Acerca das últimas decisões anti-populares do governo grego

por KKE

. O parlamento aprovou – com os votos dos deputados dos sociais-democratas do PASOK – a emenda do Ministério do Emprego que proíbe quaisquer aumentos salariais que excedam aqueles incluídos no acordo colectivo de trabalho assinado pela Federação Helénica de Empresas e a maioria da Confederação de Sindicatos do sector privado (GSEE). Este acordo impõe um congelamento salarial de três anos enquanto no período anterior o governo efectuou um aumento drástico da tributação directa sobre bens de consumo público e a inflação aumenta à taxa de 6%. Por outras palavras, ele promove a redução do poder de compra dos trabalhadores.

O KKE condenou esta emenda anti-trabalho a qual não só reduz os salários como também promove a abolição de acordos colectivos de trabalho ano nível de ramos ou companhias.

Ordem de emergência contra os grevistas

O governo impôs uma ordem de emergência contra a greve dos condutores de camiões. Mais uma vez esta medida, a qual é destinada a casos como situação de guerra ou grandes desastres naturais, é utilizada pelo governo burguês social-democrata contra o direito dos trabalhadores de irem à greve.

A greve é efectuada contra a lei do governo que de facto acelera a concentração dos transportes nas mãos de grandes grupos monopolistas levando à destruição económica dos proprietários privados de camiões.

O KKE condenou este facto da tribuna do Parlamento, ao passo que a Frente Militante de Todos os Trabalhadores emitiu uma declaração a condenar esta acção:

"O PAME apela à classe trabalhadora e aos extractos populares do nosso país a condenarem a decisão do governo de efectuar uma ordem de emergência contra os condutores de camiões a fim de impor o que necessitam os interesses do capital. O governo não e emitiu esta ordem com o objectivo de proteger os interesses da maioria do povo de uma "guilda comercial" como ele denomina os condutores de camiões. Ao contrário, ele utilizou esta medida assim como todos os mecanismos repressivos contra eles a fim de servir os interesses de uma casta de parasita (capitalistas e grupos multinacionais) que querem dominar no sector dos transportes a fim de obterem super-lucros adicionais.

A única resposta a esta política e à frente reaccionária que a promove (governo, liderança do ND, LAOS, EU) é a frente comum das forças populares, nomeadamente a classe trabalhadora, os auto-empregados, os pequenos e médios artesãos e comerciantes, os pequenos e médios agricultores, com acções conjuntas e solidariedade contra o inimigo comum.

O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/2010news/2010-07-30-metafores


O KKE não entregará listas dos seus apoiantes

por KKE

. "Através da lei do Ministério do Interior sobre a despesa dos candidatos nas eleições regionais e locais o governo procura matar dois pássaros com uma só pedrada", comentou Aleka Parariga, secretária-geral do CC do Partido Comunista da Grécia (KKE). E acrescentou: "por um lado, procura embelezar o sistema político que produz políticas anti-povo como aquelas implementadas nos dias de hoje e, por outro, procura castigar a actividade política do KKE que se opõe a estas políticas".

Esta lei realmente impõe aos partidos a entrega das listas dos seus apoiantes ao estado burguês sob o pretexto do combate ao "dinheiro negro" na política.

No seu discurso perante o Parlamento, Aleka Papariga recordou que no passado o KKE, os seus membros, os seus quadros, os seus amigos assim como as pessoas que apoiavam o partido financeiramente com o pouco que tinham foram enviados para a prisão e o exílio. A secretária-geral do CC do KKE sublinhou que o Partido não cumprirá com esta lei, que não entregará as listas com os nomes dos seus contribuidores; continuará a política de colectar dinheiro através de cupões e não entregará os nomes de milhares de pessoas que o apoiam financeiramente.

Papariga acrescentou que esta lei "está em pleno acordo com a proclamação do anticomunismo como ideologia oficial da UE e da Europa em geral", recordando as decisões anti-comunistas da UE, do Parlamento Europeu e também do Conselho da Europa.

O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/2010news/2010-07-30-oikonomika

Estas notícias encontram-se em http://resistir.info/ .
005/Ago/10