Tratar a ferida:
Organizar os trabalhadores do sector informal
por Fatma Ülkü Selçuk
[*]
O capitalismo neoliberal, que tem dominado as economias do mundo nos
últimos trinta anos, tem sido desastroso para as massas exploradas e
oprimidas. Não apenas os trabalhadores têm vindo a ser
crescentemente oprimidos, mas a natureza do trabalho que fazem mudou
dramaticamente. Enquanto os trabalhadores organizados se tentam manter de
pé, a produção desloca-se para desloca-se para os sectores
não-organizados. O processo produtivo é disperso por pequenas
empresas. O
outsourcing
espalhou-se tanto que milhões de trabalhadores trazem o seu trabalho
para casa, a fim de continuar a produção para as suas
fábricas. Emprego sem segurança já não constitui a
excepção, mas tornou-se a norma. Um trabalhador com
segurança é considerado sortudo. O número de mulheres e
crianças trabalhadoras, não-organizadas, tem aumentado
rapidamente. Os horários e as legislações laborais
têm-se tornado mais flexíveis. A
produção à peça
destruiu a segurança laboral. O emprego normal, a tempo inteiro, tem
sido gradualmente substituído por trabalho a tempo parcial,
temporário e precário. Assim, o sector informal (que engloba o
trabalho infantil, trabalhadores migrantes, trabalhadores temporários,
trabalhadores a contrato, trabalhadores domésticos, trabalho em casa e
trabalhadores em pequenas unidades de produção e firmas
subempreiteiras) tornou-se cada vez mais e mais prevalecente no mundo.
Apesar disto, algumas organizações de trabalhadores procuram
encontrar remédio para a sangria nas suas fileiras. Entre estes
esforços, alguns têm êxito, outros falham. Mas todos
fornecem experiências valiosas. E criam fissuras
no império do capital.
Há exemplos prometedores de luta dos trabalhadores contra a corrente
anti-sindical, mesmo no sector informal e entre os desempregados. A
experiência dos trabalhadores desempregados argentinos revela a
possibilidade de organizar, mesmo os sectores mais dispersos da classe
trabalhadora. Neste artigo, vou examinar um vasto leque de experiências
de organização no sector informal, numa variedade de
países.
SUBEMPREITEIROS E PEQUENAS EMPRESAS
África do Sul
A Federação de Sindicatos Sul-Africanos (FOSATU) conseguiu
sindicalizar trabalhadores migrantes e lançou uma campanha contra a
destruição de acampamentos ilegais, durante o apartheid.
Índia
Embora não tenha sido há muito tempo que os sindicatos
começaram a organizar no sector informal, existem países onde
têm tido sucesso. A Índia é um destes países e
possui uma rica experiência em organizar os não-organizados. Na
Índia, até os
hamals
(carregadores) se organizaram. O Sindicato dos Trabalhadores das Minas de
Chhattisgarh (CMSS) da Índia é, também, um exemplo de
organização no sector informal. O CMSS foi criado em 1977, quando
os trabalhadores das minas não-mecanizadas, onde os trabalhadores
são contratados através de empreiteiros, se organizaram, em
revolta contra a indiferença e abandono dos sindicatos centrais que
representavam os trabalhadores em minas mecanizadas, que eram contratados
directamente pela empresa mineira. Depois de duras lutas, o CMSS conseguiu
evitar cortes, aumentando os salários, estabelecendo horários de
trabalho mais reduzidos e criando bónus para os seus membros. Contudo,
muitos dos seus membros e suas famílias foram privados de
serviços de saúde. Em resposta, o CMSS, transformou uma das suas
salas numa clínica, onde os médicos trabalhavam voluntariamente.
Com o tempo, os camponeses pobres e membros de tribos, que estavam
solidários com CMSS, também começaram a usar a
clínica. Quando esta foi incapaz de responder às necessidades do
seu número crescente de pacientes, o CMSS criou um fundo para a
instalação de um hospital. Os serviços prestados pelo CMSS
foram benéficos para a comunidade. Contudo, apesar de todas as
actividades construtivas e a abordagem pacifista do CMSS, muitos dos seus
activistas foram presos e vários assassinados pela polícia ou por
pessoas contratadas pelos patrões.
