Intifada de 2000: a revolta palestiniana
entrevista de Edward Said
a David Barsamian
[*]
Na sua obra e nas suas conferências sobre o conflito
israelo-palestiniano, refere-se constantemente ao papel fulcral de 1948. O que
é que as pessoas deveriam saber acerca de 1948?
Não me parece que se possa compreender o que se passa actualmente, ou a
situação dos palestinianos sem se compreender o que se passou em
1948. Uma sociedade existente na Palestina, essencialmente composta de
árabes, foi desenraizada e destruída. Uma população
árabe de oitocentas mil pessoas foi premeditadamente expulsa. Os
arquivos sionistas são bastante inequívocos a este respeito, e
há vários historiadores israelenses que escreveram sobre o
assunto.
[1]
Claro que os árabes sempre o afirmaram. No final do conflito, em 1948,
os palestinianos eram uma minoria no seu próprio país. Dois
terços tinham-se tomado refugiados, cujos descendentes actuais
são cerca de sete milhões e meio de pessoas espalhadas pelo mundo
árabe, Europa, Austrália e América do Norte.
[2]
O que restava da população ficou sob a ocupação
militar israelense a partir de 1967, quando a Margem Ocidental e a Faixa de
Gaza, bem como Jerusalém Oriental, foram tomadas e ocupadas.
1948, para os palestinianos, é a data do início da sua busca da
autodeterminação. A luta não começa em 1967. Esse
ano foi apenas a data em que a conquista israelense se completou. Durante o ano
de 1948, quase todo o território da Palestina, cerca de 94%, foi ocupado
militarmente pelo Estado de Israel e convertida em terras para o povo judeu, o
que significou que os árabes que ficaram, e que são agora cerca
de 20% da população, não têm o direito de possuir
terras. A maior parte do território de Israel é controlada pelo
Estado em benefício dos judeus. Em segundo lugar, mais de quatrocentas
aldeias árabes foram destruídas e seguidamente reinstaladas, por
assim dizer, por colonos israelenses que construíram os
kibbutzim.
Não há um
kibbutz
em Israel que não se tenha construído sobre as terras
árabes. Portanto, a ferida pútrida de 1948 continua aberta, ao
mesmo tempo que Israel vai afirmando, desde essa data, que não tem
qualquer responsabilidade no que aconteceu aos palestinianos, que eles se foram
embora porque foi isso que os seus líderes lhes disseram que fizessem.
Foram utilizados todos os tipos de propaganda. Até hoje, definiu-se
assim um consenso generalizado afirmando que os palestinianos não foram
expulsos pelos israelenses. Em segundo lugar, nunca houve qualquer tentativa
por parte dos israelenses, nem mesmo nestas últimas
conversações de Julho em Camp David, de pôr a
hipótese do direito de retorno, a exigência central de qualquer
palestiniano: ver que lhe é permitido voltar ao local de onde ele ou ela
foi expulso em 1948.
[3]
Esse é o ponto fulcral de todo o problema.
Falemos agora um pouco sobre a forma global do discurso público.
Comecemos pelo "processo de paz".
O processo de paz começou em 1993, quando foi celebrado um acordo
secreto entre a OLP e o Governo israelense para encetar
negociações cujo resultado fosse a concessão de algum
território e autoridade na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza aos
palestinianos e à OLP sob a égide de Yasser Arafat. No entanto,
dada a tremenda disparidade de poder entre israelenses e palestinianos, o
processo de paz tem sido, efectivamente, uma versão reformulada da
ocupação israelense. Agora mesmo, enquanto estamos aqui a falar,
em Novembro de 2000, Israel continua a controlar 60% da Margem Ocidental e 40%
da Faixa de Gaza. Anexou Jerusalém e encheu os territórios de
colonatos. Se incluirmos os que, estão em Jerusalém, há
cerca de quatrocentos mil israelenses que ocupam ilegalmente o
território.
[4]
Trata-se de uma ocupação ilegal que é a mais prolongada
que conhecemos do século XX para o XXI, tendo a mais longa
ocupação anterior sido a da Coreia pelo Japão, entre 1920
e 1945. A nossa ocupação dura, portanto, há trinta e
três anos, e configura um verdadeiro recorde.
