A propósito do
Fiscal Multiplier
1.
Em 1989, o economista John Williamson do IIE (Institute for International
Economics,
think tank
baseado em Washington DC, EUA) baptizou de
'Washington Consensus'
um conjunto de 10 pontos que sumariavam e unificavam a cartilha das
instituições baseadas naquela cidade: FMI, Banco Mundial e
Departamento do Tesouro dos EUA. Estabelecia-se que a intervenção
nas economias latino-americanas deveria passar pela imposição de
políticas baseadas em:
1. Políticas orçamentais disciplinadas, evitando défices
elevados face aos respectivos PIB;
2. Reorientação da despesa pública, dos subsídios
("especialmente subsídios indiscriminados") para a
educação básica, cuidados primários de saúde
e infra-estruturas, que seriam a base de um futuro crescimento;
3. Reforma fiscal, alargando a base tributária e adoptando taxas
marginais moderadas;
4. Taxas de juro determinadas pelo mercado e positivas (moderadamente) em
termos reais;
5. Taxas de câmbio competitivas;
6. Liberalização do comércio: liberalização
das importações, com particular ênfase na
eliminação de barreiras restritivas quantitativas (licenciamento,
autorizações, etc.); qualquer protecção ao
comércio deveria basear-se em tarifas aduaneiras baixas e uniformes;
7. Liberalização do investimento directo estrangeiro;
8. Privatização das empresas do Estado (empresas públicas);
9. Desregulação: abolição das leis e regulamentos
que impeçam a entrada no mercado ou limitem a concorrência
(única excepção admitida a justificada na defesa
nacional), disposições de protecção ambiental e dos
consumidores e supervisão prudencial das instituições
financeiras;
10. Protecção legal ao direito de propriedade.
Todos conhecemos o que aconteceu no Chile após o golpe de Pinochet de
11/Setembro/1973: os rapazes de Chicago liderados por Milton Friedman fecharam
as
universidades onde se ensinava livremente Economia e transformaram o Chile num
imenso laboratório de ensaio do neoliberalismo onde as
instituições baseadas em Washington tiveram rédea solta de
Pinochet para aplicar extensivamente as suas agendas. Os chilenos não
viram nenhum desenvolvimento económico, mas as multinacionais
(americanas, principalmente) engordaram os lucros que expatriaram livremente. A
exploração capitalista do trabalho assalariado viveu dias
terríveis.
Entretanto, os inspiradores do neoliberalismo foram laureados com o
Prémio Nobel, em 1974 (Hayek) e em 1976 (Friedman), e esta doutrina
chamada neoliberal viu aumentar a sua difusão nos anos 80, nomeadamente
com o suporte da primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher (1979-1990)
e do presidente dos EUA (1980-1989) Ronald Reagan. O
'Washington Consensus'
tornou-se o menor denominador comum das políticas neoliberais das
instituições baseadas em Washington DC, e a base dos programas de
estabilização do FMI. Mais recentemente, as
instituições da União Europeia (Comissão, BCE)
também adoptaram a cartilha do "
Washington Consensus
" e aplicaram-na em parceria com o FMI à Grécia, à
Irlanda, a Portugal e a Espanha. Se estas instituições partilham
a doutrina neoliberal e praticam o neoliberalismo nas suas políticas,
que esperávamos?
Algo ingenuamente, o próprio John Williamson viria a reconhecer em 2002
que a agenda do "Washington Consensus" se tornou cobertura de um
amplo fundamentalismo de mercado, também conhecido por agenda neoliberal
[1]
.
2.
