O sector financeiro promete que a privatização de estradas e
portos, sistemas de águas e esgotos, linhas de autocarros e
ferroviárias (tudo a crédito, naturalmente) tornará tudo
mais eficiente e reduzirá os preços cobrados pelos seus
serviços. A realidade é que os novos compradores imporão
portagens para a extracção de renda sobre a infraestrutura a ser
vendida. Os seus custos de equilíbrio
(break-even costs)
incluem os altos salários e bónus que pagam a si
próprios, bem como juros e dividendos aos seus credores e accionistas,
gastos com recompra das próprias acções e lobbying
político.
A contratação pública de empréstimos cria uma
dependência que transfere o planeamento económico para a Wall
Street e outros centros financeiros. Quando os eleitores resistem, chega o
momento de substituir democracia por oligarquia. Regras
"tecnocráticas" substituem as de responsáveis eleitos.
Na Europa, as troikas do FMI, BCE e a UE insistem em que todas as
dívidas devem ser pagas, mesmo ao custo da austeridade,
depressão, desemprego, emigração e bancarrota. Isto
é para ser feito sem violência quando possível, mas com
práticas de polícia de estado quando os que se apropriam de bens
alheios consideram necessário suprimir a oposição popular.
Financiarizar a economia é descrito como um modo natural de ganhar
riqueza aceitando mais dívida. Mas é difícil pensar
um plano de acção mais altamente politizado, moldado como
é por regras fiscais que favorecem banqueiros. Também é
auto-conclusivo, porque quando a dívida pública cresce até
o ponto em que investidores ("o mercado") já não
acreditam mais que possa ser reembolsada, os credores montam um ataque (a
analogia militar é apropriada) "entrando em greve" e
não rolando títulos existentes quando eles se vencem. Os
preços dos títulos caem, rendendo taxas de juro mais altas,
até que os governos concordam em equilibrar o orçamento
através de privatizações voluntárias pré
bancarrota.
Vender Títulos do Tesouro para financiar programas públicos
é como assumir novos défices através da
contracção de
empréstimos
Se o objectivo das despesas militares da América por todo o mundo
é preparar-se para guerras futuras, por que não assumir como
objectivo poupar antecipadamente um fundo de US$10 milhões de
milhões, ou mesmo US$30 milhões de milhões, como com a
Segurança Social, de modo que não tenhamos de pagar por ela?
A resposta é vender a reserva de títulos do Tesouro para
financiar Segurança Social, despesas militares ou quaisquer outros
programas tem o mesmo efeito monetário e sobre os preços da
emissão de novos títulos do Tesouro. O impacto sobre mercados
financeiros e sobre a pertença ao sector privado da dívida
governamental ao pagar Segurança Social com poupanças
passadas isto é, pela venda dos títulos do Tesouro nos
quais estão investidos fundos da Segurança Social é
em grande medida como contrair empréstimos pela venda de novos
títulos. Faz pouca diferença se o Tesouro vende títulos de
dívida
(IOUs)
recém impressos ou títulos que foram acumulados num fundo
especial. O efeito é aumentar a dívida pública para com o
sector financeiro.
Se as poupanças tiverem de ser investidas em títulos do Tesouro
(como no caso da Segurança Social), será que isto paga os cortes
fiscais em outras partes do orçamento? Se assim for, será que
estes cortes serão para os 1% mais ricos ou para os 99%? Serão as
poupanças investidas em infraestrutura ou, em alternativa, transferidas
para estados e cidades a fim de ajudar a equilibrar suas deficiências
orçamentais e planos de pensão subfinanciados?
Um outro problema refere-se a quem deveria pagar por esta
poupança antecipada. Os impostos necessários para pré
financiar uma
acumulação de poupanças drenam rendimento de algum lugar
da economia. Quanto contrairá a economia ao desviar o rendimento do
gasto em bens e serviços? E será tributado o rendimento de quem?
Estas questões ilustram quão politicamente auto-interessado
é escolher tributar salários para poupar para a Segurança
Social em contraste com travar guerras e reconstruir casas de praia.
