Intifada de 2000: a revolta palestiniana

entrevista de Edward Said
a David Barsamian [*]

Edward Said, 1936-2003. Na sua obra e nas suas conferências sobre o conflito israelo-palestiniano, refere-se constantemente ao papel fulcral de 1948. O que é que as pessoas deveriam saber acerca de 1948?

Não me parece que se possa compreender o que se passa actualmente, ou a situação dos palestinianos sem se compreender o que se passou em 1948. Uma sociedade existente na Palestina, essencialmente composta de árabes, foi desenraizada e destruída. Uma população árabe de oitocentas mil pessoas foi premeditadamente expulsa. Os arquivos sionistas são bastante inequívocos a este respeito, e há vários historiadores israelenses que escreveram sobre o assunto. [1] Claro que os árabes sempre o afirmaram. No final do conflito, em 1948, os palestinianos eram uma minoria no seu próprio país. Dois terços tinham-se tomado refugiados, cujos descendentes actuais são cerca de sete milhões e meio de pessoas espalhadas pelo mundo árabe, Europa, Austrália e América do Norte. [2] O que restava da população ficou sob a ocupação militar israelense a partir de 1967, quando a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza, bem como Jerusalém Oriental, foram tomadas e ocupadas.

1948, para os palestinianos, é a data do início da sua busca da autodeterminação. A luta não começa em 1967. Esse ano foi apenas a data em que a conquista israelense se completou. Durante o ano de 1948, quase todo o território da Palestina, cerca de 94%, foi ocupado militarmente pelo Estado de Israel e convertida em terras para o povo judeu, o que significou que os árabes que ficaram, e que são agora cerca de 20% da população, não têm o direito de possuir terras. A maior parte do território de Israel é controlada pelo Estado em benefício dos judeus. Em segundo lugar, mais de quatrocentas aldeias árabes foram destruídas e seguidamente reinstaladas, por assim dizer, por colonos israelenses que construíram os kibbutzim. Não há um kibbutz em Israel que não se tenha construído sobre as terras árabes. Portanto, a ferida pútrida de 1948 continua aberta, ao mesmo tempo que Israel vai afirmando, desde essa data, que não tem qualquer responsabilidade no que aconteceu aos palestinianos, que eles se foram embora porque foi isso que os seus líderes lhes disseram que fizessem. Foram utilizados todos os tipos de propaganda. Até hoje, definiu-se assim um consenso generalizado afirmando que os palestinianos não foram expulsos pelos israelenses. Em segundo lugar, nunca houve qualquer tentativa por parte dos israelenses, nem mesmo nestas últimas conversações de Julho em Camp David, de pôr a hipótese do direito de retorno, a exigência central de qualquer palestiniano: ver que lhe é permitido voltar ao local de onde ele ou ela foi expulso em 1948. [3] Esse é o ponto fulcral de todo o problema.

Falemos agora um pouco sobre a forma global do discurso público. Comecemos pelo "processo de paz".

O processo de paz começou em 1993, quando foi celebrado um acordo secreto entre a OLP e o Governo israelense para encetar negociações cujo resultado fosse a concessão de algum território e autoridade na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza aos palestinianos e à OLP sob a égide de Yasser Arafat. No entanto, dada a tremenda disparidade de poder entre israelenses e palestinianos, o processo de paz tem sido, efectivamente, uma versão reformulada da ocupação israelense. Agora mesmo, enquanto estamos aqui a falar, em Novembro de 2000, Israel continua a controlar 60% da Margem Ocidental e 40% da Faixa de Gaza. Anexou Jerusalém e encheu os territórios de colonatos. Se incluirmos os que, estão em Jerusalém, há cerca de quatrocentos mil israelenses que ocupam ilegalmente o território. [4] Trata-se de uma ocupação ilegal que é a mais prolongada que conhecemos do século XX para o XXI, tendo a mais longa ocupação anterior sido a da Coreia pelo Japão, entre 1920 e 1945. A nossa ocupação dura, portanto, há trinta e três anos, e configura um verdadeiro recorde.

