Governo insiste na destruição da TAP
Os trabalhadores do Grupo TAP e o povo português foram hoje surpreendidos
pelo anúncio, completamente inesperado, de que o Governo se prepara para
entregar o Grupo TAP a um dos pretendentes que se apresentaram à
"herança" de mais uma fatia da soberania nacional.
Depois do escândalo que foi, em 15 de Maio, a escolha em apenas
três dias das propostas que passavam à segunda fase, fomos agora
violentados por mais esta fraude, de em apenas dois dias úteis, o
Conselho de Administração da TAP, a Parpública, os
assessores e consultores vários, os escritórios de advogados e o
Governo, conseguiram descortinar, decidir e escolher o feliz contemplado com
mais uma empresa pública, por sinal a última grande empresa
nacional ainda não entregue ao capital estrangeiro. Nem na roleta do
casino se ganham prémios tão rapidamente.
É inacreditável a impunidade com que este Governo destrói
o país. Nos últimos anos foram alienados para o controlo do
capital internacional mais de trinta mil milhões de activos, bem mais de
20% do PIB português. Este impressionante número, que aumentaria
se o governo conseguisse concretizar mais esta patifaria, este autêntico
crime de lesa pátria, dá bem a dimensão da
catástrofe que tem sido imposta a Portugal, e que se acentuaria com a
perda de mais este importante factor de soberania nacional.
Os trabalhadores do Grupo TAP e o povo português não vão
baixar os braços. O SITAVA tudo tem feito, e continuará a fazer,
para que este inacreditável processo de privatização, este
autentico acto de pirataria, perpetrado contra a TAP, não se consume.
O SITAVA irá participar em todas as iniciativas contra a
privatização que vierem a ser desencadeadas no seio da empresa, e
também no exterior, de modo a continuar a dar visibilidade a esta luta
que, estamos convictos, não é uma causa perdida.
CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TAP
UNIDOS SOMOS MAIS FORTES
11/Junho/2015
[*]
Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos
O original encontra-se em
www.sitava.pt/images/stories/pdf/news/com20150611_TAP.pdf
Este comunicado encontra-se em
http://resistir.info/
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