Coreia do Sul
Os sindicatos na Coreia do Sul tentaram desenvolver a solidariedade laboral,
pelo menos a nível regional, e superar o isolamento dos trabalhadores
empregados por subempreiteiros. Para conseguir isto, em 1987, a
Federação de Sindicatos Industriais e o Conselho de Sindicatos
Regionais foram fundados. O Conselho de Sindicatos Regionais e o
Conselho de Grupos do Movimento Sindical, procuraram consolidar o poder dos
sindicatos, por região. Um conjunto de outras organizações
tentou, também, criar a solidariedade entre os empregados por
subempreiteiros de uma dada firma. Em 1987, no sector automóvel, os
sindicatos dos subempreiteiros da Hyundai, estabeleceram o Conselho de Ulsan e
Ulju de Sindicatos de Pequenas Empresas. Em 1989, os sindicatos, em 25 por
cento dos subempreiteiros da Daewoo, criaram uma associação
chamada Tikkul, para a cooperação sindical. Os sindicatos nos
subempreiteiros da Kia, tentaram organizar um Conselho de Sindicatos dos
subempreiteiros da Kia. No entanto, estas tentativas de solidariedade
não foram vitoriosas, devido à atitude indiferente dos sindicatos
da empresa-mãe, pressões da empresa-mãe e
intervenção do Estado. No entanto, estas experiências
tornaram-se um catalisador para actividades posteriores de
organização em pequenas e médias empresas.
Itália
Em Itália, o Sindicato dos Trabalhadores do Têxtil e
Vestuário (FILTEA), filiado na Federação Geral Italiana do
Trabalho (CGIL), também levou a cabo actividades de
organização em pequenas empresas. As suas actividades nas
micro-industrias aceleraram-se desde o início dos anos 90. No FILTEA tem
havido dois tipos de filiação: filiação integral e
filiação indirecta. Quando a filiação é
integral o empregador é informado da filiação e as quotas
são de 1 por cento dos salários. Quando a filiação
é indirecta, o empregador não é informado e as quotas
são pagas directamente ao sindicato, numa quantia anual fixa. Este
sistema, facilitou, de facto, a organização no sector informal.
Um estímulo importante para os trabalhadores do sector informal se
tornarem membros do FILTEA tem sido o apoio jurídico do sindicato, numa
variedade de assuntos como despedimentos injustos ou cortes nos pagamentos. O
FILTEA até tem ajudado estes trabalhadores a preencher
formulários fiscais, pedidos de pensões e outros tipos de
documentos exigidos pelo Estado. As actividades sociais desenvolvidas pelo
FILTEA também contribuem para o processo de
sindicalização. Contudo, a lista negra preparada pelos
empregadores continua a ser um grande problema que os sindicatos têm de
resolver.
TRABALHADORES DOMÉSTICOS
Brasil e Namíbia
Além de organizarem os trabalhadores em pequenas empresas, certas
organizações de trabalhadores conseguiram organizar os
trabalhadores domésticos do sector informal. O Sindicato das Mulheres
Empregadas Domésticas (SMED), no Brasil e o Sindicato de Trabalhadores
Domésticos e Afins da Namíbia (NDAWU), estão entre aqueles
que conseguiram um grau de êxito considerável.
No Brasil, os trabalhadores domésticos começaram a organizar-se
nos anos 60, com as iniciativas dos Jovens Trabalhadores Católicos.
Entre 1964 e 1985, os trabalhadores domésticos lutaram para criar
associações. Originariamente o SMED foi criado como uma
associação. Ganhou o estatuto de Sindicato apenas em 1989.
Contudo, uma vez que o seu estatuto de associação permite ao SMED
receber doações internacionais, continuou a manter este estatuto
também. Em 1992, o SMED tornou-se filiado no Sindicato Central de
Trabalhadores (CUT), o que aumentou significativamente o número dos seus
membros. O apoio legal proporcionado pelo SMED também contribuiu para
ganhar novos membros. Actividades de lazer organizadas pelo SMED têm sido
fundamentais para atrair trabalhadores domésticos, especialmente os
jovens.
