Tráfico & corrupção: Doença genética do
capitalismo
por César Príncipe
Sobre tráfico e corrupção muito se fala e pouco se
clarifica. Situaremos o problema na esfera ideológica e na
ilustração do concreto. No sistema do capitalismo real, o
tráfico e a corrupção são elementos estruturantes;
no sistema do socialismo real, são elementos acidentais. Não
é um mero contraditório semântico e muito menos um
resquício de ingenuidade ou um preconceito transformado em filosofia: a
experiência histórica revela o problema e confronta o dilema.
Bastará sinalizar quatro países como observatório: EUA,
Portugal, URSS, Cuba. Nos Estados Unidos, um dos super-veículos das
virtudes do capital, o tráfico de influências e a
corrupção granjearam estatuto legal e gabinete no Congresso.
Sentaram-se à cabeceira da Mesa do Plano e do Orçamento. Passaram
à categoria de
lobby.
Conquistaram espaço de diálogo junto do Legislador e nas
cercanias do Executivo. Em Portugal, o
lobby
esconde-se sob nomes grotescos como sucateiro ou pós-modernos como
parceria público-privada. Mas é possível estabelecer uma
barreira sanitária. Na União Soviética, o tráfico
de favores e a corrupção existiam mas não determinavam as
relações estatais-empresariais nem a diplomacia económica.
Não por obra e graça do
homem novo.
A democratização do ensino e a didáctica cívica
não seriam dissuasores bastantes. A ordem económico-financeira de
natureza socialista é o factor condicionante. No socialismo real, os
benefícios à margem da lei, em geral, não transcendem o
abuso corrente, o nepotismo, a promoção sem mérito, o
acesso a mordomias. Já no capítulo do comércio externo
aumenta o potencial de risco, pois entram em cena actores privados e podem ser
sugeridas escapatórias extraterritoriais. Mantém-se,
porém, nos gráficos da relatividade.. Aplicada a tese a Cuba, o
Estado impôs dispositivos de curto-circuito, e como os meios são
escassos, embora a corruptela possa atingir alguns departamentos ou alguns
agentes, não é fácil alcançar escala: a vida do
traficante, do corrupto e do corruptor move-se numa malha apertada, já
que a economia de peso está em mãos da mesma entidade e a
finança não serve de lavandaria nem faz ponte com paraísos
fiscais e as autoridades têm tradição supervisora,
até porque o Império (a 150 quilómetros) tenta a cada
minuto minar a credibilidade do regime.
A teoria do bom selvagem do Norte
A nossa tese vai, portanto, no sentido de que o tráfico e a
corrupção não são uma doença infantil ou
senil do capitalismo, mas um expediente necessário ao longo dos ciclos
de acumulação de riqueza, de sabotagem e anulação
da concorrência, de drenagem dos erários para os privados.
Daí que, ao contrário do acento posto pelo núcleo
português da Transparency International,
[1]
que elabora um mapa de corrupção, desenhado segundo
padrões de subdesenvolvimento/desenvolvimento, reabilitando, agora para
euro-consumo, o estigma de africanos, asiáticos e sul-americanos ou a
fórmula de um capitalismo selvagem, a Sul, e de um capitalismo
civilizado, a Norte, sustentamos que a corrupção de topo é
pilotada pelas potências políticas, industriais, comerciais,
financeiras. Um relance por países-modelo e deparar-nos-emos com uma
paisagem de teias e pirâmides: Alemanha (que volta a defender trabalho
escravo e decreta o confisco de salários e pensões nos
países sujeitos a
resgate,
incorporou a economia da corrupção e da evasão,
sobretudo por banda de companhias majestáticas, emergindo a Siemens como
bandeira: a BDK/União Alemã dos Investigadores Criminais e a
Transparency calculam em mais de 200 mil miilhões de euros/ano as
perdas, devido a subornos e a fintas ao fisco, sendo rotineiros os fluxos de
capital clandestino, nomeadamente para a amável Suíça);
França (sede de tráficos múltiplos: armas, diamantes,
petróleos, de que a multinacional Alston é flagrante paradigma,
funciona como abrigo de ditadores cleptocratas e sanguinários);
Suíça (um dos terminais e tectos da criminalidade financeira
mundial); Inglaterra (omnipresente nos caminhos da corrupção
económico-financeira e da evasão fiscal, com musculosos
tentáculos no Médio Oriente e na Ásia, além de
incondicional anfitriã da máfia russa); Estados Unidos (capital
