A situação mundial: Os problemas de ordem maior
por José Valenzuela Feijóo
[*]
A pandemia do coronavírus gerou uma crise de ordem maior. A
princípio, diante do desconhecimento do vírus e da consequente
ausência de uma vacina eficaz, a única linha de defesa
possível foi recuar: encerrar fábricas, lugares públicos e
outros. No próximo ano, 2021, uma vez conhecida e usada a nova vacina, o
impacto da pandemia deveria reduzir-se. Mas não se deveria esquecer
nisto: há uma
crise de ordem maior,
estritamente ligada ao sistema capitalista. Que já se vinha perfilando
e que se pode esperar que opere ainda com maior forças. Quais são
os factores principais desta crise de ordem estrutural? No que se segue,
procuramos uma apresentação simples e curta dos factores
básicos em jogo.
1) O problema estrutural central: a realização da mais-valia.
Indicando os problemas económicos centrais podemos assinalar: a) baixos
ritmos de crescimento da produtividade e do PIB; b) baixos níveis do
investimento; c) distribuição do rendimento extremamente
regressivo. Com salários que descem inclusive em termos absolutos.
Todos estes problemas estão entrelaçados e por baixo de todos
eles está o problema agudo da realização que foi gerado no
período neoliberal. Em que consiste o problema da
realização? Marx indicava que "a mais-valia produz-se
tão logo a quantidade de trabalho excedente que se pode exprimir
materializa-se em mercadorias. Mas esta produção de mais-valia
finaliza apenas o primeiro acto do processo (...). A seguir,
"começa o segundo acto do processo. A massa total de mercadorias, o
produto total, tanto a parte que repõe o capital constante e o
variável como a que representa a mais-valia, precisa ser vendida".
Além disso, assinala o nosso autor que "as condições
da exploração directa e as da sua realização
não são idênticas. Não só diferem quanto ao
tempo e ao lugar como também quanto ao conceito".
[2]
Também se poderia dizer: uma vez terminado o processo de
produção, começa o processo de vender o produzido. E
não há nada que assegure que as grandezas produzidas coincidam
com as grandezas vendidas.
Para simplificar a explicação, podemos deixar de lado o consumo
intermédio e concentrar-nos no Produto Agregado (o Rendimento Nacional).
Neste podemos distinguir duas partes: a) o "Produto
Necessário"; b) o Produto Excedente ou mais-valia potencial.
O "Produto Necessário" é igual à parte do
Produto Agregado que vai parar às mãos dos trabalhadores
assalariados que participam nas tarefas de produção. Ou seja, os
salários dos trabalhadores produtivos (ou capital variável gasto
pelo capital) coincidem com essa parte do produto que denominamos "Produto
Necessário". Portanto, se adoptamos a suposição
habitual de que os assalariados "gastam o que ganham", temos que com
esse gasto (que são compras de bens de consumo), os capitalistas
conseguem vender a parte do Produto Agregado que corresponde com o chamado
"Produto Necessário". Sendo assim as coisas, o que resta por
vender é o Produto Excedente ou mais-valia potencial. A qual,
obviamente, é o que mais interessa aos capitalistas pois nele
estão encarnados os lucros que todo capital procura obter. É
aí que radica a
razão de ser
de todo capitalista. Como bem indicava Marx, "a finalidade do capital
não é satisfazer necessidades e sim produzir lucros". Ou
então: o capital "só produz o que pode ser produzido com
lucro e na medida em que este pode ser obtido".
[3]
Nos EUA, durante a fase neoliberal, assistiu-se um forte aumento da taxa de
mais-valia. Em traços grossos e para efeitos de uma primeira
aproximação, supomos que por volta de 2007 a taxa de mais-valia
era da ordem dos 4,0. Portanto, do Rendimento Nacional, 20 funcionavam como
Produto Necessário e 80 como excedentes. O primeiro componente vende-se
ao que compram os assalariados produtivos. O problema radica na venda do
excedente. Os
gastos realizados pelo excedente
são os que permitem transformar em dinheiro (ou seja,
"realizar") o excedente que gera o sistema. Por isso, são os
que se devem analisar.