Na Namíbia, o NDAWU foi oficialmente estabelecido em 1990. No caso
namibiano, informar os trabalhadores dos seus direitos, mais uma vez teve um
papel importante na sindicalização. Apenas alguns anos depois da
sua criação, o NDAWU conseguiu organizar cerca de um terço
dos trabalhadores domésticos do país. No entanto, não
pôde superar as dificuldades financeiras, uma vez que os seus membros
ganham muito pouco e não podem pagar as quotas com regularidade.
Índia
A Associação de Mulheres Trabalhadoras Independentes (SEWA),
criada na Índia em 1971 é outra organização
notável do sector informal. A SEWA organizou tanto as mulheres
trabalhadoras independentes (pertencentes à pequena burguesia) e
mulheres assalariadas (pertencentes à classe trabalhadora). Apesar da
sua característica de classe indistinta, a SEWA conseguiu desenvolver
uma estrutura flexível
sui generis,
com todas as suas cooperativas, sindicatos, programas financeiros e
actividades organizacionais.
Outros países
Existem muitos outros exemplos de organização no sector informal.
O Congresso de Sindicatos das Filipinas tem tentado estender o sistema de
segurança social ao sector informal. Tanto os sindicatos tanzanianos
como colombianos têm mostrado interesse no sector informal, aprovando
resoluções e desenvolvendo programas de acção. No
Burkina Faso, a Organização Nacional de Sindicatos Livres
organiza tanto homens como mulheres trabalhadores independentes. Na Costa do
Marfim, o Sindicato Nacional das Mulheres do Sector Informal tem ajudado a
desenvolver actividades para mulheres trabalhadoras independentes.
Hoje, o número de trabalhadores domésticos tem crescido em todas
as partes do mundo e constituem um sector de difícil
organização. No entanto, têm sido desenvolvidos
esforços consideráveis para os organizar. De entre os sindicatos
que desenvolveram programas dignos de nota, com filiações
consideráveis estão o Sindicato Geral dos Trabalhadores
Municipais (GMWU) no Reino Unido, o Sindicato Internacional dos Trabalhadores
do Vestuário Feminino (ILGWU) no Canadá, o Sindicato dos
Costureiros Domésticos no Distrito Federal e Estado de Miranda
(SINTRACOSDOMI) na Venezuela, o Sindicato Independente de Trabalhadores
Domésticos do Vestuário e Afins (SITODVA) no Uruguai e o
Sindicato Nacional de Trabalhadores do Vestuário e Afins, na Argentina.
TURQUIA: UM EXAME MAIS PORMENORIZADO
Uma vez que sou da Turquia e estou muito familiarizada com o movimento laboral
turco, ofereço
a seguinte análise mais pormenorizada da organização de
trabalhadores do sector informal.
Na Turquia, como noutros lugares, são normalmente activistas socialistas
que conduzem este tipo de lutas. No entanto, entre os que desejam e lutam pela
sindicalização está um conjunto alargado de trabalhadores
com diferentes orientações políticas. Não é
incomum que as atitudes dos trabalhadores nacionalistas-extremistas e
islâmicos sofram uma metamorfose ao longo da luta. Além disso,
quanto mais os intelectuais sublinham a necessidade organizar os
não-organizados, tanto mais sistematicamente os activistas tentam
organizar os trabalhadores do sector informal.
Existem já sinais desta tendência. Por exemplo, o crescente
interesse da Confederação de Sindicatos Progressistas da Turquia
(DISK) no emprego precário tornou-se evidente nos anos 90. Em Outubro de
1994, a DISK começou a campanha Não Trabalhes Sem
Segurança. Esta campanha pretendia alertar o público para o
trabalho sem segurança e informar os trabalhadores dos seus direitos
legais. Esta campanha foi levada a cabo em 22 cidades, durante 15 dias. Deu
prioridade aos trabalhadores do sector têxtil, metalúrgico,
borracha, couro, turismo, escritórios e comércio. Durante esta
campanha afixaram-se placares e distribuíram-se panfletos em zonas de
trabalhadores e regiões industriais. A DISK levou a cabo uma actividade
semelhante também após a entrada em vigor da nova Lei da
Segurança Social, em 1999, e distribuiu impressos de
declaração à Segurança Social aos trabalhadores.
