"Problemas económicos do socialismo na URSS", o autor e a obra
1ª Parte, o autor
por Daniel Vaz de Carvalho
"Problemas económicos do socialismo na URSS"
[1]
foi escrito por Joseph Vissarionovitch Estaline em 1952. Vale a pena recordar
este texto não só como documento histórico, de certo modo
inserido nos 100 anos da Revolução Socialista de Outubro, mas
também pelo que pode ter de relevância atual quanto à
análise e definição de critérios e políticas
do socialismo.
Antes de fazermos uma breve resenha do texto, algumas notas sobre o autor, tema
tabu, cujas abordagens ou são ignoradas ou quase consideradas uma
apologia do crime. Porém, como disse Espinosa:
"Trabalhei cuidadosamente para não escarnecer, nem lamentar, nem
execrar, mas apenas compreender as ações humanas".
De qualquer forma, o texto e o seu autor merecem alguma reflexão e
ganham uma perspetiva que não deve passar despercebida. Afinal a
Revolução não acabou ao fim dos 10 dias que abalaram o
mundo, prosseguiu durante décadas, só pôde ser
destruída pela traição e contrariamente à vontade
expressa do seu povo. Lembrar o imenso contributo da Revolução
para o progresso dos trabalhadores e dos povos é também lembrar
os seus obreiros e os seus líderes, os seus êxitos, erros e
circunstâncias.
A propósito do autor
Falar do autor é extremamente problemático. A luta
ideológica contra o socialismo impôs-se de forma tão
intensa que mesmo em sectores avançados ideologicamente se estabeleceu a
autocensura. Historiadores que se apresentam como gente séria vão
ao ponto de considerar Estaline um criminoso pior que Hitler de tal modo a
repetida falsificação condiciona o pensamento.
E no entanto as coisas de forma alguma se passaram como divulgam. Além
de que os pretensos acusadores perdem a autoridade moral para o fazer quando
sistematicamente defendem, omitem ou justificam os crimes cometidos sob o
capitalismo.
No Pequeno Dicionário Filosófico, edição de 1959,
publicado em Moscovo, (já com Khruchov na liderança) Estaline
é considerado "destacado dirigente do movimento trabalhista
revolucionário russo e internacional", "notável
revolucionário proletário" que após a "morte de
Lenine conduziu firme e decididamente o povo soviético pelo caminho da
construção do socialismo. Nas suas obras teóricas
desenvolveu de maneira admirável a teoria marxista-leninista".
Contudo "na sua ação cometeu sérios erros".
"Certas limitações da democracia interna inevitáveis
nas condições de luta encarniçada contra o inimigo de
classe e mais tarde contra os invasores germano fascistas começaram a
ser transformados em norma violando grosseiramente os
princípios leninistas". "Foram cometidas arbitrariedades e
abusos de poder e graves violações da legalidade
socialista". Apesar disto "o Partido Comunista e o povo
soviético recordarão sempre Estaline e lhe farão
justiça". "A cruzada dos círculos reacionários
imperialistas contra o chamado "estalinismo", por eles inventado,
é na realidade uma cruzada contra o movimento operário
revolucionário e na sua essência uma forma de luta conta as teses
básicas do marxismo-leninismo". (pág. 542 a 545)
Em termos gerais, a súmula do Dicionário pode aceitar-se como
correta. Na realidade o frenesim contra o sucessor de Lenine generaliza-se a
partir do fim
dos anos 80, com Gorbatchov e Ieltsin, em que a falsidade atingiu formas
grotescas que o imperialismo em vários casos retomou da propaganda nazi
servindo de esteio para a destruição da URSS. Brejniev pretendeu
em 1969 a "reabilitação" de Estaline, porém tal
só foi possível parcialmente devido a oposição na
Comissão Política.
O culto da personalidade
O culto da personalidade existiu. Era inevitável naquelas
condições concretas. As exigentes tarefas de
reconstrução do país e de preparação para a
agressão, inscrita nos objetivos do capitalismo internacional, exigiam
para as massas não apenas noções ideológicas, mas
que seguissem um líder que admiravam e em quem confiavam.
