EPAL assina acordo com empresa do estado nazi-sionista

por CPPC

Várias organizações portuguesas de direitos humanos, de solidariedade internacional e de intervenção cívica organizaram uma delegação conjunta para expor aos grupos parlamentares da Assembleia da República as implicações do acordo assinado entre a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) e a empresa israelense de exploração e distribuição de água Mekorot . Numa iniciativa inédita, justificada pela gravidade desse acordo, as seis organizações subscritoras, tinham-se reunido para delinearem a orientação geral duma campanha que vai agora começar.

A notícia do acordo entre a EPAL e a Mekorot surgiu pouco tempo depois de a Amnistia Internacional ter divulgado um relatório de grande impacto mundial sobre o esbulho da água palestiniana pelos ocupantes israelenses. Outros relatórios muito recentes têm salientado como as sucessivas reduções do consumo de água per capita levam a uma inexorável degradação dos padrões de saúde da população palestiniana.

O relatório Goldstone sobre os crimes de guerra, aprovado na ONU, e o mandado de captura da justiça britânica contra a ex-ministra israelense dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, vêm sublinhar o quanto a ocupação israelense tem vindo a suscitar o isolamento internacional da potência ocupante. Foi neste contexto que a EPAL se prestou a furar o repúdio internacional e a oferecer à Mekorot uma testa-de-ponte que desesperadamente procura na União Europeia. Por isso, a EPAL se tornou o alvo duma campanha internacional e será nos próximos meses apontada a dedo como exemplo do que não deve fazer-se. Tratando-se duma empresa pública, a responsabilidade dos seus actos envolverá também o ministério da tutela e todo o governo português. Conta-se com a intervenção de várias personalidades e organizações internacionais de renome nesta campanha.

A coligação de organizações que agora lançam a campanha em Portugal trocou já alguma correspondência a este respeito com o Conselho de Administração da EPAL, correspondência essa que no entanto se revelou infrutífera. O mesmo sucedeu com o Ministério do Ambiente. Segue-se agora uma ronda de reuniões com os partidos parlamentares, que irá iniciar-se na 4ª feira, às 14h30 e prosseguir na 5ª feira, às 18h. Os primeiros partidos visitados pela delegação serão o PCP o BE e o PEV.

Convidamos a imprensa falada e escrita a estar presente, para lhe serem comunicadas as conclusões dos encontros.

Amnistia Internacional (secção portuguesa)
Associação Água Pública
Comité de Solidariedade com a Palestina
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Movimento para a Paz no Médio Oriente
Fórum para a Paz
Tribunal do Iraque (audiência portuguesa)

Esta nota de imprensa encontra-se em http://resistir.info/ .
16/Dez/09