"Vamos desmontar a máquina eleitoral do PT"
por Plínio Arruda Sampaio
[*]
entrevistado por Nilton Viana e Jorge Pereira Filho
Uma história de 25 anos não pode ser abandonada sem luta. Essa,
em síntese, é a idéia que move o professor Plinio Arruda
Sampaio a lançar sua candidatura à presidência do PT.
Fundador do partido, o ex-deputado federal não superdimensiona o poder
da legenda: "Nenhum partido é sagrado. Se amanhã o PT, de
fato, não for corrigível, vamos ter de construir um outro
instrumento". No entanto, para Sampaio, o partido merece ainda uma aposta.
"Dado o apoio e a esperança que o PT despertou, vale a pena fazer
um investimento nesse Processo de Eleições Direta (PED)",
avalia, em referência às eleições internas do
partido marcadas para setembro. Para o advogado, na raiz da crise que
ameaça o PT, está uma escolha equivocada pelas campanhas
milionárias, distantes do povo, definidas por marqueteiros. Uma
opção tomada pela cúpula do partido que mostra desvios
ideológicos. "Já temos um bom número de dirigentes,
parlamentares, representantes que não acredita mais na
transformação socialista", explica. A saída desse
beco em que o PT se encontra não é fácil e passaria,
assim, por uma revisão das distorções que levaram o
partido a essa situação. Nesse novo caminho, para Sampaio, o PT
deve se reencontrar com a militância. "É preciso voltar ao
núcleo de base e exigir as consultas à base", aponta o
candidato.
Brasil de Fato - Como o senhor está vendo a crise?
Plinio Arruda Sampaio - Primeiro, a crise não vem de agora, mas sim
desde 1995, quando o PT deixou de lado a pressão popular e se concentrou
em montar uma máquina eleitoral. Em 1998, o partido fez a
opção pela eleição do marketing, contratou um
especialista na área para fazer a eleição. Ora, essa
escolha foi catastrófica, um desastre. Você não faz
eleição do marketing sem muito dinheiro, essas companhias cobram
um enormidade para trabalhar. Então, você acaba tendo de recorrer
a quem tem dinheiro. E quem tem dinheiro nesse país? Banqueiros,
empresários, especuladores... E o PT foi bater na porta dessa gente, os
Valérios da vida. Mas isso ainda não é o mais grave. O
mais grave é o seguinte: o PT fez uma campanha que não politizava
o povo. O povo brasileiro sempre acha que é preciso um poderoso
lá em cima que lhe dê as coisas. O povo brasileiro não foi
conscientizado de que precisa conquistar as coisas, de que precisa lutar.
Porque não é um príncipe bom, nem um operário bom,
nem um patrão bom que vai lhe atender. É preciso ter o
preço da conquista. Com o maqueteiro, você não diz isso. O
princípio dele é que você não pode falar para o povo
aquilo que ele não quer ouvir. Então, você está
enganando o povo. É preciso dizer o que é importante.
BF - Qual a conseqüência dessa opção?
Sampaio - A grande massa da população sofre os efeitos dessa
política autoritária, neoliberal. Boa parte do povo que
não tem consciência política quer sempre um protetor.
É isso que fazem as campanhas de marketing, criam uma figura poderosa
que vai dar dez mil casas, gerar milhares de empregos, fazer a reforma
agrária em uma canetada. Isso é o que o cara gosta de ouvir. Ele
não quer ouvir que será feito um esforço conjunto para
lutar, que é preciso se organizar e lutar para conquistar.
BF - Mas mesmo assim não deu em 1998...
Sampaio - Não deu, mas em 2002 deu para fazer com o melhor dos
maqueteiro, com o Duda Mendonça. Então, foi feita uma campanha
marqueteira que, no final, não deu ao presidente a segurança de
que ele terá o apoio do povo se enfrentar o latifúndio, o
agronegócio, o Fundo Monetário Internacional (FMI), os grandes
banqueiros. Porque se Lula enfrentar, eles tiram o dinheiro e, daí,
você tem inflação, dólar mais caro e
turbulência na economia. Se isso ocorresse, poderia começar a
faltar produto e nessa hora, ou você tem um povo do seu lado capaz de
entender que a luta consiste em não se importar com isso, ou você
tem um povo que não entende e vai dizer que a vida está piorando.