Os orçamentos do governo habitualmente são concebidos para
estarem em equilíbrio sob condições normais em tempo de
paz, de modo que a maior parte da dívida pública tem sido
provocada pela guerra (antes da guerra financeira de hoje de cortar impostos
sobre a riqueza). A
Riqueza das nações
de Adam Smith (Livro V) investigava como cada nova emissão de
títulos britânicos para conseguir fundos para uma
acção militar tinha um imposto dedicado a pagar seus encargos de
juros. A acumulação de tais dívidas de guerra elevava
portanto o custo de vida e assim o preço de equilíbrio do
trabalho. Para impedir que isto enfraquecesse a competitividade
britânica, Smith instava a que guerras fossem travadas numa base imediata
(pay-as-you-go)
tributação plena ao invés de contrair
empréstimos e os pagamentos de juros e impostos que implicavam (pois a
própria dívida raramente era amortizada). Smith pensava que as
populações deveriam sentir o custo da guerra directa e
imediatamente, levando-as presumivelmente a serem vigilantes e manterem sob
controle projectos de império grandiosos.
Os Estados Unidos emitiram divisa fiduciária
(greenback)
para pagar grande parte da sua Guerra Civil, mas também emitiram
títulos. Ao analisar estas finanças de guerra o astrónomo
e teórico monetário canadiano-americano
Simon Newcomb
enfatizou
que todas as guerras devem ser pagar na forma de material tangível e
vidas pela geração que as combate. Pagar a guerra contraindo
empréstimos de portadores de títulos, explicou, envolvia cobrar
impostos para pagar os juros. O efeito era transferir rendimento dos estados
Ocidentais (contribuintes) para portadores de títulos no Leste.
No caso actual da Segurança Social, o beneficiário da
dívida do governo é ainda o sector financeiro. A economia deve
proporcionar a habitação, alimentação, cuidados de
saúde, transporte e vestuário que permitam aos aposentados
viverem vidas normais. Este excedente económico pode ser pago tanto pela
tributação, como criação de novo dinheiro ou tomada
de empréstimo. Mas ao invés dos estados "ocidentais",
os principais pagadores do imposto da Segurança Social são
assalariados de todo o país. Tributar o trabalho contrai mercados e
força a economia à austeridade.
Facilidade quantitativa como criação irrestrita de dinheiro
para subsidiar os grandes bancos
As três ondas de "Facilidades quantitativas"
(Quantitative Easing, QE)
do Federal Reserve desde 2008 mostram quão fácil é criar
dinheiro irrestrito
(free money).
Mas isto foi proporcionado só aos maiores bancos, não aos
proprietários de casas ou indústrias carentes. Os US$2
milhões de milhões iniciais em "dinheiro por lixo"
("cash for trash") assumiram a forma de o Fed criar nova reserva de
crédito bancário em troca de títulos apoiados por
hipotecas avaliados muito acima dos preços de mercado. A QE2
proporcionou outros US$800 mil milhões em 2011-12. Os bancos
utilizaram-nos esta injecção de crédito para arbitragem de
taxa de juro e especulação com taxas de câmbio das divisas
do Brasil, Austrália e outras economias com taxas de juro elevadas.
Assim, praticamente todo o novo dinheiro do Fed foi para o exterior ao
invés de ser emprestado para investimento ou emprego internos.
A dívida do governo dos EUA foi aumentada principalmente para
re-inflacionar preços de hipotecas empacotadas pelos bancos e, portanto,
os preços do imobiliário. Ao invés de aliviar a
dívida do sector privado por cancelamentos parciais de hipotecas de
acordo com a capacidade de pagar dos proprietários das casas, o Federal
Reserve e o Tesouro criaram dinheiro para apoiar os preços das
propriedades para empurrar os balanços dos bancos outra vez acima
da situação líquida negativa. O programa QE3 do Fed, em
2012-13, criou dinheiro para comprar títulos apoiados por hipotecas a
cada mês, a fim de proporcionar dinheiro aos bancos para emprestarem a
novos compradores de propriedade.