O processo de paz, na sua essência, tem consistido simples- mente na participação da liderança palestiniana na aprovação dos termos ditados pelos israelenses. Houve uma ligeira reorganização das forças militares israelenses. Os colonatos continuam. Jerusalém continua sob a soberania israelense, ocupada por israelenses. As fronteiras e a água a são controladas por Israel. As saídas e entradas são controladas por Israel. A segurança é controlada por Israel. O que os americanos e os israelenses quiseram fazer foi obter o consentimento palestiniano nesta operação de cosmética da ocupação. Apresenta-se o processo ao público como se fosse uma caminhada para a paz, quando na realidade se trata de uma fraude gigantesca. Só isto basta para explicar a extensão e a profundidade da rebelião palestiniana, que se declarou no dia 29 de Setembro de 2000.

E o termo "defesa", o que pensa dele?

Sim, evidentemente, o exército israelense tem o nome de Forças Defensivas Israelenses. A ideia que se quer fazer passar é a de que se trata de um exército defensivo. Assim, de maneira absolutamente enganadora, a comunicação social apresenta as forças israelenses como se estivessem a defender Israel dos palestinianos, que se limitam a atirar pedras. Ora isto tem um sabor quase orwelliano. Os palestinianos estão, para todos os efeitos desprovidos de armas, excepto algumas armas de má capacidade confiadas à polícia. A luta tem sido travada entre uma população de jovens que atiram pedras e os mísseis, aviões a jacto, helicópteros militares, tanques e granadas autopropulsionadas do campo contrário. E a questão mais importante é que todos os combates e ataques se têm desenrolado no interior dos territórios palestinianos. Portanto, usar a palavra 'defesa' é uma falsificação grotesca. Estamos perante uma força de ocupação no interior dos territórios palestinianos. Os palestinianos estão a resistir à ocupação militar e os israelenses estão a prolongar a ocupação e - como sempre fizeram todos os exércitos colonizadores, fosse na Argélia, no Vietname ou na Índia - obrigam a população civil a pagar muito caro a sua resistência.

E quanto ao terrorismo?

É um meio de luta muito desagradável, como acontecia já nos anos 20, quando os sionistas introduziram, na prática, o terrorismo na Palestina. Nos anos 20, foi uma das técnicas de guerra habituais dos primeiros grupos de extremistas sionistas, que punham bombas nos mercados árabes para aterrorizar toda a povoação. Seguiu-se uma escalada durante os anos 30 e 40, período em que os sionistas usaram o terrorismo contra a Grã-Bretanha para apressar a sua retirada da Palestina, retirada que, como se sabe, veio a ter lugar em 1948.

Desde essa época, tem havido terrorismo de ambos os lados. Em todos os casos, é preciso não esquecer que, apesar da horrível perda de vidas -- e não há nada que possa justificar ou reparar as vidas inocentes que se perderam --, tem havido uma forte preponderância de baixas do lado palestiniano. Se examinarmos, por exemplo, os números das últimas seis semanas, temos 180 palestinianos mortos contra 14 israelenses. [5] O que nos dá uma primeira noção da diferença. Oito dos israelenses eram soldados. Os palestinianos mortos eram todos civis. Neste contexto, o terrorismo tem sido, na perspectiva dos palestinianos, a arma dos fracos e dos oprimidos. Tem sido muito limitado e esporádico, mas apregoado e exagerado até atingir proporções grotescas por parte dos, israelenses, que tentam sempre apresentar-se a si próprios como vítimas, não obstante o facto de, neste conflito, as vítimas não serem propriamente eles. São, pelo contrário, os opressores, os agentes da agressão contra os palestinianos.

E que dizer das referências frequentes aos Estados Unidos como potência mediadora, imparcial e honesta?

