Ucrânia bloqueia milhares de sítios web e confisca jornal
Polícia política desaparece bloguistas de Odessa
Obama envia mais instrutores e armamento aos nazis do Right Sector
Os EUA ignoram Minsk II e intensificam a guerra
Os media portugueses fazem blackout informativo acerca da situação
ucraniana
Como
informei ontem
, o SBU [polícia política ucraniana] no dia 7 de Abril capturou e
desapareceu dois bloguistas de Odessa, os quais tentavam conseguir uma
investigação independente e o processo judicial dos
indivíduos que participaram no massacre de 2 de Maio de 2014 de
oponentes do regime mais de 200 dos quais foram incinerados, alvejados e
batidos até à morte no Edifício dos Sindicatos de Odessa.
Este foi o evento que precipitou a ruptura do Donbass do resto da antiga
Ucrânia, a guerra civil no país.
E também informei que em 7 de Abril verificou-se o anúncio
oficial de que "O serviço de segurança da Ucrânia ...
descontinuou a operação de um certo número de
sítios Internet que eram utilizados para perpetrar campanhas
informativas de agressão por parte da Federação Russa
tendo como objectivo a mudança violenta ou o derrube da ordem
constitucional, a integridade territorial e a inviolabilidade da
Ucrânia".
A sequência daquela matéria é a notícia de 9 de
Abril, a qual foi dada no corajoso jornal independente de Kiev, o
Vesti,
de que
"o SBU bloqueou mais de 10 mil sítios web"
. Ali se diz que "aplicadores da lei (law enforcers) apreenderam os
servidores" e que um responsável do SBU declarou ao jornal:
"Tomámos a decisão do tribunal e confiscámos o
equipamento". Ele prometeu devolver os servidores em dois meses".
Outra notícia no Vesti de 9 de Abril
relata as apreensões da edição daquele dia de jornais por
rufiões da extrema-direita nas bancas de jornais de toda a cidade e a
notícia mostra mesmo
um vídeo dos bandidos do Right Sector a assaltarem e esvaziarem um furgão de entrega do Vesti que ia fazer a distribuição
. A notícia também diz:
"Na quinta-feira, 9 de Abril, foram atacadas máquinas de
distribuição operadas com moedas que transportavam parte da
tiragem da edição de Kiev do jornal
Vesti.
Os ataques verificaram-se em torno das estações do metro
"Heróis do Dniepr" e "Vasylkivska". Em ambos os
casos o cenário foi o mesmo: a máquina de
distribuição foi bloqueada por dois carros que surgiram contendo
homens não identificados usando símbolos do "Right
Sector" e que ilegalmente apreenderam os jornais. No caso verificado junto
à estação Vasylkivska, um condutor foi espancado e os
atacantes ameaçaram queimar o seu carro".
Voltando a 5 de Julho, o
Vesti
tinha a manchete: "Homens mascarados irromperam e dispararam dentro do
Vesti:
partiram janela e lançaram gás lacrimogéneo". Um
vídeo
acompanhava aquela reportagem. O vídeo mostrava um homem fora do
escritório do jornal, a abrir a porta, sendo subitamente atacado por
aproximadamente uma centena de homens que correram para ele de um esconderijo e
espancaram-no.
A notícia que o acompanhava informa o que disse uma testemunha:
"Primeiro ouvi vários tiros. A seguir pedras e cocktails Molotov
foram atirados a janelas do primeiro e segundo andar. Depois disso, a sala
encheu-se com gás lacrimogéneo, o qual rapidamente propagou-se
através do escritório e ali ainda é muito difícil
respirar. Um dos guardas que tentou travar os bandidos foi espancado".
O vídeo mostra tudo isto a partir do lado de fora do edifício.
Há fotos do escritório saqueado.
Aquela notícia, ligada a uma
anterior
de 27/Junho/2014, informa que: "Subitamente, vieram quatro dúzias
de estranhos mascarados, encabeçados pelo controverso vice-presidente da
cidade de Kiev, Igor Lutsenko". Estes homens "começaram a
gritar slogans anti-Putin e a seguir subiram para a plataforma
improvisada" onde estava a apresentação do prémio Dia
da Constituição. "Finalmente, radicais tentaram
lançar tijolos sobre os nossos editores, mas voluntários do
Maidan impediram isso".
