Antevisão de
Sicko
Michael Moore
, que documentou a socio-patologia dos EUA em
Bowling for Columbine
e empurrou a dinastia Bush rumo à extinção em
Fahrenheit 9/11
, agora superou-se a si próprio com
Sicko.
Em
Sicko
, Moore foca um dos mais insensíveis e vergonhosos aspectos do
capitalismo americano o mercado por cuidados de saúde, ou como
diria um economista meticuloso "a procura efectiva", em que quem
não puder pagar sofrerá ou morrerá.
Sicko
é um documentário interactivo. Na exibição
prévia a que comparecemos o público aplaudiu e resmungou,
contorceu-se e retesou-se, riu e chorou, involuntariamente. A compulsão
de estender a mão e tocar alguém na escuridão da sala era
irresistível.
A narrativa de
Sicko
é uma teia espessa de cenas memoráveis.
São inesquecíveis as imagens panorâmicas da
minúscula flotilha de Moore no mar aberto quando prepara uma
expedição à Baía de Guantanamo à procura de
cuidados médicos para voluntários abandonados do 11/Set
uma expedição quixotesca que levanta a questão de quem
são os reais Piratas do Caribe.
Mas tome cuidado: pode ser impossível apagar da memória as
imagens granulosas, tomadas a partir da câmara de vídeo de
segurança que capturou a expulsão de um paciente indigente do
hospital de um bairro pobre de Los Angeles.
Sicko
é
A selva
dos nossos tempo. Vá vê-lo perder
Sicko
é perder o
começo do movimento para estabelecer cuidados universais de saúde
nos EUA.
[*]
Repórter político que acompanha os efeitos da
globalização entre o povo trabalhador e suas comunidades. Seus
outros trabalhos incluem:
"The NAFTA Corridors: Offshoring U.S. Transportation Jobs to Mexico"
e
"Transient Servitude: The U.S. Guest Worker Program for Exploiting Mexican and Central American Workers"
. Contacto:
irvogel@aim.com
.
O original encontra-se em
http://mrzine.monthlyreview.org/vogel240607.html
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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