Não há nada mais triste e mais patético do que um
notório mentiroso gritando, cuspindo perdigotos, insultando as pessoas
normais para a esquerda e para a direita, enquanto aterroriza os que dizem a
verdade.
Ultimamente, o Ocidente entrou claramente no delírio da
alucinação frenética. Quanto mais receia perder o controlo
sobre o cérebro de milhares de milhões de pessoas em todo o
mundo, mais agressivamente grita, tornando-se violento e comportando-se como um
louco.
Já não esconde mais as suas intenções. E as
intenções são claras: destruir todos os seus
adversários, sejam eles a Rússia, China, Irão ou qualquer
outro Estado patriótico e que pretenda ser independente. Para silenciar
todos os meios de comunicação que dizem a verdade, não a
verdade como é definida em Washington, Londres, Paris ou Berlim, mas a
verdade como ela é sentida em Moscovo, Pequim, Caracas ou Teerão;
a verdade que simplesmente serve o povo, não a falsa pseudo verdade
fabricada a fim de defender a supremacia do Império do Ocidente.
Enormes fundos estão agora a ser alocados para o ataque mortal de
propaganda, predominantemente originada em Londres e Washington. Milhões
de libras e dólares foram alocados e gastos, oficial e abertamente, para
se oporem às vozes do povo russo, chinês, árabe, iraniano e
latino-americano; vozes que finalmente vão chegando "aos
outros" os desolados habitantes do "Sul global", os
habitantes das colónias e neocolónias; os escravos modernos que
vivem nos Estados dependentes.
A máscara está a cair e o rosto gangrenoso da propaganda
Ocidental está a ser exposto. É horrível, assustador, mas
pelo menos é o que é, para todos verem. Sem mais suspense, sem
surpresas. De súbito, ficou tudo à vista. É assustador,
mas verdadeiro. Este é o nosso mundo. Isto é o quão baixo
a Humanidade mergulhou. Esta é a chamada ordem mundial, mais
precisamente, neocolonialismo.
O Ocidente sabe como matar milhões e sabe como manipular as massas. A
sua propaganda sempre foi tenaz (e repetida mil vezes, não de forma
diferente da propaganda publicitária ou das campanhas de
doutrinação fascista da 2ª Guerra Mundial) quando originada
nos Estados Unidos, ou brilhantemente maquiavélica e letalmente eficaz
quando proveniente do Reino Unido. Nunca esqueçamos: o Reino Unido tem
assassinado e escravizado centenas de milhões de seres humanos
inocentes, mais avançados no seu tempo, durante longos séculos e
por todo o mundo. Devido ao seu talento na lavagem ao cérebro e
manipulação das massas, a Grã-Bretanha tem escapado de
incontáveis genocídios, saques e conseguido mesmo convencer o
mundo que deveria ser respeitada e permitir-se manter tanto um mandato moral
como um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Os regimes do Ocidente sabem como mentir descaradamente, profissionalmente e
acima de tudo, perpetuamente. Existem milhares de mentiras empilhando-se sobre
cada um de nós, emitidas em linguagem com timbre perfeito de classe alta
e "culta", mentiras sobre Salisbury, sobre Comunismo, Rússia,
China, Irão, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Síria,
Jugoslávia, Ruanda, África do Sul, Líbia, refugiados.
Há mentiras sobre o passado, presente e até mesmo sobre o futuro.
Ninguém se ri, vendo tais bandidos imperialistas, como o Reino Unido e a
França pregando, em todo o mundo e com cara de séria, sobre
liberdade e direitos humanos. Não se riem ainda. Mas muitos, pouco a
pouco, estão a ficar indignados.
As pessoas no Oriente Médio, África, Ásia e América
Latina começam a perceber que têm sido enganadas e traídas;
que a chamada ''informação" "culta" vinda do
ocidente lhes mentiu, não passou de campanhas de
doutrinação sem vergonha. Nos anos que trabalhei, em todos os
continentes, fui reunindo histórias e depoimentos sobre os crimes do
imperialismo e sobre o despertar do mundo, resumidos no meu livro de 840
páginas:
Exposing Lies Of The Empire
.
Milhões podem ver agora, pela primeira vez, que meios de
comunicação como a BBC, DW, CNN, Voice of America, Radio Free
Europe/Radio Liberty, têm estado a formatá-los impiedosa e
minuciosamente, durante décadas. Reuters, AP, AFP e várias outras
agências de imprensa ocidentais, têm trabalhado para criar uma
narrativa uniformizada para todo o planeta, com os jornais locais em todo o
mundo publicando o que é produzido de forma idêntica em
Washington, Londres, Paris e outras capitais ocidentais.
Descrições totalmente falsas sobre temas importantes como a
União Soviética, Comunismo, China, mas também sobre
liberdade e democracia, têm sido gravadas em milhares de milhões
de cérebros humanos.