Foi
noticiado
que o responsável do Security Bureau of Ukraine (SBU), Valentyn
Nalyvaychenko, o homem que encerrou 10 mil sítios web online no dia 7 de
Abril, uma semana antes, em 1 de Abril, terá dito
(tradução
aqui
):
"O SBU não precisa inventar nada de novo. É
necessário apenas construir na base das tradições e
abordagens que foram estabelecidas pelo Serviço de Segurança do
OUN-UPA nos anos 1930-1950. Eles batalharam contra o agressor [a Rússia]
durante a ocupação temporário do território [a
Ucrânia, cujo período 'temporário' já era de 350
anos], tinham uma educação patriótica,
contra-inteligência militar e confiavam na população
pacífica ucraniana, utilizando seu apoio sem precedentes".
Este vídeo
conta e mostra a história do "OUN-UPA nos anos 1930-1950" e
documenta que esta executou a maior parte do programa de extermínio de
Adolf Hitler na Ucrânia durante a II Guerra Mundial incluindo 80%
do massacre de judeus em Babi Yar, o qual foi recordado pelo poeta russo
Yevtushenko
. Para as pessoas que a administração Obama
guindou ao poder na Ucrânia
, isto foi um feito heróico. E ainda assim, judeus de extrema-direita
fazem parte dele irmãos ideológicos de modo oculto
e isto também tem o apoio de
mais de 98% do Congresso dos EUA
.
O chefe do SBU mentiu acerca da inclusão "temporária"
da Ucrânia como parte da Rússia e também acerca de
quão "pacífico" foi o domínio dos nazis
alemães sobre a Ucrânia durante os anos 1940-1944. Mas pelo menos
ele foi honesto ao dizer que estava a retornar àquelas
"tradições e abordagens".
A administração de
Barack Obama
dominou todo o processo e
levou estas pessoas ao poder
na Ucrânia. Ele tem quase 100% de apoio do Congresso para isso, tanto no
Partido Republicado como no Democrático, muito embora mais de dois
terços dos americanos que têm uma opinião sobre o assunto
se tenham oposto à sua política.
O establishment da América quer que ele prossiga esta política mais agressivamente
. E o noticiário dos media do Ocidente
culpa Vladimir Putin da Rússia
.
Aqui
está um vídeo de tropas da Ucrânia a bombardearem a aldeia
de Slavyansk, no Donbass, e a gracejarem dizendo que irão
transformá-la num "crematório".
Como
informei anteriormente
, o fundador do Right Sector, Dmitriy Yarosh, foi o líder dos bandidos
que perpetraram o massacre de 2 de Maio e foi também quem executou o
golpe de Fevereiro de 2014 que levou estas pessoas ao poder na Ucrânia. A
partir de 20 de Abril próximo (nascimento de Hitler),
seus homens estarão a receber treino militar e armamento
das tropas dos EUA, pois Obama está a enviá-las para
ajudá-las e a outros executantes do seu programa de
extermínio dos residentes no Donbass
a região que rejeita o governo imposto pelo golpe. Assim, Yarosh
ajuda Obama não só aterrorizando os poucos media independentes
que restam na Ucrânia como também instalando ali o regime de Obama
e agora, cada vez mais, travando ali a sua guerra. Yarosh já é a
pessoa mais poderosa na Ucrânia e o seu poder está a crescer.
É um homem a observar. Enquanto isso, Obama observa a
"agressão de Putin"
.
10/Abril/2015
[*]
Investigador da história
. Autor de
They’re Not Even Close: The Democratic vs. Republican Economic Records,
1910-2010
, de
CHRIST’S VENTRILOQUISTS: The Event that Created Christianity
e de
Feudalism, Fascism, Libertarianism and Economics.
Ver também:
Krok: Lições de fascismo para crianças
O original encontra-se em
inf.com/alt-news/featured/ukraine-blocks-10000-websites-confiscates-a-newspaper/
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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