Povo brasileiro enfrenta o bolsonarismo
por Jornal
O Poder Popular
[*]
Os militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), juntamente com a
União da Juventude Comunista (UJC), a Unidade Classista, o Coletivo
Feminista Classista Ana Montenegro, Coletivo Negro Minervino de Oliveira e
Coletivo LGBT Comunista estiveram presentes nos atos realizados em todo o
país em defesa da educação pública e contra os
cortes do governo Bolsonaro (PSL) às instituições federais
de ensino.
Dando continuidade à política econômica de ajuste fiscal e
implementando sua política reacionária de censura e
perseguição ideológicas, o Governo Bolsonaro anunciou
cortes orçamentários para área de humanas e corte de, no
mínimo, 30% no orçamento de todas as instituições
públicas de ensino superior do país, além de incentivar o
ódio ao conhecimento e o desrespeito aos profissionais da
educação, orientando que filmem professores/as em seu local de
trabalho, sem autorização dos/as mesmos/as.
Tais medidas exemplificam como a atual política econômica
ultraliberal, pautada pelos ditames da radicalização no corte dos
investimentos sociais e na privatização de políticas
públicas, se relaciona com métodos antidemocráticos do
governo. Por detrás do discurso anti-intelectual, irracional e
anticientífico, está um projeto de educação a
serviço da total entrega do país e suas
instituições aos grandes conglomerados internacionais, ao capital
financeiro e aos centros imperialistas. Atacar os avanços conquistados
na educação pública é, na prática,
transformar o Brasil numa semicolônia a serviço de especuladores,
corruptos e lacaios dos EUA.
A este quadro desolador soma-se a proposta de reforma da previdência que,
na prática, irá extinguir a previdência pública. A
reforma atingirá não só os profissionais da
educação como o conjunto da classe trabalhadora e a
população mais pauperizada do país que depende dos
recursos da seguridade social, um direito histórico tão duramente
conquistado pelos/as trabalhadores/as.
A Greve Nacional da Educação, marcada para esta quarta, 15 de
maio, foi apontada pela CNTE (Confederação Nacional dos
Trabalhadores da Educação), reafirmada no III Encontro Nacional
de Educação (III ENE) e pelo Fórum Sindical, Popular e de
Juventude pelos Direitos e pelas Liberdades Democráticas
importante espaço de unidade de ação e de
reorganização da classe trabalhadora, uma data
preparatória da greve geral do dia 14 de junho, já convocada
pelas centrais sindicais.
Centenas de milhares vão às ruas em todo o Brasil
Em Fortaleza, o ato teve início com uma concentração
popular na Praça da Bandeira, no Centro, passando pelo campus do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Ceará (IFCE) e encerrando no cruzamento das avenidas 13 de Maio com
Universidade, onde está a reitoria da Universidade Federal do
Ceará (UFC). Ao final do ato, o camarada Régis Pinheiro, do
Centro Acadêmico de Letras da UECE e militante da UJC, falou sobre a
necessidade da luta e denunciou os ataques no âmbito estadual, onde o
governador Camilo Santana (PT) tem feito uma política de desmantelamento
das universidades estaduais. Cerca de 100 mil pessoas participaram do protesto.
Em Salvador (BA), cerca de 50 mil pessoas participaram do ato, iniciado no
Largo do Campo Grande e concluído com passeata até a Praça
Castro Alves. Na Paraíba, as instituições públicas
de ensino básico e superior suspenderam as atividades em protesto contra
os cortes na Educação. Além da capital, houve protestos em
municípios como Campina Grande, Rio Tinto, Bananeiras e Areia.
O 15 de Maio sacudiu o Estado de São Paulo com protestos nas ruas e
paralisações em diversos locais de trabalho, em várias
cidades. Na Baixada Santista não foi diferente: começou forte e
de maneira unificada! Logo cedo, em Cubatão, houve
paralisação na Refinaria da Petrobras de petroleiros diretos e
terceirizados. Somaram-se ao Sindipetro diversas categorias como
metalúrgicos, construção civil, Comissão de
Desempregados, servidores municipais e do Judiciário Estadual. Às
11 horas, nas escadarias do Fórum de Santos, os servidores do
Judiciário Estadual contaram com a presença de estudantes da
Unifesp e outras faculdades, servidores do Judiciário Federal,
professores da rede privada de ensino, bancários e petroleiros.
