª carta aberta aos associados do Montepio
A ASSEMBLEIA GERAL DE 17/9/2012 FOI ADIADA PARA O
DIA 27 DE SETEMBRO NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA PELAS 21 HORAS
. O MONTEPIO NÃO É APENAS DO PRESIDENTE, DAS CHEFIAS E DO SEUS
AMIGOS MAS É DE TODOS OS ASSOCIADOS POR ISSO NÃO FALTES
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O presidente do conselho de administração do Montepio mobilizou
de norte a sul do país as chefias e os (as) amigos (as) dos chefes que
compareceram em massa na sessão da assembleia do dia 17/9/2012. É
necessário que se esclareça que não foram utilizados meios
do Montepio, para não haja dúvidas numa questão muito
sensivel. Os associados do Montepio que não se deixam intimidar pelo
presidente e pelas chefias só poderão derrotar o projeto de
Estatutos do presidente do conselho de administração se
comparecerem também em massa na sessão da assembleia geral do dia
27/9/2012 para dizer NÃO a este projeto de poder pessoal. O que
está em jogo é muito importante para a segurança e boa
gestão das poupanças e depósitos dos associados e para o
mutualismo. Por isso, peço a vossa ajuda para que esta
informação chegue ao maior número de associados e para que
todos participem na assembleia de 27/9/2012 no COLISEU DOS RECREIOS. Muitos
trabalhadores do Montepio disseram-nos que para votarem com liberdade era
necessário que o voto fosse secreto. Vai ser apresentada na assembleia
um requerimento com esse objetivo, e a assembleia, como é soberana, tem
poder para tomar uma decisão. Se o seu presidente se opuser
ficará claro de que lado está.
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Na parte final deste documento estão as propostas que defendemos de
alteração do projeto de Estatutos do presidente do conselho de
administração (pca) Lê e é muito importante
que intervenhas na assembleia dando a tua opinião
A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 17/9/2012 FOI ABERTA E ADIADA PARA
O DIA 27 DE SETEMBRO DE 2012 NO COLISEU DOS RECREIOS EM LISBOA ÀS 21H
O Teatro de Trindade em Lisboa foi pequeno para albergar todos os associados
que compareceram para participar na assembleia extraordinária de 17 de
Setembro de 2012. O Teatro encheu-se e fora dele ainda estavam várias
centenas de associados. O presidente da mesa da assembleia-geral, padre
Vítor Melícias, apesar de não existirem
condições de funcionamento mesmo assim abriu a assembleia, e
só depois de aberta é que reconheceu que não existiam
condições para funcionar. Cada associado que tire as suas
conclusões.
Na assembleia propus ao presidente da mesa da assembleia que a próxima
sessão se realizasse apenas na proposta semana de Outubro. Ele
não tinha levantado qualquer objeção, mas por
pressão do presidente do conselho de administração, que
logo se abeirou da mesa, ele antecipou a data da realização da
assembleia para o dia 27 de Setembro. Ficou mais um vez claro que quem manda
no Montepio é o presidente do conselho de administração e
a intenção de afastar os associados pois o tempo é
demasiado curto para que todos tenham conhecimento.
É um tipo de poder muito semelhante àquele que Passos Coelho quer
impor ao país. Infelizmente, e contra a minha vontade, não
poderei estar presente na sessão da assembleia do dia 27 porque estarei
fora do país por razões de trabalho e pessoais. Já adiei a
ida ao estrangeiro para poder estar na assembleia do dia 17/9/2012, mas agora
é-me totalmente impossível fazer de novo. Espero poder participar
na sessão seguinte da assembleia. No entanto,
prometo a todos os associados que não abandonarei a luta em defesa dos
interesses e direitos de todos. Sejam quais forem os resultados da assembleia
geral vou-me candidatar de novo às eleições deste ano e,
se for eleito pelos associados, defenderei a segurança e a boa
gestão e rentabilidade das suas poupanças e depósitos,
assim como os seus direitos e interesses
(para isso, utilizarei todos os poderes que os Estatutos e a lei me conferirem)
e os princípios do mutualismo que têm estado muito esquecidos, e
informarei os associados das razões das posições que
defendo nos órgãos do Montepio, mesmo que isso provoque a
irritação e a ira do atual presidente do conselho de
administração (pca) e dos seus defensores, como neste momento
está já a suceder.
Ele não está habituado a que alguém o enfrente.
Mas o Montepio é de todos os associados e não apenas de alguns.
Quem tenha ido ao Teatro da Trindade em 17/9/2012, rapidamente concluiu que o
presidente do conselho de administração fez uma
mobilização do Norte ao Sul do país das chefias e dos
amigos destas para a assembleia geral extraordinária com o objetivo de
conseguir impor a aprovação das alterações aos
Estatutos da Caixa Económica, que é o banco do grupo Montepio.
