A pressa em descartar hidroxicloroquina com base em dados defeituosos da
Surgisphere revela falhas fundamentais da "ciência"
médica baseada no lucro
Quando a OMS e a prestigiosa revista médica
The Lancet
recuaram em relação aos dados duvidosos fornecidos pela empresa
de análise de saúde Surgisphere, as segundas
intenções da pressa para demonizar a hidroxicloroquina tornam-se
claras.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira
retomou envergonhadamente os testes do medicamento contra a malária
hidroxicloroquina livre de patentes em pacientes com
coronavírus. A retomada verificou-se após uma suspensão do
seu ensaio clínico 'Solidarity' com base em dados que pareciam mostrar
que o medicamento contribuía para maiores taxas de mortalidade entre os
sujeitos do teste. Aqueles dados, verificou-se vieram de uma minúscula
de empresa de análise de cuidados de saúde dos EUA chamada
Surgisphere e chamá-la de defeituosa seria excessivamente
caridoso.
A PORNO-MEDICINA DA SURGISPHERE
Esta Surgisphere não é apenas uma empresa a que faltam
conhecimentos médicos seus empregados incluíam um artista
"adulto"
e um escritor de ficção científica. O seu próprio
presidente (CEO), Sapan Desai, foi co-autor de dois dos estudos
condenatórios que utilizavam os dados da empresa a fim de enlamear a
hidroxicloroquina, já completamente demonizada nos media graças
à sua promoção pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como
uma assassina. Todos os dados tinham como
fonte
um banco de dados proprietário o qual supostamente contém um
verdadeiro oceano de informações pormenorizadas e em tempo real
de pacientes, mas que curiosamente está ausente da literatura
médica existente.
O estudo contaminado da Surgisphere parecia mostrar um risco agravado de mortes
hospitalares e problemas cardíacos sem benefícios no combate
à doenças, o que confirma as suspeitas de objectores da
indústria médica já inclinados a odiar o medicamento livre
de patente devido à falta de potencial de lucro e à incessante
promoção de Trump. A Itália, França e Alemanha
apressaram-se a proibir a hidroxicloroquina, mencionando
"um risco agravado de reacções adversas com pouco ou nenhum
benefício".
Mas um assassinato de carácter tão descarado efectuado contra um
medicamento potencialmente salvador de vidas especialmente um que tem um
histórico de décadas de segurança em pacientes com
malária, lúpus e artrite e que foi altamente recomendado por
alguns dos mais eminentes especialistas do mundo, incluindo o francês
Didier Raoult só poderia ser realizado com a ajuda dos
preconceitos da indústria. Foi necessário ignorar numerosos
estudos existentes mostrando que a hidroxicloroquina era benéfica no
tratamento de pacientes com Covid-19 em estágio inicial, assim como
relatos de milhares de médicos que a utilizaram com êxito.
Também foi necessário confiar numa empresa vigarista
(fly-by-night)
com pouca presença na Internet ou nos media para tomar decisões
que poderiam afectar a vida de milhões de pessoas. Não que
não houvesse sinais de alerta de que esta Surgisphere era algo diferente
da empresa de análise médica de alto nível como se
apresentava. Esta empresa começou a trabalhar como editora de livros
didácticos em 2008 e contratou a maior parte dos seus 11 empregados
há dois meses, segundo uma
investigação
do
Guardian,
mas ela apregoou ser proprietária de uma enorme base de dados
internacional de 96 mil pacientes em 1.200 hospitais de todo o mundo. Um perito
entrevistado pelo jornal disse que seria difícil até mesmo para
uma agência nacional de estatística fazer em anos aquilo que o
Surgisphere supostamente teria feito em semanas, chamando a base de dados de
"quase certamente uma vigarice".
Mas ninguém, nem no
Lancet
nem na OMS, pensou em olhar para os dentes do cavalo dado nem mesmo
quando esta dádiva cravava uma estaca no coração da
hidroxicloroquina como tratamento da Covid-19.
