Em defesa da Valorsul como empresa pública
por 14 Câmaras Municipais
[*]
Estimad@ munícipe,
Esta carta tem como finalidade dar a conhecer os argumentos que tem levado os
municípios da Grande Lisboa e do Oeste, servidos pela Valorsul, a
oporem-se, de forma coesa e veemente, ao processo de privatização
da empresa, iniciado pelo Governo.
A Valorsul é hoje uma empresa 100% pública, que serve 1,5
milhões de habitantes e trata um milhão de toneladas de lixo por
ano (20% do total nacional), sendo responsável pelo tratamento e
valorização dos resíduos produzidos por 19 concelhos
Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja,
Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinha, Nazaré,
Odivelas, Óbidos, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres
Vedras e Vila Franca de Xira.
É uma empresa bem gerida, dotada de comprovada eficácia e
eficiência, que investe na inovação tecnológica e
tem um excelente desempenho financeiro, tendo obtido, em 2013, um lucro de 6,4
milhões de euros.
Entendem estes municípios que não existe razão nenhuma que
justifique esta decisão do Governo e que a gestão dos
resíduos é um serviço essencial, que deve permanecer
público, tendo como principal objetivo a defesa do interesse coletivo.
É, aliás, já largamente consensual na sociedade portuguesa
que esta venda é negativa para o país, tendo inclusive a
Autoridade da Concorrência apontado "sérias
dúvidas" relativamente a este processo, o que a levou mesmo a abrir
uma "investigação aprofundada".
Neste momento, o Governo está cada vez mais isolado nesta decisão
que, a ser concretizada, levará à imposição, no
imediato, de um agravamento da tarifa, relativamente a que seria devida se a
empresa se mantivesse pública, o que terá consequente impacte e
reflexo na fatura que todos os municípios pagam pelo tratamento dos
resíduos.
Mas, alem deste e de outros aumentos de tarifa que estão associados a
esta decisão do Governo, tem estes municípios também
fortes preocupações em relação ao futuro desempenho
ambiental e social desta empresa.
É por todas estas razões que os municípios estão
contra todo este processo e exigem que o Governo pare de imediato com esta
privatização, e que, caso pretenda manter a
alienação da sua posição na empresa, deverá
então permitir que os municípios passem a deter a maioria do
capital da Valorsul.
Só desta forma será possível garantir que esta empresa
continue a prestar um serviço de qualidade e com tarifas justas, a todos
os municípios da região de Lisboa e do Oeste.
[*]
Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja,
Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinha, Nazaré,
Odivelas, Óbidos, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres
Vedras e Vila Franca de Xira.
Este documento encontra-se em
http://resistir.info/
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