COP21: O clima vai bem, obrigado!
Como o GIEC organizou uma gigantesca transferência do dinheiro de
todos os cidadãos para alguns beneficiários...
Na véspera da Conferência Internacional de Paris sobre o Clima
( COP21), sucedem-se declarações alarmistas a um ritmo
desenfreado, efectuadas pela colossal máquina de propaganda da ONU. Nada
nos é poupado, nem a seca e os fogos florestais na Califórnia,
nem o último furacão atravessando a Ásia. Qualquer
acontecimento meteorológico que possa inquietar o público, ainda
que pouco, é imediatamente ligado a uma [suposta]
alteração climática de origem antropogénica.
Numa entrevista recente no programa La Première (RTBF,
Radio Télévision Belge Francophone), o vice-presidente do GIEC
(Grupo Intergovernamental para o Estudo do Clima),
o professor Jean-Pascal van Ypersele, não hesitou em nos prometer o
apocalipse final: desde secas e chuvas extremamente intensas, colheitas de
cereais em queda livre, uma ascensão catastrófica do nível
dos oceanos... e a culpar o CO2 produzido pelo homem. E exigir que se chegue a
uma descabornização total da nossa sociedade daqui até
2100! Do contrário, a temperatura da Terra aumentaria em mais de 2º
C, nível para além do qual um fim atroz nos aguarda.
O vice-presidente do GIEC parece ignorar (?) que este limite de +2º C na
elevação da temperatura média do nosso planeta não
repousa sobre nenhuma prova científica. Este número foi
lançado por climatologistas alemães dirigidos pelo Prof.
Schellnhuber, director do Potsdam Institute for Climate Impact Research, sob
pressão de Angela Merkel. Mais tarde, o Prof. Schellnhuber irá
declarar: "Este limite de +2º não tem nada de mágico;
é somente um objectivo político. O mundo não
desaparecerá imediatamente, mesmo em caso de aquecimento mais
poderoso".
Esta declaração não perturba nosso vice-presidente, que
prossegue: "Se se continua no curso de desenvolvimento actual sem nada
modificar, chegaremos provavelmente a +4 ou +5º a mais e isto será
catastrófico para muitas populações". Mais uma vez,
ele parece ignorar (?) que numerosas publicações
científicas recentes revêem em baixa o impacto do aquecimento
devido à duplicação da quantidade de CO2
atmosférico. O Prof. Jean Jouzel, igualmente vice-presidente do GIEC,
afirmava recentemente que o aquecimento observado da Terra era da ordem de
0,01ºC por ano! Daqui a 2100 a Terra veria sua temperatura aumentar em
0,85º se nada mudasse. Estamos longe, muito longe, dos +2ºC
políticos e dos extravagantes +4 a 5ºC emitidos pelas mais loucas
modelizações. A não fiabilidade dos modelos
climáticos foi claramente denunciada por Hans von Storch, um dos mais
eminentes climatologistas alemães, que não hesita em declarar:
"Os modelos climáticos são falsos em mais de 98%!" E,
contudo, são os resultados erróneos destes modelos não
fiáveis que servem de base de trabalho aos decisores políticos.
CO2, O VILÃO UNIVERSAL
O culpável é, evidentemente, o CO2 emitido pelo homem e
unicamente este. Recordemos que não há nenhuma prova
científica da influência do CO2 sobre a temperatura do globo. Ao
contrário, todos os estudos indicam que, durante os últimos 400
mil anos, a variação da concentração em CO2
atmosférico sempre seguiu as flutuações da temperatura,
nunca o inverso. Enquanto a quantidade de CO2 emitida pelo homem não
cessa de crescer desde a era industrial, um arrefecimento climático
importante foi observado de 1942 a 1975, levando alguns a preverem a
iminência de uma nova Era Glaciar. Desde há quase 19 anos, a
temperatura média da Terra não aumentou nem um mínimo. Se
o CO2 tivesse um efeito qualquer sobre a temperatura nós já o
teríamos observado, não?
Todas as previsões efectuadas pelos climatologistas modelizadores
revelaram-se sempre erróneas. Todas, sem excepção! O
número e a violência dos furacões diminuiu em vez de
aumentar, os gelos na Antárctica não cessam de aumentar desde
há cerca de 30 anos, a banquisa árctica que devia desaparecer
desde 2008 está sempre lá e recupera admiravelmente, a velocidade
de subida dos oceanos diminuiu fortemente, os ursos polares que estavam em vias
de desaparecimento viram sua população multiplicada por sete
desde 1970 e o planeta
enverdeceu
em 21%, em parte graças ao crescimento da taxa de CO2
atmosférico. Ao contrário das afirmações do Prof.
van Ypersele: "A partir de 1º a mais, a produção de
cereais como o trigo ou o arroz está ameaçada", numerosos
estudos de campo mostram que o trigo e o arroz prosperam quando a taxa de
CO2
na atmosfera e a temperatura aumentam (até 600 ppmv e +3ºC)!
Assinalemos que existem também múltiplas variedades de trigo e de
arroz resistentes a este tipo de stress.
Quanto às energias renováveis, louvadas pelo vice-presidente do
GIEC, elas
não são competitivas
com as energias
fósseis
e nucleares. Sem as gigantescas subvenções estatais pagas pelos
contribuintes, estas energias
intermitentes
de custo exorbitante jamais teriam visto o dia. Contudo, ele obstina-se em
recomendar estas soluções inoperantes que não só
empobrecem a população (mais de um milhão de
alemães são incapazes de pagar suas facturas energéticas)
como arriscam remeter para a pobreza um número crescente dos nossos
irmãos humanos. O escândalo da transferência dos pobres para
os mais ricos, que podem pagar painéis solares e [veículos] Tesla
S, das companhias eléctricas que enriquecem graças aos
certificados verdes e dos bancos que tomam de passagem a sua parte, durou
demasiado. O GIEC organizou, com a cumplicidade de certos políticos, uma
gigantesca transferência do dinheiro de todos os cidadãos para
alguns felizes beneficiários. Isto é uma vergonha ética...
O pior é que isso foi orquestrado por partidos de esquerda.
É triste que a climatologia, esta jovem e bela ciência, seja assim
desviada para visões politiqueiras e para o dogmatismo ideológico.
09/Outubro/2015
Ver também:
Aquecimento global: uma impostura científica
Acerca da impostura global
A fábula do aquecimento global
A falsificação da história climática a fim de "provar" o aquecimento global
Climagate: O pior escândalo científico da nossa era
CO2: O novo tráfico de indulgências
mitos-climaticos.blogspot.pt
[*]
Químico, presidente da European Chemical Society, Professor da
Universidade Católica de Louvaina.
O original encontra-se em
www.contrepoints.org/2015/10/09/224588-cop21-le-climat-va-bien-merci-pour-lui
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|