do capitalismo de assalto, das lavandarias de armamento, droga e proxenetismo,
dos desvios colossais, no âmbito civil e militar: um parafuso de um
avião de combate encarece dezenas de vezes entre a fábrica e o
Pentágono, milhares de milhões de dólares levam
sumiço no Iraque/Afeganistão). O capitalismo tende a ser selvagem
e corrupto. Nunca houve capitalismo civilizado por vontade própria. Quem
o poderá moderar é a perspectiva organizada do mundo do trabalho,
a inteligência do protesto, a força da
reivindicação, o corrector democrático, a alternativa de
classe. De outro modo, a sacra iniciativa privada sempre tomará a
iniciativa de explorar, roubar, corromper, amedrontar, manipular,
através da posse e gestão dos recursos materiais e da captura
política, jurídica e mediática da sociedade. O
predomínio da propriedade individual, familiar e de grupo sobre a
propriedade social, cooperativa e nacional favorece a
desregulação entre empresas e a permissividade crónica
entre empresas e Estados. O tráfico de favores e a
corrupção associada são ingredientes do capital,
tão indispensáveis como as crises. De facto, o capitalismo de
dimensão nacional, continental e intercontinental não está
em crise. Não se confunda o provocador da crise com as suas
vítimas. Desde a sua aparição, expansão e
consolidação que o capitalismo sempre foi uma marca de crise e
dá a volta à crise pilhando o tesouro público e saqueando
as populações e as pequenas e médias empresas,
lançando operações de domínio de povos e
territórios. Biliões de seres humanos têm sofrido as dores
de crescimento e recuperação do capitalismo. Ele entrará,
de facto e de jure, em crise se ocorrer uma ruptura sistémica, uma
tomada do poder pelos trabalhadores e pelos seus aliados de
convicção ou circunstância. Só então se
poderá declarar que, em determinada zona do globo, o capitalismo perdeu
a direcção da História e deixou de ser fonte
beneficiária da corrupção, da espoliação, da
sujeição, da alienação. Descodifiquemos, pois, a
corrupção e a crise. Teremos de as reler como energias
renováveis das máquinas de assalto do capitalismo nacional,
regional e global.
Favor com favor se paga
Para assegurar o pleno funcionamento e buscar o máximo rendimento, o
capitalismo de ponta, com formação académica cosmopolita,
treinado em ditaduras brutais e democracias formais, cuida das
relações com o Estado (Administração
Central/Local/Regional), apostando na criação e aliciamento de
pessoal que desempenhe funções em nome da Cidadania e do
Serviço Público. Os protagonistas do capital, utilizando os
seus
legisladores na Assembleia da República, nos Governos, em Sociedades de
Advogados, estas, desde há anos, alçadas a quinto
órgão de soberania, começam por reformular os imperativos
republicanos (não foi por acaso que a primeira revisão
constitucional se voltou para a matéria económica).
[2]
Aqui actua o legislador, fabricando, por caderno de encargos,
complacência ou incompetência, ordenamentos à medida das
clientelas, das suas oportunidades e dos seus sobressaltos.
A legislação permite lucros imorais aos grupos financeiros.
Quem aponta o dedo ao
complot
legalista? Karl Marx, em 1867? Não. José Castanheira, em 2012.
[3]
Para outros, tratar-se-á de
má qualidade do processo legislativo.
É um parecer tecnicista e benévolo muito em voga entre os
bloquistas centrais com alguma subtileza e capacidade de desculpa. Na
realidade, o enriquecimento lícito é tanto ou mais grave e danoso
do que o enriquecimento ilícito. E como se ascende a membro da
tríade legislativa? Óbvio: através de outra tríade,
a partidária (PSD/CDS/PS). O grande capital é mecenas destas
companhias de teatro eleitoral, coopera na indicação ou
sugestão de representantes da Nação, recruta quadros para
o vaivém EE/Empresa-Estado/Estado-Empresa. Assim se solidificam os
laços do Arco do Poder/Arco de Influência. Este BCI/Bloco Central
de Interesses foi assumindo, desde 1976, uma irrefreável
vocação de
business
, sendo, hoje, tarefa delicada destrinçar até onde os três
partidos ou agremiações se reduzem a Centros de Super-Emprego e
Agências de Negócios. Raul Rego publicou, em 1969, um
opúsculo com um elenco de figurões do regime fascista que se
passeavam do Poder Político para o Poder Económico.