Recordo isto como introdução à discussão
actualmente em curso entre economistas, nomeadamente ingleses e americanos,
estimulada com a publicação pelo FMI no início de Outubro
do último
World Economic Outlook
(WEO), e nomeadamente as dúvidas confessadas pelos economistas do FMI
quanto à objectividade das suas projecções
económicas nos países intervencionados com programas de
austeridade. O que o senhor Olivier Blanchard,
economist counsellor
do FMI, veio confessar é que os efeitos dos programas de austeridade
(derivados do 'Washington Consensus') terão afinal consequências
mais nefastas nas economias do que as que eles têm pressuposto, trazendo
mais crise, mais quebra do consumo e da produção (PIB) e,
consequentemente de tudo aquilo que daqui deriva: desemprego, quebra de receita
fiscal, etc. Aquelas críticas que os opositores destas políticas
vêm apontando encontram agora eco de reconhecimento quanto ao seu efeito
nefasto e contraditório nos países onde vêm sendo
aplicadas.
3.
Com efeito, o FMI reviu em baixa as previsões de crescimento feitas em
Abril último para o crescimento da produção e do
comércio mundiais. No prefácio desse WEO, Blanchard, escreveu que
as "forças que puxam o crescimento para baixo nas economias mais
avançadas são a consolidação orçamental e a
fragilidade do sistema financeiro". E continua: "Na maioria dos
países, a consolidação orçamental prossegue de
acordo com os planos. Embora esta consolidação seja
necessária, não há dúvida que ela está a
pesar na procura, e a evidência crescente sugere que, nas presentes
condições, os multiplicadores orçamentais
('fiscal multipliers'
) são elevados. O sistema financeiro ainda não está a
funcionar eficientemente. Em muitos países os bancos ainda estão
fracos, e as suas posições ficam ainda mais fracas com baixo
crescimento. Daqui resulta que muitos credores impõem apertadas
condições de empréstimo"
[2]
.
Mais adiante, o WEO abre uma caixa intitulada
Are we Underestimating Short-Term Fiscal Multipliers?
(Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais?) na qual Olivier
Blanchard e Daniel Leigh vão mais além, reconhecendo que desde a
Grande Recessão se usam multiplicadores entre 0,4 e 1,2 dependendo da
fonte da previsão e da especificidade da estimativa usada. "A
evidência empírica sugere que os multiplicadores implícitos
usados para gerar estas previsões são aproximadamente 0,5.
Todavia, os multiplicadores podem ser maiores, no intervalo de 0,9 para
1,7"
[3]
.
Por outras palavras, o FMI vem calculando o impacte negativo dos programas de
austeridade ("programas de ajustamento dos défices
orçamentais") considerando que por cada unidade percentual cortada
nos orçamentos e défices públicos o PIB baixa 0,5%; a
análise empírica que agora disseram ter feito aponta para que o
impacte varie afinal entre 0,9% e 1,7%!
A conclusão a que chegam é que na actual conjuntura
económica frouxa e de ajustamentos orçamentais sincronizados em
numerosas economias, os multiplicadores devem estar bem acima da unidade.
O modo como esta confissão foi trazida a público revela o enorme
empirismo com que são feitas as previsões económicas,
ignorando as estruturas económicas próprias de cada economia e as
condições particulares de funcionamento das mesmas. No caso
português temo-lo visto repetidamente nas críticas feitas por
diversos economistas conhecedores da realidade nacional, apontando para o
excessivo optimismo do governo e da troika relativamente às
consequências económicas das medidas de austeridade aplicadas. Mas
o governo orquestrado pelo ministro das Finanças nega sistematicamente
essa realidade, que mais tarde constatamos a razão que nos assiste
através ... das novas estimativas e das próprias
estatísticas oficiais. Não é verdade que há pouco
mais de um ano nos anunciaram que 2013 já seria um ano de crescimento do
PIB? Escreveu o ministro Vitor Gaspar no Documento de Estratégia
Orçamental divulgado em 31 de Agosto de 2011:
"Para 2012, prevê-se que o PIB registe uma quebra de cerca de 1,8%,
retomando-se, nos anos posteriores, o processo de
crescimento económico
" (sublinhado nosso).
4.
As observações do WEO tiveram reacções imediatas.