Israel é o único Estado do mundo a receber auxílio económico e militar dos Estados Unidos em quantias que perfazem hoje um total de cerca de 135 mil milhões de dólares actuais. [6] Todas as figuras políticas americanas de algum relevo, concorram a um lugar de representantes de um pequeno distrito no Norte do estado de Nova Iorque ou entendam candidatar-se à presidência, têm de se declarar apoiantes incondicionais de Israel. As declarações no Congresso, sejam do Senado ou da Assembleia de Representantes, resultam automaticamente em maiorias esmagadoras a favor das políticas israelenses, devido ao poder do lobby israelense e devido ao facto de haver uma comunidade de apoiantes de Israel com grande experiência nas lides políticas e com um posicionamento estratégico muito bem conseguido. As políticas praticadas pelos Estados Unidos em relação a Israel têm-se centrado na defesa e no apoio a Israel em todas as suas acções. Os Estados Unidos vetaram resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas de modo a evitarem uma condenação de Israel em casos que correspondem a violações flagrantes do Direito Internacional, que vão da tortura e do uso de helicópteros e mísseis contra civis às ocupações e anexações ilegais. [7]

Assim, afirmar que os Estados Unidos são um mediador imparcial é absolutamente ridículo. Os Estados Unidos estão firmemente colocados do lado israelense. Toda a informação que temos sobre as negociações nos últimos sete anos do processo de paz demonstra que a América adopta sempre o ponto de vista israelense e continua a defender Israel. É preciso notar ainda, a este propósito, que a maioria dos representantes oficiais envolvidos no processo de paz, a começar por Oennis Ross, Martin Indyk e Aaron Oavid Miller, foram anteriormente membros remunerados ou apoiantes de longa data dos grupos de pressão pró-israelenses.

O semanário conservador inglês The Economist publicou um texto que observa que “a nova Intifada palestiniana está a assumir rapidamente os contornos de uma rebelião anticolonial". [8] Esta poderá ter sido a primeira vez que a expressão é utilizada numa revista de grande projecção.

Penso que já antes tinha havido uma rebelião anti-colonial, durante a primeira Intifada, que ocorreu em 1987 e que foi travada por Arafat em 1993. É seguramente de uma rebelião anti-colonial que se trata agora. A ocupação da Faixa de Gaza e da Margem Ocidental por colonos, colonatos e estradas, a constante expropriação de terras palestinianas, a destruição de searas e olivais para dar lugar à construção de novas vias de circulação, o reordenamento geográfico tendente a permitir um maior controlo israelense, todas estas políticas -- apesar da amnésia dos órgãos de comunicação americanos -- seguem o modelo de todos os colonialismos clássicos. Isto é, são políticas que visam assegurar a manutenção da subordinação dos oprimidos e subjugados, a bem do lucro, e por vezes do capricho, dos ocupantes.

Portanto, o que aconteceu nestas últimas seis ou sete semanas foi uma rebelião contra todo esse processo, incluindo o processo de paz, que é, como afirmei, uma reorganização da ocupação, que simplifica a ocupação para os israelenses, que assim não são obrigados a usar tantos militares na sua manutenção, além de se servirem em muitas ocasiões de palestinianos em lugar dos israelenses para policiar as pessoas. É nesta lógica que se integra o processo de paz. Ironicamente, parte considerável das tarefas que garantem a segurança israelense tem sido confiada a polícias palestinianos, que são assim obrigados a reprimir aqueles que são hoje manifestantes anticoloniais. Esta conflagração, esta enorme perda de vidas, apenas pôde surgir em resultado de uma política de ocupação que destruiu pura e simplesmente a vida das pessoas, para as quais a única alternativa que resta é saírem para as ruas e corajosamente, dirão alguns, sem pensarem nas consequências, atirarem pedras contra os tanques. Sem medo.

Lembramo-nos da Praça de Tianammen há poucos anos ainda, das manifestações públicas e do coro de aprovação, de apoio e admiração que se ouviram por todo o mundo celebrando a juventude chinesa que enfrentou os carros blindados. O mesmo não se passou aqui. Os órgãos de comunicação social são tão esmagadoramente pró-israelenses que as pessoas comuns não têm hipótese de dar voz ao seu apoio àquilo que é, para todos os efeitos, uma tentativa corajosa de revolta contra uma ocupação militar de tipo colonial.