Comecemos supondo uma economia privada, fechada e sem gastos improdutivos.
Neste caso os factores de realização são dois: i) o
investimento privado; ii) o consumo dos capitalistas. E costuma-se
considerar
que o factor chave é o investimento. Mais ainda se se trata dos
primeiros tempos do regime, no qual predominavam os capitalistas austeros e
puritanos, os que faziam da acumulação uma verdadeira
religião. Nos EUA o investimento privado não residencial apenas
realiza uns míseros 1,2% da mais-valia gerada. O investimento
residencial, que se traduz em casas e não em equipamentos de
produção, foi de 6,1% e, em traços grossos, é
totalmente financiado com dívida. Logo, o consumo dos capitalistas
compra uns 9,7% do excedente. Se somarmos o investimento fixo não
residencial chegamos a uns magros 10,9%. O ponto a sublinhar é o peso
baixo do investimento como factor de realização, algo que
não parece normal e que provoca efeitos bastante malsãos para a
economia: o mais evidente e directo é a baixa taxa de crescimento
da
produtividade e do PIB.
Como
segundo passo,
levantamos a suposição da economia fechada e passamos a
considerar o sector externo: exportações menos
importações. O sector externo leva-nos a considerar as
exportações líquidas, que costumam desempenhar um papel
relevante. São líquidas pois as importações
aumentam a oferta. Daqui também que um saldo externo negativo ao
invés de ajudar agrava os problemas de realização. No ano
de 2007 este saldo foi negativo e chegou a -7,5%. Se somarmos com as primeiras
rubricas chegamos a um baixíssimo 3,4%.
Terceiro passo:
levantamos a suposição da economia privada e introduzimos o
impacto do governo. Aqui devemos distinguir preliminarmente entre: i)
consumo
do governo; e ii) investimento do governo. Quanto ao consumo, divide-se
em
salários que se pagam à burocracia estatal (que se supõe
igual ao valor agregado do governo) mais compras de bens a outras empresas. No
seu conjunto, o gasto público chega a 25,9% do excedente. Somando,
alcançamos 29,3%. Até agora, menos de um terço do
excedente transformou-se em dinheiro.
Quarto passo:
passamos a considerar o consumo dos assalariados improdutivos que não
fazem parte do governo. São basicamente empregados que trabalham no
comércio, na banca e certo tipo de serviços (publicidade,
segurança privada, etc). Também supomos que gastam o que ganham.
Esta rubrica compra cerca de 54,5% do excedente, uma cifra enormemente alta e
que nos fala do forte parasitismo que afecta a economia ianque. A soma,
até agora anda em torno dos 83,8%.
Se somarmos agora o investimento fixo residencial, que é completamente
financiado com dívida e que chega a 6,1% do excedente chegamos a 89,9%.
Por conseguinte, faltam gastos que sejam capazes de absorver os 10% restantes
da mais-valia potencial. A resposta é dada pelo consumo assalariado
financiado com dívida. Inicialmente calculámos o consumo
igualando-o aos salários pagos. Mas o consumo efectivo é maior
pois as famílias recorrem ao crédito (que se soma àquele
utilizado na compra de imobiliário). Com o qual, diga-se de passagem, as
famílias começam a cobrir um serviço de dívida que
lhes começa a comer uma parte cada vez mais elevada dos seus
salários e avança-se assim para uma situação de
possível insolvência. Isto já aconteceu durante as crises
de 2007-2009. E, se não se modificar substancialmente o actual modelo
económico, voltará a acontecer.
Recapitulemos.
No problema da realização podemos encontrar os seguintes
aspectos centrais: a) uma taxa de mais-valia demasiado elevada, tanto
que se
transformou sua magnitude em algo disfuncional ao sistema;
b)
não se pode continuar a encomendar a "solução"
(???) do problema ao endividamento das famílias (se somarmos a
dívida relativa à habitação chegamos a mais de
16%); c) tão pouco se pode continuar a recorrer à
verdadeira
explosão dos gastos improdutivos. A menos que se opte pelo estancamento
económico, d) deve-se elevar substancialmente a taxa de
investimento,
tanto a privada como a pública. Para isso, também se deve
estimular um forte progresso técnico, ou seja, e) deve-se
corrigir em
conformidade o saldo externo negativo.