Com efeito:
1. Paul Krugman escreveu no seu blog que tinha sido dada "uma grande
explicação para o agravamento das perspectivas económicas
a de que os políticos estavam a seguir bases económicas
erradas". E prosseguiu: "Eu e outros temos defendido que a
experiência da austeridade na zona Euro claramente sugere grandes efeitos
keynesianos". Para concluir que "os efeitos contraccionistas da
consolidação orçamental são substancialmente
maiores do que os políticos admitiram"
[4]
.
2. Dezenas de economistas académicos europeus e norte-americanos
lançaram publicamente um manifesto
('A Manifesto for Economic Sense')
[5]
criticando os falsos fundamentos das actuais políticas
económicas (a crise não deriva do endividamento
irresponsável dos governos), defendendo uma resposta certa à
actual situação (as políticas públicas deveriam
actuar como forças estabilizadoras) e criticando os erros que os
políticos actuais estão a cometer (depois da acertada resposta
inicial, a errada reviravolta contra os défices públicos que
são consequência da crise e não a causa). O Manifesto
é parco em propostas, aponta exclusivamente para a necessidade de se
inverter a actual política económica, já que a
política monetária, com taxas de juro próximas de zero
já esgotou o seu potencial.
3. Um largo debate internacional foi impulsionado pelas questões
atrás descritas, envolvendo economistas de diversas
organizações institucionais e universidades, em diversos
fórum e na blogosfera, pondo em confronto diversas
explicações para a actual estagnação e
recessão de muitas economias.
5.
Em 3 de Outubro último, na conferência de imprensa de
apresentação do "Ponto de Situação do Programa
de Ajustamento Económico para Portugal", que na prática foi
a apresentação do OE-2013, pelo ministro de Estado e das
Finanças, Vitor Gaspar, um jornalista questionou o ministro indagando
qual o multiplicador orçamental usado pelo MF/troika no modelo usado
para fazer as projecções económicas para 2013. De facto, o
ministro apresentou um conjunto de medidas de austeridade ("medidas de
consolidação") na forma de aumentos de impostos e cortes que
no seu total representam 4,2% do PIB; todavia, nas projecções
macroeconómicas que apresentou prevê apenas uma baixa de 1% do
PIB.
Na resposta, o ministro chutou para canto, tentando minimizar a questão
a toada da sua resposta: o que foi espalhado pela
comunicação social foi o comentário de Krugman, não
as opiniões de Blanchard, as quais não são as
opiniões do FMI, etc. Depois negou que o modelo que foi utilizado para
fazer as projecções macroeconómicas considere esse
multiplicador. O fundamentalismo do ministro ficou sintetizado na
afirmação que evidenciou no sítio do seu Ministério
das Finanças na internet: «PÔR EM CAUSA O ORÇAMENTO
É PÔR EM CAUSA O PROGRAMA DE AJUSTAMENTO».
"O pior cego é aquele que não quer ver"!
6.
A questão dos nefastos efeitos da austeridade numa economia em crise,
como é evidente, está a fazer o seu caminho, independentemente da
vontade do ministro Vitor Gaspar em se afastar dessa clarificação.
Por cá, até a revista conservadora britânica
The Economist
registou os protestos furiosos, os editoriais estrondosos, o humor mordaz que
se seguiu à apresentação do OE para o próximo ano,
com um aumento de um terço da carga fiscal e que "raramente os
manifestantes, economistas e políticos estiveram tão unidos na
descrição dos planos" (do MF/troika). E não deixou de
citar o WEO para concluir: "a consolidação orçamental
está a ter um impacte no crescimento maior do que é habitual"
[6]
.
7.
Pelo que vamos sabendo, os governantes portugueses gostam de se apresentar
submissamente nas reuniões internacionais, por forma a serem tomados
como bons alunos. É uma escola que já vem de há muito e
cujos praticantes ocupam actualmente lugares cimeiros no aparelho de Estado.
