Sair do Euro e da União Europeia pela esquerda
Todos nós devemos meditar acerca de uma pesquisa de opinião
(cuja íntegra pode ser vista no
sítio web do instituto de sondagem IPSOS.fr
) rica de ensinamentos, em particular sobre a
evolução da maneira como os nossos concidadãos e os
operários em particular apreendem a UE e o euro.
A conclusão evidente desta sondagem é a necessidade de
reforçar o PRCF. Pois as evoluções da opinião
pública podem abrir dois tipos de perspectivas: uma progressista se e
apenas se os republicanos de unirem em torno de uma frente progressista e
patriótica e portanto se formos bastante influentes e fortes para
orientar as forças de esquerda nesta direcção; a outra
para um fascismo do século XXI.
21/Janeiro/2014
No princípio de Janeiro de 2013, a Ipsos salientava o recuo e a
crispação identitária da sociedade francesa, assim como a
exacerbação da desconfiança no seu seio. Quase um ano
depois, os resultados da segunda edição do inquérito
"Fracturas Francesas" confirmam o essencial das
tendências observadas no ano passado. "Fractures Françaises
2014 vague 2" é um inquérito Ipsos/Steria
realizado para Le Monde / France Inter / Cevipof / Fondation J. Jaurès.
1) Um corte cada vez mais profundo entre os franceses e a política.
A adesão às críticas contra a vida política,
já muito elevadas em 2013, ganha ainda mais terreno. Para 65% (+3) dos
franceses, a maior parte dos homens e das mulheres políticos
estão corrompidos. 84% (+2) pensam que os homens políticos agem
principalmente pelos seus interesses pessoais. A progressão mais
espectacular refere-se à ideia segundo a qual "o sistema
democrático funciona mal, minhas ideias não são bem
representadas" (+6 pontos para 78%). A alta é particularmente clara
junto aos que têm menos de 35 anos (+12 para 84%) e junto dos
simpatizantes socialistas (+11 para 50%).
2) A Europa cada vez mais contestada.
A quatro meses das eleições europeias, o recuo e a
desconfiança da opinião pública exacerbam as
crispações em relação à Europa. Para
enfrentar os grandes problemas dos próximos anos, a grande maioria dos
franceses (70%, +5) defende um reforço dos poderes nacionais em
detrimento daqueles da UE (67%, +10 para a UMP). A contestação da
moeda única está igualmente em progressão clara. 33% (+5)
dos franceses desejam que a França saia da zona Euro e retorno ao Franco
(contra 67%, -5 que ela permaneça no Euro). Esta ideia já
é maioritária junto aos operários (em 52%, +8, ou seja,
uma das mais fortes progressões). Além disso, só 45% dos
franceses (34% dos operários) consideram que a pertença da
França à UE é uma coisa boa, contra 40% para os quais
é uma coisa má.
3) A clivagem entre as categorias populares e os mais abastados acentua-se.
Sob a aparente estabilidade de certos indicadores, fortes
evoluções estão em marcha no seio das diferentes
categorias da população. Onde a opinião dos quadros
melhora, a dos operários degrada-se bastante claramente. Para 68% (+7)
dos quadros, a mundialização é uma oportunidade ao passo
que ela é percebida como uma ameaça para 74% (+4) dos
operários. Da mesma forma, para cerca de três em cada quatro
quadros (72%, +16), a França deve abrir-se mais ao mundo de hoje ao
passo que 75% (+13) dos operários pensam que ela se deve proteger. O
corte com a política é ainda mais claro junto às classes
populares. 87% dos operários pensam que o sistema democrático
funciona mal e que suas ideias não estão bem representadas (+8,
ao passo que esta ideia é estável nos quadros em 65%, +1). A
procura de autoridade é muito mais forte junto aos operários: 64%
são favoráveis ao restabelecimento da pena de morte (contra 26%
dos quadros). De notar igualmente que 74% dos operários consideram que
não se sente mais em casa como antes (+7, contra 38% -12 nos quadros) e
que para 39%, os imigrados que se instalam em França tomam o trabalho
dos franceses (+7, contra 9% - 13 nos quadros).
[*]
Pole de Renaissance Communiste en France.
O original encontra-se em
www.initiative-communiste.fr/...
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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