Até que ponto esse culto foi fomentado pelo seu protagonista não
é claro. No fim da II Guerra Mundial recusou receber a
condecoração de Herói da União Soviética:
"se não estive na frente de batalha, que espécie de
herói sou?"
[2]
Quando em 1946 lhe foi apresentada uma sua biografia feita por um coletivo,
Estaline recusa-a: "Diz-se que sou o autor de todos os ensinamentos,
sublinha-se que criei a teoria sobre o comunismo, como se Lenine só
tivesse escrito e falado sobre o socialismo e nunca sobre o comunismo. Mais, os
ensinamentos sobre a industrialização do país e a
colectivização da agricultura são apresentados como se
fossem meus. Na verdade, pertence a Lenine o mérito de ter colocado o
problema da industrialização do nosso país. Isto
também é válido para a questão da
colectivização da agricultura, etc. Há nesta biografia
muita adulação e exagero do papel da personalidade. Que deve
fazer o leitor depois de ler esta biografia? Ajoelhar-se e adorar-me? Assim
não se educam as pessoas no espírito do marxismo. Não
precisamos de veneradores de ídolos". "As pessoas não
devem ser educadas para serem escravos, mas há entre vós essa
tendência. Vós não educais as pessoas no amor ao Partido.
Quando eu já não existir, que sucederá então?"
"Quadros bolcheviques como Dzerjinski, Frunze e Kuibichev também
viveram e agiram, mas sobre eles nada se escreve, são omitidos."
[3]
Na obra em epígrafe escrita quando contava 72 anos e quase 30 na
liderança, são muitas as citações de Marx, Engels,
Lenine, mas só se cita duas vezes, porém para se autocriticar e
propõe que se retire do Manual o capítulo "A
criação da economia política do socialismo por V.I. Lenine
e I.V. Estaline" "É completamente desnecessário
porque não acrescenta nada de novo e é uma pobre
repetição do que está dito nos capítulos
anteriores". (pág. 323) Perante a sugestão de um economista
que se propõe "desenvolver as soluções
teóricas da teoria marxista, leninista-estalinista da economia
política do socialismo", Estaline considera a ideia
ridícula. (pág. 336)
No Pravda (08/maio/1947) escreveu: "Lenine é o nosso mestre e
nós, soviéticos, somos discípulos de Lenine. Nunca nos
desviámos da sua herança e nunca nos desviaremos dela".
[4]
A repressão
Os números são conhecidos mas omitidos. Os arquivos
soviéticos investigados após o fim da URSS pela comissão
Zemstov
[5]
mostraram o seguinte: entre 1921 e 1953 foram "reprimidas" cerca de
quatro milhões de pessoas. Dentre elas, efetivamente condenadas
à morte 799 455.
Em 1953 havia 2 468 524 presos soviéticos, incluindo presos comuns,
apresentados pelos falsificadores da história como políticos,
contudo apenas 18,8% daquele total eram considerados
"contrarrevolucionários". O tempo de condenação
para a maioria dos prisioneiros, era no máximo de cinco anos.
[6]
Aliás o número total de presos era semelhante aos dos EUA
atualmente (2 milhões).
Sendo decididamente contra a pena de morte aquele número não
é aceitável. Todas as críticas e
reabilitações não restituíram a vida aos inocentes.
Por muitos erros que Kruschov tenha cometido e foram muitos uma
virtude teve: parou com estes métodos, embora abrindo as portas ao
oportunismo.
É certo que foi preciso fazer frente, à sabotagem, a
conspirações, mas também à corrupção,
ao abuso de poder, à criminalidade. Houve ainda duas guerras: a dita
"civil" intervenção das potências
capitalistas e a agressão nazi-fascista, com um horroroso
balanço de crimes e mesmo colaboração com o inimigo em
certas zonas. Dados que nunca se contabilizam. Tudo isto existia para
além do "realismo socialista", forma de estímulo e
educação das massas trabalhadoras
Versões absurdas postas a circular falam em 12 milhões de presos
e afirma-se que 50 ou 60 milhões haviam sido vítimas da
repressão, da colectivização, da fome, etc. Para
Soljenítsine (um fascista admirador de Franco e Pinochet, que
após 1974 defendeu a intervenção dos EUA em Portugal e que
lamentava a libertação das colónias portuguesas
[6]
) entre 1917 e 1959 o "comunismo" havia matado 110 milhões de
pessoas
A realidade é que a população do país continuou a
aumentar mais de 1% ao ano, superando o crescimento demográfico de
Inglaterra ou França. Em 1926 a URSS tinha 147 milhões de
habitantes, em 1937, 162 milhões e em 1939, 170,5 milhões.