[4]
Em 2011, o
Diário de Notícias
localizou 40 ministros e secretários de Estado, que saltaram dos
Governos para as Empresas.
[5]
Que rol de competências e afinidades terão demonstrado para
merecerem acolhimento fervoroso e reconhecimento distintivo? Lusoponte? Mello?
Quimigal? Mota-Engil? Cimpor? Camargo? Iberdrola? Endesa? EDP? Portgás?
Galp? Sonae? Brisa? Efacec? Sapec? BCP? BPN? BPP? BES? Santander? BANIF? BIC?
CGD? BP? CMVM? ANA? TAP? CTT? PT? Ongoing? Fundações
(Gulbenkian/ Centro Cultural de Belém/ Arpad Szenes-Vieira da
Silva/Serralves/ Casa da
Música/ Oriente/ Luso-Americana/ Champalimaud/ Manuel dos
Santos-Jerónimo Martins)? Misericórdias? Na esteira de
ex-governantes do Bloco Central de Interesses, vai um séquito de
ex-assessores, de antigos chefes de gabinete e segue uma escolta do
entourage
partidário. Mas alguns servidores (ex-governantes e autarcas) sobem,
lanço a lanço, a escada do sucesso, metamorfoseando-se em
empresários e banqueiros. O motor de busca de cabeças
políticas, coroadas pelo capitalismo, levar-nos-ia por tortuosos
corredores. Como merecer retrato na Galeria do Sistema? Como ter assento no
Governo Visível e ser da confiança do
Governo Invisível?
[6]
Não faltam cursos de província e diplomas de Harvard. E
não faltam bailarinos de turno para as danças de cadeiras. Exibem
currículos da causa pública e da coisa privada. Pavoneiam-se. Os
fascistas eram mais complexados. Evitavam as parangonas:
Nomeação do dr. Dias Rosas para governador do Banco Nacional
Ultramarino. Não pôr, em título, que é antigo
ministro da Economia.
(Ordem da Censura).
[7]
A Grande Porca
Opinadores dos EUA caracterizam a elite governativa do seu país, farol e
torre de controlo do capitalismo, como
cleptocracia bipartidária.
[8]
Em Portugal, dadas as dificuldades na imposição de todo o
receituário neoliberal (convirá relembrar aos coleccionadores de
calendários: houve uma Revolução democrática
em
1974 e continua em alta a resistência constitucional), optou-se pelo
consenso alargado, recorrendo-se à via tripartidária, tendo a
direita clássica atraído a direita moderna (PS) para conluios
domésticos e cumplicidades internacionais e a direita moderna convidado
a arcaica para parceiratos, reabilitando inclusive figuras do Estado Novo no
Novo Estado. Rotativismo? Caciquismo? Tráfico? Corrupção?
Lojas de Conveniência? Mimetismo Negocista? Nem precisaríamos de
citar um ex-governante norte-americano, temos doutrina caseira e secular
(1908):
Nenhum dos dois partidos
(Regenerador e Progressista)
se distingue do outro, a não ser pelo nome do respectivo chefe.
[9]
Não se distingue nas opções de fundo e no arrivismo dos
barões. Na transição do séc. XIX/XX, como na
transição do séc. XX/XXI, havia ministeriáveis,
ministros e ex-ministros implicados em
esquemas
(rostos do painel: Hintze Ribeiro/José Luciano e Castro). Oliveira e
Costa, Dias Loureiro, Isaltino Morais, Armando Vara, José Penedos &
aparentados podem consultar os sacos azuis da Monarquia e os cadastros do
Fascismo e descobrir o seu brasão no Armorial. Hoje, o fantasma BPN/SLN
ronda o inquilino de Belém, como o fantasma Freeport ronda o
ex-inquilino de São Bento, como o fantasma dos adiantamentos rondou o
rei Carlos. Vivemos na democracia da
Grande Porca:
[10]
Fax de Macau, Bragaparques, Contentores de Alcântara, Banco Insular,
Face Oculta, Apito Dourado, Operação Furacão, Portucale,
Monte Branco, EXPO, Ponte Vasco da Gama, Submarinos & Casinos,
Prescrições de Processos de Fundos Comunitários UGT &
Américo Amorim, Aditamentos & Contratos Paralelos, Concursos Directos &
Pagamentos Sem Conta, Contabilidades Engenhosas & Derrapagens Calculadas. Como
afiança o rifão:
O céu é de quem o ganha, a terra de quem a apanha.