Tem salientado o facto de faltarem os mapas neste conflito, que será o mais geográfico dos conflitos. Porque são os mapas tão importantes?

Em primeiro lugar, a Palestina, no total da sua área, é bastante pequena. Este conflito dura há já cinquenta anos. Dada a brevíssima capacidade de atenção dos telespectadores ou leitores de jornais de tipo corrente, a consciência que o público tem da história ou da topografia geográfica dos acontecimentos é muito escassa. Há muita gente que diz: lá estão os árabes e os judeus outra vez, e passa a ideia de que são populações equivalentes e de que uma delas, os judeus, é o alvo e a vítima. Os árabes são os que atacam e ameaçam. E, evidentemente, as memórias do Holocausto, e de todos os horrores do anti-semitismo continuam a pairar sobre a questão. Mas o que aconteceu na realidade foi que 1948 e a fundação do Estado de Israel significaram, para todos os palestinianos, a perda de cerca de 78% da Palestina histórica, que era árabe e se tomou israelense. [9] Este aspecto já foi reconhecido. A Margem Ocidental e a Faixa de Gaza juntas constituem cerca de 22% da Palestina histórica, e é esse território que é hoje disputado. Os palestinianos não estão a lutar pelos 78% que já perderam. Estão a lutar pelos 22% que lhes restam. Destes 22%, os israelenses detêm ainda o controlo de cerca de 60% da Margem Ocidental e 40% da Faixa de Gaza. Portanto, se alguma vez viesse a existir um Estado palestiniano, nunca seria um território contínuo. Estaria todo partido em pequenos fragmentos, sob o controlo das vias de acesso que os israelenses construíram e que rodeiam agora cada uma das zonas palestinianas, fazendo com que os palestinianos estejam hoje cercados dentro do seu pequeno território.

Os israelenses criaram condições no terreno que impedem os palestinianos de transitar de uma área para a outra, de norte. para sul, de leste para oeste. A zona a que se chama a "Grande Jerusalém", que constitui cerca de 4% do território, foi anexada por Israel, e os israelenses não fazem a menor tenção de a devolver. [10] A ideia é manter toda a área completamente controlada por Israel, à excepção dos serviços municipais e de questões como a saúde, todo esse tipo de questões problemáticas que têm a ver com os cidadãos e que os israelenses querem passar para as mãos da Autoridade Palestiniana. A segurança e as fronteiras são controladas por Israel. Mesmo hoje, Yasser Arafat não pode entrar e sair da Faixa de Gaza sem que Israel o autorize, e os israelenses têm poderes para encerrar o aeroporto, ou podem mesmo destruí-lo completamente, como já o fizeram de resto, e fechar o território de modo a imobilizar dentro dele todas as pessoas que o habitam. Na verdade, as pessoas estão a ser estranguladas até à morte. Tal é o resultado do processo de paz. Não se trata do resultado da guerra. É parte do desastre que foi o acordo entre as lideranças israelense e palestiniana, sob a égide dos Estados Unidos; e tal é a razão do fracasso.

Aonde vai buscar os dados que usa?

Ao Report on Israeli Settlement in the Occupied Territories, que é um relatório mensal, publicado em Washington. [11] O editor é Geoffrey Aronson. É publicado pela Fundação para a Paz no Médio Oriente. É a fonte mais fiável e completa, que recolhe dados israelenses, palestinianos e de agências internacionais sobre os índices de construção de colonatos, a manutenção de colonatos, a criação de novos colonatos, a destruição de propriedade e o aumento do número dos colonos.