Para derrotar o projeto de Estatutos do p.c.a. é fundamental que todos
os associados não se deixem intimidar por ele e pelas chefias do
Montepio e estejam presentes na assembleia do dia 27/9/2012, e que informem e
mobilizem outros associados para que todos juntos digam NÃO a este
projeto de alterações dos Estatutos que visa concentrar, na
pratica, todo o poder no conselho de administração e no seu
presidente, eliminando qualquer controlo efetivo por parte dos associados o
que, a meu ver, envolve riscos grandes para o grupo Montepio e viola os
princípios do mutualismo.
O QUE ESTÁ EM JOGO NESTE MOMENTO É MUITO IMPORTANTE PARA OS
ASSOCIADOS
Como informei os associados em carta aberta anterior o grupo Montepio tem tido
um tipo de gestão, a que me tenho oposto, que tem sido a de aumentar o
capital da Caixa Económica com uma parcela das poupanças
depositadas pelos associados na Associação Mutualista, e depois
utilizar essa folga para comprar empresas. Foi isso que aconteceu em 2010, em
que a Associação Mutualista aumentou a sua
participação no capital da Caixa Económica de 800
milhões para 1250 milhões , e depois a Caixa
Económica utilizou esses meios financeiros para adquirir o Finibanco e
as suas empresas por 341 milhões . No projeto de Estatutos
apresentado, no artº 7º já se prevê que o capital da
Caixa Económica possa ser aumentado de 1.245 milhões para
1.500 milhões , ou seja, em mais 255 milhões ,
naturalmente com dinheiro da Associação Mutualista, ou seja, dos
associados. Para além desta politica de aquisição de
empresas com dinheiro dos associados envolver riscos, pois a
aquisição de quaisquer empresas envolve sempre elevados riscos de
avaliação dos ativos adquiridos, tem determinado taxas de
rentabilidade muito baixas, o que tem causado que os resultados transferidos
para a Associação Mutualista sejam muto baixos e,
consequentemente, os benefícios atribuídos aos associados sejam
reduzidos.
O projeto de Estatutos se for aprovado reduzirá, ainda mais, o reduzido
controlo das decisões do conselho de administração por
parte dos associados. E isto porque desaparecerá na Caixa
Económica, que é o banco do grupo Montepio, a assembleia geral de
todos os associados, sendo substituído por uma miniassembleia de 23
membros, em que os membros do conselho de administração, da mesa
da assembleia geral, e do conselho fiscal ocuparão, por inerência,
11 lugares. O conselho geral atual do Montepio, que tem a mesma
composição, dos 23 membros 18 foram eleitos na lista do conselho
de administração. É evidente que é uma assembleia
com esta composição a maioria dos seus membros é
naturalmente dominada pelo conselho de administração e não
exerce qualquer fiscalização. É para esta miniassembleia,
com esta composição e caraterísticas, que o presidente do
conselho de administração pretende transferir os poderes que tem
atualmente a assembleia-geral de todos os associados.
Segundo o projeto de alterações do Estatuto da Caixa
Económica do presidente seria criado um Conselho Geral e de
Supervisão que controlaria ao atos do conselho de
administração executivo da Caixa Económica nos
períodos entre as reuniões da miniassembleia, mas também
este conselho tem as mesmas deficiências e vícios da
miniassembleia. Dos 9 membros que o compõem, 5 são os membros do
conselho de administração, três do conselho fiscal e um
é o presidente da mesa da assembleia-geral. Os três restantes
seriam elementos de cada uma das 3 primeiras listas que elegessem para a
miniassembleia. Em resumo, um órgão que tem como objetivo
controlar as decisões do conselho administração executivo
da Caixa Económica, é dominado pelo conselho de
administração do Montepio que escolhe os membros da
administração da Caixa Económica (são pessoas da
sua inteira confiança) que depois faz eleger numa miniassembleia
também controlada pelo conselho de administração.