[7]
A repressão sobre os kulaks não foi um delírio de
ódio de classe. A política inicial era de
colaboração considerando-se que as medidas económicas
seriam suficientes para os levar a participarem no socialismo. "O
kulak
tem de ser travado através de medidas económicas e com base na
legalidade soviética. E a lei não é letra morta. Isto
não exclui naturalmente a aplicação de algumas medidas
administrativas necessárias contra os
kulakes.
Mas as medidas administrativas não devem substituir as medidas de
ordem económica"
[8]
Acabou por ser uma necessidade absoluta para que os habitantes das cidades
não perecessem: os
kulaks
procediam ao açambarcamento da produção agrícola,
matavam e enterravam o gado para não o entregarem às
cooperativas, provocavam a penúria e o mercado negro. Podemos avaliar o
que sucederia à URSS se estas medidas não fossem tomadas, pelo
modo como o imperialismo e as direitas internas têm atuado na
desestabilização da Venezuela.
O suposto genocídio na Ucrânia, que a investigação
de Zemstsov desmente, teve origem numa campanha de Goebbels como
preparação para a sua "libertação" pelas
tropas nazis. Retomada na atualidade a versão Goebbels é
preferida à soviética. (Mario Sousa)
É um facto que o debate com os oposicionistas existiu durante mais de 15
anos, antes de lhes serem aplicadas medidas repressivas. Todos os principais
dirigentes alvo de críticas e expulsos do Partido, foram de novo
reconduzidos nos cargos antes de em 1937-38 serem acusados de optaram pela
subversão e colaboração com potências estrangeiras,
julgados e em certos casos condenados à morte.
Kaganovitch conta que relativamente aos oposicionistas no final dos anos 20
Estaline considerava que: "não nos devemos precipitar. Primeiro
porque havia sempre a possibilidade daqueles elementos poderem evoluir para
posições sensatas, evitando que tivéssemos de recorrer
à medida extrema a expulsão do Partido e, segundo,
porque nesse caso o Partido teria de compreender primeiro a necessidade da sua
expulsão e do seu isolamento"
[9]
As chamadas "purgas" não foram um episódio de paranoia
e ambição de poder. Constituíram processos destinados a
corrigir faltas na disciplina e nos deveres dos membros do Partido, como abuso
de autoridade, nepotismo, corrupção. Além disto, perante
os perigos que ameaçavam o país, era necessária uma
efetiva disciplina para todos os membros do Partido. Cada elemento visado podia
recorrer sendo os casos revistos e dando-lhes razão.
O trabalho da NKVD foi criticado em 1938: "prenderam 52.372 pessoas ao
abrigo das disposições legais sobre os crimes
contra-revolucionários. No julgamento destes processos pelos
órgãos judiciais foram condenadas 2.731 pessoas, das quais foram
fuziladas 89 pessoas, e absolvidas 49.641 pessoas. Um tão elevado
número de absolvições confirmou que o então
comissário do Povo do NKVD, Ejov, prendeu muitas pessoas sem fundamento
suficiente. Nas costas do CC, cometeu arbitrariedades".
[9]
Ejov foi fuzilado...
Numa intervenção em maio de 1941 Estaline critica Vorochilov
pelas suas "medidas excessivas" na depuração das
Forças Armadas, tendo já então sido reintegrada a maioria.