O processo de paz, na sua essência, tem consistido simples- mente na
participação da liderança palestiniana na
aprovação dos termos ditados pelos israelenses. Houve uma ligeira
reorganização das forças militares israelenses. Os
colonatos continuam. Jerusalém continua sob a soberania israelense,
ocupada por israelenses. As fronteiras e a água a são controladas
por Israel. As saídas e entradas são controladas por Israel. A
segurança é controlada por Israel. O que os americanos e os
israelenses quiseram fazer foi obter o consentimento palestiniano nesta
operação de cosmética da ocupação.
Apresenta-se o processo ao público como se fosse uma caminhada para a
paz, quando na realidade se trata de uma fraude gigantesca. Só isto
basta para explicar a extensão e a profundidade da rebelião
palestiniana, que se declarou no dia 29 de Setembro de 2000.
E o termo "defesa", o que pensa dele?
Sim, evidentemente, o exército israelense tem o nome de Forças
Defensivas Israelenses. A ideia que se quer fazer passar é a de que se
trata de um exército defensivo. Assim, de maneira absolutamente
enganadora, a comunicação social apresenta as forças
israelenses como se estivessem a defender Israel dos palestinianos, que se
limitam a atirar pedras. Ora isto tem um sabor quase orwelliano. Os
palestinianos estão, para todos os efeitos desprovidos de armas, excepto
algumas armas de má capacidade confiadas à polícia. A luta
tem sido travada entre uma população de jovens que atiram pedras
e os mísseis, aviões a jacto, helicópteros militares,
tanques e granadas autopropulsionadas do campo contrário. E a
questão mais importante é que todos os combates e ataques se
têm desenrolado no interior dos territórios palestinianos.
Portanto, usar a palavra 'defesa' é uma falsificação
grotesca. Estamos perante uma força de ocupação no
interior dos territórios palestinianos. Os palestinianos estão a
resistir à ocupação militar e os israelenses estão
a prolongar a ocupação e - como sempre fizeram todos os
exércitos colonizadores, fosse na Argélia, no Vietname ou na
Índia - obrigam a população civil a pagar muito caro a sua
resistência.
E quanto ao terrorismo?
É um meio de luta muito desagradável, como acontecia já
nos anos 20, quando os sionistas introduziram, na prática, o terrorismo
na Palestina. Nos anos 20, foi uma das técnicas de guerra habituais dos
primeiros grupos de extremistas sionistas, que punham bombas nos mercados
árabes para aterrorizar toda a povoação. Seguiu-se uma
escalada durante os anos 30 e 40, período em que os sionistas usaram o
terrorismo contra a Grã-Bretanha para apressar a sua retirada da
Palestina, retirada que, como se sabe, veio a ter lugar em 1948.
Desde essa época, tem havido terrorismo de ambos os lados. Em todos os
casos, é preciso não esquecer que, apesar da horrível
perda de vidas -- e não há nada que possa justificar ou reparar
as vidas inocentes que se perderam --, tem havido uma forte
preponderância de baixas do lado palestiniano. Se examinarmos, por
exemplo, os números das últimas seis semanas, temos 180
palestinianos mortos contra 14 israelenses.
[5]
O que nos dá uma primeira noção da diferença. Oito
dos israelenses eram soldados. Os palestinianos mortos eram todos civis. Neste
contexto, o terrorismo tem sido, na perspectiva dos palestinianos, a arma dos
fracos e dos oprimidos. Tem sido muito limitado e esporádico, mas
apregoado e exagerado até atingir proporções grotescas por
parte dos, israelenses, que tentam sempre apresentar-se a si próprios
como vítimas, não obstante o facto de, neste conflito, as
vítimas não serem propriamente eles. São, pelo
contrário, os opressores, os agentes da agressão contra os
palestinianos.
E que dizer das referências frequentes aos Estados Unidos como
potência mediadora, imparcial e honesta?
Israel é o único Estado do mundo a receber auxílio
económico e militar dos Estados Unidos em quantias que perfazem hoje um
total de cerca de 135 mil milhões de dólares actuais.
