2012, um ano de muitas lutas
por André Levy
É um mero apanhado, usando a agenda da
CGTP
e nas notícias do
Avante!
; não é exaustivo. Ainda que parcial, este resumo deixa
patente como 2012 foi um ano de intensa luta de classes. Foi um ano marcado por
duas Greves Gerais históricas, a de 22 de Março e de 15 de
Novembro, e
várias manifestações nacionais, incluindo as de 11 de
Fevereiro e 15 e 29 de Setembro. Lutas contra o pacto de agressão da
Troika, contra o novo Código de Trabalho, contra o Orçamento de
Estado de 2013. Mas também várias lutas sectoriais e regionais,
em defesa dos contratos colectivos, em defesa dos serviços
públicos, contra as privatizações, contra os ataques ao
Poder Local, contra a política de direita, de cortes cegos. Um ano que
demonstrou que os trabalhadores e as populações resistem e lutam
por uma outra política. Tendo já realizado tais rescaldos, 2012
destaca-se pela continuidade da luta, pela sua força, pela sua
abrangência. Lutas que dão esperança que 2013 não se
irá caracterizar pela mera implementação das
políticas impostas pela Troika.
Janeiro 2012
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Greve dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, iniciada a 28 de Dezembro, até
8/Jan, contra a intenção de criar um quinto turno de trabalho sem
o devido aumento de efectivos
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Dezenas de trabalhadores do Grupo Carlos Saraiva manifestaram-se dia 8, junto
ao Grande Hotel Salgados, no concelho de Albufeira, onde decorria um congresso
de uma marca automóvel, para assim denunciarem a falta de pagamento de
salários desde Setembro.
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Manifestação Nacional dos trabalhadores da EMEF (Empresa de
Manutenção de Equipamento Ferroviário), junto à
Administração da CP (11/Jan)
-
O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) desconvocou a greve
marcada para o dia 13, após o Ministério da Justiça (MJ)
ter garantido alterar o estatuto profissional e contratar novos guardas
prisionais.
-
Greve dos trabalhadores portuários, iniciada dia 9/Jan, convocada para
reivindicar a suspensão ou a retirada da insolvência da Empresa de
Trabalho Portuário (ETP) do porto de Aveiro, desencadeada pela Aveiropor
e a Socarpor. Além 62 postos de trabalho, estavam em causa o intuito
patronal de desregulação e precarização de todo o
trabalho portuário ali realizado.
-
Acções da Interjovem pelo trabalho com direitos, denunciando a
grave situação de desemprego entre os jovens trabalhadores. A
taxa de desemprego nacional é de 12,4% e é de 17,3% nos jovens
até aos 35 anos. Famalicão (16/Jan); Porto, com os trabalhadores
do Centro Comercial Vivace (20/Jan); Setúbal (10/Jan), Lisboa (25/Jan)
-
Acção de protesto contra o aumento das taxas moderadoras na
Saúde, em Beja. (14/Jan)
-
CGTP-IN abandona reunião da Concertação Social, e alerta
para a gravidade das medidas ali cozinhadas pelo Governo, pela UGT e pelos
patrões (16/Jan)
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Desfile da Rua do Carmo para a AR, de activistas sindicais com o objectivo de
entregar os pareceres contra a proposta de trabalho gratuito (proposta de lei
n.º 36/XII que "estabelece o aumento excepcional e temporário
dos períodos normais de trabalho sem acréscimo de
retribuição") (18/Jan)
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Marcha de trabalhadores no Vale do Ave, contra o aumento do Horário de
Trabalho e o roubo dos direitos contratuais pelo Governo, com
concentração e saída de Nespereira até à
cidade de Guimarães. (21/Jan)
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Em plenário diante da administração da Amarsul, na Moita,
os trabalhadores aprovaram por unanimidade uma resolução onde se
afirma que "outra política é possível e
necessária" e se diz "não à
exploração, às desigualdades e ao empobrecimento".
(24/Jan)
-
Concentração desde o início da tarde junto aos
portões que dão acesso ao edifício da TAP, localizado na
zona no Aeroporto de Lisboa para protestar contra os cortes salariais e a
suspensão dos subsídios de férias e de Natal (27/Jan).