Como desabafou o refugiado António Guterres, isto
é um pântano.
Como gracejou o desertor Durão Barroso, isto
está de tanga.
Como reconheceu, sem rodeios, o empresário Henrique Neto, isto
(Portugal) está entregue
à máfia.
A mafiocracia já actua de cara destapada na Americolândia, na
Eurolândia, na Lusolândia: Goldman Sachs, Icesave, Allied Irish
Bank, BPN, Bankia aí estão para comprovar que os maiores assaltos
a bancos são perpetrados por bancos e dentro dos bancos. Na
década de 80, escrevi algo de antecipador relativamente ao colapso do
sistema financeiro/2008:
o maior assalto a um banco não é praticado à metralhadora
mas com caneta Parker.
[11]
Os comunistas socorrem-se de um instrumental dialéctico e
sinalético que lhes permite visão de microscópio e
telescópio. Pena foi e continua a ser que demasiados portugueses
não usem lentes de ver ao perto e ao longe. Cá como lá:
Os dois maiores obstáculos para a democracia nos Estados Unidos
são: primeiro, a ilusão generalizada entre os pobres de que temos
uma democracia, e segundo, o terror crónico entre os ricos de que
tenhamos uma.
Edward Dowling o escreveu. John Pilger o subscreveu.
[12]
Três Perguntas
Quem lembrou que
os gastos do Estado com as parcerias público-privadas estão
estimados em 38 mil milhões de euros?
(Há estimativas de despesa contratualizada de 50 mil milhões).
Carlos Moreno.
[13]
Quem salientou que
o pagamento de juros
(da dívida de perto de 20 mil milhões de euros das empresas
públicas de transportes)
representa 75% dos prejuízos?
José Manuel Viegas.
[14]
Quem pretenderá ocultar o conflito de interesses da auditoria a 36
parcerias público-privadas e a 24 concessões, encomendada pelo
Governo à consultora Ernest &Young, que trabalha para os grupos
José de Mello Saúde, Somague e Águas de Portugal, Endesa e
Iberdrola, entre vários outros, parte interessada em várias PPP,
como Lusoponte, Auto-Estradas do Atlântico, Auto-Estradas Túnel do
Marão, Barragens de Gouvães, Alto Tâmega, Daivões e
Girabolhos, Hospital de Braga, Hospital de Vila Franca de Xira?
Uma Resposta
Poderíamos citar numerosas autoridades em assuntos públicos e
privados, brilhantes defensores ou detractores do público e do privado,
mas resolvemos transcrever a posição de um arauto dos
princípios colectivos e das riquezas das nações. Que
pensar de quem vende e trafica bens soberanos? De quem desvirtua a
Constituição da República? Há 2.000 anos um culto e
radioso espírito já interpelava os privatizadores, já
condenava a apropriação do que é da Humanidade por alguns
humanos (ou desumanos). A água das
Metamorfoses
é a metáfora do inalienável.
A palavra a Ovídio:
Porque me proibis a água? O uso da água é comum a todos.
Nem a natureza produziu um sol privado, nem o próprio ar, nem a fluida
água. É um bem público aquilo a que venho.
