A acumulação de picos insustentáveis
Estamos numa situação difícil
Isto é um planeta em negação. Enquanto a questão
da própria existência pisca um ponto vermelho de "apocalipse
já" a exigir uma resposta, os nossos mercados de
acções parecem ter recuperado o paraíso perdido.
Estamos a testemunhar nada menos do que a primeira confluência da
história de "picos" insustentáveis.
Talvez sejamos incapazes de juntar todas as partes, pois quando em 20 de
Setembro o petróleo atingiu a mais alta cotação de todos
os tempos US$84,10 o direito de isto ser uma manchete na primeira
página foi concedido a uma reportagem acerca de uns poucos milhares de
lares [hipotecados] americanos, vazios ou esvaziados.
Era como o Efeito Borboleta, mas com uma diferença. O bater de asas das
habitações confiscadas estava agora a estimular um tsunami
económico à escala mundial.
Aqui está como isto funciona.
Prestamistas hipotecários americanos, sempre vorazes por
"mais", concederam empréstimos ao grupo com fracos
rendimentos, os quais, por sua vez, foram atingidos pela má
administração económica. Emissores de cartões de
crédito fizeram o mesmo para inchar as fantasias dos consumidores, e os
bancos endureceram o laço com empréstimos adicionais para carros,
ensino e negócios.
No mundo das finanças, ironicamente a dívida é encarada
como um "activo". Pense nas casas com fundações
sólidas que podem ser retomadas no caso de um incumprimento.
Os débitos, com a promessa explícita de um firme fluxo de caixa,
são regularmente reunidos, "titularizados" e convertidos num
confuso conjunto de produtos financeiros juntamente com uma cadeia montante,
onde são apregoados para o mercado global por administradores de fundos.
Este dinheiro compra outras mercadorias, acções e, sim, mais
"títulos e derivativos", tanto de títulos lixo como de
blue chips.
Era fácil ir e fácil vir, a todo lugar em que o dinheiro o
levasse... um casino electrónico 24 horas por dia e 7 dias por
semana... uma Las Vegas sem fronteiras.
Banqueiros em Londres estavam a brindar a aurora "dos riscos e dos
proprietários de iates" em festas e cocktails onde o salve-se quem
puder era a grande bebida.
Um dos maiores esquema fraudulentos de memória recente estava a
desdobrar-se, a expor um esquema de pirâmide de proporções
gigantescas.
Quando este atingiu o ponto da metástase, os mercados de
acções começaram a entrar em colapso.
Os que o alimentavam na base já não podiam pagar mais. Mesmo a
classe média estava a achar difícil transferir a responsabilidade
para outros.
Isto se chama uma crise de liquidez, e ela acontece quando as leis da gravidade
finalmente dão um puxão no fluxo de caixa.
Ainda assim, o champanhe jorrava. Anúncios maravilhosos continuavam a
brotar acerca de "títulos", "derivativos", e
"acompanhamento financeiro abrangente", instalados num Jacuzzi a
cantar alegremente a versão de
Ponzi
do "dinheiro em troca de nada e garotas gratuitas".
As pirâmides podem vir a ruir, mas as pedras mais elevadas são
livre para perambular, investir em ouro aqui, produtos financeiros ali e
títulos lixo por toda a parte.
Para impedir uma corrida de pânico, bancos centrais por todo o mundo
bombearam US$400 mil milhões a fim de manter o equilíbrio de
liquidez.
Os mercados de acções já não estavam ursinos ou
taurinos
[NT1]
, ao invés disso estavam cancerosos, permitindo que administradores de
fundos saltassem de um mercado para outro à procura de lucros, de
idiotas, e de uma retirada subtil antes do big bang.
Era o amanhecer do caranguejo, do cancro na terminologia do mercado de
acções, como se alguma fosse necessária. As suspeitas
cresciam. Bancos europeus estavam a enfrentar a insolvência.
Durante três dias, a começar em 14 de Setembro, poupadores por
todo o Reino Unidos retiraram £2 mil milhões (US$4 mil
milhões) do Northern Rock, o quinto maior prestamista da
Grã-Bretanha. O Banco da Inglaterra teve de intrometer-se a fim de
garantir todos os depósitos em todos os bancos um movimento com
pouco ou nenhum precedente.