[6]
Todas as figuras políticas americanas de algum relevo, concorram a um
lugar de representantes de um pequeno distrito no Norte do estado de Nova
Iorque ou entendam candidatar-se à presidência, têm de se
declarar apoiantes incondicionais de Israel. As declarações no
Congresso, sejam do Senado ou da Assembleia de Representantes, resultam
automaticamente em maiorias esmagadoras a favor das políticas
israelenses, devido ao poder do
lobby
israelense e devido ao facto de haver uma comunidade de apoiantes de Israel com
grande experiência nas lides políticas e com um posicionamento
estratégico muito bem conseguido. As políticas praticadas pelos
Estados Unidos em relação a Israel têm-se centrado na
defesa e no apoio a Israel em todas as suas acções. Os Estados
Unidos vetaram resoluções do Conselho de Segurança das
Nações Unidas de modo a evitarem uma condenação de
Israel em casos que correspondem a violações flagrantes do
Direito Internacional, que vão da tortura e do uso de
helicópteros e mísseis contra civis às
ocupações e anexações ilegais.
[7]
Assim, afirmar que os Estados Unidos são um mediador imparcial é
absolutamente ridículo. Os Estados Unidos estão firmemente
colocados do lado israelense. Toda a informação que temos sobre
as negociações nos últimos sete anos do processo de paz
demonstra que a América adopta sempre o ponto de vista israelense e
continua a defender Israel. É preciso notar ainda, a este
propósito, que a maioria dos representantes oficiais envolvidos no
processo de paz, a começar por Oennis Ross, Martin Indyk e Aaron Oavid
Miller, foram anteriormente membros remunerados ou apoiantes de longa data dos
grupos de pressão pró-israelenses.
O semanário conservador inglês The Economist publicou um texto que
observa que a nova Intifada palestiniana está a assumir
rapidamente os contornos de uma rebelião anticolonial".
[8]
Esta poderá ter sido a primeira vez que a expressão é
utilizada numa revista de grande projecção.
Penso que já antes tinha havido uma rebelião anti-colonial,
durante a primeira Intifada, que ocorreu em 1987 e que foi travada por Arafat
em 1993. É seguramente de uma rebelião anti-colonial que se trata
agora. A ocupação da Faixa de Gaza e da Margem Ocidental por
colonos, colonatos e estradas, a constante expropriação de terras
palestinianas, a destruição de searas e olivais para dar lugar
à construção de novas vias de circulação, o
reordenamento geográfico tendente a permitir um maior controlo
israelense, todas estas políticas -- apesar da amnésia dos
órgãos de comunicação americanos -- seguem o modelo
de todos os colonialismos clássicos. Isto é, são
políticas que visam assegurar a manutenção da
subordinação dos oprimidos e subjugados, a bem do lucro, e por
vezes do capricho, dos ocupantes.
Portanto, o que aconteceu nestas últimas seis ou sete semanas foi uma
rebelião contra todo esse processo, incluindo o processo de paz, que
é, como afirmei, uma reorganização da
ocupação, que simplifica a ocupação para os
israelenses, que assim não são obrigados a usar tantos militares
na sua manutenção, além de se servirem em muitas
ocasiões de palestinianos em lugar dos israelenses para policiar as
pessoas. É nesta lógica que se integra o processo de paz.
Ironicamente, parte considerável das tarefas que garantem a
segurança israelense tem sido confiada a polícias palestinianos,
que são assim obrigados a reprimir aqueles que são hoje
manifestantes anticoloniais. Esta conflagração, esta enorme perda
de vidas, apenas pôde surgir em resultado de uma política de
ocupação que destruiu pura e simplesmente a vida das pessoas,
para as quais a única alternativa que resta é saírem para
as ruas e corajosamente, dirão alguns, sem pensarem nas
consequências, atirarem pedras contra os tanques. Sem medo.
Lembramo-nos da Praça de Tianammen há poucos anos ainda, das
manifestações públicas e do coro de
aprovação, de apoio e admiração que se ouviram por
todo o mundo celebrando a juventude chinesa que enfrentou os carros blindados.
