Por que razão me candidato ao Conselho de Administração da
Associação Mutualista - Montepio Geral
Eleições em 02/Dezembro/2015
Que apoio peço aos associados
Estimados Associados e Associadas,
Por que razão me candidato ao conselho de Administração da
Associação Mutualista- Montepio Geral? Esta é a primeira
questão que desejo esclarecer.
Durante três anos lutei contra uma gestão desastrosa que acumulou
centenas de milhões de euros de prejuízos quer na Caixa
Económica quer na Associação Mutualista levada a cabo pela
administração encabeçada por Tomás Correia.
Primeiro
, lutei nos órgãos da Caixa Económica e da
Associação Mutualista em que participei como eleito da Lista C, e
após ter feito todos os esforços para inverter essa gestão
de prejuízos, e quando eles se revelaram em vão
(as minhas opiniões e preocupações não eram nem
ouvidas nem consideradas, sendo sistematicamente recusadas e atacadas
violentamente por Tomás Correia e pela maioria submissa que sempre o
apoiava)
alertei os associados para a acumulação de sucessivos erros e
atos de má gestão com consequências graves para eles
já que, a continuar, punham em risco a segurança e rentabilidade
das suas poupanças.
Após termos conseguido, com o apoio dos associados, a
substituição do conselho de administração da Caixa
Económica encabeçado por Tomás Correia, por uma nova
administração que adotou uma nova estratégia, que espero
que inverta rapidamente a situação de prejuízos, agora a
questão que se põe é remover também a
administração de Tomás Correia da Associação
Mutualista, onde se alojou, para evitar que ele continue a levar a cabo na
Associação Mutualista a gestão desastrosa que tantos
prejuízos já causou ao Montepio e aos associados, e que pôs
em risco as suas poupanças.
No momento difícil em que vive o Montepio não podia virar as
costas às dificuldades e ir embora. Com a minha candidatura, por um
lado, quero mostrar que estou disponível para continuar essa luta em
defesa dos direitos e interesses dos associados, e nomeadamente em defesa da
segurança das suas poupanças e, por outro lado, procuro
responder ao desejo manifestado por muitos associados para que
concorrêssemos a todos os órgãos da
Associação Mutualista e não apenas ao Conselho Geral,
dando aos associados mais uma alternativa de pessoas que não aparecem
apenas quando se realizam eleições, para obter lugares, mas que
ao longo dos anos, enfrentando imensos ataques, ameaças e
calúnias, defenderam, sem desfalecimentos, os direitos e os interesses
dos associados e os princípios mutualistas, e nomeadamente as suas
poupanças.
Aos associados que estão connosco nesta luta, que confiam em nós
para defender as suas poupanças, direitos e interesses, e para defender
o mutualismo, e também para os alertar de erros e atos de má
gestão que põem em perigo as suas poupanças
pedimos que imprimam a Lista que está
aqui
, que a preencham com o seu numero de associado, o seu nome,
que a assinem, e se conhecerem mais associados que peçam o mesmo, e que
enviem a Lista preenchida, sem falta até ao dia 23 de Outubro de 2015,
por correio para o seguinte direção:
Eugénio Rosa
Av. Almirante Reis n.º 74 G - 7.º Andar
1150 -020 Lisboa
E isto porque precisamos de ter pelo menos 300 assinaturas de associados, com
mais de 18 anos e pelo menos com dois anos de inscrição no
Montepio para podermos apresentar a nossa candidatura.
Uma coisa prometo aos associados, seja qual for a sua decisão,
elegendo-nos ou não:
ou no Conselho Geral e de Supervisão da Caixa Económica-Montepio
Geral, onde estou e só me demitirei se for eleito para o conselho de
administração da Associação Mutualista, ou no
conselho de administração da AM se for eleito pelos associados,
enquanto estiver no Montepio defenderei sem desfalecimentos os seus direitos e
os seus interesses e, nomeadamente as suas poupanças, e o mutualismo,
alertando-os quando for necessário para os atos de má
gestão que ponham em risco as suas poupanças, não me
deixando vergar nem por ameaças nem por calunias, como puderam constatar
nos últimos três anos
.