Comentando os exageros que se verificaram neste processo, Stáline
afirmou em Maio de 1948: "Podemos naturalmente compreender o camarada
Voroschilov. Baixar a vigilância é algo de extremamente perigoso,
já que, para lançar uma ofensiva na Frente são
necessárias centenas de milhares de soldados, mas para provocar o seu
fracasso bastam dois ou três canalhas traidores no Estado-Maior. No
entanto, apesar de todas as justificações, a
destituição de 40 mil comandantes das forças armadas foi
uma iniciativa não só excessiva, como também extremamente
prejudicial em todos os sentidos. O Comité Central do Partido corrigiu a
atuação do camarada Voroschilov."
[9]
Na realidade, o que a propaganda afirmou ser o "aniquilamento de 40 mil
comandantes e comissários políticos entre 1937-40"
resumiu-se à destituição de 36.898 de membros do corpo de
oficiais, por condições de idade ou saúde,
violações disciplinares, delitos morais e falta de
confiança política. Ao todo foram presos 9 579 oficiais.
"Legitimamente, muitos dos destituídos e presos contestaram os
respectivos processos. As suas reclamações foram analisadas por
uma Comissão criada para esse fim. Em resultado do trabalho da
Comissão, em 1 de Maio de 1940, foram reintegrados no Exército 12
461 comandantes, dos quais 10 700 tinham sido expulsos por razões
políticas. O reexame de cada caso em concreto conduziu à
libertação de mais de 1.500 presos. Em todo este processo, 70
pessoas foram condenadas à morte por fuzilamento".
[10]
A autoridade moral
Todas as mortes na URSS são atribuídas ao sistema. Mas
então porque não considerar como consequências do sistema
capitalista os milhões que morreram devido à depressão
iniciada em 1929? Ou os 25 milhões de vítimas da "gripe
espanhola" a seguir à Grande Guerra em 1919?
O puritanismo crítico raramente tem autoridade moral; é antes um
estratagema dos promotores do fanatismo e da ignorância. As guerras dos
EUA após o 11 de setembro, em 14 anos, mataram pelo menos 2
milhões de pessoas nos países que foram atacados, ocupados ou
desestabilizados.
[11]
Quantos apenas desde a segunda guerra mundial pelo colonialismo e
neocolonialismo? Na guerra da Coreia mais de 4 milhões, outro tanto ou
mais no Vietname, Laos, Cambodja (o criminoso Pol-Pot também foi apoiado
pelo Ocidente). Nos fascismos da Indonésia à Argentina, Chile,
Bolívia, etc. Quantos? Segundo André Vitchek 55 milhões de
vidas perdidas em resultado do colonialismo, neocolonialismo, invasões
diretas, golpes de Estado e outros atos de terrorismo internacional.
Provavelmente um número subestimado atendendo aos que morreram pela fome
e absoluta miséria desencadeada pelo imperialismo.
[12]
Por que são ignorados os relatórios sobre tortura praticada pelos
EUA e as prisões secretas da CIA? E a "Escola das
Américas" que se assemelha aos "castelos SS" de Himler,
onde se preparavam polícias que nada ficavam a dever à Gestapo de
Goering e Muller? Será que isto não tem nada a ver com o sistema
capitalista? E as centenas de cidadãos mortos anualmente pela
polícia dos EUA, e as tragédias do crime organizado, nada
têm a ver com o sistema? E os 60 000 mortos por anos nos EUA devido
a
overdoses
?
Quem foi Estaline
Ele próprio responde ao seu filho: "Pensas que és Estaline?
Pensas que eu sou Estaline? Não, Estaline é aquele", diz
apontando para o seu retrato na parede. "Nós temos a
obrigação de nos mantermos com os pés no chão e
cumprir com as tarefas que nos determina a nossa existência humana."
[13]
Estaline foi e é desumanizado e diabolizado, como todos os que o
imperialismo na sua ambição quer destruir. Encarna a personagem
de um herói de tragédia grega: procura aproximar-se da
visão idealizada pelo seu mestre, Lenine, mas vê-se mergulhado no
drama.
