Vergonha da Europa
Tu te afastas do país que foi o teu berço,
próximo do caos, porque o mercado não é justo.
Ao procurar a alma, o que encontrou
é agora considerado sucata.
Como um devedor atado nu ao pelourinho, um país sofredor
deve agradecer o que tu dizes.
A pobreza condenou o país cujas riquezas
adornam museus: obtidas com o teu saqueio.
Com a força dos braços o bem-aventurado país das ilhas
devastado, usava o uniforme de
Hölderlin
na tua mochila.
Mal tolerado país cujos coronéis vossos
outrora foram tolerados como um aliado.
Perdem direito ao país no qual o teu poder de parceiro legal
apertava o teu cinto cada vez com mais força.
Antígona desafia-o ao vestir de negro e por todo o país
roupas de luto, o povo que tu hospedas.
No entanto, o país tem de despertar o respectivo
Creso
de todos aqueles brilhos dourados acumulados na tuas arcas.
Saúde finalmente, bebam! clama a claque dos Comissários
mas irado está Sócrates cujo cálice está cheio
até à borda.
A amaldiçoar no coro, o que é característico de
vós, os deuses,
exigirão repudiar o Teu Olimpo.
Tu vais definhar privada de alma
sem o país que te concebeu, tu, Europa.
[*]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Günter_Grass
O original encontra-se em
www.sueddeutsche.de/
. Tradução automática do Google, com
correcções (resistir.info poderá substituí-la quando dispuser de uma melhor).
Este poema encontra-se em
http://resistir.info/
.
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