A principal razão para se irem abrindo os olhos de pessoas em todo o
mundo ainda oprimidas pelo imperialismo ocidental, é o trabalho
incansável de meios de comunicação como o New Eastern
Outlook (NEO), sediado na Rússia, RT e Sputnik, como o CGTN sedeado na
China, a Rádio Internacional da China e China Daily, TeleSur sediada na
Venezuela, a libanesa Al-Mayadeen e a iraniana Iranian Press TV. Claro que
existem muitos outros veículos de media anti-imperialistas orgulhosos e
determinados em várias partes do mundo, mas os acima mencionados
são os mais importantes veículos da contrapropaganda proveniente
de países que lutaram pela sua liberdade e simplesmente se recusam a ser
conquistados, colonizados, prostituírem-se e submeterem-se à
lavagem cerebral do Ocidente.
Uma poderosa coligação de Estados anti-imperialistas,
verdadeiramente independentes foi-se formando e solidificando. Está
atualmente a inspirar milhares de milhões de humanos oprimidos por toda
parte na Terra, dando-lhes esperança, prometendo um futuro melhor,
otimista e mais justo. Colocar-se na vanguarda de muitas mudanças e
expectativas positivas é ser da "nova comunicação
social".
E o Ocidente assiste, horrorizado, desesperado e cada vez mais irado.
Está disposto a destruir, matar e esmagar, apenas a fim de parar com
essa onda de "otimismo perigoso" lutando pela liberdade e a
verdadeira independência.
Agora são feitos ataques constantes contra os novos media do mundo que
se quer livre. No Ocidente, a RT está sendo ameaçada de
expulsão, o brilhante e cada vez mais popular New Eastern Outlook (NEO)
ficou recentemente sob ataque cibernético pirata vindo, o mais
provavelmente de
hackers
profissionais ocidentais. TeleSur é periodicamente distorcido por
vergonhosas sanções desencadeadas contra a Venezuela, e do mesmo
banditismo é alvo a iraniana Press TV.
Como se vê, o Ocidente pode ser responsável por milhares de
milhões de vidas arruinadas em todo o mundo, mas mesmo assim não
enfrenta sanções, nem ações punitivas. Enquanto
países como a Rússia, Irão, China, Cuba, RPDC ou Venezuela
têm de "enfrentar as consequências", principalmente sob a
forma de embargos, sanções, propaganda, intimidação
direta, mesmo assédio militar, simplesmente por se recusarem a aceitar a
louca ditadura global do Ocidente e escolherem a sua própria forma de
governo, de sistema político e económico.
O Ocidente simplesmente não parece ser capaz de tolerar
dissidências. Exige obediência total e incondicional, uma
submissão absoluta. Ele atua quer como fundamentalista religioso quer
como bandido global. E para piorar as coisas, os seus cidadãos parecem
estar tão programados ou indiferentes, ou ambos, que não
são capazes de compreender o que seus países e a sua
"cultura" estão a fazer para o resto do mundo.
Quando entrevistado, muitas vezes me perguntam: "Está o
mundo a enfrentar o perigo real de uma 3ª guerra Mundial?"
Respondo sempre que "Sim". Porque parece que quer a América do
Norte quer a Europa são incapazes de deixar de forçar o mundo
à obediência e à escravidão virtual. Eles parecem
não estar dispostos a aceitar qualquer acordo racional e
democrático no nosso planeta. Será que eles sacrificariam uma,
dezenas ou centenas de milhões de seres humanos, apenas para manterem o
seu controlo sobre o universo? Definitivamente sim! Eles já o fizeram em
várias ocasiões, sem pensar duas vezes, sem nenhum arrependimento
e sem piedade.
A aposta dos fundamentalistas ocidentais é que o resto do mundo é
tão mais decente e muito menos brutal que não toleraria outra
guerra, outra carnificina, outro banho de sangue; que preferirá
render-se, preferirá abandonar todos os seus sonhos de um futuro melhor,
em vez de lutar e defender-se contra o que cada vez mais parece ser
inevitável, um ataque militar ocidental.
Tais cálculos e "esperanças" dos fanáticos
ocidentais são falsos. Países que agora estão a ser
confrontados e intimidados estão bem cientes do que esperar se
desistirem e se renderam aos insanos desígnios imperialistas do Ocidente.
As pessoas sabem, lembram-se como é serem escravizados.
A Rússia sob Yeltsin, entrou em colapso, foi saqueada pelas empresas
ocidentais, sendo cuspida no rosto por parte dos governos europeus e
norte-americanos; a sua expectativa de vida caiu para níveis da
África Subsaariana.
A China sobreviveu a uma inimaginável agonia no "período de
humilhação"', sendo posta em ruínas, pilhada e
dividida por franceses, britânicos e invasores dos Estados Unidos.
Ao Irão foi roubado o seu governo legítimo e socialista, tendo de
viver sob um maníaco sádico, um fantoche ocidental, o Xá.
Toda a América Latina, com suas veias abertas, a cultura arruinada, a
religião ocidental metida à força nas suas gargantas; com
literalmente todos os governos socialistas e comunistas democraticamente
eleitos e seus líderes derrubados, diretamente assassinados ou pelo
menos postos fora do poder pela manipulação de Washington e seus
lacaios.