Em várias ocasiões mostrou ser decididamente contra medidas
repressivas. A prova disso é a resolução do
plenário do CC em Janeiro de 1938, assim como a resolução
conjunta do Soviete dos Comissários do Povo da URSS e do CC do PCU(b),
de 17 de Novembro de 1938, "Sobre Prisões, Controlo da Procuradoria
e Condução das Investigações" assinada por
Molotov e Estaline. Mas naturalmente que os inocentes condenados à morte
não ressuscitaram por causa disso.
[14]
K. Rokossovski, foi um dos oficiais investigados no processo de
depuração das Forças Armadas tendo estado preso. Foi
reintegrado após reexame dos processos, e mais tarde promovido a
Marechal. Estaline perguntou-lhe certa vez: "Ainda se sente humilhado por
ter sofrido com as repressões e ter passado algum tempo na
prisão?". Rokossovski respondeu simplesmente: "Nunca deixei de
acreditar no Partido. Os tempos eram assim." Khruchov pediu-lhe que
interviesse contra Estaline. Rokossovski respondeu-lhe: "Nikita
Sergejevitch, para mim o camarada Estaline é sagrado!". Considerou
aquelas acusações contra desonrosas e pérfidas".
[15]
Ivan Benediktov em 1936 diretor-geral no Ministério da Agricultura,
conta ter sido chamado ao NKVD. Um oficial mostra-lhe uma
acusação de sabotagem subscrita por três elementos do
Partido, sobre os quais antes lhe foi pedida opinião. "Tudo o que
está aí é verdade, mas deve-se apenas à minha
inexperiência". O investigador diz-lhe então: "Recolhi
algumas informações sobre si e não são más:
é uma pessoa empenhada, bastante capaz. (
) quero que compreenda a
nossa posição: admite que os factos tiveram lugar e diz que
não tem qualquer dúvida sobre a honestidade daqueles que o acusam
de sabotagem. Concordará que enquanto tchekistas temos que agir em
conformidade. Eu compreendo, agora está numa situação
complicada, mas não vale a pena desesperar porque ainda não
chegámos a nenhuma conclusão - disse-me o investigador na
despedida, apertando-me a mão". O caso vai às mãos de
Estaline, mas este acaba por nomeá-lo ministro da Agricultura e assim
permaneceu até 1953. "Com outro a minha sorte talvez tivesse sido
diferente" diz, considerando Estaline o mais "moderado"
na Comissão Política.
[16]
Desde 1990 a popularidade de Estaline triplicou. Numa sondagem realizada em
março de 2017 na Rússia 54% consideraram a atitude de Estaline
globalmente positiva, 17% negativa.
[17]
1 Disponível em
resistir.info/livros/stalin_obras_escogidas.pdf
, pág.312
2 Stalin's Bodyguard Talks About Stalin,
https://www.youtube.com/watch?v=2bcmGnygysU
3 Viktor Kochemiako, A verdade sobre Stáline, p. 30,
disponível em
www.hist-socialismo.net
4 idem, pág. 9
5 Dados de um estudo com cerca de nove mil páginas levado a cabo
por uma equipa dirigida de historiadores sob a direção de Zemstov,
publicados entre 1990 e 1993.
Ver
O verdadeiro terror de Stáline
, por Rafael Poch e
Mentiras sobre la Historia de la Unión Soviética. De Hitler a Hearst, Conquest y Solzhenitsyn
, Mario Sousa
6 Mario Sousa, obra citada
7 Rafael Poch, obra citada, pág. 3
8 Viktor Kochemiako, obra citada, pág. 23
9 idem , pág 22 e 28
10 idem, pág. 27 e 28. Ver também Mario Sousa.
11
The US State of War,"Every country destroyed or destabilized by U.S. military action is now a breeding ground for terrorism"
, Nicolas J. S. Davies,
12
Our Leningrad
, Andre Vltchek,
13 - Viktor Kochemiako, obra citada, pág. 31
14 idem, pág. 13
15 idem, pág. 43
16
Stáline e Khruchov
, Ivan Alekssandrovitch Benediktov
17
www.rt.com/politics/399284-hardcore-stalinists-target-monument-to/
. Sobre este tema ver
Um outro olhar sobre Estaline
, por Ludo Martens e
Staline: Histoire et critique d'une légende noire
, por Domenico Losurdo.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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