RDPC abandona conversações das seis partes e aumenta o seu
arsenal nuclear
PYONGYANG, 10/Fev (KCNA) O Ministério das Relações
Exteriores da República Democrática e Popular da Coreia emitiu
dia 10 a seguinte declaração acerca da
posição da RDPC perante a situação grave provocada
pela política hostil dos Estados Unidos.
Nestes últimos dias tornou-se evidente a tentativa da
administração de
Bush de fustigar, isolar e esmagar a RDPC a qualquer custo durante o seu
segundo mandato.
Como já declarámos em várias ocasiões, formulamos
junto aos EUA a nossa justa reivindicação de que este país
renuncie à sua política hostil para com a RDPC destinada a
"derrubar o regime desta" e a substitua pela da convivência
pacífica. Além disso expusemos a nossa posição de
solucionar de raiz o problema nuclear com os EUA se estes aceitarem nossa
demanda. Partindo desta posição, acompanhámos com
paciência o processo do estabelecimento da política para o segundo
mandato do governo Bush.
Contudo, a administração Bush optou por recusar a nossa demanda e
mostrou a sua intenção de não coexistir com a RDPC
através de
vários pronunciamentos, dentre outros o discurso na cerimonia da tomada
de posse presidencial, na mensagem de ano novo e na intervenção
na audiência do Congresso para a nomeação da
secretária de Estado norte-americana.
Não houve nem uma frase que advogasse a convivência ou a
mudança da política sobre a RDPC nestes pronunciamentos de altos
funcionários do executivo norte-americano que oficializaram tal
posição política dos EUA para com a RDPC.
Ao contrário, declararam o "fim da política repressiva"
como a sua meta final, qualificaram a RDPC como "base avançada
desta política" e não descartaram a utilização
das forças armadas caso necessário.
Ao mesmo tempo, prometeram uniformizar o mundo com a concepção
dos valores norte-americanos através da "difusão da
liberdade e da democracia" no estilo gringo.
No fim das contas, a verdadeira intenção da
administração Bush no seu segundo mandato é não
só reiterar a sua política de isolamento e esmagamento da RDPC
praticada na sua primeira estadia na Casa Branca como também
intensificá-la.
Desta forma, declarou uma nova confrontação ideológica,
cujo propósito é "derrubar o regime" da RDPC. Mas, por
outro lado, o cinismo do governo americano leva-o a enganar a opinião
pública internacional apregoando a "solução
pacífica e diplomática" do problema nuclear e o
"reinício das conversações a seis partes".
Esta lógica própria dos gangsters mostra a duplicidade e o
descaramento dos EUA, grande mestre das intrigas e dos enganos.
Até à data, depois de manifestar claramente a nossa
posição de não prosseguir uma luta anti-americana e
conviver com os EUA como país amigo, quando este deixar de censurar o
nosso regime e de intervir nos assuntos internos do nosso país, temos
realizado todos os esforços ao nosso alcance para resolver o problema
nuclear e sanear as relações com esse país.
Contudo, ao consideraram equivocadamente tais posições como sinal
de fraqueza, os EUA cometeram uma terrível intervenção nos
nossos assuntos internos e insultaram o digno sistema porque optou o
próprio povo coreano.
Uma vez que, depois de constantes actos hostis, os EUA deram a negativa total
ao nosso país, etiquetando-o de "tirania", ao
invés de aceitar a nossa demanda da retirada da política hostil
obstáculo primário à solução do
diferendo nuclear , não há nenhuma necessidade de
diálogo e, por conseguinte, vemo-nos obrigados a nos ausentarmos das
conversações das seis partes.
É óbvio que o convite para a mesa do diálogo e a negativa
à contrapartida do diálogo resultam contraditórias e
chocam-se com a razão. É demasiado o desprezo dos EUA para com o
seu contra-parte no diálogo.
Nestes dias, os EUA dizem estar ao lado do povo coreano ainda que se oponham ao
governo escolhido por este. Assim, se o império tem um grande desejo de
prosseguir as conversações, que dialogue com os bufarinheiros dos
mercados agrícolas ou com os delegadozinhos das "entidades de
fugitivos norte-coreanos" financiadas pelos EUA que mais
lhes agradarem.
Por outro lado, o Japão mantem-se obstinadamente na sua política
hostil para com a RDPC, conspirando com os EUA.
Como é possível dialogo na mesma mesa com este país-ilha
que sob o pretexto do já resolvido "problema do sequestro"
inventou o problema de "restos mortais alheios" para invalidar a
Declaração Coreia-Japão de Pyongyang e recusar a
normalização das relações com o nosso país?
Conseguir a paz, coexistência e prosperidade superando as
diferenças de ideias, ideais, regime e crenças religiosas
torna-se uma corrente no novo século e desejo da humanidade.
Não é casual que o executivo norte-americano que desafia a
referida corrente seja o objecto das maldições e das
críticas de todo o mundo, que o qualifica de "grupo da
política repressiva" baseado na misantropia extrema.
Durante o último quadriénio após o ascenso de Bush
à presidência demos provas da máxima magnanimidade e
suportámos tudo o que foi necessário.
Não podemos viver os próximos quatro anos como agora, nem repetir
o que fizemos no passado quadriénio.
Assim, para enfrentar a situação tensa provocada pela
política hostil norte-americana para com o nosso país, o
Ministério das Relações Exteriores da RDPC declara:
Primeiro:
Ainda que desejássemos a retomada das reuniões das seis partes,
ausentar-nos-emos das mesmas por tempo indefinido até que possamos
reconhecer que há razões para participar e que sejam criadas
suficientes condições e o clima susceptível de produzir
resultados substanciais no diálogo.
O actual estancamento das conversações das seis partes deve-se,
do começo ao fim, à política hostil dos EUA para com a
RDPC.
Uma vez que a administração Bush como se a sua
política hostil fosse pouca negou totalmente o seu contraparte do
diálogo qualificando-o de "posto avançado da tirania",
não há motivo algum para comparecer outra vez à mesa das
referidas conversações.
Segundo:
Já se tornou evidente a tentativa dos EUA de destruir a qualquer custo
o nosso sistema político, ameaçando-o com a arma nuclear. Isto
obriga a RDPC a tomar a medida de reforçar o seu arsenal de armas
nucleares a fim de proteger as ideias, o sistema, a liberdade e a democracia
escolhidos pelo seu povo.
Responder à boa vontade com a boa vontade à força com a
força é o espírito de todos nós os que apoiamos a
política do Songun (priorização militar).
Já tomámos a acção resoluta de nos retirarmos do
Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e
fabricámos armas nucleares
(nukes)
para auto-defesa a fim de enfrentar a cada vez mais indisfarçada
política da administração Bush de isolar e sufocar a RDPC.
Nossas armas nucleares permanecerão sempre como dissuasoras, para a
auto-defesa em quaisquer circunstâncias.
A realidade presente prova que apenas forças poderosas podem proteger a
justiça e a verdade.
As hostilidades e as acções imprudentes dos EUA reforçam o
nosso orgulho de termos já consolidado a unidade monolítica do
exército e do povo coreano e aumentado a capacidade de auto-defesa sob a
bandeira do Songun.
Não há alteração alguma na nossa
posição de princípio de resolver os problemas
através do diálogo e das negociações e no seu
objectivo final de desnuclearizar a Península Coreana.
O original da Korean Central News Agency, da RDPC, encontra-se em
http://www.kcna.co.jp/index-e.htm
Esta notícia encontra-se em
http://resistir.info/
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