Na verdade, Lula hesita e não tem suficiente confiança nos 53
milhões de votos que conseguiu. Acho que ele cometeu um grave
equívoco. Se tomasse essas medidas no primeiro mês de governo,
teria o povo inteirinho na rua. Hoje, já tem problemas, não sei
mais se o povo irá atender a uma convocação sua.
BF - E qual a saída desta crise?
Sampaio - Eu acho que a saída é pela esquerda, pela
mudança da política econômica, pela redução
da base parlamentar. Com o povo mobilizado, mas eu não sei se o
presidente Lula tomará essa decisão.
BF - Mas a opção pelo marketing feita pelo PT, pelo dinheiro,
não acarreta também uma série de compromissos que
justamente nega uma reviravolta dessas?
Sampaio - Em julho de 2002, no meio da campanha, quando viram que Lula tinha
condições de ganhar, a direita fez a primeira chantagem.
Começou a fazer um processo de crescimento do dólar. Daí,
Lula cometeu um outro erro, que foi assinar aquela Carta ao Povo Brasileiro se
comprometendo com os compromissos acertados por Fernando Henrique Cardoso.
Todos de caráter neoliberal. Tenho defendido a tese de que toda vez que
você faz um contrato, é preciso cumpri-lo. Mas se eu tiver um
revólver no peito e for obrigado a assinar um documento, não sou
obrigado a cumpri-lo, porque foi feito sob coação. Essa é
a situação daquele momento. Lula não tinha liberdade, foi
uma manobra para assustar a população. Ele tinha uma base
ética para dizer que não cumpriria aquele acordo.
BF - E o senhor pensa que ainda há condições de dar uma
virada?
Sampaio - Eu acho que ainda tem, não sei por que o presidente Lula
não dá uma virada. As entidades da sociedade civil, os movimentos
populares foram todos lá pedir. E o presidente não mudou nada.
Então, eu sinto também que esses mesmos movimentos sociais
estão desanimados. Passaram-se dois meses e não aconteceu
absolutamente nada.
BF - O governo não deu nenhum sinal...
Sampaio - Pior. Ele foi buscar apoio no deputado Delfim Netto... Então,
a saída para os movimentos agora é ir para as ruas e fazer
mobilizações.
BF - Ainda sobre as origens da crise, já faz algum tempo que o PT foi se
tornando cada vez mais verticalizado, uma série de manobras internas
consolidou um núcleo duro, uma cúpula se apoderou da
militância e conduziu o partido para o caminho neoliberal. O senhor
não acha que o problema do PT, no fundo, é ideológico?
Sampaio - Exatamente. O partido ao optar por ser uma máquina eleitoral
não podia ter a democracia de base que possuía antigamente. O PT
começou com as consultas ao núcleo de base, as plenárias.
Na hora em que vira uma máquina, torna-se um partido de mandatos, o
partido dos deputados. O poder vai ficando cada vez mais concentrado a tal
ponto que três ou quatro caras sabiam de tudo e o resto não sabia
nada. Tem gente da esquerda que faz parte da Executiva Nacional do PT que
não tinha noção das coisas que estavam acontecendo. O PT
perdeu o rumo, descarrilou por causa dessa idéia de que se virasse uma
grande máquina conquistaria o governo.
BF - E o que fazer com essa máquina?
Sampaio - Eu sou candidato à presidência do PT exatamente para
desmontar essa máquina. Se eu ganhar, vamos desmontar essa
máquina.
BF - O senhor acredita que é possível ainda recuperar o PT?