Aos associados que decidirem apoiar a nossa candidatura, assinando a lista que
está na página seguinte, e enviando-a para a
direção que indiquei tomo os compromisso que constam a seguir.
LISTA CANDIDATA AOS ÓRGÃOS ASSOCIATIVOS DA
ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO GERAL
Para cumprimento do artigo 42.º dos Estatutos do Montepio Geral
Associação Mutualista, os signatários, associados
efectivos do Montepio Geral, propõem a seguinte candidatura à
eleição dos Órgãos Associativos do Montepio Geral a
realizar em 02 de Dezembro de 2015, para o triénio 2016/2018, com a
sigla:
"SEGURANÇA, TRANSPARÊNCIA, CONFIANÇA NA GESTÃO
DO MONTEPIO. DEFENDER O MUTUALISMO"
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Mesa da Assembleia Geral
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1.
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514.982-5
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Manuel Luís Macaísta Malheiros
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2.
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245.396-7
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Inácia Maria Cabrita Navalhas Moisés
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3.
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137.906-8
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Deolinda Carvalho Machado
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4. (suplente)
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032.957-2
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Joaquim António Cruz Poças
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5. (suplente)
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491.624-0
|
Énia Marina Fialho Saldanha
|
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Conselho de Administração
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1.
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104.943-7
|
Eugénio Óscar Garcia Rosa
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2.
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050.328-0
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Maria do Carmo Carvalho Tavares Ramos
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3.
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669.492-6
|
António Couto Lopes
|
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4.
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124.040-1
|
José Maria Rodrigues Figueira
|
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5.
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222.183-0
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Lúcia Alexandra Pereira de Sousa Gomes
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Conselho Fiscal
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1.
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040.989-0
|
José Martins Correia
|
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2.
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073.391-9
|
Fernando Manuel Pires Marques
|
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3.
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044.194-2
|
Isabel Cidrais Guimarães
[*]
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4. (suplente)
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579.O20-3
|
Isabel O´Sullivan Lopes Silva
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5. (suplente)
|
577.690-0
|
Carlos Alberto Pires da Silva
|
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Conselho Geral
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1.
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397.063-0
|
Viriato Monteiro da Silva
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2.
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035.170-2
|
Carlos Manuel Melo Gomes Areal
|
|
3.
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042.672-1
|
António Fernando da Silveira Machado
|
|
4.
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031.269-9
|
José Moreira Venâncio
|
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5.
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322.410-8
|
Rita da Conceição Carraça Magrinho
|
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6.
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279.675-0
|
Rosária Maria Fernandes Antunes
|
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7.
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033.363-6
|
Mário Rui Pedroso Pina
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8.
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037.341-8
|
João Luís Madeira Lopes
|
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9.
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035.232-9
|
Rui Manuel Vaz Pinto
|
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10.
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374.950-2
|
Isabel Maria Matos de Barros
|
|
11.
|
031.891-0
|
Luís António Grego Lago Magalhães
|
|
12.
|
186.281-8
|
Maria Lurdes Jesus Pinheiro
|
|
13. (suplente)
|
377.314-1
|
Isabel Maria Serrano Vilar Graça
|
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14. (suplente)
|
087.026-7
|
Ramiro Fonseca Mendes
|
|
15. (suplente)
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210.584-6
|
António José Fonseca Vieira
|
[*]
Trabalhadora indicada ao abrigo do art.º 40 dos Estatutos da
Associação Mutualista.
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N.º ASSOCIADO
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NOME COMPLETO
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ASSINATURA igual ao do B.I. ou do Cartão de Cidadão
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O formulário acima pode ser descarregado
aqui
(Clique com o botão direito do rato e faça "Salvar como...")