-
Vigilia/Concentração dos trabalhadores da Cerâmica
Valadares, em Gaia, que decidiram, em plenário, parar a
laboração da fábrica até receberem os
salários em atraso e concentraram-se em frente aos portões da
empresa. (30/Jan- 13/Fev). No dia 2 de Fevereiro os trabalhadores desfilaram
pelas ruas de Vila Nova de Gaia, em luta pelo pagamento dos salários de
Dezembro e Janeiro. Em 13 de Fevereiro, os trabalhadores, em Plenário,
decidiram retomar a laboração, depois de ter sido feito um acordo
com a administração e assinado um compromisso de que o pagamento
do mês de Janeiro será feito até ao dia 20, e que o
mês de Fevereiro será pago a tempo e horas.
Fevereiro 2012
-
Dia de greves no sector dos Transportes (2/Jan), incluindo Transtejo e Soflusa,
Carris, CP, CP-CARGA E REFER, STCP PORTO. Pela defesa do serviço
público de qualidade ao serviço do País e dos
cidadãos; Contra a redução de carreiras e serviços;
Contra as privatizações da concessão das empresas
públicas do sector; Pela negociação colectiva e aumento do
poder de compra; Pela defesa e cumprimento dos Acordos de Empresa; Contra os
despedimentos e aumento da precariedade no trabalho; Contra qualquer tentativa
de imposição do aumento dos horários de trabalho; Contra a
repressão nas empresas.
-
Manifestação dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do
Castelo, pelas ruas da cidade, aberta a trabalhadores, antigos
funcionários, familiares e população que culminou num
plenário na Praça da República, em defesa da
manutenção da empresa e dos postos de trabalho. (3/Fev)
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Concentração dos trabalhadores da JADO-IBERIA, em Braga, seguida
de deslocação até à Segurança Social, em
solidariedade com a luta dos trabalhadores vitimas do lay-off e em protesto
contra o "acordo social". (3/Fev)
-
Contra alterações unilaterais aos contratos de trabalho, cerca de
90 trabalhadores da empresa portuguesa ProCME, subcontratada da distribuidora
eléctrica francesa ERDF e a de gás natural GRDF, estavam, dia 9,
concentrados há dez dias, em protesto, diante dos escritórios da
empresa, em Ramonville-Saint-Agne, nos subúrbios de Toulouse.
Provenientes de Marselha, Nice e Montepellier, mantinham uma greve contra a
eliminação do direito a viagens pagas a Portugal, de cinco em
cinco semanas, e o pagamento do alojamento em França.
-
Grande Manifestação Nacional, em Lisboa contra o medo e
resignação. Mais de 300 mil pessoas responderam ao apelo da
CGTP-IN e fizeram, no Terreiro do Paço, a maior
manifestação desde há mais de 30 anos. (11/Fev)
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Greve dos trabalhadores da FDO, pelo pagamento dos salários em
dívida (Novembro, Dezembro e Janeiro) bem como do subsídio de
Natal de 2011. (13/Fev)
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Centenas de sargentos, praças e militares no activo e aposentados
protestaram, dia 16, em várias cidades, "contra o desmantelamento
das Forças Armadas". Na residência oficial do
primeiro-ministro entregaram as suas reivindicações.
-
A Onopackaging Portugal foi condenada a reintegrar um dirigente sindical e dois
trabalhadores que sofreram um despedimento colectivo, num acórdão
do Tribunal da Relação de Évora. Em Almada, o Tribunal de
Trabalho sentenciou a SN Seixal a reintegrar um trabalhador com vínculo
precário que desempenhava funções de trabalho permanente.