Para a economia como um todo, as dívidas foram mantidas em vigor. Mas os
comentaristas focaram só a dívida do governo. Num padrão
duplo, eles acusaram défices orçamentais de inflacionarem
salários e preços no consumidor, mas o objectivo explícito
da facilidade quantitativa era apoiar preços de activos. Inflacionar
preços de activos a crédito é considerado ser bom para a
economia, apesar de sobrecarregá-la com dívida. Mas a despesa
pública na economia "real", elevando níveis de emprego
e sustentando as despesas do consumidor, é considerado mau
excepto quando isto é financiado pela tomada de empréstimo
pessoal junto aos bancos. De modo que em cada caso o aumento dos lucros dos
bancos é considerado o padrão pelo qual a política
orçamental deve ser julgada!
O resultado é uma assimetria política que é o oposto do
que a maior parte das épocas considerou razoável ou
benéfico para o crescimento económico. Banqueiros e possuidores
de títulos insistem em que o sector público tome dele emprestado,
bloqueando o poder do governo para auto-financiar as suas
operações com uma gritante excepção. Essa
excepção verifica-se quando os próprios bancos necessitam
de criação irrestrita de dinheiro. O Fed proporcionou
crédito quase gratuito aos bancos sob a QE2 e o presidente Ben Benanke
prometeu continuar esta política até o momento em que a taxa de
desemprego caia para 6,5%. A pretensão é de que baixas taxas de
juro estimulam o emprego, mas o objectivo mais premente é proporcionar
crédito fácil para ressuscitar a tomada de empréstimos e
lançar outra vez para cima os preços dos activos.
Deflação orçamental no topo da deflação da
dívida
O principal problema financeiro com o financiamento de guerra verifica-se
após o retorno à normalidade, quando credores pressionam por
excedentes orçamentais para restabelecer a dívida pública
que aumentara. Isto impõe austeridade orçamental, reduzindo
salários e preços relativos de mercadorias para as dívidas
que se mantêm. Os gastos do consumidor contraem-se e os preços
declinam quando os governos gastam menos, ao passo que impostos mais elevados
retiram receita. Isto é o que está a verificar-se na guerra
financeira de hoje, em grande parte tal como em passados retornos à paz
de guerras militares.
Governos têm o poder de resistir a esta política
deflacionária. Tal como os bancos comerciais, eles podem criar dinheiro
nos seus teclados de computador. Na verdade, desde 2008 o governo criou
dívida para apoiar o sector das Finanças, Seguros e
Imobiliário
(Finance, Insurance and Real Estate, FIRE)
mais do que a produção e o consumo "reais" da economia.
Em contraste com a despesa pública em bens e serviços (ou
programas sociais que aumentam a procura do mercado), a maior parte do
crédito bancário que levou ao colapso financeiro de 2008 foi
criada para financiar a compra de propriedade já existente,
acções e títulos já emitidos, ou companhias
já existentes. O efeito foi sobrecarregar a economia com hipotecas,
títulos e dívida bancária cujos encargos devoram despesas
na produção corrente. Os US$13 milhões de milhões
de subsídios desde 2008 (para permitir aos bancos saírem da
situação líquida negativa) trouxeram de volta a
questão de saber porque deveriam ser tributados aos 99% para salvar por
antecipação a Segurança Social e o Medicare, mas
não para o salvamento bancário.
A actual política fiscal encoraja a extracção financeira e
rentista que se tornou o principal problema económico da nossa
época. A produtividade industrial continua a ascender, mas a
dívida está a crescer ainda mais inexoravelmente. Ao invés
de alimentar o crescimento económico, o crédito/débito
ameaça absorver o excedente económico, mergulhando a economia na
austeridade, deflação da dívida e situação
líquida negativa.