Contudo, os próprios bancos não estavam convencidos uns em
relação aos outros. Os empréstimos
inter-bancários, o quais lucrativamente faziam circular dinheiro de um
banco para outro conforme ditasse a procura, eram agora considerados como
armadilha da dívida inter-bancária. O cash disponível era
entesourado.
O leilão de £10 mil milhões de cash do Banco da Inglaterra
a uma taxa de 6,75% por três meses tem sido evitado pela
terceira semana consecutiva.
Ou os que "têm iates" navegaram para longe, ou os bancos podem
realmente achar difícil repagar o Banco da Inglaterra.
À escala mundial, o peso total dos "activos apoiados" por
collateralized debt obligations (CDOs) e structured investment vehicles (SIVs)
pode ser superior aos US$400 mil milhões que os bancos centrais
expectoraram a fim de manter o sistema a flutuar.
CDOs e SIVs são expressões suaves para designar picos da ordem do
milhão de milhões (trillion) de dólares efectuados a
partir de simples proprietários de casas.
Os bancos ainda estão a calcular o que é real e
resgatável, e o que foi criado e movimentado a partir do ar. A sua
melhor aposta agora é por um deus ex machina.
Touro na loja da China
O maior caso de êxito económico dos nossos tempos foi o produto do
consumismo ocidental. Ele criou uma oferta real e situação de
procura, o que forçou a relocalização de fábricas
para a obtenção do trabalho barato do Terceiro Mundo.
A China foi a campeã entre os receptores. A procura por brinquedos,
parafusos, maquinaria, computadores e telemóveis nunca poderia declinar,
fosse ela pesada ou não. Os decisores políticos em Pequim
decidiram que o fluxo perene de notas verdes exigia uma revolução
infraestrutural interna ditada pelo mercado de exportação
a primeira na história, se já houve alguma.
Fábricas, centrais termo-eléctricas, arranha-céus foram
brotando em alta velocidade a fim de atender a loucura exportadora. A
poluição excessiva e os apertos dos trabalhadores
"não registados" migrados da China rural importavam pouco.
O que importava era prestígio, subornos e US$1,2 milhão de
milhões
(trillion)
em reservas com base em divisas duras. Não importava que o consumo
interno da China em relação ao seu PIB estivesse realmente a
diminuir, era mais uma questão de anestesiar os consumidores, cujo
patrão estava no centro do universo.
Não importava que as cidades chinesas estivessem amortalhadas em cinzas
tóxicas, onde "apenas 1 por cento dos 560 milhões de
habitantes em cidades do país respirasse ar considerado seguro pela
União Europeia"
[1]
.
Os chineses podiam tossir mas "os dias em que mundo apanhava uma
pneumonia sempre que o Tio Sam espirrava estavam ultrapassados". Ou assim
parecia.
O Tio Sam espirrou
As finanças globais começaram a ter hemorragias, e tinham de ser
ressuscitadas através de um fluxo intravenoso de dinheiro do
contribuinte.
Os consumidores ocidentais finalmente perceberam que os cintos tinham de ser
apertados, e que caminho melhor senão reduzir os gastos e permitir que
uma correcção do mercado se verificasse no sector importador.
Toda uma cadeia de oferta conduzindo a fábricas da China está em
perigo de se encolher. Recursos minerais da África, fábricas de
semicondutores na Malásia, matéria-prima têxtil por toda a
parte enfrentam agora aguda incerteza de mercado.
A China está numa situação difícil. Contudo, isto
não está a dissuadir fábricas de serem completadas no
próximo ano para atender a projectada "procura global". Se os
consumidores ocidentais estão a reduzir as suas compras, os africanos
não estão em posição de serem os compradores
substitutos, e sem um mercado eles não poderão vender mais os
seus produtos primários.
Em tais circunstâncias, o ambiente pode mudar. Quando "Pequim
desenrolou o tapete vermelho para mais de 40 chefes de Estado africanos em
Novembro último, cartazes a mostrar africanos vestidos com peles de
leopardo, e um indígena de Papua-Nova Guiné, cobriram a
cidade".