Apesar de investigadores australianos terem encontrado falhas nos dados da
Surgisphere apenas alguns dias após a publicação do estudo
pela
Lancet
em 22 de Maio, notando que o número de mortes por Covid-19 citado pelo
estudo como proveniente de cinco hospitais excedia a totalidade das mortes por
Covid-19 registadas naquele momento, na Austrália, a
Lancet
ao invés de investigar quem realmente era essa empresa
Surgisphere e por que cometera um erro tão flagrante apenas
publicou uma pequena retratação relativa aos dados australianos e
pôs a controvérsia a adormecer.
Ao invés disso permitiu que o ataque frontal e total à
hidroxicloroquina continuasse sem controle nos meios de
comunicação, pois os principais meios de
comunicação concentraram suas energias em agitar o Remdesivir
um medicamento caro e não testado produzido pela fabricante de
medicamentos Gilead e que até agora produziu resultados medíocres
em ensaios clínicos e com pretensões a uma eventual
vacina. O status da hidroxicloroquina livre de patentes significava que era um
beco sem saída para os lucros, ao passo que o Remdesivir e qualquer
vacina que tivesse finalmente sinal verde faria com que muitas pessoas ficassem
muito ricas. Talvez na esperança de afastar o público da
verdadeira razão do seu ódio à hidroxicloroquina,
vários meios de comunicação sugeriram que Trump estava a
preparar-se para ganhar dinheiro com a droga (a qual custa cerca de 60 centavos
de dólar por comprimido) mas mesmo Snopes, que não
é fã do "Homem de cabelo laranja", teve que
despejar
água fria nessa especulação.
O
Lancet
e o
New England Journal of Medicine
publicaram tardiamente
notas de preocupação
acerca do estudo da hidroxicloroquina feito pela Surgisphere e uma auditoria
independente está a ser efectuada. Mas é improvável que o
problema de autoridades de saúde tendenciosas abraçarem
selectivamente alguns resultados de ensaios e rejeitarem outros seja travado
aqui.
O estudo do
Lancet
dificilmente é o único a mostrar falta de eficácia
à hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19. Estudos múltiplos
conduzidos
pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA em pacientes hospitalizados
com coronavírus (ou seja, gravemente enfermos)
produziram
resultados fracos, mas mesmo os evangelistas mais fervorosos do medicamento
reconhecem que ela não ajuda pacientes em estágio terminal ou
aqueles muito doentes. Raoult chegou a
afirmar
que a França baniu o uso do medicamento em todos os pacientes, excepto
nos mais graves, a fim de desacreditá-lo como tratamento. Já em
2005 os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA estavam
publicando
estudos na sua revista
Virology,
louvando a cloroquina como
"um potente inibidor da infecção por coronavírus
SARS",
mas Anthony Fauci, czar de coronavírus, lança sombras sobre o
medicamento sempre que tem oportunidade.
A BIG PHARMA SÓ QUER TRATAMENTOS QUE ENGORDEM LUCROS
Na medida em que doenças mortais como o Covid-19 são encaradas
primeiro como fontes de lucro e as questões de direitos humanos em
segundo (ou terceiro, ou décimo lugar...), tratamentos que não
são lucrativos sempre serão sempre marginalizados em favor de
produtos farmacêuticos caros e frequentemente menos eficazes. Os lucros
da indústria da droga já mataram centenas de milhares de pessoas
senão milhões só nos EUA. Retirar a
motivação do lucro dos cuidados de saúde pode ajudar a
garantir que a sua contagem de corpos permaneça tão baixa quanto
possível.
04/Junho/2020
Ver também:
Russia WILL NOT ban hydroxychloroquine, drug taken by US President Trump, for use in treating Covid-19
Spain WILL NOT ban hydroxychloroquine, unlike other European nations spooked by reported side effects
WHO says hydroxychloroquine trials for Covid-19 will RESUME as doubts emerge over side-effects research
en.wikipedia.org/wiki/Surgisphere
Coronavírus: Remdesivir não vai acabar com a pandemia apesar do alarde
[*]
Jornalista, americana. Twitter: @ velocirapture23
O original encontra-se em
www.rt.com/news/490734-hydroxychloroquine-faulty-data-science-flaw/
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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