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Acções de protesto e denúncia dos trabalhadores das
Cantinas e Refeitórios, pela atitude da AHRESP (Associação
da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) em querer
retirar direitos aos trabalhadores: no Refeitório da TAP (22/Fev); no
Refeitório da SIC (23/Fev)
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Greve dos trabalhadores da Mirandela Artes Gráficas, SA, que na
falta de resposta da empresa decidiram em reunião de trabalhadores,
entrar em greve pelo pagamento dos salários em atraso a todos os
trabalhadores. A situação do não pagamento atempado dos
salários e de outras prestações pecuniárias
já se arrasta há alguns anos na empresa, os trabalhadores
já não recebem os subsídios de férias e de Natal
há 4 anos. (22/Fev)
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Concentração dos trabalhadores do sector público, diante
da delegação da Comissão Europeia, em Lisboa, contra as
políticas das, no âmbito de uma jornada de luta europeia,
promovida pela União Internacional de Sindicatos de Serviços
Públicos e Similares, da Federação Sindical Mundial.
(23/Fev)
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Vigília dos trabalhadores da Frente Comum, frente à
residência Oficial do Primeiro Ministro, pelo emprego com direitos, por
horários de trabalhos justos e contra a destruição das
carreiras (28/Fev)
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Dia Nacional de Acção e Luta, contra a austeridade, a
exploração e a pobreza; pelo emprego, salários, direitos e
serviços públicos, enquadrado na jornada de luta europeia,
promovida pela CES Confederação Europeia de Sindicatos, a
que a CGTP-IN se associou (29/Fev)
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Uma greve de duas horas dos trabalhadores portuários das ilhas do Faial,
Pico, São Jorge, Flores e Corvo, para reclamarem as mesmas
condições de trabalho praticadas nas restantes ilhas do
arquipélago pela empresa Portos dos Açores (29/FEv-2/Mar).
Março 2012
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Cerca de dois mil profissionais da GNR, de todo o País, repudiaram o
novo regime remuneratório e a extinção do seu subsistema
de saúde, num "Passeio contra as injustiças", em
Lisboa. (1/Mar)
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No Vale do Côa, os trabalhadores do Parque Arqueológico e do
Côa Museu protestaram contra o fim do seu vínculo público,
conquistado com a sua luta e que ficou contemplado no diploma de
criação da Fundação Côa Parque. (1/Mar)
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Plenário Nacional de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais da
Administração Pública, na Casa do Alentejo, com posterior
deslocação para o Ministério das Finanças. (2/Mar)
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Centenas de professores participaram numa vigília da Fenprof, de
"24 horas contra a precariedade e o desemprego". Nos últimos
seis anos aposentaram-se mais de 23 mil professores mas só entraram nos
quadros 396. Ao mesmo tempo tem vindo a acentuar-se a instabilidade, havendo
escolas em que mais de metade dos professores têm vínculos
precários "há 10, 20 ou mais anos". (2-3/Mar)
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Concentração de activistas sindicais da empresa Horários
do Funchal, em frente à Secretaria Regional dos Transportes, onde
entregaram um abaixo assinado de trabalhadores e utentes contra a
privatização. (3/Mar)
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Manifestação dos trabalhadores da EMEF, em Lisboa. (7/Mar)
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Concentração nacional de dirigentes, delegados e activistas dos
sectores das cantinas, refeitórios, restaurantes e pousadas, junto
às sedes das associações patronais para exigir a
revisão dos CCT´s e o aumento dos salários (14/Mar)
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GREVE GERAL contra o pacote de exploração e empobrecimento, Por
uma Mudança de Política, Emprego, Salários, Direitos,
Serviços Públicos (22/Mar)
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Concentração contra o "pacote da exploração e
empobrecimento", em Lisboa (Largo do Camões), seguida de desfile
para a Assembleia da República, onde a proposta de Lei do governo para a
alteração do Código do Trabalho era debatida na
generalidade. (28/Mar)
-
Greve na Transtejo, prosseguindo a sua luta contra a alteração
das escalas de serviço, contra a redução de carreiras e
pela discussão e negociação do seu AE (28/Mar)
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Manifestação no Dia Nacional da Juventude, em Lisboa, com o lema
"Queremos Trabalho! Exigimos Direitos! Esta País também
é para Jovens", para protestar contra o desemprego e a
precariedade; pela exigência de políticas que garantam os direitos
e respondam aos problemas dos jovens trabalhadores. (31/Mar)
Abril 2012
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Greves parciais dos trabalhadores da NAV Portugal, pela defesa da empresa e dos
postos de trabalho (13/Abr).