Às 18 horas, aconteceu o Ato Unificado em Defesa da
Educação, na Estação Cidadania, em Santos, na
avenida Ana Costa.
Em Piracicaba, a praça José Bonifácio ficou lotada com 3,5
mil estudantes e trabalhadores da educação. O estudante Gabriel
Colombo, diretor da Associação Nacional de Pós-graduandos
(ANPG) e militante do PCB, discursou, denunciando o projeto de
destruição da educação pública, para
favorecer os interesses do grande capital. Em Campinas, secundaristas,
professores municipais e estaduais, trabalhadores e estudantes da Unicamp e PUC
realizaram ato público que já é considerado um dos maiores
que o município viu nos últimos anos.
Em Sorocaba, aproximadamente 5 mil pessoas, entre pais, mães,
professores e funcionários da educação pública,
lotaram a praça Cel. Fernando Prestes desde às 9h e depois
seguiram em passeata pelas ruas do centro da cidade. Em São Carlos, a
multidão se concentrou na Praça Coronel Salles e se deslocou pela
avenida São Carlos até a Baixada do Mercado. O protesto foi
convocado pelos alunos, professores e profissionais das universidades
públicas de São Carlos e teve grande adesão na cidade.
Cerca de 15 mil pessoas participaram da manifestação.
A Avenida Paulista, centro da cidade de São Paulo, foi palco de
gigantesca manifestação, aglomerando dezenas de milhares de
manifestantes, que para lá confluíram após atos
públicos realizados nas universidades e escolas públicas.
Estudantes, trabalhadores, trabalhadoras, militantes dos mais diferentes
movimentos e de partidos de esquerda foram à luta contra os cortes da
educação pública e os ataques do Governo Bolsonaro aos
direitos sociais e políticos.
No centro de Belo Horizonte (MG), o ato unificado agrupou mais de 250 mil
pessoas, reunindo estudantes e trabalhadores da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), da universidade Estadual e do CEFET, assim como trabalhadores e
trabalhadoras de outros setores. Em diversos municípios do Estado houve
paralisações e protestos, os quais contaram com a
participação da UJC, da Unidade Classista, militantes e coletivos
do PCB.
Em Florianópolis (SC), mais de 10 mil pessoas ocuparam o Largo da
Catedral desde as 14 horas e partiram em marcha pelas ruas da cidade, contando
com a presença de estudantes, professores e técnicos em
educação da Universidade Federal de Santa Catarina, do Instituto
Estadual de Educação (IEE), da Unisul e de diversas escolas, que
participaram da Aula Pública regida pela professora de Matemática
do IFSC, Elenira Vilela, feminista, militante política e filha de
professores perseguidos e torturados pela ditadura militar sobre o desmonte da
rede pública federal e os ataques à educação.
Em Porto Alegre, a movimentação foi grande na Faculdade de
Educação da UFRGS pela manhã, de onde estudantes e
professores partiram para o ato unitário, no início da tarde, com
abraço à universidade e ao Instituto de Educação,
além da caminhada nas ruas do centro.
No Rio de Janeiro, os petroleiros iniciaram o dia realizando atos,
paralisações e atrasos na rendição de turnos, em
protesto contra a venda de oito refinarias, contra o aumento dos
combustíveis, contra a reformada Previdência e contra os cortes de
verbas da Educação e o desmonte promovido pelos entreguistas Jair
Bolsonaro, Paulo Guedes e Roberto Castello Branco. À tarde, grande
manifestação na Candelária reuniu estudantes e
profissionais da Educação das universidades públicas,
institutos federais, escolas estaduais, municipais e privadas, além de
trabalhadores das mais distintas categorias. A Unidade Classista, a UJC, o
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro e o Coletivo Negro Minervino de
Oliveira se fizeram presentes com suas bandeiras e utilizaram da palavra no ato
público.
15/Maio/2019
O original encontra-se em
pcb.org.br/...
Esta notícia encontra-se em
http://resistir.info/
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