[2]
Não é de admirar que a lista de "aliados" da China
esteja a ficar mais curta a cada dia que passa.
Os acontecimentos na Birmânia (Myanmar) não ajudam. A China
desfruta de uma quase monopólio sobre os estimados 2,46 milhões
de milhões de metros cúbicos de gás e os 3,2 mil
milhões de barris de petróleo bruto de Myanmar. Pequim tem
planos para desenvolver dois pipelines paralelos de petróleo e
gás com 2.380 km a ligar o porto de águas profundas de Sittwe a
Kunming, na província chinesa de Yunnan. Uma vez prontos, uma boa parte
do petróleo e gás do Médio Oriente poderá contornar
os Estreitos de Málaca.
A compensação era oferta de armas e apoio na ONU à junta
militar de Myanmar. Qualquer novo governo pode negar todos os acordos
existentes, e empurrar Yangon para a órbita americana. Isto é
uma revolução num momento muito conveniente, na perspectiva de
Washington.
A Coreia do Norte está a procurar aproximação. Agora
há bastante espaço operacional obstruir Teerão, Damasco e
o Hezbollah.
A China pode naturalmente desempenhar o papel de sabotador (spoiler) fornecendo
armas a estes regimes através de um intermediário. Ainda assim
é uma ideia má quando os israelenses estão ansiosos pela
guerra.
A Força Aérea de Israel recentemente destruiu uma
instalação síria que aparentemente era uma
instalação nuclear em embrião, mas poderia ser um sistema
de radar passivo tipo Kolchuga, ideal para derrubar bombardeiros B2. Por
coincidência, os russos comprometeram-se a melhorar as defesas de radar
sírias após o ataque.
Se uma conflagração mais vasta estalar no Médio Oriente,
não haverá mais petróleo a escoar-se do Estreito de Ormuz
até a China, nem através de Sitte, nem através dos
Estreitos de Málaca.
A melhor opção para Pequim será atar a sua rede de
petróleo e gás à Rússia do Extremo Oriente a uma
altíssima velocidade, e limpar um pouco da poluição do ar
a tempo para as Olimpíadas de 2008.
Se uma guerra geral no Médio Oriente é o nosso pior pesadelo,
pense nos seguintes desdobramentos da crise...
As crises de pico e o seu plural
Pico petrolífero:
Os combustíveis fósseis, comprimidos e formados ao longo de
eternidades em camadas geológicas subterrâneas, estão agora
libertando os intrigantes assobios de um reservatório de gás
furado baixo pois o petróleo está em primeiro lugar. Com
o petróleo bruto a pairar acima dos US$80 por barril, os vários
subsídios construídos no interior das economias nacionais
são obrigados a arrebentar pelas costuras, e a precipitar aumentos de
preços para as necessidades básicas.
Entretanto, há uma solução única a queda da
procura dos consumidores à escala mundial. Isto reduziria a procura
industrial por combustíveis fósseis. Não é de
admirar que as grandes companhias de petróleo (majors) estivessem
relutantes em construir novas refinarias quando os lucros pareciam garantidos
na era do "pico petrolífero". Este dia certamente chegou!
O pico petrolífero também está ligado à actual
crise do dólar. Com o dólar americano a mergulhar contra outras
divisas importantes, o petróleo bruto deveria ficar mais barato para
Washington.
Petróleo e outras commodities são comerciados em dólares,
e activos denominados em dólares ultrapassam activos em outras divisas.
Pequim pode despejar suas centenas de milhares de milhões em
dólares em troca de euros, só para comercia-los outra vez em
dólares para comprar petróleo bruto, ouro e outros activos.
A chantagem do dólar não funcionará, especialmente com o
US Army entrincheirado no Médio Oriente rico em petróleo.
Contudo, os teóricos do juízo final estão a prever uma
outra Grande Depressão, em que o valor do dólar pode pouco
significar no caso de um colapso financeiro global.
Se isto ocorrer, uma depressão global terá de tratar dos
seguintes fenómenos que não existiam na década de 1930.
