Uma empresa de ladrões dirigida por Washington para roubar
petróleo sírio
por Ruaa al-Jazaeri
Roubar os recursos do povo sírio e saquear a sua riqueza sempre foi um
objectivo importante dos Estados Unidos na Síria. Eles consumaram sua
abordagem hostil pelo apoio ao terrorismo no país através de um
acordo com a milícia Qasad (SDF) para rapinar o petróleo
sírio num crime agravado e declarado que viola as regras do direito
internacional.
A administração do presidente Donald Trump trabalhou durante anos
no esquema para pilhar o petróleo sírio, o qual foi finalmente
incorporado no acordo entre Washington e a milícia Qasad. Fontes
informadas revelaram à CNN que o acordo concede a uma companhia
petrolífera americana chamada Delta Crescent Energy, criada para
implementar o esquema americano, amplos poderes para confiscar metade dos
campos petrolíferos sírios e investir neles.
"Fomos autorizados a participar em todos os aspectos do desenvolvimento
energético, transporte, comercialização,
refinação e exploração, a fim de desenvolver e
redesenvolver as infra-estruturas na região", disse James Cain,
antigo embaixador dos EUA na Dinamarca durante a administração
George W. Bush e um dos co-fundadores da Delta Crescent Energy.
A CNN observou que os outros dois parceiros de Cain na empresa são James
Reese, um oficial reformado da Delta Force do Exército que dirigia a sua
própria empresa de segurança privada, e John Dorrier, um veterano
executivo petrolífero com anos de experiência de
operações no Médio Oriente.
O trio constituiu a nova empresa para o objectivo único de assegurar
este acordo na Síria e tem trabalhado intensamente com
funcionários do Departamento de Estado durante mais de um ano,
informaram fontes da CNN.
O acordo entre a milícia Qasad e a empresa americana pode ser descrito
simplesmente como uma continuação das violações de
Washington das regras do direito internacional. Tal como confirmou no
sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, o
acordo de pilhagem do petróleo sírio é uma
continuação das violações de Washington do direito
internacional e da soberania da Síria sobre as suas terras.
O Ministério observou que os americanos não estão
satisfeitos com a sua ocupação ilegal de regiões da
Síria, mas também participam no roubo e pilhagem dos recursos
naturais do país e no comércio ilícito dos mesmos, sabendo
que estes recursos pertencem apenas ao povo sírio.
Embora o Departamento de Estado dos EUA e o Pentágono tenham
oficialmente procurado distanciar-se do projecto, as fontes disseram à
CNN que, nos bastidores, o Departamento de Estado estava activo para a
concretização do acordo.
Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo
confirmou pela primeira vez o acordo ao responder a uma pergunta da senadora
republicana Lindsey Graham durante uma audiência no Capitólio.
"O acordo demorou um pouco mais, senadora, do que esperávamos e
estamos agora em implementação. Ele pode ser muito
poderoso", disse Pompeo a Graham.
ACORDO ENTRE LADRÕES QUE ROUBAM E LADRÕES QUE COMPRAM
Anteriormente, uma fonte oficial do Ministério dos Negócios
Estrangeiros e Expatriados disse numa declaração à
agência SANA que este acordo representa um acordo entre ladrões
que estão a roubar e ladrões que estão a comprar.
Afirmando que este acordo é nulo e sem qualquer base legal, advertiu que
tais actos desprezíveis exprimem a abordagem adoptada por aquelas
milícias clientes que aceitaram ser um fantoche barato nas mãos
da ocupação estado-unidense.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iemenita, Hisham Sharaf,
também condenou a continuação da adopção de
uma abordagem agressiva por parte dos EUA contra a Síria através
do apoio aos grupos fora-da-lei e do seu envolvimento no roubo do
petróleo sírio, sublinhando que o acordo para roubar
petróleo sírio é nulo e praticado apenas por
ladrões da riqueza dos povos e dos seus inimigos.
10/Agosto/2020
O original encontra-se em
sana.sy/en/?p=199559
Esta notícia encontra-se em
http://resistir.info/
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