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Concentração de dirigentes e delegados sindicais, no Largo do
Intendente, onde funciona o gabinete do presidente da CM de Lisboa, pela
continuação dos refeitórios municipais sob a alçada
do município. O STML Sindicato do trabalhadores do
Município de Lisboa entregou um abaixo-assinado contra a
"privatização camuflada" daquela área e contra a
política de desresponsabilização social do actual
executivo. (13/Abr)
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Greve de 24 horas, por aumentos de salários, respeitando a dignidade e
os direitos dos trabalhadores, na fábrica de travões Robert
Bosch, em Alferrarede, Abrantes. (13/Abr)
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Acções nos centros de emprego de Setúbal e do Seixal e em
postos de apresentação quinzenal, no Barreiro e no Vale da
Amoreira, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (13/Abr)
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Manifestação Nacional em Defesa do Serviço Nacional de
Saúde (organizada pelo Movimento de Utentes dos Serviços
Públicos), em Lisboa, Porto e Braga (14/Abr)
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Greve e manifestação nacional dos guardas-florestais, em Lisboa,
com concentração no Largo do Carmo, seguida de desfile até
ao Terreiro do Paço, para defronte da secretaria de Estado da
Administração Interna e, em seguida, junto ao Ministério
das Finanças. (18/Abr)
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Concentração de Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais, na
cidade da Covilhã Pela Negociação Colectiva, Contra
o Roubo de Direitos, por Melhores Salários. (18/Abr)
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Plenário Nacional de Trabalhadores não docentes das escolas da
rede pública, em Lisboa donde partiu um desfile até ao
Ministério da Educação e Ciência (20/Abr)
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Desfiles celebrando os valores e conquistas da Revolução dos
Cravos (25/Abril) que constituíram simultaneamente um acto de
resistência às políticas de austeridade e à
ingerência da Troika.
Maio 2012
-
Grande jornada de celebração e luta no 1º de Maio.
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Luta dos trabalhadores da Cel-Cat, em Morelena (Sintra), pelo direito a um
salário digno, pela defesa da contratação colectiva e pela
valorização do trabalho (21/5-1/6).
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Protesto de agricultores contra o "programa de desastre nacional",
acordado entre as troikas e o Governo, e por melhores políticas
agrícolas.defesa da produção nacional, a melhoria dos
preços e o combate à especulação (4/5)
-
Greve na EDA (Electricidade dos Açores) ao trabalho suplementar e
às deslocações.
-
Greve no sector dos transportes contra o roubo dos salários e dos
subsídios de férias e de Natal, é pela
manutenção dos postos de trabalho(17 e 22/5)
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Vigília dos trabalhadores da Ensul Meci frente às
instalações da sede da construtora, no Monte de Caparica,
reclamando o pagamento de remunerações em atraso (17-24/5)
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Greve dos trabalhadores da Artlabel (ex-Califa), em São João da
Madeira para exigirem o pagamento dos salários. (25/5)
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Greve na Portucel em defesa do Acordo de Empresa (25-29/5)
Junho 2012
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Concentração, em Cacilhas, de pescadores, que exigem um novo
local para colocarem as suas embarcações (1/6)
-
Protesto do Barreiro e do Funchal, na banca e na limpeza, "contra a
exploração e o empobrecimento, pela mudança de
política" (2/6)
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Concentração pela manutenção do Instituto de
Oftalmologia Gama Pinto, que o Governo quer encerrar. (6/6)
-
Protesto dos trabalhadores da administração local, no Porto e
Lisboa, contra a exploração e o empobrecimento. (8 e 16/6)
-
"Concentrações de desagrado" dos sargentos e
praças num "requiem pela condição militar, pelas
promoções, contra o corte nos subsídios". (5 e 20/6)
-
Greves parciais dias 11, 12, 18 e 19, dos trabalhadores dos centros de
atendimento da EDP, subcontratados à Tempo-Team, em Odivelas e Lisboa, e
à Reditus, em Seia (11,12,18,19/6)
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Greves no sector dos transportes, Soflusa e Transtejo (14 e 18/6), na CP e CP
Carga, na EMEF e na STCP, contra o novo código de trabalho.