Pico da urbanização:
Mais da metade da população mundial viverá em áreas
urbanas dentro de apenas uns poucos meses, segundo um relatório do
United Nations Population Fund. Isto traduz-se por 3,3 mil milhões de
pessoas num campo de concentração urbano de favelas e
"pombais" de grande altura.
As crianças estão a crescer num ambiente estranhamente
compartimentado, afastadas do solo que deu origem à sua identidade.
Elas não acordam ao som de um galo a cacarejar, o que é o caminho
da natureza de disseminar a contrição e uma mudança de
atitude para além do pensamento convencional.
Elas acordam, ao invés, com um clangor brutal. Pode ser tanto o
relógio despertador como o ladrar do cão, instalado como
"animal de estimação" a fim de rosnar diante de algum
intruso durante a madrugada. A selva urbana é um zigurate
industrializado, o qual estabelece uma hierarquia desde a infância.
Aqueles na base serão os que suportarão mais peso, ou maior carga
de dívida.
A estreita proximidade humana também leva à pequena
competitividade e ao conflito. Eis porque a
"civilização" é mantida a ponta de armas, pela
polícia, pelo exército e pelos "tratados".
A vida urbana é delicada e vulnerável a toda espécie de
azares, desde pragas a rupturas nos serviços públicos,
comunicações e transportes. E a levantamentos políticos.
Um desastre resultará num engarrafamento do tráfego, longe das
fugas permitidas pelo mundo rural.
O que acontece se estala uma guerra pela energia? Ou se uma depressão
global nos atingir? Podem três mil milhões de pessoas plantar
verduras nas suas varandas?
Quando se trata de verduras, a perspectiva não é de modo algum
verdejante...
Pico dos cereais:
Os stocks globais de cereais estão nos mais baixos níveis de
três décadas, após dois anos de padrões
atmosféricos inabituais. Ondas de calor diminuíram a ensilagem
do mundo enquanto inundações e outros flagelos ambientais
devastaram algumas das regiões mais pobres "auto-sustentadas".
Os stocks globais de trigo em Junho de 2008 cairão ao nível mais
baixo de 34 anos, segundo o International Grains Council. Os stocks americanos
cairão ao nível mais baixo desde 1951-52. Os futuros de trigo em
Chicago atingiram US$9,3925 por bushel [1 bushel = 35,2 litros] em fins de
Setembro, quando um grande fornecedor ucraniano cortou as suas
exportações.
O preço de um bushel mais do que duplicou no ano passado. Isto inclui
também arroz, cevada, soja, sorgo, aveia e lentilhas, e todos eles
sucumbiram sob preços record. As vinhas da ira seguiram-se, com ovos,
queijo, leite, carne e menu a la carte.
Pode chegar um ponto em que a cadeia de comida industrial terá pouca
escolha além de passar o aumento de custos aos consumidores de um modo
dramático.
Pequenos aumentos rastejantes nos preço do leite e da manteiga
estão a preocupar os europeus. O leite é agora alcunhado de
"o novo ouro branco".
Não se pode culpar apenas o mau tempo. A procura ascendente da China
está a pressionar os preços para a alta, apesar do facto de que
apenas a metade da sua população urbana tem seguro de
saúde básico. Tragicamente, a comida processada reexportada
através da cadeia alimentar de Pequim está a provocar um pesadelo
de saúde global.
Mas porque criticar duramente a China? A actual loucura do biodiesel
está a induzir agricultores a plantar para a lucrativa indústria
da bioenergia, segundo o
Oil World
com sede em Hamburgo.
"É tempo de perceber que a comunidade mundial está a
aproximar-se de uma crise alimentar em 2008 a menos que a
utilização de produtos agrícolas para
biocombustíveis seja reduzida ou condições de tempo ideais
e rendimentos de colheitas muito mais elevados sejam alcançados em
2008", acrescentava.
As más notícias pioram
Pico da água:
Não há suficiente água potável para sustentar o
ecosistema do planeta e a sua população humana. Os rios que
fornecem água de beber estão carregados de resíduos
tóxicos industriais. O crescimento da população já
está a comprometer as capacidades das estações de
tratamento de água por todo o mundo enquanto as unidades de
dessalinização permanecem uma prerrogativa dos países
ricos.
