As novas ideias liberticidas do governo francês
elas são sobretudo contra os media alternativos
por Guillaume Champeau
Os serviços do Ministério do Interior consideram numerosas
medidas para reforçar mais uma vez a segurança em detrimento das
liberdades. Corte obrigatório de toda rede Wi-Fi aberta, bloqueio das
redes de anonimização e fornecimento das chaves de
encriptação dos serviços de mensagens fazem parte das
medidas consideradas.
A lista das medidas encaradas pelo governo para reforçar a
segurança em detrimento da liberdade e da vida privada alonga-se.
Enquanto o governo já encara
novas leis securitárias
que permitiriam por exemplo cruzar todos os ficheiros de dados pessoais
detidos pelo Estado, obrigar a instalação de emissores GPS nos
veículos alugados, prolongar a duração da
conservação dos dados de conexão ou ainda facilitar o
recurso aos apanhadores de IMSI (IMSI-catchers),
Le Monde
revela novas medidas listas pelo Ministério do Interior.
Aquele jornal pôde consultar um quadro editado internamente na
terça-feira, 1º de Dezembro, pela Direcção das
Liberdades Públicas e dos Assuntos Jurídicos (
DLPAJ
), que depende do Ministério do Interior de Bernard Cazeneuve. É
ela que prepara os projectos de lei e decreto relativos às liberdades
públicas e à polícia administrativa. É portanto
neste quadro, para redigir dois novos textos legislativos um sobre o
estado de urgência, o outro sobre o anti-terrorismo que a DLPAJ
traçou as medidas pedidas pela polícia ou pela gendarmaria que
poderiam ser inscritas nos textos esperados para Janeiro de 2016.
Dentre estas medidas, que não são ainda senão
hipóteses de trabalho, figura uma série de novas
restrições às liberdades na Internet:
-
"Proibir as conexões Wi-Fi livres e partilhadas"
e fechar todas as conexões Wi-Fi públicas durante o estado de
urgência, "sob pena de sanções penais".
Até agora a lei impõe por princípio aos assinantes da
Internet que tornem seguras suas conexões para evitar que sejam
utilizadas para fins ilícitos, mas o único risco que tomam os
assinantes generosos e recalcitrantes que deixam seu Wi-Fi aberto é
receber uma advertência Hadopi
se alguém o utiliza para piratear filmes ou música. Ao obrigar a
encerrar todas as conexões, a polícia garantiria ter um
identificador preciso para cada endereço IP ou, pelo menos, reduzir a
listas dos suspeitos possíveis numa mesma casa. É esta a ideia.
-
"Proibir e bloquear as comunicações das redes TOR em
França".
Mesmo supondo que isto seja tecnicamente possível, seria uma medida
totalmente desproporcionada que enviaria um sinal muito mau internacionalmente,
pois a rede de anonimização TOR é utilizada por numerosos
activistas e dissidentes de países autoritários.
-
"Identificar as aplicações de VoIP e obrigar os editores a
comunicar às forças de segurança as chaves de
encriptação".
É a famosa
grande guerra da encriptação para a qual se prepara La Quadrature du Net
, tendo a França sem dúvida a vontade de se
juntar à Grã-Bretanha
para conseguir que os editores de mensagens cifradas forneçam backdoors
para que as autoridades possam escutar as conversações
interceptadas.
05/Dezembro/2015
Ver também:
Liberté d'expression à la française : le site alternatif WeAreChange.org bloqué en France
O original encontra-se em
fr.sott.net/...
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|