OITO COMPROMISSOS QUE TOMAMOS COM OS ASSOCIADOS
Estes compromissos não são ainda o programa da candidatura da
lista que integro
, pois o programa está a ser elaborado com a participação
dos 30 candidatos que integram a candidatura e será brevemente
apresentado e enviado para a casa de todos os associados. São apenas
compromissos que tomo e que defendo, e que considero necessário divulgar
aqui, para quem me apoie saiba bem o que defendo quando assina a lista e fique
seguro que não está a passar um cheque em branco.
1. MORALIZAR AS REMUNERAÇÕES EXCESSIVAS E OUTROS
PRIVILÉGIOS QUE TÊM OS ATUAIS MEMBROS DO CONSELHO DE
ADMINISTRAÇÃO
As remunerações dos membros do atual conselho de
administração da Associação Mutualista são
claramente excessivas, pois variam entre 28.253 (vogais) e 31.981
(presidente) por mês, sendo o dobro das dos administradores da CGD. Cada
um membros do conselho de administração tem ainda direito a uma
viatura de alta gama cujas despesas são pagas pelo Montepio, mesmo
quando a utilizam em benefício pessoal (ex. ferias e fins de semana), a
um cartão de crédito, e ao fim de 20 anos de serviço na
Associação Mutualista têm direito à pensão
completa.
Defendo que estas remunerações excessivas sejam reduzidas
significativamente, e que as viaturas e cartões de credito só
possam utilizadas durante e no serviço da Associação
Mutualista e que os Estatutos sejam alterados de forma a que a taxa anual de
formação da pensão dos membros do conselho de
administração seja igual ao dos trabalhadores do Montepio
(na Segurança Social são necessários 40 anos de
serviço para ter direito à pensão completa).
2. UMA GESTÃO RIGOROSA E TRANSPARENTE QUE DÊ SEGURANÇA
ÀS POUPANÇAS DOS ASSOCIADOS GERANDO TRANQUILIDADE E
CONFIANÇA
Nos últimos anos, a gestão do conselho de
administração da Associação Mutualista, cujo
presidente era também presidente da Caixa Económica (até
ao fim do 1º sem.2015), acumulou uma série de erros e de atos de
má gestão que tiveram consequências desastrosas para o
Montepio.
Só nos últimos 2,5 anos, os prejuízos acumulados na Caixa
Económica atingiram 513,9 milhões . A acrescentar a tudo
isto houve também uma gestão megalómana que se traduziu na
compra da seguradora Real que era do BPN
e na OPA sobre o FINIBANCO com efeitos muito negativos para o Montepio.
Para que a aquisição do FINIBANCO pudesse ser realizada a
Associação Mutualista teve de aumentar o capital da Caixa
Económica, em 2011, com 425 milhões e, para fazer face à
acumulação de prejuízos, a Associação
Mutualista teve de recapitalizar a Caixa Económica por três vezes
(2012, 2013 e 2015) com 450 milhões , a que se juntaram os 200
milhões despendidos pelos associados com a
aquisição de unidades de participação. Portanto
tudo isto financiado com poupanças dos associados.
É necessário
acabar com este tipo de gestão megalómana e de banco de grandes
empresas que causou elevados prejuízos e riscos para os associados e
reorientar a atividade da Caixa Económica para a concessão de
crédito às famílias, à habitação,
nomeadamente aos associados, às PME e entidades da economia social, um
crédito com menos riscos e com uma rentabilidade justa, como era
tradição na Caixa Económica (o seu ADN), o que já
está a ser feito pela nova administração da Caixa
Económica, que necessariamente precisará de algum tempo para
inverter os efeitos da gestão desastrosa da administração
de Tomás Correia, e necessitará também de estabilidade na
Caixa Económica, que defendemos pois consideramos que isso é
também muito importante para a segurança das poupanças dos
associados. Acompanharemos muito de perto, como sempre fizemos, a gestão
da administração da Caixa Económica, avaliando-a pelos
resultados e pela sua prática em relação aos associados,
aos trabalhadores da Caixa, aos clientes e na sua relação com os
outros órgãos do Montepio.