A pergunta que emerge é muito clara: será o capitalismo
estado-unidense capaz de resolver estes problemas?
2) O problema ecológico.
O problema ecológico e ambiental tem-se agravado nos últimos
tempos, especialmente o da aguda contaminação urbana,
fenómenos impulsionados pela utilização desmedida de
combustíveis petrolíferos e, sobretudo, pela
manipulação criminosa dos processos produtivos pelo capital. Este
fenómeno pode gerar consequências graves para toda a humanidade, a
dos países desenvolvidos e a dos subdesenvolvidos. E resolve-se
não retornando ao período medieval ou à "idade da
pedra" e sim com fortes inovações tecnológicas.
Perante o problema, vêem-se esgrimindo dois tipos de respostas. Uma,
exige inovações tecnológicas muito profundas e
avançadas, capazes de reordenar os processos produtivos em termos que
resolvam o problema ambiental e, ao mesmo tempo, elevem os níveis de
produtividade e bem-estar. A segunda estratégia aponta para um caminho
bastante diferente. No cerne, coloca uma espécie de volta à
civilização pré-industrial e pré-capitalista, a
qual reconciliaria a humanidade com o seu ambiente natural (a "mãe
terra" e evitaria os destroços que provocou a
revolução industrial capitalista e tudo o que delas se seguiu.
A segunda estratégia, na qual por vezes convergem cristãos e
esquerdistas, costuma gerar emoções e certa simpatia imediata.
Mas a sua factibilidade é nula: o ser humano não aceitará,
quando vir suas implicações concretas, essa volta ao passado.
Recusará a luz eléctrica, o refrigerador, os modernos meios de
transporte? Na realidade, esta tentativa de voltar a um passado (que de facto
se edulcora em termos por vezes grotescos) é bastante
reaccionária.
A primeira estratégia parece ser a única possibilidade real. Mas
provoca uma interrogação maior: será a
transformação tecnológica e produtiva exigida para a
solução do problema ambiental capaz de ser abordada e resolvida
pelo regime capitalista de produção?
No caso, também se deve indicar: as exigências científicas
e tecnológicas colocadas pelo problema ecológico só podem
ser satisfeitas no pólo desenvolvido do sistema. Ou seja, onde imperam
as relações capitalistas aparentemente mais sólidas,
monopólicas e imperiais.
Neste âmbito, atrevemo-nos a assinalar: 1) que o capitalismo no centro
seja capaz de resolver o problema não é completamente
impossível, mas a probabilidade é bastante pequena. Como se disse
muito bem: entre o apetite dos lucros e a derrocada da própria
humanidade, o capital dobra-se perante os lucros; 2) como o problema só
pode ser resolvido recorrendo às maiores capacidades científicas
e tecnológicas, que estão localizadas nos países centrais
(e nem remotamente no "terceiro mundo"), para usar estas capacidades
potenciais será preciso romper com o quadro capitalista nesses
países. Ou seja, o avanço do socialismo impõe-se como uma
necessidade histórica maior. Com o que acaba-se por reproduzir, nas
novas condições históricas, o postulado inicial de Marx e
Engels:
o socialismo acaba por ser uma exigência do capitalismo mais desenvolvido.
3) A propensão à guerra e o perigo nuclear.
Melhorar o saldo externo é uma exigência iniludível. Mas
este objectivo, que é vital para os EUA, também é valido
para o capitalismo europeu. Também para os asiáticos, em especial
para o Japão e a China.
[4]
Como no modelo neoliberal o recurso aos mercados externos é
absolutamente vital, é fácil deduzir: o que é
bom para uns
é mau para os outros. Se os EUA exportam mais e importam menos, outros
países (como a China, Alemanha, México, etc) serão
seriamente prejudicados nos seus objectivos exportadores. Em termos mais
gerais: o que um ganha o outro perde. Por isso mesmo, se os EUA
avançarem nos seus objectivos outras grandes potências
poderão ensaiar represálias. Ou seja, emerge um problema que
é clássico: a luta pelos mercados externos entre as grandes
potências capitalistas. A qual, conforme nos adverte a história,
passa muito depressa da economia à política e desta ao conflito
militar.