O mesmo não se passou aqui. Os órgãos de
comunicação social são tão esmagadoramente
pró-israelenses que as pessoas comuns não têm
hipótese de dar voz ao seu apoio àquilo que é, para todos
os efeitos, uma tentativa corajosa de revolta contra uma ocupação
militar de tipo colonial.
Tem salientado o facto de faltarem os mapas neste conflito, que será o
mais geográfico dos conflitos. Porque são os mapas tão
importantes?
Em primeiro lugar, a Palestina, no total da sua área, é bastante
pequena. Este conflito dura há já cinquenta anos. Dada a
brevíssima capacidade de atenção dos telespectadores ou
leitores de jornais de tipo corrente, a consciência que o público
tem da história ou da topografia geográfica dos acontecimentos
é muito escassa. Há muita gente que diz: lá estão
os árabes e os judeus outra vez, e passa a ideia de que são
populações equivalentes e de que uma delas, os judeus, é o
alvo e a vítima. Os árabes são os que atacam e
ameaçam. E, evidentemente, as memórias do Holocausto, e de todos
os horrores do anti-semitismo continuam a pairar sobre a questão. Mas o
que aconteceu na realidade foi que 1948 e a fundação do Estado de
Israel significaram, para todos os palestinianos, a perda de cerca de 78% da
Palestina histórica, que era árabe e se tomou israelense.
[9]
Este aspecto já foi reconhecido. A Margem Ocidental e a Faixa de Gaza
juntas constituem cerca de 22% da Palestina histórica, e é esse
território que é hoje disputado. Os palestinianos não
estão a lutar pelos 78% que já perderam. Estão a lutar
pelos 22% que lhes restam. Destes 22%, os israelenses detêm ainda o
controlo de cerca de 60% da Margem Ocidental e 40% da Faixa de Gaza. Portanto,
se alguma vez viesse a existir um Estado palestiniano, nunca seria um
território contínuo. Estaria todo partido em pequenos fragmentos,
sob o controlo das vias de acesso que os israelenses construíram e que
rodeiam agora cada uma das zonas palestinianas, fazendo com que os
palestinianos estejam hoje cercados dentro do seu pequeno território.
Os israelenses criaram condições no terreno que impedem os
palestinianos de transitar de uma área para a outra, de norte. para sul,
de leste para oeste. A zona a que se chama a "Grande
Jerusalém", que constitui cerca de 4% do território, foi
anexada por Israel, e os israelenses não fazem a menor
tenção de a devolver.
[10]
A ideia é manter toda a área completamente controlada por
Israel, à excepção dos serviços municipais e de
questões como a saúde, todo esse tipo de questões
problemáticas que têm a ver com os cidadãos e que os
israelenses querem passar para as mãos da Autoridade Palestiniana. A
segurança e as fronteiras são controladas por Israel. Mesmo hoje,
Yasser Arafat não pode entrar e sair da Faixa de Gaza sem que Israel o
autorize, e os israelenses têm poderes para encerrar o aeroporto, ou
podem mesmo destruí-lo completamente, como já o fizeram de resto,
e fechar o território de modo a imobilizar dentro dele todas as pessoas
que o habitam. Na verdade, as pessoas estão a ser estranguladas
até à morte. Tal é o resultado do processo de paz.
Não se trata do resultado da guerra. É parte do desastre que foi
o acordo entre as lideranças israelense e palestiniana, sob a
égide dos Estados Unidos; e tal é a razão do fracasso.
Aonde vai buscar os dados que usa?
Ao
Report on Israeli Settlement in the Occupied Territories,
que é um relatório mensal, publicado em Washington.
[11]
O editor é Geoffrey Aronson. É publicado pela
Fundação para a Paz no Médio Oriente. É a fonte
mais fiável e completa, que recolhe dados israelenses, palestinianos e
de agências internacionais sobre os índices de
construção de colonatos, a manutenção de colonatos,
a criação de novos colonatos, a destruição de
propriedade e o aumento do número dos colonos.
Noam Chomsky, Alexander Cockburn, Robert Fiske outros críticos da
política de colonização israelense usam o termo
"Bantustão" para a descrever.