-
Greves parciais dos trabalhadores da limpeza urbana da Câmara Municipal
de Lisboa (11 e 17/6)
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Vigília dos enfermeiros do Centro de Reabilitação da
Região Centro contra a precariedade, os baixos salários e a
violação dos seus direitos decorrente do regime de
subcontratação em que se encontram há três anos
merece (21-22/6)
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Manifestação nacional de trabalhadores da Função
Pública como forma de protesto contra o roubo dos subsídios de
férias e de Natal.(22/6)
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Protesto dos trabalhadores das cantinas, refeitórios e fábricas
de refeições, em Lisboa, contra o boicote patronal à
contratação colectiva e para reivindicar a retoma das
negociações. (28/6)
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Concentração dos trabalhadores da Fiequimetal e o SITE-Norte
contra o bloqueio à contratação colectiva e os baixos
salários impostos pela associação patronal, de cuja a
Herdmar é membro dirigente. (28/6)
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Manifestação dos trabalhadores do sector das cantinas,
refeitórios e fábricas de refeições de todo o
País, em defesa do Contrato Colectivo de Trabalho, por melhores
salários e condições de trabalho e contra a precariedade,
os horários de trabalho escravizantes e as alterações ao
Código do Trabalho (28/6)
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Acção de protesto, na Covilhã, face ao ministro da
Economia, Álvaro Santos Pereira, quando se preparava para sair do Parque
de Ciência e Tecnologia (28/6)
Julho 2012
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Concentração de trabalhadores da Grandupla, na Marinha Grande, em
protesto contra o despedimento colectivo de que foram alvo, quando não
foram cumpridos os prazos estipulados por lei. (2/7)
-
Protesto dos trabalhadores da ESABE, empresa que efectua limpeza nos comboios e
bilheteiras da CP, em Lisboa, pelo pagamento dos salários como
está na Lei e no seu Contrato Colectivo de Trabalho, ou seja no
último dia de cada mês, e de todos os salários em atraso.
Os trabalhadores estiveram ainda em luta contra a alteração
unilateral do plano de férias. (3/7)
-
Protesto dos bolseiros de investigação científica frente
ao Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, para
reclamar o reconhecimento como trabalhadores, e o fim dos atrasos nos
pagamentos que lhes tornam a vida precária.(5/7)
-
Protesto nacional de professores e educadores (12/7)
-
Greve dos médicos contra o concurso público lançado pelo
Ministério da Saúde, para contratação de dois
milhões e meio de horas de trabalho médico através de
empresas de trabalho temporário e ao mais baixo preço por
hora.(11-12/7)
-
Manifestação dos trabalhadores das creches e dos equipamentos
pré-escolares da Segurança Social, contra a transferência
de 24 equipamentos para as Instituições Particulares de
Solidariedade Social (IPSS) (13/7)
-
Protesto dos trabalhadores da Saint Gobain Sekurit Portugal, de Santa Iria da
Azóia, em defesa e manutenção do emprego com direitos, da
produção nacional, do aumento dos salários e da
contratação colectiva. (13/7)
-
Concentração de trabalhadores do call-center da Optimus, frente
à sede da Sonaecom, no Parque das Nações, chamando a
atenção para as graves consequências da política de
subcontratação da marca de telecomunicações de
Belmiro e Paulo Azevedo. (19/7)
-
Protesto dos enfermeiros, através de "hospital do protesto", a
fim de denunciarem publicamente a política do Ministério da
Saúde e reafirmarem que: necessidades permanentes devem corresponder a
vínculos laborais permanentes. O ministro da Saúde e o Governo
propõe-se pagar aos enfermeiros subcontratados 3,96 euros à hora.
(20/7)
-
Greve dos enfermeiros com contrato individual de trabalho do Centro Hospitalar
de Trás-os-Montes contra o não pagamento dos turnos e do trabalho
extraordinário. (24-26/7)
-
Concentrações de professores contra a extinção
deliberada de postos de trabalho. (-27/7)
-
Greve a todo o trabalho suplementar na Somincor, em resposta à
intenção da administração de aplicar as
alterações do Código do Trabalho.