A Coreia do Norte, sobrevivente de um brutal genocídio contra seus
civis, cometido pelos EUA e seus aliados na chamada Guerra da Coreia.
O Vietname e o Laos violados e humilhados pelos franceses e depois bombardeados
até á idade da pedra pelos EUA e aliados.
África do Sul... Timor-Leste... Camboja...
Há corpos de seres humanos, decompondo-se como horríveis
destroços deixados após os mortíferos abraços
"libertadores" ocidentais. Líbia e Iraque, Afeganistão
e Honduras, Indonésia e República Democrática do Congo,
para citar apenas alguns. Estes servem de aviso para os que ainda têm
algumas ilusões acerca da "boa vontade" ocidental e
espírito de justiça!
Síria... Oh Síria! Vejam o que o Ocidente fez a um país
orgulhoso e belo que se recusou a cair de joelhos e lamber os pés de
Washington e Londres. Mas também, vejam como podem ser fortes e
determinados aqueles que verdadeiramente amam o seu país. Contra todas
as probabilidades, a Síria levantou-se, lutou contra terroristas
apoiados do estrangeiro e ganhou, apoiada pela grande coligação
internacionalista! O Ocidente pensou que estava a criar mais outro
cenário líbio, mas em vez disso, encontrou um punho de ferro,
nervos de aço, outro Estalinegrado. O fascismo foi identificado,
confrontado e foi parado. A um custo enorme, mas parou!
Todo o Médio Oriente está a observar.
O mundo inteiro está a assistir.
As pessoas agora vêem e vão lembrar-se. Elas começam a
lembrar-se claramente do que lhes aconteceu. Começam a entender e
são encorajados. Compreendem claramente que a escravidão
não é a única maneira de viver suas vidas.
A coligação anti-ocidental ou mais precisamente anti-imperialista
agora é sólida como o aço. Porque é uma grande
coligação de vítimas, de quem sabe o que é a
violação e o que é o saque e o que é a completa
destruição. Eles sabem precisamente o que é administrado
pelos autoproclamados campeões da liberdade e da democracia o
fundamentalismo económico e cultural do Ocidente.
Esta coligação de nações independentes e orgulhosas
está aqui para se proteger, para se protegerem uns aos outros, bem como
ao resto do mundo.
Nunca se vai render, nunca vai recuar. Porque as pessoas falaram e eles
estão enviando mensagens claras aos seus líderes: "Nunca
mais! Não se rendam. Não se rendam às
intimidações ocidentais. Lutaremos se formos atacados. E nos
manteremos orgulhosamente de pé, aconteça o que acontecer,
não importa que força brutal tenhamos de enfrentar. Nunca de
joelhos, camaradas! Nunca mais cairemos de joelhos perante aqueles que espalham
o terror!"
Os media desses países maravilhosos que resistem ao terror imperialista
do Ocidente espalham inúmeras mensagens otimistas e corajosas.
E a oligarquia ocidental assiste e treme sujando as suas calças.
Sabe que o final do seu reinado brutal sobre o mundo se aproxima. Sabe que os
dias de impunidade estão a terminar. Sabe que o mundo em breve
julgará o Ocidente pelos séculos de crimes que tem cometido
contra a Humanidade.
Ele sabe que a guerra da informação será vencida por
"nós", não por "eles".
O campo de batalha está sendo definido. Com algumas brilhantes
exceções os ocidentais e seus meios de comunicação
estão a cerrar fileiras colando-se aos seus patrões. Tal como
vários outros escritores, fui sumariamente expulso do Counterpunch, uma
das publicações norte-americanas cada vez mais anticomunista,
anti-russa, anti-síria e anti-chinesa. Do seu ponto de vista, eu estava
a escrever para várias publicações "erradas".
Estou realmente orgulhoso por deixarem de me publicar. Estou bem onde estou:
enfrento-os, como estou a enfrentar outros media de grande
circulação ocidentais.
A extensão do controlo ideológico ocidental sobre mundo é
degenerada, verdadeiramente perversa. Os seus media e canais "cultos"
estão totalmente ao serviço do regime.
Mas o mundo está acordando e confrontando este mortífero
fundamentalismo cultural e político.
Uma grande batalha ideológica está em curso. Estes são
tempos emocionantes e brilhantes. Nada poderia ser pior que a
escravidão. Cadeias estão sendo quebradas. De agora em diante,
não haverá nenhuma impunidade para aqueles que têm
torturado o mundo durante séculos.
As suas mentiras, bem como suas armas, irão ser confrontadas e travadas!
10/Abril/2018
Do mesmo autor:
Voices of the Syrian People
, 14/Abr/2018
[*]
Filósofo, romancista, cineasta e jornalista de
investigação. É o criador de
Vltchek's World in Word and Images
, autor do romance
Aurora
e
outros livros
. Escreve especialmente para a revista on-line
New Eastern Outlook
.
O original encontra-se em
journal-neo.org/...
e em
www.informationclearinghouse.info/49189.htm
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.