3. UMA GESTÃO QUE NÃO ENGANE OS ASSOCIADOS E QUE DEFENDA AS SUAS
POUPANÇAS E QUE NÃO AS PONHA EM RISCO
Em 2013, a administração de Tomás Correia fez uma
emissão de 200 milhões de unidades de
participação. Cerca de 24.000 associados adquiriram estas
unidades, a maioria deles utilizando as suas poupanças, com a promessa
de que o investimento era seguro e a rentabilidade seria elevada. Tudo isto
revelou-se um grande engano em que os associados caíram.
Como informei os associados nessa altura, em comunicado que divulguei, o qual
provocou a fúria do presidente do conselho de
administração e dos seus apoiantes nos órgãos
sociais do Montepio, nem o investimento era seguro
(o capital não estava garantido)
nem a rentabilidade era certa, como se veio depois a confirmar. Os associados
que adquiriram unidades de participação ainda não
receberam qualquer rendimento e o valor das unidades de
participação é inferior, em média, em 30% ao que
aplicaram
(este valor varia todos os dias de acordo com o "mercado").
É necessário que isto nunca mais aconteça, e que se
verifique na Caixa Económica uma gestão que inverta a
situação de prejuízos, pois só uma gestão
desta natureza é que levará à valorização
das unidades de participação, evitando que os associados percam
uma parte importante do seu capital. Estaremos, também por esta
razão, muito atentos e vigilantes acompanhando muito de perto a
gestão da nova administração da Caixa Económica.
4. A REESTRUTURAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO MONTEPIO VISANDO A
REDUÇÃO DA EXPOSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO
MUTUALISTA E DOS PREJUÍZOS
A maioria dos associados desconhece que o grupo Montepio é
constituído por um conglomerado de muitas empresas, muitas das quais
dão prejuízos ou têm resultados irrisórios e que
muitos desses prejuízos acabam por ser suportados pela
Associação Mutualista.
Para que os associados fiquem a conhecer esta realidade, que é
financiada com o seu dinheiro, aqui têm a lista de empresas em que a
Associação Mutualista tem participações no seu
capital. São elas: Banco Terra em Moçambique; BOLSIMO; Caixa
Económica; FINIBANCO ANGOLA, FUTURO, Germont, LESTINVEST,
Lusitânia Seguros, Lusitânia Vida, Montepio Seguros, SGPS, N
Seguros, Montepio Cabo Verde, Montepio Capital de Risco, Montepio
Crédito, Montepio Gestão de Ativos, Montepio Holding, Montepio
Imóveis, Montepio Investimentos, Montepio Valor, Residências
Montepio, e SILVIP. Só aqui tem-se 21 empresas.
Para além disto, algumas destas empresas participam, por sua vez, em
outras empresas aumentando ainda mais o conglomerado de empresas onde a
Associação Mutualista participa direta ou indiretamente. Por ex.,
a Caixa Económica, participa no capital das seguintes empresas, algumas
delas não pertencendo ao grupo anterior,: Banco Montepio-Cabo Verde;
Montepio Holding, SGPS; Montepio Investimentos; Montepio valor; Montepio
Recuperação de crédito; Finibanco Angola; Banco Terra;
Montepio Capital de Risco; Montepio Seguros, SGSPS; Iberpartnes Cafés,
SGPS; Montepio gestão de ativos imobiliários; Montepio Holding,
SGPS; HTA-Hóteis e animação, Açores, SA; Montepio
Gestão de ativos imobiliários, ACE. . Portanto, mais 14
empresas, várias delas participadas diretamente pela
Associação Mutualista, e agora indiretamente, o que aumenta a
exposição e o risco para a Associação Mutualista.
É por esta razão que a Associação Mutualista, em
2013, embora tenha apresentado um excedente de 70,3 milhões nas
contas individuais, apresentou um prejuízo de 335,7 milhões
a nível das contas consolidadas, onde são já
consideradas os resultados de todas as empresas em que a
Associação Mutualista tem participações no capital
de forma direta ou indireta.