-
Greve na Carristur, pela uniformização das relações
contratuais e das condições salariais, pelo cumprimento integral
do contrato colectivo, pela negociação de um acordo de empresa,
por melhores salários, contra o roubo dos subsídios de
férias e de Natal e contra a redução a metade do valor do
trabalho suplementar (20/7)
-
Protesto e greve dos carteiros de Leiria contra a alteração dos
horários de trabalho e consequente perda de salário e qualidade
do serviço postal. (25/7-10/8)
Agosto 2012
-
Greve na seguradora Cares contra a deslocalização de
serviços para o call-center em Évora, entregue à Reditus,
parte de uma estratégia de "emagrecimento à
força", que visa preparar a privatização daquela
empresa do Grupo Caixa Seguros e Saúde. (3 e 6/8)
-
Greve nas cimenteiras Secil e CMP, que fazem parte do Grupo Semapa, a partir
das zero horas de sábado, dia 4, contra o novo código de trabalho
e suas normas de retribuição do trabalho suplementar. (4/8)
-
Na fábrica de semicondutores CSP, em Almada e na Visteon, greve ao
trabalho suplementar depois de o patrão anunciar que iria reduzir o
pagamento do trabalho suplementar em 50 por cento e eliminar o respectivo
descanso compensatório. (4/8)
-
Greve dos mineiros da Panasqueira e de Neves-Corvo contra a
aplicação do novo código de Trabalho (4/8)
-
Greve de 24 horas na Luís Simões, a maior empresa nacional de
transporte de mercadorias e a maior da Península Ibérica na
área da logística, porque a administração pretende
reduzir as remunerações dos motoristas. (6/8)
-
Greve dos trabalhadores portuários e marítimos contra a
modificação do regime jurídico do trabalho
portuário (14/8)
-
Greves nos transportes a todo o tipo de trabalho suplementar, na CP, CP Carga,
na Refer, no Metropolitano de Lisboa, na Carris e STCP no primeiro feriado sob
o novo Código do Trabalho, que eliminou o descanso compensatório
remunerado e reduziu para metade a retribuição por trabalho
suplementar.(15/8)
Setembro 2012
-
Vigílias dos trabalhadores da RTP, junto à residência
oficial do primeiro-ministro e na delegação da empresa no Porto,
contra a privatização da RTP .(17/9)
-
Milhares de pessoas manifestaram-se frente ao Palácio de Belém,
enquanto ali decorria a reunião do Conselho de Estado. (21/9)
-
Greves dos pilotos de barra e pessoal do controlo marítimo, nos dias 17,
18 e 25; dos estivadores, a 19 e 20; dos trabalhadores das
administrações portuárias, nos dias 21 e 24, contra a
alteração do regime laboral do sector
marítimo-portuário, que traria de volta a praça de jorna.
-
Greve na Rodoviária do Alentejo e na Trevo (Transportes
Rodoviários de Évora) (19/9).
-
Greve parcial no Metropolitano de Lisboa (27/9)
-
No Hospital de S. Teotónio, os trabalhadores da SUCH que manuseiam os
resíduos decidiram parar o trabalho, exigindo da empresa fardamento,
luvas, calçado e todo o tipo de equipamento de segurança adequado
ao serviço que executam (26/9)
-
Milhares de pessoas manifestam-se no Terreiro do Paço, em Lisboa (29/9)
Outubro 2012
-
Pessoal da limpeza urbana de Lisboa manifestou-se até ao Largo do
Intendente, em protesto contra a degradação das
condições de segurança e saúde no trabalho, a falta
de material básico e a falta ou desadequação de
equipamentos de protecção individual. (1/10)
Marcha dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo contra a
privatização da empresa (1/10)
-
Greve na Number One, que assegura a limpeza industrial no Hospital do Barreiro,
contra constantes atrasos no pagamento de salários, pelo pagamento de
horas descontadas indevidamente e pelo cumprimento do contrato colectivo do
sector e do acordo laboral específico do local de trabalho (1/10)
-
Lutas e greves no sector dos transportes, incluindo Transtejo e Soflusa,
Scotturb, Rodoviária de Lisboa, STCP e na EMEF, Rodoviária do
Alentejo, e Metropolitano de Lisboa, em defesa da contratação
colectiva, dos Acordo de Empresa e a salvaguarda do serviço
público de qualidade e acessível a todos.
