A estória do ébola não cheira bem
por Paul Craig Roberts
[*]
O governo federal anunciou que milhares de soldados adicionais dos EUA
estão a ser enviados para a Libéria. O general Gary Volesky disse
que as tropas "suprimiriam" o ébola. A estória oficial
é que tropas de combate estão a ser enviadas para construir
estruturas de tratamento para aqueles infectados com o ébola.
Por que tropas de combate? Por que não enviar uma unidade militar de
construção tal como um batalhão de engenharia se têm
de ser militares? Por que o governo não faz o que habitualmente fazia,
contratar uma companhia de construção para construir as unidades
de tratamento? "Milhares de tropas adicionais" resulta numa equipe de
construção muito grande e sem experiência para 17 unidades
de tratamento. Isso não faz sentido.
Estórias que não fazem sentido e que não são
explicadas naturalmente levantam suspeitas, tais como: Estarão soldados
dos EUA a serem usados para testar vacinas e curas do ébola ou, mais
sombriamente, estarão eles a serem usados para trazerem mais
ébola para os EUA?
Entendo porque pessoas fazem estas perguntas. O facto de que elas não
receberão nenhuma resposta aprofundará suspeitas.
Americanos desinformados e crédulos responderão: "O governo
dos EUA nunca utilizaria os seus próprios soldados e os seus
próprios cidadãos como cobaias
(guinea pigs).
Antes de se fazer de bobo, aguarde um momento para recordar os muitos
experimentos que o governo dos EUA efectuou sobre soldados e cidadãos
americanos. Por exemplo, investigue online por
"experimentação humana não ética nos Estados
Unidos"
("unethical human experimentation in the United States")
ou "experimentos de radiação humana"
("human radiation experiments")
e descobrirá que agências federais tais como o Departamento da
Defesa e a Comissão de Energia Atómica fizeram: expuseram
soldados e prisioneiros dos EUA a altos níveis de
radiação; irradiaram os testículos de homens e testaram
defeitos de nascimento (o que resultou em altas taxas); irradiaram as
cabeças de crianças; alimentaram com material radioactivo
crianças mentalmente deficientes.
A oposição do regime de Obama à quarentena para aqueles
que chegam da África Ocidental também é um
mistério. O US Army anunciou que o Exército tenciona por em
quarentena todo soldado americanos que retorne da deslocação
à Libéria. O Exército diz razoavelmente que um excesso de
cautela é exigido a fim de minimizar o risco de
transferir o surto de ébola para os EUA
. Contudo, a Casa Branca não endossou a decisão do
Exército e manifestou oposição às quarentenas
ordenadas
pelos governadores de Nova York e Nova Jersey.
Aparentemente, a pressão da Casa Branca e ameaças de processos
judiciais daqueles sujeitos à quarenta levaram a que os dois estados
afrouxassem suas quarentena. Uma enfermeira que retornou do tratamento de
pacientes ébola na África Ocidental foi considerada por Nova
Jersey como sã para actuar depois de se verificar que estava livre de
sintomas durante 24 horas ao invés dos 21 dias que leva para a
doença produzir sintomas. A enfermeira ameaçou com um processo
judicial e a falsa questão da "discriminação contra
trabalhadores de cuidados de saúde" levantou-se. Como será a
discriminação para por em quarentena aqueles com a máxima
exposição ao ébola?
Antes de aparecerem sintomas, uma pessoa infectada é perigosa para
outros até estar em quarentena. Como o CDC (Center for Desease Control
and Prevention) foi agora forçado a admitir, depois de estupidamente
negar o facto óbvio, a actual estirpe
(strain)
de ébola pode propagar-se pelo ar. Tudo o que é preciso é
um espirro ou uma tossidela
ou uma superfície contaminada
.
Por outras palavras, pode difundir-se como a gripe. Negações
anteriores deste facto ajudaram a criar a suspeita de que a nova estirpe de
ébola é uma estirpe utilizada como arma de guerra
biológica
[NR]
criada pelos laboratórios do governo dos EUA na África
Ocidental. Como revelou o professor Francis Boyle, da Universidade de Illinois,
Washington instalou seus laboratórios de guerra biológica em
países africanos que não assinaram a convenção que
proíbe
tal experimentação.
O procedimento tortuoso de Washington ao evadir-se da convenção
que o governo dos EUA assinou provocou uma outra suspeita. Será que a
nova estirpe do ébola escapou, talvez através de acidente de
laboratório que infectou seus trabalhadores, ou foi a estirpe
libertada deliberadamente
a fim de verificar
se funciona
?
A única política inteligente e responsável é parar
todos os voos comerciais para e das áreas do ébola. Trabalhadores
voluntários da saúde deveriam ser transportados por aviões
militares e deveria ser-lhes exigido que aguentassem a necessária
quarentena antes de serem transportados de volta para os EUA.
Por que a Casa Branca se opõe à única política
responsável e inteligente? Por que está o Congresso silencioso
sobre a questão?
A resistência a uma política sã promove a suspeita de que o
governo ou algum grupo conspirativo tenciona utilizar o ébola para
declarar lei marcial e arrebanhar a população ou parte
indesejáveis dela para dentro dos campos FEMA que a Halliburton foi paga
para construir (sem que alguma vez dissessem ao público a razão
destes campos).
Certamente é estranho que um governo envolvido em guerras a longo prazo
no Médio Oriente, cujo propósito não é claro para o
público, e em fomentar conflito tanto com a Rússia como com a
China, dois países armados com ogivas nucleares, esteja tão
desatinadamente a criar entre o público mais suspeitas quanto aos seus
motivos, intenções e competência.
A democracia exige que o público confie no governo. Mas Washington faz
todo o possível para destruir esta confiança e para apresentar um
quadro de governo disfuncional com agendas ocultas e não declaradas.
29/Outubro/2014
[NR] Após a derrota do fascismo japonês na II Guerra Mundial, os EUA capturaram
os arquivos e os integrantes da unidade militar niponica especializada em
guerra bacteriológica e puseram-nos ao seu serviço. Na década de
1950, na Coreia, os EUA efectuaram experimentos de guerra
biológica, crime de guerra devidamente confirmado e comprovado
por uma comissão internacional de inquérito.
Ver também:
A entrada do ébola nos EUA tem todas as marcas de um acontecimento planeado
US Bio-warfare Laboratories In West Africa Are The Origins Of The Ebola Epidemic
Ebola Manufactured by Western Pharmaceuticals, US DoD?: Scientists Allege
Top Ebola Experts: This Strain Is Much Worse Than We’ve Ever Seen Before
U.S. is Responsible for the Ebola Outbreak in West Africa: Liberian Scientist
[*]
Antigo secretário assistente do Tesouro dos EUA e editor associado
do
Wall Street Journal,
autor de
How the Economy Was Lost
e de
How America Was Lost
O original encontra-se em
www.paulcraigroberts.org/...
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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