A distopia Obama:
Manipulação, propaganda, bruxaria de imagem & de RP
por Andrew Hughes
Após oito anos do pesadelo Bush-Cheney, durante os quais assistimos
à destruição selvagem do Afeganistão e do Iraque, a
negação cínica de séculos de Direito concebido para
proteger os mais básicos direitos humanos e uma política externa
digna de Genghis Khan, surgiu a "Grande Esperança Negra" na
pessoa de Barack Obama. A consciência colectiva mundial virou-se
acriticamente para o que era apresentado como uma nova era de paz,
mudança e confiança no governo.
Nunca antes alguém testemunhou uma utilização de
manipulação, propaganda, feitiçaria de imagem e
relações públicas tão consumada para vender ao
público o homem que devia tomar o bastão de comando de Bush e
andar com ele na corrida para destruir a economia, os direitos do povo e ajudar
a nascer um país totalmente controlado por aqueles que sempre estiveram
à espreita nas sombras do poder. Foi prometida
"mudança" e ela foi entregue na forma de um aprofundamento do
pesadelo distópico.
Promessas foram rompidas sem qualquer desculpa, a mesma criativa verborreia
jurídica que infestava a administração Bush, na forma de
John Yoo e Alberto Gonzalez, foi outra utilizada para negar justiça aos
presos de Guantanamo, foi utilizada para justificar mais tortura, mais
destruição da Constituição e mais vigilância
ilegal de cidadãos dos EUA.
O presidente que estendeu a mão da paz ao mundo muçulmano
assassinou centenas de homens, mulheres e crianças paquistaneses. O
presidente que prometeu responsabilidade no governo preencheu a sua equipe com
lobistas, bankster e promotores da guerra. O seu Procurador Geral recusa-se a
processar alguns dos piores crimes de guerra cometidos na história
moderna e continua a dar cobertura legal a criminosos que torturavam com
impunidade.
O país foi mais uma vez levado à bancarrota pelo roubo
contínuo do dinheiro do contribuinte quando os doadores de campanha da
Wall Street receberam a sua contrapartida. Obama apoiou indolentemente as
declarações de Bernancke de que o Federal Reserve privado
não tem de responder ao Congresso. O contribuinte estado-unidense
está agora enganchado em US$14,3 milhões de milhões
(trillion)
que continuam a ascender. Os arrestos e o desemprego estão a aumentar
com os esforços significativos da administração para
aliviar os sintomas, não importa a causa. A nova imagem da
América é de cidades de tendas, extensas filas de sopas, xerifes
a expulsarem incontáveis milhares de jovens e velhos dos seus lares,
cidades outrora prósperas a resvalarem para uma tranquilidade
assustadora e uma massa de povo cada vez mais desiludida.
A "Guerra ao terrorismo" transformou-se numa grelha de controle de
uma população cada vez mais consciente. O fundamento para isto
já foi estabelecido por Bush com o Patriot Act, Patriot Act 2, lei das
comissões militares e numerosas ordens executivas que estrangularam o
que restava do Posse Comitatus
[1]
e da Constituição.
A Segurança Interna agora define "terroristas" como aqueles
que acreditam na Constitição, na primeira, segunda e quarta
emendas. Veteranos que retornam estão a ser visados pela
negação dos seus direitos da segunda emenda. A "Lista de
observação terrorista" de mais de um milhão, em
rápido crescimento, está a ser utilizada como a base para a
negação aos cidadãos dos direitos de viajar e trabalhar.
Obama está agora a contemplar a ideia da detenção
indefinida sem julgamento para cidadãos dos EUA. Isto, vindo de um
professor da Constituição! Há projectos de lei no
Congresso para criminalizar a liberdade de expressão na Internet
através do Cyberbullying Act o qual tornará um crime capital
(felony)
ferir os sentimentos de alguém. Tal como o Patriot Act isto
metamorfor-se-á numa criminalização da liberdade de
expressão política e de qualquer criticismo do governo.
O "ciberterrorismo" está a ser utilizado como pretexto para
levar a regulação do governo à última fortaleza da
informação não distorcida. Washington percebeu que
está a tornar-se mais difícil avançar com a sua agenda
fascista e está a mover-se para controlar o campo. A massa da
população tem-se tornado mais consciente da espécie de
"Mudança" que Obama tencionava efectuar.
Tem havido uma resistência crescente a nível do Estado com muitos
a invocarem os seus direitos da 9ª e 10ª Emenda numa valente
tentativa de impedir o Vampiro Federal de sugar as últimas gotas de
sangue, os últimos vestígios de Liberdade e Esperança.
Este é o Pesadelo Distópico que a América descobre hoje e
cada dia que passa traz novos assaltos à Liberdade e à
Razão. A estrutura para o controle total da cidadania, da economia e dos
media está a ser construída sobre um implacável
engrandecimento do poder governamental. Obama senta-se no topo do seu novo
Império ainda a sorrir aquele sorriso asquerosamente insincero cercado
pelos seus cortesãos endurecidos que trabalharam durante décadas
para levar a América a esta nova era da Nova Ordem Mundial.
23/Maio/2009
[1] Posse Comitatus Act:
Lei federal dos EUA aprovada em 16/Junho/1878, após o fim da
Guerra Civil. A lei destinava-se a proibir tropas federais de supervisionarem
eleições nos antigos estados confederados. Ela na generalidade
proíbe pessoal militar federal e unidades da Guarda Nacional de actuarem
como aplicadores da lei dentro dos Estados Unidos, excepto quando autorizado
pela Constituição ou pelo Congresso. O Posse Comitatus Act
limitam portanto os poderes do governo federal para utilizar a força
militar para imporem a lei.
O original encontra-se em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=13716
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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