Sampaio - Acredito. Acho que ainda é possível. Vejo vários
partidos que enveredaram durante muitos anos para uma situação
difícil, mas depois conseguiram corrigir. Por exemplo, o Congresso
Nacional Africano (organização que lutava contra o apartheid)
é criado em 1912. Em 1960, Nelson Mandela foi ao presidente do Congresso
e propôs a desobediência civil. Foi ridicularizado: "Isso
é loucura, nós levamos 50 anos para conseguir respeitabilidade
com os brancos e você quer jogar isso fora?". Quer dizer, eles
tinham se desviado. Mas o que aconteceu? O Mandela botou o cara para fora e
mudou o partido. O Ghandi fez sua carreira e seu nome na África do Sul
e, quando chegou na Índia, tinha um tremendo de um prestígio. Foi
recebido pelo Partido do Congresso e disse a eles, na primeira reunião:
"Vocês estão todos errados, não é por
aí, vocês estão aceitando a dominação
estrangeira, não vão fazer a independência nunca. Eu vou
para a rua fazer com o povo". E ele mudou o Partido do Congresso.
Então, acho que é possível recuperar o PT, não que
seja fácil. Vai depender muito de como avançará essa
crise. Penso que dado o apoio e a esperança que o PT despertou, vale a
pena fazer um investimento no partido, nesse Processo de Eleições
Direta (PED).
BF - O PT é um patrimônio da esquerda...
Sampaio - Patrimônio do povo, da história. Eu vou me sacrificar ao
máximo, vou percorrer esse país inteiro para ver se conseguimos
ganhar a eleição e reestruturamos imediatamente o partido.
É preciso voltar ao núcleo de base e exigir as consultas à
base. Com a internet, não há razão para não fazer
estas consultas. Agora, vamos ser claros: nenhum partido é sagrado. O
partido é um instrumento, um instrumento da luta do povo. Se
amanhã o PT, de fato, não for corrigível, vamos ter de
construir um outro instrumento. Não há dúvida. O povo
irá procurar um novo instrumento. Só que se o povo puder
aproveitar esse, que levou tanto tempo para ser criado, vamos tentar.
BF - Nas suas viagens, como o senhor tem sentido os militantes de base diante
dos escândalos de corrupção e roubalheira dentro do seu
próprio partido?
Sampaio - O sentimento é de desânimo muito grande. Porque o
petista é aquele que se punha no bairro dizendo: "Vocês
estão todos votando errado, são todos bobos". E o sujeito
respondia: "Mas na política é tudo igual". Daí,
o petista se diferenciava: "Nós, não!". E agora
"nós somos iguais". Enfim, o petista está muito
abatido. Mas tenho sentido que ele quer bem o PT. Quando a gente aponta o
caminho para a saída, a gente tem uma outra reação:
"Ah, então, eu fico no partido, vou fazer força". Estou
vendo muita receptividade. Ontem (31 de julho), esteve aqui o senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) para apoiar minha candidatura.
BF - Nesse momento de crise, como o senhor vê a perspectiva da esquerda
brasileira diante da gravidade da atual situação?
Sampaio - Em um momento de crise é que a gente vê quem tem
realmente compromisso - e quem não tem. A situação
está mudando de momento a momento. É muito difícil compor
um cenário, o que também dificulta a tomada de uma decisão
racional em termos de eficácia. Todo mundo pode errar aqui. Mas
não estamos no mato sem cachorro. Há uma coisa que precisa estar
clara sempre: a decisão ética. A esquerda está desafiada a
um comportamento ético. Se jogar com qualquer oportunismo, estará
liquidada. O que foi feito é inaceitável e temos de apurar e
punir seja quem for. Se a esquerda tomar essa atitude, pouco a pouco, a
situação vai desanuviando e poderá tomar uma
decisão posterior coerente. Nesse momento, não tem jeito. Agora
é a hora de uma atitude ética, inequívoca, clara, doa a
quem doer. Seja essa atitude compreendida ou não. Não interessa
isso.
BF - E quais devem ser as reivindicações imediatas da esquerda,
principalmente do PT?