Um principio fundamental de qualquer organização para diminuir os
riscos a segregação de funções
não é respeitado no projeto de alterações dos
Estatutos da Caixa Económica do presidente. Mesmo que o Banco de
Portugal não se tenha oposto a tal estrutura (e é
previsível que o presidente do conselho de administração
utilize tal argumento para condicionar o voto da assembleia geral) isso
não nos deve deixar tranquilos. Os casos do BPN, do BPP e do BCP ainda
estão frescos na memória de todos. No momento em que foi debatido
na Assembleia da República a nacionalização do BPN eu
participei, como deputado, na respetiva sessão. E pude assistir à
intervenção confrangedora do governador do Banco de Portugal,
Vítor Constâncio, desculpabilizando-se, e dizendo que, de acordo
com estudos feitos em diversos países, as entidades reguladores (no caso
o Banco de Portugal) só conseguem detetar atempadamente cerca de 30% das
irregularidades, ilegalidades e atos de má gestão das
administrações dos bancos. Por isso, temos de aprovar uns
Estatutos para a Caixa Económica, até tendo em conta os elevados
valores que tem à sua responsabilidade (mais de 21.000 milhões
) que reduza os riscos , pois se acontecer alguma coisa grave na Caixa
Económica, todos os associados do Montepio sofrerão as
consequências. E isso passa por uma profunda segregação de
funções, pela eliminação de cargos de
inerência em que quem é controlado também controla, pela
criação de órgãos totalmente independentes do
conselho de administração, eleitos diretamente pelos associados,
para controlar os atos do conselho de administração. Não
estamos nem queremos por em causa a honestidade dos membros atuais dos
órgãos sociais do Montepio. Apenas estamos a tratar de
organizações e não de pessoas, e as
organizações como o Montepio devem estar estruturadas para
reduzir os riscos, e para que os associados não sejam mais tarde
confrontados com situações desagradáveis e com
consequência graves para a sua vida. Pretendemos é reduzir riscos,
dar segurança aos associados que confiaram ao Montepio as suas
poupanças; no fundo, criar uma organização que seja
transparente, que seja de todos os associados e não apenas de alguns,
que seja efetivamente controlada por eles, e não apenas por alguns, e
que respeite os princípios do mutualismo. É esse o objetivo das
propostas de alterações ao projeto de Estatutos que defendemos
que serão apresentadas na próxima assembleia-geral em alternativa
ao projeto de Estatutos do presidente do conselho de
administração.
AS PROPOSTAS DE ALTERAÇÕES AOS ESTATUTOS QUE DEFENDEMOS
FUNDAMENTOS DESTAS PROPOSTAS
Se as propostas que apresentamos no conselho geral tivessem sido consideradas,
o projeto de alteração dos Estatutos da Caixa Económica
seria muito diferente porque, para nós, o controlo das decisões
do conselho de administração pelos associados é
fundamental e devia ser reforçado, e não diminuído como
resulta do projeto de Estatutos apresentado. As propostas que agora
apresentamos visam corrigir as deficiências mais graves do projeto.
Assim, defendemos uma clara segregação de funções e
de poderes entre os diversos órgãos, o que carateriza qualquer
boa organização, sendo também a forma de evitar que numa
organização surjam problemas graves, pois reduz os riscos,
já que permite que órgãos independentes e diferentes se
controlem mutuamente. Ela também visa reforçar o controlo da
decisões dos conselhos de administração da
Associação Mutualista e da Caixa Economia por parte dos
associados, já que o problema mais grave que enfrenta atualmente o
Montepio é precisamente o reduzido controlo dos associados dos atos do
conselho de administração, e o projeto apresentado, em vez de
resolver ou diminuir esse problema, até o agrava
AS NOSSAS PROPOSTAS
Artº 11º (Órgãos)
1. São órgãos da Caixa Económica
a] A assembleia delegada
b] O conselho geral e de supervisão
c] O conselho de administração executivo
d] O conselho fiscal
2. A assembleia delegada dos representantes dos associados é
constituída por 30 membros eleitos diretamente pelos associados com base
no método de Hondt, em lista própria, sendo 15 eleitos em circulo
nacional, e os restantes 15 repartidos por regiões Norte, Centro,
Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira- proporcionalmente ao numero
de associados existentes em cada região. (
JUSTIFICAÇÂO:
contrariamente ao projeto de Estatutos do presidente do conselho de
administração (p.c.a.),
com esta proposta pretende-se acabar com os cargos por inerência, tornar
a assembleia totalmente independente dos conselhos de
administração, e representativa dos associados já que
é diretamente eleita por eles em lista própria)
3. O conselho de administração executivo é eleito pela
assembleia delegada por proposta do conselho de administração da
associação mutualista ou de, pelo menos, 5 membros da assembleia
delegada (
JUSTIFICAÇÃO: define-se a forma com são apresentadas as
candidaturas pois o projeto de Estatutos é omisso sobre esta
matéria).