[12]
É uma política que de algum modo sugere a
repetição. Vem da história do colonialismo do
século XIX. Os franceses fizeram-no na Argélia. Encontravam
áreas com nativos dóceis que podiam ser postos nas aldeias sob a
chefia de nativos designados. Os britânicos fizeram o mesmo na
África Ocidental; sob a política a que se chamava "governo
indirecto", procuravam certas pessoas nativas que dominassem os nativos
mais problemáticos -- enquanto eles, como potência ocupante,
detinham a verdadeira autoridade. Na África do Sul, a ideia era
pôr os negros em reservas ou acantonamentos onde pudessem ter alguns dos
atributos da soberania, mas nenhum dos importantes. Não lhes era
permitido controlar a terra. A água não era controlada por eles.
As entradas e saídas eram controladas pelos brancos. O padrão
aqui é exactamente o mesmo. Estas pequenas zonas palestinianas, que
são pequenas e divididas, são os centros da
população palestiniana, mas são o equivalente das reservas
onde alguém como Arafat poderia ter a ideia, ou convencer-se a si mesmo,
de que é ele que lidera, mas a verdade é que as rédeas
estão nas mãos do ocupante colonial.
Nova York, 09/Nov/2000
Notas
1-
Vide, entre outros:
Benny Morris - The
Birth of the Palestinian Refugee Problem,
1947-1951, Cambridge University Press, Cambridge, 1989.
2- Para tabelas e estatísticas completas sobre os refugiados
palestinianos, veja-se a página e relatórios da Agência das
Nações Unidas para o Auxílio e Trabalhos para os
Refugiados Palestinianos no Próximo Oriente (UNRW A):
http://www.un.org/unrwa/
.
3-
Vide
Naseer Aruri, ed. -
Palestinian Refugees; The right of Return,
Pluto Books, Londres, 2001.
4- Para obter dados detalhados sobre os colonatos, ver sítio
da Foundation for Middle East Peace (Fundação para a Paz no
Médio Oriente - FMEP) e o seu boletim
The Report on Israeli Settlement in the Occupied Territories,
que está disponível em
http://www.frnep. org/
.
5- Para obter dados detalhados sobre os feridos e os mortos na Intifada de
Al-Aqsa, vejam-se os sítios
do B'Tselem (o Centro de Informação Israelense para os Direitos
Humanos nos Territórios Ocupados) e da Sociedade Palestiniana do
Crescente Vermelho em, respectivamente,
http://www.btselem.org/English/Statistics/Al_Aqsa_Fatalities_Tables.asp
e
http://www.palestinercs.org/crisistables/oct_2000_table.htm
.
6- David R. Francis - "Economist tallies swelling cost of Israel to
US",
Christian Science Monitor,
9 de Dezembro de 2002, p. 16. Auxílio oficial dos EUA calculado em
dólares de 2001.
7-
Vide
Stephen Zunes - "UN resolutions being violated by countries other than
Iraq", Foreign Policy in Focus, 3 de Outubro, 2002. Disponível na
Internet em
http:/ /www.pfif.org/
.
8- "The spreading of Palestine's war",
The Economist,
edição americana, 28 de Outubro de 2000.
9-
Vide
Samih K. Farsoun e Christina E. Zachariah -
Palestine and the Palestinians,
Westview Press, Boulder, Colorado, 1997, pp. 123-25.
10-
Vide
Sociedade Académica Palestiniana para o Estudo dos Assuntos
Internacionais (PASSIA),
The Palestine Question in Maps: 1878-2000,
PASSIA, Jerusalém, 2002, mapas 40-48, pp. 110-27.
11- Consulte o sítio
da Foundation for Middle East Peace:
http:/ /www.fmep. org/reports/
.
12-
Vide,
entre outras fontes, Norman Finkelstein -
lmage and Rea/ity of the Israe/Palestine Conflict,
edição actualizada, Verso, Nova Iorque, 2003; e Noam Chomsky -
Middle East Illusions,
Rowman and Littlefield, Boulder, 2003.
[*]
Entrevista extraída do livro «Cultura e Resistencia», de
David Barsamian, ed.
Campo das Letras
, Porto, 2004.
Esta entrevista encontra-se em
http://resistir.info/
.
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