Porque o PCB não assinou o apelo comum de apoio à EUE nas
eleições para o PE
por PCB
Porque o Partido Comunista da Bélgica não assinou o apelo comum
de apoio à Esquerda Unitária Europeia (EUE) nas
eleições para o Parlamento Europeu.
No quadro das eleições europeias de Maio de 2019, foi
lançado um apelo comum por partidos comunistas e de esquerda europeus
para apoiar o grupo parlamentar EUE/NGL (GUE/NGL, Gauche unitaire
européenne/Nordic green left). Os delegados ao X Congresso do PCB
decidiram por maioria absoluta (64%) não assinar este apelo.
1) Consideramos com efeito que este texto que se pretende consensual entre
posições partidárias por vezes distanciadas comporta
contradições fundamentais. Por um lado, o apelo afirma que a
União Europeia não é reformável na sua
essência (posição que compartilhamos), por outro, ele
declara que os líderes da União Europeia impedem toda
discussão para uma outro caminho para a Europa, subentendendo desde logo
que é possível reformá-la. Consideramos além disso
que o carácter capitalista da construção da União
Europeia não é suficientemente destacado e nem uma única
vez a necessidade de lutar pelo socialismo é expressa. Em vez disso,
há um apelo a uma Europa dos Povos e dos Trabalhadores que não se
decide definitivamente quanto ao enquadramento: se reformando a União
Europeia ou fora dela abatendo o capitalismo. O mesmo equivale ao slogan
"Another Europe is possible".
2) A presidência da EUE é assumida por Die Linke que, com o
Syriza, compõe uma Troika de esquerda reformista, colaboracionista, que
conduz a dança.
3) Para as eleições europeias de Maio de 2019, o grupo
parlamentar da EUE deve designar um candidato do PEE (candidatos saídos
unicamente dos partidos europeus) para o posto de presidente da
Comissão. Da última vez o candidato escolhido foi do Syriza,
Tsipras.
4) A primeira sessão do X Congresso do PCB de 30 de Junho de 2018 havia
decidido abandonar o PEE porque o Congresso considerou que o PEE está
para a política assim como o CES [Confederação Europeia
dos Sindicatos] está para o sindicalismo, ou seja, são
organizações criadas e submetidas à União Europeia
a qual desde a sua fundação permanece uma
organização capitalista que é impossível reformar a
partir do interior. Consideramos portanto que apoiar o apelo da EUE seria um
retrocesso que equivaleria a defender uma política de que nos
afastámos ao abandonar a PEE.
17/Março/2019
O original encontra-se em
solidarite-internationale-pcf.fr/...
Este documento encontra-se em
http://resistir.info/
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