Sampaio - A esquerda não pode conceder nem reduzir. É preciso
mudar a política econômica, substituir a equipe, essa tem de ser a
reivindicação. A esquerda tem que cobrar a saída dos
partidos de direita do governo. Nós somos um partido socialista, de
esquerda. Podemos fazer aliança com a direita, mas com uma hegemonia
nossa. Essa aliança que nos entrega a eles não interessa. Quem
está bloqueando o decreto de atualização da produtividade
da terra? O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, é ele quem
não assina. Você tem um ministro do agronegócio que faz o
que você quer. Ele pára a reforma agrária, o que ele
está fazendo no ministério? A esquerda está no momento que
o toureiro chama de a "hora da verdade". Esse é o desafio.
Passar tudo isso a limpo.
BF - E o PED será esse momento de decisão?
Sampaio - Sim, por isso, decidi sair candidato. É preciso alguém
colocar esse debate, o que estou fazendo. É preciso fazer a direita do
PT dizer a que veio. A situação do partido é
difícil pelo seguinte. Você pode concordar com a pessoa em
três pontos - ou discordar. Eu, por exemplo, tenho um objetivo: quero ir
para Santos e você para o Rio de Janeiro. Se esse for o caso, não
podemos ir juntos. Agora, se você também quer ir para Santos,
temos de decidir como vamos, de ônibus ou de carro. Bem, a
discordância que não tem problema é se você quer
sentar na frente do ônibus que vai para Santos e eu atrás. Agora,
se discordamos do objetivo, não tem como seguirmos juntos. Acontece que
nós já temos no PT um bom número de dirigentes,
parlamentares, representantes que não acredita mais na
transformação socialista. Que acham que com a
globalização, com o poder do capital, a informática, a
pós-indústria, enfim, um monte de besteira, não haveria
mais lugar para o socialismo no mundo moderno. Então, não
são mais nossos companheiros, porque nós continuamos socialistas.
BF - De que socialismo o senhor fala?
Sampaio - Igualdade. Socialismo é isso. Como você consegue
igualdade? Abolição da propriedade privada dos bens de
produção e abolição da iniciativa livre do dono do
capital. Sem igualdade, não dá para falar em liberdade nem em
fraternidade. O ponto é a igualdade, a mudança do capitalismo.
Mas dizem que não há condições de fazer isso agora.
É verdade, mas não vamos fazer isso amanhã. É
preciso fazer as lutas para dar poder ao povo para que tenha mais poder do que
a classe capitalista. Só, assim, dessa forma, a gente pode ir fazendo as
várias transformações.
BF - Um dos argumentos mais usados para esses recuos ideológicos do PT
foi o de que há, no Brasil, uma correlação de
forças desfavorável ao projeto popular...
Sampaio - Olha, o conceito da correlação de forças
já foi usado mais de duzentas vezes em debates comigo. Na hora do Plano
Nacional de Reforma Agrária, diziam: "Nós estamos de acordo,
queremos atender até dois milhões de famílias, mas
não temos correlação de força". Bom,
correlação de força não é um conceito
estático. Se eu fizer uma determinada ação, amanhã
poderemos ter uma situação diferente. O que eu sinto é que
a correlação de força é uma desculpa para o
imobilismo, algo como "a vida como ela é". Bem, isso é
uma desgraça, um mundo cão. Todo a minha briga nos 90 dias do
plano foi essa. É apenas um pretexto.
BF - E por que o Plano Nacional de Reforma Agrária não foi posto
em prática?