Defendemos uma profunda reestruturação do conglomerado das
empresas do Montepio visando reduzir a exposição, e
consequentemente, o risco da Associação Mutualista às
empresas, mantendo apenas aquelas que, sob o ponto da racionalidade
económica e de valor acrescentado para o Montepio, se justificam.
5. UMA PRESTAÇÃO DE CONTAS ATEMPADA E NÃO SUJEITA A
MOTIVOS ELEITORALISTAS COMO É A ATUAL
Em 2014, a Associação Mutualista apresentou um excedentes no
montante de 41,5 milhões a nível das contas individuais.
No entanto, como o conselho de administração ainda não
apresentou as contas consolidadas
(isto apesar de terem já decorrido 10 meses de 2015)
ainda não se conhecem os resultados globais de 2014, apesar de apenas
eles permitirem conhecer verdadeiramente a situação da
Associação Mutualista. O conselho de administração
encabeçado por Tomás Correia tem-se recusado a apresentar as
contas consolidadas de 2014 com o objetivo de ocultar aos associados e aos
membros de órgãos
sociais os elevados prejuízos que teve também este ano fruto da
sua gestão. E isto apesar das contas consolidadas de 2014 estarem
já feitas e encerradas.
Defendo uma gestão de total transparência que não esconda
aos associados a situação da Associação Mutualista,
e que preste atempadamente contas aos associados, e não sujeita a
motivos eleitoralistas como é da administração
encabeçada por Tomás Correia.
6. ELIMINAR A CULTURA AUTORITÁRIA E DO ARBÍTRIO, SUBSTITUINDO-A
POR UMA VERDADEIRA CULTURA MUTUALISTA
Nos últimos anos, imperou no Montepio uma cultura autoritária do
presidente, que se achava "Dono de Todo o Montepio" (DTM) uma
avaliação dos trabalhadores baseado no arbítrio que
promovia a submissão contrária aos princípios do
mutualismo, que não respeitava os trabalhadores, nem valorizava
devidamente a sua competência e empenhamento. Os próprios membros
da Lista C, que participavam nos diversos órgãos sociais do
Montepio, sofreram as consequências desta cultura autoritária do
presidente, sendo alvo frequente dos ataques do conselho de
administração encabeçado por Tomás Correia e dos
seus apoiantes que dominavam os órgãos sociais do Montepio.
É urgente irradiar esta cultura no Montepio substituindo pela cultura
mutualista, que é profundamente democrática e de respeito pelas
pessoas, de respeito pelos associados e pelos trabalhadores e pelos seus
direitos, essenciais para a recuperação e prestígio do
Montepio, valorizando a competência e o empenhamento dos trabalhadores.
7. DEMOCRATIZAR O MONTEPIO E ALTERAR OS ESTATUTOS PARA AUMENTAR A
FISCALIZAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Nos últimos anos, assistiu-se no Montepio a um profundo desrespeito dos
princípios mutualistas por parte do conselho de
administração encabeçado por Tomás Correia.
A informação e a participação dos associados na
vida do Montepio foi reduzida ao mínimo
(limitada, na maioria dos casos, a ações de voluntariado).
A revista Montepio e a Newsletter do Montepio praticamente deixaram de falar
de mutualismo, limitando-se a divulgar serviços com descontos fornecidos
na sua maioria por entidades privadas e a abrir as suas páginas a
personalidades, a maioria das quais nem eram associados do Montepio.
Chegou-se mesmo ao ponto de não se divulgar nos órgãos de
informação do Montepio a realização das assembleias
gerais de associados e do que nelas era tratado e aprovado, o que determinou
que a maioria dos associados nem tivessem conhecimento da sua
realização. Esta marginalização deliberada dos
associados permitiu ao conselho de administração
encabeçado por Tomás Correia, e apoiado por uma minoria fiel
constituída por apenas por 300 a 600 associados, na sua maioria chefias
do Montepio, dos 650.000 associados do Montepio, dominar as assembleias gerais
e impor a sua vontade e medidas, a maioria do desconhecimento e
contrária aos interesses e direitos dos associados.
