por Workers World
Vivemos num mundo onde há opressores e oprimidos.
Inevitavelmente, aqueles que são oprimidos e explorados
levantar-se-ão e combaterão pela libertação,
tentarão remover das suas costas a bota dos opressores.
Exactamente agora o pequeno país que é a República
Democrática e Popular da Coreia está a tentar evitar ser esmagado
pela força imensa da "democracia capitalista" estado-unidense.
O que deveríamos nós, que vivemos no mais poderoso país
imperialista do mundo, fazer quando a RDPC decide que precisa de um dissuasor
nuclear para impedir os EUA de tentarem derrubar o seu governo?
Porque isso foi o que o mundo viu o Pentágono fazer na
Jugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia e ainda a tentar
fazer na Síria.
Alguns governos bem como grupos pacifistas estão a apelar aos EUA para
renunciar às suas ameaças de atacar a RDPC. Mas eles
também estão a dizer que os norte-coreanos deveriam
"congelar" seu programa de armas nucleares.
Se a RDPC concordasse, teria ela garantida a sua segurança? E se os EUA
atacassem de qualquer forma? O que diriam esses grupos? "Desculpem?".
A guerra é muitíssimo real para os coreanos. Eles não
precisam ser ensinados acerca dos seus horrores. Cerca de 5 milhões
morreram durante a Guerra da Coreia, a maior parte às mãos das
forças dos EUA.
Demoraram anos para reconstruir o seu país, não só por
causa de toda a devastação mas também por causa dos
esforços contínuos dos imperialistas estado-unidenses para
arruinarem a sua economia através de sanções e outras
medidas.
É direito dos povos oprimidos escolherem a forma da sua luta. Como
disseram os Panteras Negras, eles têm o direito de resistir "por
quaisquer meios necessários". Cabe ao oprimido decidir qual a
táctica mais adequada para as suas condições. Aqueles que
vêm da nação opressora não devem ditar como é
que isto deveria ser feito.
E o mesmo é verdadeiro na arena internacional. Se o povo da
República Democrática e Popular da Coreia decidiu que o
único caminho para estar seguro de outro ataque dos EUA é ter um
dissuasor nuclear, a melhor coisa que nós nos EUA podemos fazer é
tentar assegurar que um tal ataque dos EUA nunca aconteça.
Aqueles de nós que vivem "na barriga da fera" não podem
impor condições àqueles que vivem em países
oprimidos pelo imperialismo. Nossa tarefa é defender o seu direito a
libertar-se.
Precisamos explicar aos nossos companheiros trabalhadores como a
política externa dos EUA, incluindo a sua máquina de guerra,
está montada para estabelecer a super-exploração de
trabalhadores em outros países. Os bilionários que dirigem
Washington, incluindo Trump e seus apaniguados, podem então arrecadar
lucros incontáveis de indústrias de guerra e por cortes salariais
até o osso para trabalhadores daqui.
Precisamos explicar como a opressão de classe, onde os patrões
exploram trabalhadores e pequenos agricultores por todo o mundo, está
interligada com a opressão nacional sob o imperialismo dos EUA. Racismo,
xenofobia, islamofobia tudo isso são ferramentas
ideológicas utilizadas para justificar a subjugação brutal
e o roubo de povos inteiros. Isto é verdade para a opressão das
pessoas de cor dentro dos Estados Unidos, assim como para todas as
nações lá fora.
Os trabalhadores têm um meio de se defenderem. Isto se chama
solidariedade. Podemos livrar o mundo da opressão e da
exploração, mas só se percebermos nossa própria
força pela rejeição de toda forma de intolerância e
unindo-nos a todos aqueles que combatem pela libertação do
capitalismo.
14/Agosto/2017