-
Greve ao trabalho extraordinário dos trabalhadores da indústria e
energia, nos casos em que o patronato, a pretexto das alterações
ao Código do Trabalho, tentou reduzir a sua remuneração:
Sakthi, Groz-Beckert, Tegop, MBO Binder, Camo, Petrogal, Europac Embalagens,
Continental Mabor, Funfrap, Renault Cacia, Grohe, BTW (Minas da Panasqueira),
Somincor (Minas de Neves-Corvo), Multifllow, Fapajal, Copan, Portucel, AdP,
Fima, INCM, EPAL, Iglo Olá, Lisnave, Alstom, Portucel, REN Gasodutos,
Parmalat, Visteon, Delphi (Seixal), CSP, MFS, Exide (Tudor), EDP
Distribuição, EDP Produção (Central de Sines).
-
Milhares de trabalhadores, por todo o país participam na "Marcha
Contra o Desemprego, por um Portugal com Futuro", contra a política
de direita e o pacto de agressão, determinados a prosseguir a luta para
travar o passo ao Governo e impor uma alternativa ao rumo das troikas.
-
Vigília e Tribuna Pública na Moveaveiro, em Aveiro, (16/10). Os
trabalhadores da empresa municipal de transportes condenam a entrega à
Transdev, gratuita e sem concurso público, dos circuitos mais lucrativos
enquanto a Moveaveiro ficará com as actividades mais
deficitárias, em preparação da sua
privatização.
-
Greve nas refinarias de Matosinhos e de Sines da Petrogal, em defesa de
direitos acordados, contra o aumento da exploração do
trabalho.(17-19/10)
-
Greve dos jornalistas e demais trabalhadores da LUSA para exigir que o Governo
mantenha o valor do contrato-programa. (18-21/20)
-
Protesto nacional dos GNR vindos de todo o País, em Lisboa, reclamando a
restituição dos subsídios, o cumprimento das tabelas
remuneratórias, a concretização das
promoções em atraso e "um horário de trabalho digno e
humano", defendendo que "Segurança pública exige
profissionais motivados" e "melhores instalações, mais
equipamento", exigindo o direito ao sindicato naquela força de
segurança. (24/10)
-
Greve dos trabalhadores da Rodoviária do Tejo e da Ribatejana (entre
outas na órbita da Barraqueiro Transportes) (26 e 29/11) e
paralisações (30/10 -2/11)
-
Greve dos trabalhadores da Scotturb (2 e 31/10). A 31 a empresa chamou a GNr e
a força policial foi usada contra o piquete de greve, chegando a ocorrer
actos de agressão.
-
Manifestação de trabalhadores frente à Assembleia da
República de oposição à política de
"austeridade" e ao Governo. aquando do início da
discussão do Orçamento do Estado. (31/10)
Novembro 2012
-
Greve na Caixa Geral de Depósitos, com adesão de 80%, contra o
roubo nos salários e pensões e a privatização da
CGD, anunciada pelo Governo (2/11)
-
Cinco mil polícias vindos de todo o País, convocados pela
ASPP/PSP, manifestaram-se frente à Assembleia da República,
apelidando o Governo de "gatunos" e insistindo na exigência de
fazer conjugar os seus direitos e a missão da instituição
com os valores da revolução de Abril (6/11)
-
"Concentração da família militar", na
Praça do Município em Lisboa (10/11).
-
Protestos "Contra Merkel, a exploração e a
colonização" assinalando a passagem da primeiro-ministro
Alemã por Lisboa (12/11)
-
Uma das maiores Greves Gerais até hoje realizadas, de
rejeição do pacto de agressão das troikas, de clara
afirmação que é necessário acabar com este Governo,
com dezenas de manifestações e piquetes de greve por todo o
país e nos mais diversos sectores. (14/11)
-
Manifestação junto à Assembleia da República, no
dia da discussão e votação do Orçamento do Estado
para 2013 (27/11)
Dezembro 2012
-
Greve na EDP para exigirem que a empresa recue na drástica
redução do pagamento do trabalho suplementar e em dias feriados.