A cultura autoritária do presidente, contraria aos princípios
mutualistas, era reforçada pelo facto de que os votos da lista do
presidente contam duas vezes para a eleição do conselho geral.
Onze (11) lugares deste conselho são ocupados por inerência
(pelos membros do conselho de administração, da mesa da
assembleia geral e conselho fiscal eleitos na lista do presidente),
sendo apenas os restantes eleitos (12) pelo método de Hondt
onde também contam os votos que elegeram os membros que ocupam o
conselho geral por inerência. Tal distorção
democrática permite que os membros eleitos na lista do presidente,
submissos a ele, dominem totalmente todos órgãos sociais da
Associação Mutualista
(no triénio 2013-2015, 18 membros do conselho geral de um total de 23
membros pertenciam à lista do presidente).
Esta situação foi agravada pelas alterações dos
Estatutos da Caixa Económica que tiveram lugar em 2013 e 2015, com
desconhecimento da
esmagadora maioria dos associados, que deram ainda mais poder ao presidente do
Montepio.
Tal situação conjugada com o facto do conselho geral não
ter quaisquer poderes para fiscalizar o conselho de administração
determinou que este funcionasse sem qualquer fiscalização, o que
foi ainda agravado pelo facto de que a entidade de supervisão
Ministério da Solidariedade, do Trabalho e da Segurança Social
não fazer qualquer supervisão real. Tudo isto reduziu a
transparência na gestão da Associação Mutualista
aumentando o risco para as poupanças dos associados que é
urgente mudar rapidamente.
Defendemos uma alteração dos Estatutos nomeadamente com os
seguintes objetivos: (a) A criação de um órgão de
supervisão com poderes efetivos para fiscalizar a atividade do conselho
de administração; (b) A eleição de todos os
órgãos da Associação Mutualista pelo método
de Hondt,
acabando com os cargos de inerência contrários aos
princípios democráticos; (c) Eliminação das
candidaturas apresentadas exclusivamente pelo conselho de
administração ou outros órgãos; (d)
Limitação do número de mandatos dos membros dos
órgãos sociais; (e) A obrigatoriedade do voto secreto nas
assembleias gerais relativamente às decisões mais importantes
para evitar o condicionamento do voto dos trabalhadores; (f)
Eliminação de todos os privilégios que gozam atualmente os
membros do conselho de administração, de que é exemplo o
direito à pensão completa ao fim de 20 anos de serviço,
(g) Estabelecer princípios éticos e limites razoáveis para
as remunerações, complementos e reformas dos titulares do
conselho da administração e dos outros Órgãos
Sociais, tendo em conta a tabela de remunerações auferidas pelos
trabalhadores do Montepio Geral.
8. REDUZIR O PESO DOS PRODUTOS NÃO MUTUALISTAS E AUMENTAR A
IMPORTÂNCIA DOS PRODUTOS MUTUALISTAS
Com a administração de Tomás Correia a importância
dos produtos mutualistas foi reduzida drasticamente, causando a
descaraterização da Associação Mutualista. Os
produtos de capitalização, muito semelhantes a depósitos a
prazo mas sem a garantia dada pelo Fundo de Garantia de Depósitos que
tem na banca, passaram ser dominantes. Em 2014,segundo o relatório de
contas individual, 58% de todas as poupanças que os associados tinham na
Associação Mutualista estavam aplicadas em "modalidade de
capitalização pura"; 14,4% em "modalidades atuariais
sem reservas matemáticas"; e 27,6% em "modalidades atuariais
com reservas matemáticas.
É urgente inverter esta situação, de forma a que os produtos
mutualistas ocupem de novo a posição dominante que tiveram no
passado, e dão caraterísticas verdadeiramente mutualistas ao
Montepio, por meio não só da promoção dos produtos
mutualistas existentes mas também através da
criação de novos produtos que respondam a novas necessidades ou a
necessidades sentidas pelos associados, e premiando aquelas poupanças
que se mantêm no Montepio por longos períodos.
15/Outubro/2015
[*]
edr2@netcabo.pt
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.
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