[15]
Tríade mediática
Cumpre-nos clarificar na praça e nos suportes de
comunicação livres o que é ocultado, desfocado e cortado
nas televisões, jornais e rádios, na tríade
mediática. Mais do que explorar o filão das
novelas judiciárias
, a opinião publicada carece de uma armadura conceptual, de uma agenda
de investigação até ao osso e de colunas de tratamento sem
anestesia. No entanto, sempre que os media dos grupos se referem a
casos
dos grupos, excitam-se com o tema durante uns dias e de imediato recentram as
atenções nas manchetes de futebol, sangue e sexo. A criminalidade
económica público-privada e a liquidação do
património estratégico não sugerem aprofundamento. Tocam
áreas cruzadas e personagens com guarda-chuva. Os media preferem incidir
os holofotes sobre uma ou outra personalidade mais indefesa ou caricata, um
outro incidente mais movimentado. Resumem o escrito e o dito ao texto,
ignorando o contexto. Ora, o tráfico e a corrupção, bem
como a entrega do ouro ao bandido, remetem-nos para a engrenagem
institucional-partidária e para a sua tutela, o grande capital. A
comunicação, que se proclama social, contenta-se com o clamor
inócuo e o comentário de superfície, a fim de não
despertar quem a vê, quem a lê, quem a escuta. Ao ficar-se pela
rama, entregue ao pensamento único e à
contra-informação, acaba por desempenhar um papel
equívoco, branqueador de factos e desnorteador de mentes. Uns branqueiam
vis metais ou capitais, outros branqueiam jornais ou telejornais. O
Dicionário da Propaganda é tão imaginativo que o roubo das
troikas ou tríades é considerado um pacote e um ajuste, uma ajuda
e um resgate. A indignação patriótica atingiu o
clímax com o Ultimato Inglês de 1890 e concorreu para o
descrédito e o derrube da Monarquia. Mas muito boa gente ainda
não se apercebeu do alcance do Ultimato Alemão de 2011. O Bloco
Central Político/Económico/Mediático tudo tem feito para
retardar a cólera democrática e a exigência do pagamento da
crise pelos que a causaram: especuladores e dilapidadores, traficantes e
corruptos. Somente com o povo levantado do chão e a retoma do projecto
de Abril se porá termo ao saque e à servidão e se
reabrirá a estrada do progresso social e cultural.
(1) Transparency International
(Portugal/Ponto de Contacto da Rede)/07/Imprensa, 05/2012. Segundo a
percepção
desta organização, Portugal ocupa o 32.º lugar num
ranking
de 180 países.
(2) Constituição
da República Portuguesa. Sucessivas revisões à medida das
privatizações e das carteiras de interesses da troika/UE/BCE/FMI
(1982/1989/1992/1997) passaram uma esponja sobre o ordenamento económico
de 1976, baseado em três sectores: público, privado, cooperativo.
(3) Castanheira, José,
ex-director-geral da Saúde, professor do Instituto Superior de
Ciências da Saúde Egas Moniz, Lusa/DN, 03/05/2012.
(4) Rego, Raul,
Os Políticos e o Poder
, ed. autor, 1969; Arcádia, 1974.
(5) DN, 13/01/2011,
40 ex-ministros e ex-secretários de Estado em empresas.
Caixa já empregou 23 ex-governantes.
(6) Bourdier, Pierre,
Contre-feux 2,
Éditions Raisons d`Agir.
Governo invisível dos poderosos.
(7) Ordem da Censura/coronel Roma Torres, 06/06/1973. C.P:
Os Segredos da Censura,
3.ª edição, Editorial Caminho, 1994.
(8) Craig, Paul Robert, ex-secretário-Adjunto do Tesouro.
(9) Ortigão, Ramalho,
Rei D. Carlos,
Typ. A Editora, 1908.
(10)
A Política: a Grande Porca.
Uma porca, sentada no solo pátrio, amamenta uma ninhada de
leitões. Raphael Bordallo Pinheiro,
A Paródia,
1.ª série, n.º 1/capa, 17/01/1900.
(11)
Fronteira,
antiga crónica dominical do autor, JN.
(12) Dowling, Edward, editor, 1941, citado
http://johnpilger.com/page.asp?partid=492/.
(13)
PPP são chocantes
- diz Carlos Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas, Assembleia da
República,
O Sol,
25/05/2012.
(14)
Contratos das PPP foram um arranjinho
- diz José Manuel Viegas, professor do Instituto Superior
Técnico, secretário-geral do Fórum dos Transportes da
OCDE,
O Sol,
19/05/2012.
(15) Ovídio,
Metamorfoses,
Cotovia, 2007.
O original encontra-se em
O Militante
, nº 319, Julho/Agosto 2012, Ano 71, Série IV
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|