Passos Coelho ficou muito escandalizado por François Hollande ter dito
publicamente que no último Conselho Europeu os primeiros-mininistros da
Espanha e da Grécia, também pertencentes a partidos de direita,
haviam argumentado contra a dureza da austeridade, invocando as
reacções populares de oposição aos pacotes de
austeridade. Ficámos a saber sem surpresa que Passos Coelho esteve mudo
e calado nessa reunião, pois como sabemos o seu programa é o
programa da troika.
Também Vitor Gaspar foi a Tóquio à assembleia anual do FMI
e pelo que disse na conferência de imprensa do dia 3 de Outubro,
não estava previsto na agenda falar-se das questões suscitadas
pelo WEO, embora a directora-geral Christine Lagarde a elas se tenha referido
publicamente e dado razão à aos protestos gregos contra a
austeridade.
Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros anda
excessivamente absorvido com as contradições do seu partido que
não se tem notado qualquer actividade diplomática junto dos
"parceiros" (?!) da UE.
O presidente da república não sai do palácio, fala pouco e
difunde recados via
Facebook
...
Também não se vislumbra qualquer vantagem para Portugal no facto
de o presidente da Comissão Europeia ser de nacionalidade portuguesa.
O PSD e o CDS estão conformados e empenhados em impor enormes
sacrifícios aos portugueses.
8.
Mas vejamos mais de perto o caso português.
O Quadro I mostra-nos a evolução do défice público,
défices oficiais comunicados ao Eurostat e os défices sem as
medidas extraordinárias de recurso, calculados pelo Banco de Portugal ou
indicados pelo ministro das Finanças.
O que os números mostram é que uma diminuição do
défice público de 3 pontos percentuais em 2011 foi acompanhada
por uma quebra do PIB de 1,7%, i.e. um multiplicador de 0,57. Mas em 2012
já se espera que uma baixa do défice de 2,2% conduza a uma
descida do PIB de 3%, i.e.
o multiplicador subiu para 1,36!
Com os cidadãos despojados de rendimentos em escala crescente devido
às medidas de austeridade acumuladas (roubo de salários e aumento
de impostos, cortes no SNS e nos apoios sociais) o efeito na procura interna
ampliou-se: baixou 6,2% em 2011 e estima-se que baixe 7,1% em 2012. O PIB
só não acompanhou este efeito devido ao aumento das
exportações.
Quadro I Variação do défice das AP e do
PIB
|
Ano
|
2010
|
2011
|
2012
|
2013
|
2014
|
|
Défice das Administrações Públicas (MEUR)
|
-16 950
|
-7 525
|
8 303
|
-7 506
|
-4 260
|
|
Em % PIB
|
-9,8%
|
-4,4%
|
-5,0%
|
-4,5%
|
-2,5%
|
|
Défice sem medidas extraordinárias em % PIB
|
-11,2%
|
-8,2%
|
-6,0%
|
-4,5%
|
-2,5%
|
|
Variação anual do défice (B)
|
|
3,0%
|
2,2%
|
1,5%
|
2,0%
|
|
Variação real do PIB (A)
|
1,4%
|
-1,7%
|
-3,0%
|
-1,0%
|
1,2%
|
|
B/A
|
|
-0,57
|
-1,36
|
-0,67
|
0,60
|
Fonte: INE, Banco de Portugal e Ministério das Finanças
As observações dos economistas do FMI parecem assim ser
confirmadas também pelo comportamento da economia portuguesa.
Face a isto, quem pode acreditar que em 2013, com uma redução do
défice orçamental de 1,5% (embora resultante de medidas de
austeridade que representam 4,2% do PIB, nas contas do ministro das
finanças), o PIB caia apenas 1% e a procura interna caia somente 2,9%,
como previu Vitor Gaspar na documentação distribuída na
conferência de imprensa do passado dia 3?
Nem sequer os economistas da área política do governo escondem
que não acreditam nisto! Com austeridade em cima de austeridade, com
rendimento disponível confiscado em maior proporção pelo
brutal aumento da carga fiscal (mais de 36% de aumento), com os
orçamentos familiares extenuados pela saturação fiscal,
quer o ministro Vitor Gaspar fazer-nos acreditar que o multiplicador baixe
milagrosamente de 1,36 em 2012 para 0,67 em 2013!