Segundo o Pacific Institute, "Mais de mil milhões de pessoas
não têm acesso a água potável limpa, a mais de dois
mil milhões falta acesso a saneamento adequado, e milhões a cada
ano morrem devido a doenças evitáveis relacionadas com a
água. Os recursos aquíferos por todo o globo estão
ameaçados por alteração climática, mau uso e
poluição". Ele estima que "mais de 34 milhões
de pessoas podem perecer nos próximos 20 anos devido a doenças
relacionadas com a água mesmo que sejam cumpridos os
"Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio" das
Nações Unidas, os quais pretendem cortar a
proporção dos que não têm acesso à
metade"
[3]
.
Muita água será desviada para a indústria e a agricultura,
ou para os lances para altos em privatizações do abastecimento de
água pagas em divisas. Em algumas regiões, a
situação é tão aguda que o desvio de água em
um país pode precipitar o conflito com um vizinho. Em 1974 o Iraque
confirmadamente mobilizou o seu exército para alvejar a barragem
al-Thawra da Síria, sobre o Eufrates. Israel tem os seus olhos fixados
sobre o Rio Litani do Líbano.
Segundo o antigo secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali, "A
próxima guerra no Oriente Próximo não será acerca
de política, mas sobre a água".
Se esta sepultura aquática não for suficiente, pense na
seguinte...
Pico nas pescas:
Há alguns negócios suspeitos
(fishy)
[NT2]
sobre os nossos oceanos. Tal como o petróleo e a água, estamos
a pescar por arrastão a cada vez maior profundidade os nossos
abastecimentos de peixe. Tais aventuras piscatórias levaram a um
declínio global nos stocks de peixe. "Ecologistas preocupam-se por
áreas de pesca inteira poderem entrar em colapso quando". A
aquacultura, que substitui capturas marítimas em certa medida, tem os
seus próprios problemas ambientais.
[4]
O
Times
de Londres também pinta um cenário sombrio. Segundo alguns
peritos, 90% do peixe nas águas em torno da Grã-Bretanha
"desaparecerá dentro de 20 anos" na ausência de uma
intervenção imediata.
Com 75% dos stocks de peixe já plenamente explorados, os números
declinantes em todas as espécies do mundo apontam para um colapso em
2048, para além do qual o repovoamento
(replenishment)
já não é possível.
O pico do peixe "chega num momento em que o seu valor nutricional é
mais reconhecido do que nunca".
"A Organização Mundial de Saúde recomenda uma
ingestão semanal de 200 a 300 gramas de peixe por semana mas as capturas
de hoje mal podem cumprir este objectivo. Desde 1950 uns 60 por cento dos
stocks nas águas britânicas entraram em colapso..."
O
Times
recorda o paradoxo de que "medidas propostas para limitar a pesca a um
nível sustentável somente terão êxito para o fluxo
nutricional durante as próximas décadas".
[5]
Fecha-se o círculo
Aquilo que começou como o desastre dos sub-primes no sector habitacional
americano pode reflectir-se em algo que ainda não podemos imaginar.
Haverá uma severa recessão global, ou pior? Se estas guerras
ainda forem contidas, ainda emergirão oportunidades de outras guerras
sobre trigo, água, peixe, remédios e petróleo. O que
será o futuro nesta ecologia de crises?
09/Outubro/2007/Kuala Lumpur
Referências:
[1] As China Roars, Pollution Reaches Deadly Extremes, NYT, Aug 26, 2007
[2] Beijing police round up and beat African expats Guardian, September 26,
2007
[3] Global Water Crisis Pacific Institute.
[4] Water shortages will leave world in dire straits USA Today, 26th Jan 2003
[5] Fish will vanish from British waters in 20 years, says author Times Online,
Sept 15, 2007
[NT1] Ursinos: mercados que tendem para a baixa de preços; taurinos:
que tendem para a alta.
[NT2] Fishy tem um duplo sentido que é intraduzível: pode ser
"suspeito" ou referir-se a "peixe".
[*]
Jornalista da Malásia, responsável pelo sítio web
Panoptic World
.
O original encontra-se em
http://www.maavak.net/maavak/maavak076.html
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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