(1/12).
-
Protesto de dezenas de pessoas junto à Pousada de Palmela, onde ministro
Miguel Relvas almoçar, em oposição à
extinção de freguesias, a exigência de salários,
emprego, direitos e serviços públicos, a reclamação
de medidas concretas para fazer face aos prejuízos nas vinhas do
distrito.
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Greves na CP, na CP Carga, na Refer e na EMEF, na Scotturb, na Soflusa, na
Rodoviária do Tejo, Transtejo, Metropolitano de Lisboa, contra o
embaratecimento do trabalho e em defesa dos direitos. As
administrações insistem em não respeitar a
contratação colectiva, preferindo remunerar o trabalho
suplementar pelas regras que as troikas incluíram na
legislação laboral, com alterações vigentes desde 1
de Agosto, mesmo depois de a ACT já ter esclarecido que a lei apenas
delimita os valores mínimos.
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Greve aos feriados dos trabalhadores da BA Vidro, na Marinha Grande (1 e 8/12).
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Greve, seguida de paralisações parciais, dos operários da
fábrica de Évora da Kemet Electronics, contra o anunciado
despedimento colectivo e deslocalização da empresa (13/12-)
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Greve dos trabalhadores da Fehst Componentes, em Braga, contra o despedimento
colectivo de 40 camaradas, e contra mais despedimentos previstos pela
administração (13/12)
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Milhares de pessoas concentraram-se frente ao Palácio de Belém
pedindo ao Presidente da República que não promulgue o
Orçamento de Estado. O PR não recebeu a delegação
da CGTP que havia pedido audiência há mais de um mês (15/12).
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Luta dos trabalhadores da TAP contra a privatização da empresa,
com plenário e na marcha (dia 18/12), na vigília à porta
do Conselho de Ministros (19/12) e inúmeras outras iniciativas. A
CGTP-IN salientou que "com a privatização da TAP, tal como
da ANA, está em causa o futuro de praticamente todo o sector do
transporte aéreo nacional, representando mais de 20 mil postos de
trabalho, mais de dois mil milhões de euros anuais, em
exportações, e directamente mais de três por cento do
PIB". Em resultado da luta, o governo recuou por agora nas
privatizações.
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A FENPROF assinalou que tinham sido atingidas as 100 condenações
em tribunal, porque recusa pagar aos professores a compensação
por caducidade dos contratos. (19/12)
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Tribuna pública em frente à Segurança Social em Braga,
para exigir que sejam recuperados os atrasos verificados na
atribuição do Fundo de Garantia Salarial (19/12).
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Dezenas dos 93 trabalhadores, do Bingo do Salgueiros, no Porto, despedidos em
20 de Outubro concentraram-se desmascarando as afirmações do
Presidente aos trabalhadores que estavam despedidos por falta de dinheiro,
quando a sala "facturou, só em 2011, mais de 12 milhões de
euros" (19/12)
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Tribuna de protesto "contra o Natal das desigualdades e injustiças
sociais" em Lisboa, denunciando publicamente a grave
situação em que vivem milhares de pensionistas e aposentados e
apontando responsabilidades à política de direita (20/12).
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Milhares de pessoas, vindas de Norte a Sul do País, manifestaram-se em
Lisboa, frente ao Palácio de Belém, para protestar contra o
Projecto de Lei da Reorganização Administrativa do
Território e a extinção de um número significativo
de Juntas de Freguesias (22/12)
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Greve dos trabalhadores da Hotelaria na Madeira pela falta de pagamento dos
subsídios de Natal e da retribuição correspondente ao
trabalho prestado em dias feriados (25/12 e 1/1)
O original encontra-se em
http://5dias.net/2012/12/31/2012-ano-de-luta/
Este documento encontra-se em
http://resistir.info/
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