9. Finalmente para 2014, com uma redução adicional do
défice de 2 pontos percentuais do PIB, ou seja com mais medidas de
austeridade que rondarão os 3,5 mil milhões de euros, o ministro
das Finanças quer-nos fazer acreditar que o PIB irá ... crescer
1,2%.
Ainda vamos tendo memória: em Agosto do ano passado, anunciaram-nos a
seguinte evolução do PIB e do consumo privado, do valor dos
pacotes de austeridade em % do PIB ("medidas de consolidação
orçamental") e da taxa de desemprego:
[7]
|
Ano
|
2012
|
2013
|
2014
|
|
PIB
|
-1,8%
|
1,2%
|
2,5%
|
|
Consumo privado
|
-3,3%
|
-0,7%
|
0,8%
|
|
Medidas de consolidação orçamental % PIB
|
3,0%
|
1,9%
|
0,0%
|
|
Taxa de desemprego
|
12,9%
|
12,4%
|
11,6%
|
Há poucos dias o ministro de Estado e das Finanças anunciou novos
números sem explicar ou justificar o que correu mal (na verdade o
ministro referiu-se a "progressos", os quais nenhum português
descortina) e apresentou este novo cenário evolutivo que reproduzimos
para comparação e avaliação do
"progresso" registado, embora pelas razões já expostas
não lhe demos credibilidade:
[8]
|
Ano
|
2012
|
2013
|
2014
|
|
PIB
|
-3,0%
|
-1,0%
|
1,2%
|
|
Consumo privado
|
-5,9%
|
-2,2%
|
0,2%
|
|
Medidas de consolidação orçamental
|
5,3%
|
4,2%
|
?
|
|
Taxa de desemprego
|
15,5%
|
16,4%
|
15,9%
|
Para quê mais palavras?
23/Outubro/2012
[*]
Economista
Notas
[1] "I of course never intended my term to imply policies like capital
account liberalization (...I quite consciously excluded that), monetarism,
supply-side economics, or a minimal state (getting the state out of welfare
provision and income redistribution), which I think of as the quintessentially
neoliberal ideas. If that is how the term is interpreted, then we can all enjoy
its wake, although let us at least have the decency to recognize that these
ideas have rarely dominated thought in Washington and certainly never commanded
a consensus there or anywhere much else..." (Williamson J. (2002).
Did the Washington Consensus Fail?
)
[2] IMF, World Economic Outlook, October 2012, (Coping with High Debt and
Sluggish Growth), pág XV.
[3] Textualmente: "This box sheds light on these issues using
international evidence. The main finding, based on data for 28 economies, is
that the multipliers used in generating growth forecasts have been
systematically too low since the start of the Great Recession, by 0.4 to 1.2,
depending on the forecast source and the specifics of the estimation approach.
Informal evidence suggests that the multipliers implicitly used to generate
these forecasts are about 0.5. So actual multipliers may be higher, in the
range of 0.9 to 1.7." (IMF, Ibidem, pág. 41)
[4] Cf. The IMF and the GOP, in
http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/10/11/the-imf-and-the-gop/
[5] Cf.
http://www.manifestoforeconomicsense.org
[6]
The Economist,
vol. 405, Nº 8807, 20-10-2012, pag. 49.
[7] Cf. European Commission, The Economic Adjustment for Portugal, Ocasional
Paper Nº 79, June 2011; Documento de Suporte para a
apresentação do Ministro de Estado e das Finanças em
Conferência de Imprensa a 14 de Julho de 2011 e Ministério das
Finanças, Documento de Estratégia Orçamental, Agosto de
2011
[8] Os números são colhidos no OE-2012, nas GOP-2012, no
Documento de Suporte - Vitor Gaspar, 3 de Outubro de 2012 e na proposta de
OE-2013 (relatório).
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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