por Bruno Bertez
A
WikiLeaks
, o grande sítio mundial de revelações,
denuncia as práticas do International Consortium of Investigative
Journalists (
ICIJ
) e denuncia uma operação de
manipulação
orientada.
A questão central é saber quem se arroga o direito de peneirar e
seleccionar aquilo que deve ser revelado ao público. Portanto, quem tem
um comportamento responsável ou não e quais são os
critérios desta responsabilidade.
Trata-se de um debate crucial, como temos explicado: o segredo e a
retenção dão poder, poder de controle e de chantagem.
Portanto a WikiLeaks não admite esta prática e a assim chamada
responsabilidade a que se refere. Isto leva-a a explicitar as suas
críticas.
No
Twitter
, a WikiLeaks acusa o ICIJ de ser uma criatura de Soros "com sede
em Washington DC, financiada pelo soft-power de Soros para esquivar-se ao
fisco", o qual "tem um problema com a WikiLeaks".
Quando se publica uma informação há pelo menos dois
aspectos a considerar:
O primeiro é o conteúdo
O segundo é porque é publicada
Toda publicação corresponde a uma intenção, a um
desejo: pretende-se alguma coisa.
E muito frequentemente é o segundo ponto, o desejo, que se esconde por
trás da publicação que é a questão mais
importante a elucidar. Ninguém duvida que a bola foi lançada,
não só há um trabalho de investigação a
fazer acerca do conteúdo dos Panamá papers como também
há que fazer um trabalho de verdadeira investigação,
não um trabalho de "bandeja", sobre todas as
circunstâncias e isto é que é apaixonante. Isto é a
verdadeira investigação.
A investigação jornalística não consiste em ficar
sentado na sua poltrona à espera dos "balanços" ou do
que serviços secretos venham apresentar como dossiers. Não, ela
consiste em puxar os fios que estão escondidos para subir àqueles
que querem manipular por meio da imprensa. Aqui, as informações
publicadas são pagas, financiadas por um consórcio de
capitalistas
fabianos
, ou seja, partidários da Terceira Via, aquela que mantem a
exploração dos assalariados, naturalmente, mas atenua os efeitos
pela repartição, os grandes princípios, ou seja, a
vaselina.
O capitalismo fabiano é o mundo a duas velocidades, é a
proletarização das classes médias, o fim da soberania dos
povos, é a Nova Ordem Mundial, o governo mundial pela oligarquia de que
Soros é o farol, a estrela evidente. Afirmamos: o homem de palha.
A luta é entre o capitalismo "hard", o capitalismo de
produção, identitário, e o capitalismo "soft", o
capitalismo de mercado financeiro, o capitalismo sublimado, sem fronteiras. O
primeiro é que pressiona mas faz isso utilizando as técnicas do
"soft power".
A luta é entre o capitalismo de empresa que ousa mostrar seu verdadeiro
rosto e afirmar sua legitimidade e este capitalismo envergonhado,
hipócrita, que se esconde por trás dos conceitos de abertura, de
modernidade, de direitos dos homens, etc.
Agora isto é muito claro, estamos numa luta política e
geopolítica, as coisas devem ser encaradas como tal.
O original encontra-se em
leblogalupus.com/...
Este artigo encontra-se em
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