Sampaio - O presidente me pediu para coordenar o plano. Reuni especialistas,
professores, todos com 25 anos de pesquisa, docência, assessoria, fizemos
uma seleção de funcionários do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprometidos,
chamei todos os movimentos... Trabalhamos 90 dias e entregamos para o Lula um
projeto de assentar 1 milhão de famílias em quatro anos, com tudo
redondinho, os custos, como seriam usados os recursos. Mas e aí? Parou
no Palocci. O plano custava R$ 6 bilhões por ano, dos quais R$ 3
bilhões seriam pagos em até 20 anos, pois se referiam ao
pagamento da terra. Mas não foi possível vencer a barreira do
Fundo Monetário Internacional (FMI) e do superavit primário. Acho
que isso foi a maior falha do governo Lula. Se ele tivesse agüentado a
pressão dos mercados, mas fizesse a reforma agrária, ele teria
mudado a cara do país, alterando o modelo agrícola, que precisa
ser mudado. Minha posição no governo foi: eu procurei ajudar, mas
estou convencido de que sem pressão de opinião pública
não vai mudar. O governo fez as suas opções.
BF - Tudo em nome da governabilidade...
Sampaio - Governabilidade quem dá é o povo. Se tiver firme com o
governo, há governabilidade. Ou Cuba não é
governável? Se há uma economia que é uma desgraça,
é a cubana. Não tem nada. Tem o mínimo, mas a sociedade
é tranqüila, porque o povo está de acordo com as
políticas. Quando chega 26 de julho, Fidel põe dois
milhões nas ruas e explica direitinho o que está ocorrendo. Mas,
aqui, a governabilidade é dada pelo Antonio Carlos Magalhães,
José Sarney... Eles estão brincando. É claro que se
você tem uma correlação de forças muito
desfavorável, você coloca um objetivo menos ambicioso. Mas um
objetivo que uma vez atingido permita que você avance. Mas se seu
objetivo é dar mil réis, isso é um programa rebaixado.
É clientelismo.
BF - E em relação ao governo, o momento exige o quê?
Sampaio - Os movimentos populares já deram ao governo todas as
demonstrações de lealdade, a um preço altíssimo.
Jogaram suas reputações ilibadas para apoiar o governo na
esperança de um gesto. Não era nem mais uma política.
Estão todos tensionados, as correntes internas do PT racharam todas.
Não tem mais o que conversar. O diálogo agora tem de ser na rua.
Tem pouca gente na rua? Vamos, então, com pouca gente para as ruas.
Não tem correlação de forças. Mas o primeiro
comício pelas diretas que fizemos, no Pacaembu, estava vazio. Depois, no
final, todos candidatos entravam com Lula para não serem vaiados. Eram
multidões. Se os movimentos populares tiverem de sair às ruas sem
muita gente por um bom tempo, aí que é a hora da verdade. E
é fundamental, agora, fazer uma agenda comum. Precisamos dar esse passo,
de fazer uma reivindicação conjunta, como está fazendo a
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). A estratégia do
povo está muito clara, mas é preciso dar esse salto de qualidade
agora: a unidade.
_________
[*]
Ex-deputado federal, advogado e militante de longa trajetória na luta
pela reforma agrária no Brasil e na América Latina. Plinio Arruda
Sampaio participou da elaboração de um dos primeiros projetos de
democratização de acesso à terra em São Paulo: a
Lei de Revisão Agrária do governador Carvalho Pinto (1959-62).
Eleito deputado, em 1962, Plinio Sampaio foi nomeado relator do projeto de
reforma agrária do governo João Goulart e deu parecer
favorável à iniciativa. Depois do golpe militar, o advogado foi
buscar exílio no Chile e lá colaborou com a
realização do plano de reforma agrária do país. Foi
convidado a prestar assessoria na mesma área para a
Organização Mundial para a Alimentação e
Agricultura (FAO-ONU). Nessa função, Sampaio esteve em
praticamente todos os países da América Latina, conhecendo a
situação camponesa no continente e implementando a reforma
agrária. No início de 2003, foi chamado pelo presidente Lula para
coordenar a realização do Plano Nacional de Reforma
Agrária. Concluído em 90 dias, o plano previa o assentamento de 1
milhão de famílias, mas não foi colocado em prática
por resistência da equipe econômica de Lula. Depois da crise e da
avalanche de denúncias de corrupção no PT e no governo,
Plinio Sampaio candidatar-se à presidência do partido.
O original encontra-se em
Brasil de Fato
, N° 127, 04/Agosto/05
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|