Artº 16º ( Poderes da assembleia de representantes da Caixa
Económica
2. As matérias constantes da alínea i) do nº1 são
reserva exclusiva da assembleia geral de todos os associados do Montepio Geral,
que pode tomar a iniciativa, e as deliberações da assembleia
delegada da Caixa Económica constituem apenas propostas para a
assembleia geral do Montepio e as decisões, em relação a
esta matéria, têm de ser tomadas, pelo menos, por dois
terços mais um dos associados participantes na assembleia . As
deliberações relativas às restantes matérias
constantes das restantes alíneas poderão ser sempre apreciadas e
alteradas pela assembleia-geral de todos os associados do Montepio Geral desde
que um mínimo de 200 associados o solicite ao presidente da mesa da
assembleia-geral. (
JUSTIFICAÇÂO:
contrariamente ao projeto dos Estatutos do p.c.a., defendemos que a assembleia
geral de todos os associados tem, em última instancia, poder para
decidir sobre qualquer matéria importante da Caixa Económica
alterando, se for caso disso, as decisões da miniassembleia desde que,
pelo menos, 200 associados o solicitem e, em relação a uma
matéria extremamente sensível, como é a
alteração do Estatutos, a fusão, dissolução,
etc., da Caixa Económica, esta matéria constitui
competência reservada da assembleia geral de todos os associados do
Montepio).
Artº 20 (Conselho Geral e de Supervisão)
1. O conselho geral e de supervisão é composto por 9 membros, com
competências e formação adequadas, eleitos diretamente por
todos os associados, com base no método de Hondt. Nas reuniões
poderão participar, sem direito a voto, a pedido do conselho geral e de
supervisão, os membros do conselho de administração da
associação mutualista, os membros do conselho fiscal da
associação mutualista, os membros do conselho de
administração executivo da Caixa Económica (
JUSTIFICAÇÂO:
contrariamente ao projeto de Estatutos do p.c.a.,
acabam-se com os cargos por inerência que consta do projeto, passando
este órgão a ser totalmente independente dos conselhos de
administração, e representa os associados já que os seus
membros, que são também da assembleia geral da CE, são
diretamente eleitos pelos associados).
Art.º 23º (Remunerações do conselho de
administração executivo da Caixa Económica)
1. A comissão de remunerações da Caixa Económica
é a mesma da Associação Mutualista, eleita na assembleia
geral dos associados, e deve informar todos os associados, através do
Boletim do Montepio, das decisões tomadas quer em relação
à Caixa Económica quer em relação à
Associação Mutualista.
(JUSTIFICAÇÃO : Para evitar dualidade de critérios e
diferenças injustificáveis dentro do grupo Montepio)
2.
3. As remunerações dos administradores da Caixa Económica
devem ser estruturadas de acordo com as da associação respeitando
os princípios do mutualismo e eliminando estímulos que possam
promover o risco. (
JUSTIFICAÇÂO: Para eliminar os riscos que resultam de
remunerações variáveis indexadas aos resultados que
promovem os riscos e que levaram instituições financeiras
à falência)
4. Eliminar
5. Os planos de reforma dos administradores da Caixa Económica devem ser
aprovados em assembleia geral de todos os associados, e devem ser elaborados
com base nos princípios que vigoram para todos os trabalhadores do
Montepio
(JUSTIFICAÇÂO: Para acabar com situação atual dentro
do Montepio, que não deixa de ser escandalosa e com maioria de
razão num grupo mutualista, de que, no cálculo da pensão,
cada ano de serviço, para um administrador, corresponde a 5% da
remuneração o que determina que, ao fim de 20 anos de
serviço um administrador tenha direito à pensão completa,
enquanto para um trabalhador, cada ano de serviço, corresponda apenas a
2,85%, o que determina que sejam necessários 30 anos de serviço
para ter direito à pensão completa).
6. Os membros da comissão de remunerações deverão
estar presentes nas reuniões da assembleia delegada da CE e na
assembleia-geral de todos os associados, quando forem tratadas matérias
de remunerações, para informar os associados.
Artº 26º (Número de mandatos dos membros do conselho de
administração executivo da Caixa Económica
) - É permitida a eleição até 3 mandatos para
qualquer órgão do Montepio ou da Caixa Económica, sem
prejuízo das limitações decorrentes da lei, e se o
desempenho for positivo
(JUSTIFICAÇÂO: Para impedir projetos de poder pessoal)
Artº 32º, nº3 (Processo de cisão, fusão da Caixa
Económica) -
A deliberação referida no número anterior só
produzirá efeitos após aprovação pela assembleia
geral de todos os associados do Montepio Geral
Artº 36, nº 8
(Alterações aos Estatutos)
Uma vez concluído o processo referido nos números
anteriores, as alterações aprovadas pela assembleia de
representantes da Caixa Económica são submetidas a
aprovação da assembleia geral de todos os associados do Montepio
Geral.
Ver também:
1ª carta aberta aos associados do Montepio
2ª carta aberta aos associados do Montepio
Convocatória para a sessão extraordinária da Assembleia-Geral
[*]
Membro do Conselho Geral do Montepio
Esta carta aberta encontra-se em
http://resistir.info/
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