[5]
Como indicava Lenine, "se a correlação de forças
mudou, como podem ser resolvidas as contradições sob o
capitalismo se não pela força?"
[6]
Ou nas palavras de W. Mills, "o capitalismo imperialista do século
XX comercia cada vez mais a ponta de pistola, mas nem por isso deixa de ser
capitalismo".
[7]
Existe outra saída, alguma rota que evite o conflito militar?
Para bem compreender o problema devemos partir da herança neoliberal:
altíssima taxa de mais-valia e, portanto, um elevado peso do excedente
no Rendimento Nacional. Neste âmbito, a possibilidade de crescer em
função do mercado interno de bens de consumo (para assalariados),
aquele que Marx denomina Departamento II da economia, é praticamente
impossível: com salários baixos e que crescem pouco ou nada, a
procura por esse tipo de bens torna-se anémica. Por esse caminho, em
suma, não há possibilidade de conseguir altos ritmos de
crescimento.
Se continuarmos a busca pelo lado do mercado interno, devemos examinar as
possibilidades que apresenta o Departamento I (indústria pesada), a que
produz meios de produção (máquinas, equipamentos, bens
intermédios). Para melhor entender o problema convém distinguir
dois tipos de bens de capital: a) os bens de capital-consumo. São as
máquinas e equipamentos que se utilizam na produção de
bens de consumo. Podemos designar esta secção como I-a; b) os
bens de capital-capital (secção I-b). São as
máquinas e equipamentos que se utilizam para produzir outras
máquinas e equipamentos.
Crescer com a Secção I-a apresenta um problema fácil de
notar: se as vendas de bens de consumo crescerem a um ritmo muito lento ou
simplesmente não crescerem de todo, a procura de máquinas e
equipamento para aumentar estas capacidades de produção
também crescerá a um ritmo muito lento.
[8]
Se o caso for este, a pergunta que surge é se será
possível crescer em função da Secção I-b, a
produtora de bens de capital. Neste caso, desde que as expectativas possam ser
minimamente dissociadas da expansão da procura por bens de consumo
pessoal, um crescimento significativo pode verificar-se durante um
período não curto, digamos 15-20 anos. É o que se pode
denominar "modelo Tugan". No entanto, a limitação deste
estilo não é menor: embora a ligação com o consumo
não seja imediata, ainda assim existe e não se pode dissociar a
Secção I-b da evolução do Departamento II.
Neste contexto, devemos incorporar uma variável adicional cujo impacto,
na fase imperialista do sistema, tem sido elevado. Trata-se do papel que pode
desempenhar a indústria bélica. O ponto a ressaltar é:
os "bens" que gera a indústria militar fuzis,
tanques,
bombas, etc podem ser produzidos com total independência da
evolução do consumo pessoal. O governo compra-os e acumula-os.
Com eles, pode ameaçar sem utilizá-los, sendo as guerras o acto
em que se consomem estes produtos peculiares. Podemos então deduzir: o
sistema pode crescer durante um longo período com o gasto militar (o
qual passa a desempenhar um papel vital no problema da
realização do mais-produto). Mas que a paz possa perdurar com um
gasto militar que cresce cada vez mais
[NR]
é uma suposição muito pouco realista. Mais tarde ou mais
cedo, esse armamento será utilizado. E se recordarmos o que foi dito
sobre a luta pelos mercados externos, temos que a possibilidade se transforma
muito depressa em realidade.
Em suma, a militarização da economia desemboca, mais cedo ou mais
tarde, numa conflagração militar maior.
[9]
A guerra, muito provavelmente, será inevitável. Pode irromper num
lugar ou outro, em 10 ou 15 anos mais. E comprometerá as grandes
potências como contendores principais.