Noam Chomsky, Alexander Cockburn, Robert Fiske outros críticos da política de colonização israelense usam o termo "Bantustão" para a descrever. [12]

É uma política que de algum modo sugere a repetição. Vem da história do colonialismo do século XIX. Os franceses fizeram-no na Argélia. Encontravam áreas com nativos dóceis que podiam ser postos nas aldeias sob a chefia de nativos designados. Os britânicos fizeram o mesmo na África Ocidental; sob a política a que se chamava "governo indirecto", procuravam certas pessoas nativas que dominassem os nativos mais problemáticos -- enquanto eles, como potência ocupante, detinham a verdadeira autoridade. Na África do Sul, a ideia era pôr os negros em reservas ou acantonamentos onde pudessem ter alguns dos atributos da soberania, mas nenhum dos importantes. Não lhes era permitido controlar a terra. A água não era controlada por eles. As entradas e saídas eram controladas pelos brancos. O padrão aqui é exactamente o mesmo. Estas pequenas zonas palestinianas, que são pequenas e divididas, são os centros da população palestiniana, mas são o equivalente das reservas onde alguém como Arafat poderia ter a ideia, ou convencer-se a si mesmo, de que é ele que lidera, mas a verdade é que as rédeas estão nas mãos do ocupante colonial.
Nova York, 09/Nov/2000

Notas
1- Vide, entre outros: Benny Morris - The Birth of the Palestinian Refugee Problem, 1947-1951, Cambridge University Press, Cambridge, 1989.

2- Para tabelas e estatísticas completas sobre os refugiados palestinianos, veja-se a página e relatórios da Agência das Nações Unidas para o Auxílio e Trabalhos para os Refugiados Palestinianos no Próximo Oriente (UNRW A): http://www.un.org/unrwa/ .

3- Vide Naseer Aruri, ed. - Palestinian Refugees; The right of Return, Pluto Books, Londres, 2001.

4- Para obter dados detalhados sobre os colonatos, ver sítio da Foundation for Middle East Peace (Fundação para a Paz no Médio Oriente - FMEP) e o seu boletim The Report on Israeli Settlement in the Occupied Territories, que está disponível em http://www.frnep. org/ .

5- Para obter dados detalhados sobre os feridos e os mortos na Intifada de Al-Aqsa, vejam-se os sítios do B'Tselem (o Centro de Informação Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados) e da Sociedade Palestiniana do Crescente Vermelho em, respectivamente, http://www.btselem.org/English/Statistics/Al_Aqsa_Fatalities_Tables.asp e
http://www.palestinercs.org/crisistables/oct_2000_table.htm .

6- David R. Francis - "Economist tallies swelling cost of Israel to US", Christian Science Monitor, 9 de Dezembro de 2002, p. 16. Auxílio oficial dos EUA calculado em dólares de 2001.

7- Vide Stephen Zunes - "UN resolutions being violated by countries other than Iraq", Foreign Policy in Focus, 3 de Outubro, 2002. Disponível na Internet em http:/ /www.pfif.org/ .

8- "The spreading of Palestine's war", The Economist, edição americana, 28 de Outubro de 2000.

9- Vide Samih K. Farsoun e Christina E. Zachariah - Palestine and the Palestinians, Westview Press, Boulder, Colorado, 1997, pp. 123-25.

10- Vide Sociedade Académica Palestiniana para o Estudo dos Assuntos Internacionais (PASSIA), The Palestine Question in Maps: 1878-2000, PASSIA, Jerusalém, 2002, mapas 40-48, pp. 110-27.

11- Consulte o sítio da Foundation for Middle East Peace: http:/ /www.fmep. org/reports/ .

12- Vide, entre outras fontes, Norman Finkelstein - lmage and Rea/ity of the Israe/Palestine Conflict, edição actualizada, Verso, Nova Iorque, 2003; e Noam Chomsky - Middle East Illusions, Rowman and Littlefield, Boulder, 2003.


[*] Entrevista extraída do livro «Cultura e Resistencia», de David Barsamian, ed. Campo das Letras , Porto, 2004.

Esta entrevista encontra-se em http://resistir.info/ .

11/Nov/04