Assim, apesar do facto de o sistema financeiro estar rompido, ele ganhou
controle sobre a política pública a fim de sustentar e mesmo
obter favoritismo fiscal para um super-crescimento disfuncional do
crédito bancário. Ao contrário do progresso na
ciência e tecnologia, esta dívida não faz parte da
natureza. É uma construção social. O sector financeiro
politizou-a ao pressionar pela privatização da renda
económica ao invés de arrecadá-la como base fiscal. Esta
financiarização das oportunidades de extracção de
renda não reflecte uma evolução natural e
inevitável "do mercado". Trata-se de uma captura das
estruturas de mercado e da política orçamental. Lobbyistas da
banca têm feito campanha para comutar a arena económica para a
esfera política da feitura das leis e da política fiscal, com
batalhas laterais nos mass media e nas universidades para capturar os
corações e mentes de eleitores levando-os a acreditar que o modo
mais rápido e mais eficiente de acumular riqueza é através
do crédito bancário e da alavancagem de dívida.
Défices orçamentais como um antídoto à austeridade
Estão a crescer dívidas públicas por toda a parte, pois os
impostos cobrem só parte da despesa pública. O método
menos custoso de financiar esta despesa é emitir dinheiro a
divisa em papel e moedas metálicas que carregamos nos nossos bolsos. Os
possuidores desta divisa tecnicamente são credores do governo e
da sociedade, a qual aceita este dinheiro em pagamento. Mas apesar de
nominalmente ser uma forma de dívida pública, este dinheiro serve
como capital público visto que normalmente não se espera que seja
reembolsado. Este dinheiro do governo não porta juros e pode-se nele
pensar como "capital social" e portanto parte do valor líquido
da economia.
Se os impostos cobrissem totalmente a despesa do governo, não haveria
défice orçamental ou nova criação de
dinheiro público. Défices orçamentais do governo injectam
dinheiro na economia. Inversamente, incidir em excedente orçamental
retira o dinheiro público ou divisa em circulação. Este
efeito deflacionário verificou-se no fim do século XIX,
provocando uma deflação monetária que mergulhou a economia
dos EUA na depressão. Além disso, quando o presidente Bill
Clinton teve um excedente orçamental na sua administração,
a economia confiou nos bancos comerciais para fornecer crédito a ser
utilizado como meio de pagamento, cobrando juros por este serviço. Eis
como
Stephanie Kelton
resume esta experiência histórica:
O governo federal alcançou equilíbrio orçamental (e mesmo
excedentes) em apenas sete períodos desde 1776, fazendo entrar
suficiente receita para cobrir todos os seus gastos durante 1817-21, 1823-36,
1852-57, 1867-73, 1880-93, 1920-30 e 1998-2001. Também
experimentámos seis depressões. Elas começaram em 1819,
1837, 1857, 1873, 1893 e 1929.
Vê a correlação? A única excepção a
este padrão verificou-se no fim da década de 1990 e
princípio dos anos 2000, quando as bolhas dot-com e imobiliária
alimentaram uma farra de consumo que atrasou os efeitos danosos dos excedentes
de Clinton até a Grande Recessão de 2007-09.
Quando contribuintes pagam mais ao governo do que o que a economia recebe em
despesa pública, o efeito como pagar aos bancos mais do que eles
proporcionam em novo crédito. O volume de dívida é
reduzido (aumentando a taxa de poupança). A resultante austeridade
é favorável ao sector financeiro mas danosa para o resto da
economia.
A maior parte das pessoas pensa do dinheiro como um activo puro (como uma moeda
ou uma nota de US$10), não como sendo simultaneamente uma dívida
publica. Mas para um contabilista, um balanço é sempre um
balanço. Activos = Passivos + Situação Líquida.
Esta ambivalência do lado do passivo é confusa para a maior parte
das pessoas. Leva algum tempo pensar em termos de compensação de
activos e passivos como imagens espelhadas um do outro. Tal como
cosmólogos assumem que o universo é simétrico com
matéria carregada positivamente tendo uma contrapartida de
anti-matéria em algum lugar no outro extremo também os
contabilistas vêem o dinheiro no nosso bolso como sendo criado pela
despesa deficitária do governo. Possuidores da divisa em papel do
Federal Reserve tecnicamente podem resgatá-la, mas eles simplesmente
obterão pagamento em outras denominações da mesma divisa.