[10]
Por isso mesmo, implicará foguetes com cargas nucleares que
viajarão num e noutro sentido. E o que isto pode implicar, para a
própria preservação da vida humana, é conhecido e
terrorífico. Como evitar tal desenlace? Obviamente, não o
conseguirão orações nem invocações aos
deuses. Trata-se de
atacar as causas do problema.
E isto implica
transcender o capitalismo.
De acordo com o lema esgrimido por Rosa Luxemburgo: "socialismo ou
barbárie".
Insistamos: trata-se de nos salvarmos da morte. E fazê-lo, para ser
eficaz, em termos que nos tragam a felicidade. Como dizia o grande Heine,
"o mundo dos céus, na terra devemos construir". E o que
é isto senão o desejo de avançar na
construção de uma sociedade comunista?
Outubro/2020
[1] Departamento de Economía, UAM-I, México.
[2] C. Marx, "El Capital", Tomo III, pág. 243. FCE,
México, 1973.
[3] Ibidem, págs. 254 y 256.
[4] Nos países superavitários o problema coloca-se em termos
muito diferentes. Nestes, trata-se de preservar o papel positivo dos mercados
externos. E vale a pena recordar: quando o mercado interno sofre de anemia, os
mercados externos passam a desempenhar um papel vital.
[5] Não esqueçamos que "a guerra é a
continuação da política aplicando outros meios".
[6] V. I. Lenin, "El imperialismo, fase superior del capitalismo",
pág. 771. En Lenin, Obras escogidas, Tomo 1, Edit. Progreso,
Moscú, 1974.
[7] W. Mills y H.Gerth, "Marx para los gerentes", en W. Mills,
"Poder, política, pueblo", pág. 33. FCE, México,
1998.
[8] Poder-se-ia argumentar que o progresso técnico gerador de mais-valia
extraordinária pode incentivar o investimento. No entanto, deve-se
recordar: i) como regra, o menor custo unitário está
associado a
escalas de produção maiores; ii) as grandes firmas
monopolistas
podem controlar a incorporação do progresso técnico. Neste
caso, até que o crescimento da procura (que é lento) possibilite
operar com economias de escala.
[9] "Quando se ouve falar os peixes gordos, parece que fazem a guerra por
temor a Deus e por tudo o que é bom e belo. Mas se se olha melhor,
vê-se que não são tão idiotas e que fazem a guerra
pelos lucros".
Cf. B. Brecht, "Madre Coraje", Alianza Editorial, Madrid, 2000.
[10] Entretanto, estas grandes potências procuram alinhar seus vassalos e
bispos. Na América Latina, a agressividade imperial manifesta-se com
grande clareza. Os EUA procuram impor governos absolutamente dependentes (quase
vassalos), promover golpes de Estado pseudo-legais (caso do Brasil) e acossa em
termos descarados a Venezuela. Semeia tropas "encobertas" no seus
"pátio traseiro" e mostra-nos como a grande potência,
antes dos conflitos maiores, começou a limpar e amarrar ferreamente seus
muito obsequiosos vassalos. Uma visão aguda e mais global da
política dos EUA, em Noam Chomsky, "¿Quién domina el
mundo?"; Edic. BSA, Barcelona, 2016. Entre outros pontos, encontramos aqui
análises que desmascaram o pseudo progressismo de Obama: "Apesar de
as políticas de longa duração dos EUA serem, em grande
medida, estáveis, com ajustes tácticos, Obama trouxe algumas
mudanças significativas (
); enquanto a política de Bush
consistia em capturar (e torturar) suspeitos, Obama simplesmente os assassina,
mediante o aumento rápido do uso de armas terroríficas (drones) e
do pessoal das Forças Especiais, muitos deles equipes de assassinos.
Utilizaram-se unidades das Forças Especiais em 147 países. Esses
soldados, já tão numerosos como todo o exército do
Canadá, são, com efeito, um exército privado do
presidente". Ver obra citada, pág. 83.
[NR] O orçamento militar dos EUA para 2020 é de US$750 mil
milhões, o que equivale a 42% do total mundial.
[*]
Do Departamento de Economía, UAM-I, México. Autor de
Teoria general de las economías de mercado,
livro que pode ser descarregado
aqui
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Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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