Boicotar o Estado nazi-sionista
O carácter fascista do Estado de Israel tem de ser repudiado. A sua
última escalada de violência contra o povo palestino com a
hipócrita conivência da chamada comunidade internacional
fez crescer a indignação do mundo. Agora urge passar das palavras
aos actos. No entanto, muitos perguntam-se como.
Palavras como
boicote, desinvestimento e sanções
(BDS) começam a correr mundo. Há que concretizá-las e
generalizá-las com a promoção de acções
concretas. Elas podem ir desde o corte de relações
diplomáticas ao nível de um Estado, até ao simples gesto
individual de rejeitar um produto num supermercado.
O sítio web
Consumer Boycott
apresenta algumas ideias sobre o boicote individual ou colectivo às
empresas israelenses e suas colaboradoras.
Objectivos
Sensibilizar os consumidores sobre as consequências da compra de bens e
serviços israelenses. Pressionar supermercados e lojas para remover das
suas prateleiras mercadorias com barra 729 indicando origem israelense.
Incentivar as empresas que fazem uso da tecnologia e componentes israelenses, a
encontrar alternativas e aderir ao boicote. Focalizar a atenção
do mundo sobre a ocupação israelense e do apartheid, denunciando
aqueles que favorecem o regime israelense e fomentando um ambiente que seja
inaceitável para promover políticas israelenses. Os consumidores
individuais podem mostrar a sua oposição ao projecto de Israel,
participando num boicote de consumidores de bens e serviços de Israel.
Este boicote funciona em dois sentidos: primeiro gerando má publicidade
para o agressor e em segundo lugar aplicando pressão económica
para a mudança.
Porquê
O boicote pode também pressionar companhias cujas
exportações estão ligadas a alguns dos aspectos mais
evidentes da ocupação e apartheid.
Agrexco
exporta fruta e vegetais por toda a Europa e EUA sob o nome
Carmel.
Muitos dos produtos crescem em terras palestinas confiscadas no Vale do
Jordão e o governo de Israel detém de 51% da empresa. As laranjas
de Jaffa eram famosas há séculos, antes de os israelenses mudarem
o nome palestino para Yafa. A
Motorola,
ao mesmo tempo que produz telefones móveis, também produz redes
de dados sem fio para sistemas de comunicações militares. Muitos
dos produtos militares israelenses com reputação de
confiança foram testados sobre palestinos.
Tel-Aviv é o centro de um comércio mundial com
consideráveis implicações éticas e morais que
constantemente tem alimentado conflitos, guerras e opressão por toda a
África. Muitos dos grandes comerciantes do globo utilizam Tel Aviv como
local de transformação e de um ponto comercial, dando uma
contribuição importante para a economia israelense. Os
consumidores nos países árabes começaram a levantar as
suas vozes nos últimos anos. Cansados dos seus governos pró EUA,
tomaram o isolamento de Israel em suas próprias mãos
provocando enormes prejuízos principalmente para os produtores da UE,
cúmplices na ocupação da Palestina. No Ocidente, cada vez
cresce mais entre os consumidores a consciência sobre os produtos que
compram e os alimentos que ingerem. No Reino Unido um inquérito
realizado em 2005 para a Co-Op revelou que mais da metade dos consumidores
questionados afirmaram que tinham evitado comprar produtos de uma empresa com
base na sua reputação. Boicotes são um grande
negócio, e é vital que o público internacional fique
consciente da dimensão moral e ética de compra de bens
israelenses.
Faça você próprio
Embora o boicote seja uma acção individual, ela só se
torna verdadeiramente poderosa quando promovida colectivamente e encontra forte
apoio em organizações e movimentos que promovem o boicote.
É importante que encontre aliados e escolha bem os alvos. Num boicote
primário os consumidores boicotam produtos de empresas israelenses. Um
boicote secundário significa evitar mercadorias produzidas por empresas
com significativos interesses comerciais em Israel ou contendo produtos
produzidos em Israel. Inclui o boicote das empresas cuja gestão usa o
poder e os lucros da empresa para promover a política israelense de
ocupação colonial e do apartheid. Multinacionais como a
Nestlé
e
Estée Lauder
são exemplos notáveis de multinacionais que dão apoio
à ocupação.
Um "boicote secundário" foi usado com êxito por
consumidores que se opunham ao apartheid na África do Sul. Até
ao momento em que o banco Barclays (Reino Unido) se retirou da África do
Sul, a sua quota de mercado estava em queda livre, de 27% para 15%. O grande
número de empresas envolvidas impõe que, por razões
práticas, o boicote se concentrar nos alvos estratégicos de
particular importância tais como: produtos que são
simbólicos de Israel, como frutos, vegetais, flores; empresas ou
particulares que contribuam activamente para promover a agenda sionista;
empresas que possam ser um alvo fácil e global pelo seu óbvio
benefício com a ocupação como a Agrexco.
1.
Não compre bens israelenses.
Este é mais fácil do que parece. Uma lista de produtos de
empresas israelenses pode ser facilmente encontrada em uma série de
sítios web listados na secção
Resource
. Pode também enviar cartas aos supermercados, jornais e partidos
políticos informando-os da sua decisão e razões.
2. Identifique os retalhistas que armazenam mercadorias israelenses
Envie cartas a lojas locais e grandes retalhistas pedindo-lhes que não
vendam produtos israelenses. Procure organizações dispostas a
apoiar a campanha a fim de obter um efeito maior.
3. Boicote estabelecimentos que não respondam.
Escreva às lojas que continuem a vender bens israelenses para informar
que não irá mais fazer compras lá. Organize um piquete de
loja para esclarecer as pessoas acerca da campanha BDS.
4. Organizar uma campanha local e promover o boicote
Divulgue a campanha BDS. Material útil, fichas técnicas e os
recursos podem ser extraídos directamente da BDS, o sítio web
para você criar o seu próprio local da campanha. Você
também pode fornecer uma lista negra de lojas na área local que
se recusam a terminar a venda de mercadorias israelenses.
5. Novas medidas
Organizar piquetes e bloqueios ao transporte de produtos de Israel; Incentivar
os trabalhadores das lojas, estivadores e outros para se recusarem a lidar com
mercadorias de Israel; Disponibilizar informação ao
público sobre as empresas "utilização de tecnologia
israelense e componentes"; Criar um boicote alternativo: promover
alternativas éticas às mercadorias israelenses e premiar as
empresas que publicamente se distanciarem da economia de Israel com maiores
níveis de comercialização".
Ver também:
http://www.bdsmovement.net/?q=node/68
http://www.boycottisraeligoods.org/modules11748.php
O original encontra-se em http://www.bdsmovement.net/?q=node/9.
Tradução de JB.
Este texto encontra-se em
http://resistir.info/
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