A palavra "resgate"
("redeem")
vêm de ajustar dívidas. Este era o objectivo pelo qual veio a
existir o primeiro dinheiro. Governos resgatam dinheiro ao aceitarem-no para
pagamento de imposto. Além de emitir divisa de papel, o Federal Reserve
injecta dinheiro na economia ao escrever cheques electronicamente. Os
receptores (habitualmente bancos a venderem títulos do Tesouro ou, mais
recentemente, pacotes de empréstimos hipotecários) ganham um
depósito no banco central. Esta é a espécie de
depósito que foi criada pelos acima mencionados US$13 milhões de
milhões de nova dívida que o governo entregou à Wall
Street após a crise de Setembro de 2008. O impacto do preço foi
sentido em mercados de activos financeiros, não em preços de bens
e serviços ou salários do trabalho.
Este crédito do Federal Reserve e do Tesouro não foi contado como
parte do défice operacional do governo. Mas ele aumentou a dívida
pública, sem ser gasto no PIB "real". Os bancos utilizaram
este dinheiro principalmente para jogar no câmbio estrangeiro e
arbitragem de taxas de juro, como observado acima, para comprar bancos mais
pequenos (ajudando-os a torná-los Demasiado Grandes para Caírem)
e para continuarem a pagar aos seus administradores altos salários e
bónus.
Esta monetização da dívida mostra como são
diferentes os orçamentos do governo e os das famílias. Os
indivíduos devem poupar para pagar pela aposentação ou
outros gastos. Eles não podem imprimir o seu próprio dinheiro, ou
tributar outros. Mas os governos não precisam "poupar" (ou
tributar) para pagar pelas suas despesas. A sua capacidade de criar dinheiro
significa que eles não precisam de poupar antecipadamente para pagarem
guerras, a Segurança Social ou outras necessidades.
Despesa deficitária keynesiana versus salvamento da Wall Street para
manter em vigor a sobrecarga de dívida
Há duas espécies de mercados: contratar trabalho para produzir
bens e serviços na economia "real" e transacções
em activos financeiros e direitos sobre a propriedade no sector FIRE. Governos
podem incorrer em défice ao financiarem uma ou outra destas esferas.
Desde os programas WPA (Work Projects Administration) do presidente Franklin
Roosevelt na década de 1930, juntamente com seu investimento de
infraestrutura pública em estradas, barragens e outras
construções e despesas com armas militares depois de
estalar a II Guerra Mundial a despesa "keynesiana" em bens e
serviços tem sido utilizada para contratar trabalho ou pagar programas
sociais. Isto injecta dinheiro na economia através
transacções tipo PIB que aparecem nas Contas do Rendimento e do
Produto Nacional. Não é inflacionário quando existe
desemprego.
Contudo, a dívida que caracterizou o salvamento de Paulson-Geithner da
Wall Street foi criada para gastos em bens e serviços, mas para comprar
(ou assumir a responsabilidade) hipotecas e empréstimos
bancários, apostas incumpridas de seguradoras e jogos de arbitragem. O
objectivo era subsidiar perdas financeiras enquanto mantinham em vigor a
sobrecarga de dívida, de modo a que bancos e outras
instituições financeiras pudessem "ganhar a sua
saída" para fora da situação líquida negativa,
a expensas da economia. A ideia era que eles pudessem começar a
emprestar outra vez para impedir os preços do imobiliário de
caírem ainda mais, salvando-os de terem de cancelar parcialmente
(write down)
suas reclamações de dívida de modo a reduzi-las à
capacidade de pagamento.
02/Janeiro/2013
Este é o terceiro artigo de uma série. O primeiro
encontra-se em
http://resistir.info/crise/hudson_28dez12.html
e o segundo em
http://resistir.info/crise/hudson_31dez12_parte_2.html
[*]
O livro
The Bubble and Beyond
resume as teorias económicas de Michael Hudson.
O seu livro mais recente é
Finance Capitalism and Its Discontents
. O autor contribuiu para
Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion
.
mh@michael-hudson.com
O original encontra-se em
www.counterpunch.org/...
. Tradução de JF.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.