Outro projecto implementado pela DISK foi a formação de
casas dos trabalhadores. Este projecto foi lançado com a
iniciativa do sindicato filiado na DISK, do sector da imprensa. Em 1996, duas
casas dos trabalhadores foram estabelecidas, uma em Kartal e outra em
Ümraniye, zonas trabalhadoras, onde os socialistas outrora haviam sido
fortes. As novas casas de trabalhadores foram fundadas como sindicatos locais.
O objectivo era melhorar a comunicação com os trabalhadores
não-organizados e atrair novos membros aos sindicatos. Organizar nas
comunidades locais permitiu a cooperação de sindicatos de
diferentes sectores e teve a vantagem de superar a restrição
legal contra a sindicalização transversal em diferentes ramos da
indústria. As casas dos trabalhadores não só uniram
trabalhadores de diferentes indústrias como também receberam
apoio de várias organizações democráticas. Pouco
depois do seu estabelecimento, novos contactos foram feitos com trabalhadores
não-sindicalizados e não-segurados. Infelizmente, em 1998, o
Estado fechou-as com base no facto de nenhum artigo, nas leis dos sindicatos,
permitir o seu estabelecimento. No entanto, à medida que as casas dos
trabalhadores iam para além do que os dirigentes sindicais previam, isto
é, para além do seu controlo, a liderança da DISK
permaneceu relutante em recorrer da decisão do tribunal. No entanto,
hoje, activistas inspirados pelo exemplo da experiência das casas dos
trabalhadores, começaram a estabelecer comissões de trabalhadores
nas casas do povo, que são organizações
democráticas nos bairros.
O Sindicato Unido dos Trabalhadores Metalúrgicos, também, filiado
na DISK, é outra organização que desenvolveu actividades
para sindicalizar os trabalhadores do sector informal. A secção
da Anatólia do sindicato tentou, pelo menos duas vezes, organizar os
trabalhadores empregados por subempreiteiros. A primeira tentativa teve lugar
em Ankara, em 1986. Era uma empresa onde a administração era
supostamente simpatizante da esquerda. No entanto, quando ouviram falar da
actividade de sindicalização dos trabalhadores, imediatamente
criaram quatro firmas subempreiteiras. Quando o sindicato conseguiu ganhar
autorização para a negociação colectiva, o
empregador despediu os trabalhadores e transferiu a produção para
um subempreiteiro com trabalhadores não sindicalizados. Contudo, o
sindicato seguiu o empregador até aos subempreiteiros e tentou
organizá-los. Originalmente, eram empregados 200 trabalhadores na
fábrica, mas, durante a luta de três anos, 1000 trabalhadores
tornaram-se membros do sindicato, como resultado dos despedimentos e
transferências da produção. Finalmente, o empregador
decidiu fechar a fábrica e continuar a produção num
sítio diferente. No entanto, a decisão do sindicato dos
metalúrgicos em organizar os trabalhadores não-organizados
continuou. Em 2000, um acontecimento importante teve lugar no sector
metalúrgico, numa fábrica (Ditas) de um gigante grupo capitalista
nacional, na pequena cidade de Nigde, um sítio com pouca
experiência de luta laboral. Quando a secção da
Anatólia do sindicato começou a organizar, o empregador pediu
às esposas dos capatazes para criarem firmas que funcionariam como
subempreiteiras. Depois de ter criado onze subempreiteiras, o empregador
registou os trabalhadores da Ditas nestas firmas. No entanto, o sindicato
conseguiu organizar a maioria dos trabalhadores e apelou ao Ministério
do Trabalho para ser autorizada a negociação colectiva na Ditas e
nas suas subempreiteiras associadas. Trabalhadores foram despedidos no dia
seguinte. Os despedimentos foram seguidos por sete meses de resistência,
durante os quais os subempreiteiros desapareceram de cena. Em Agosto de 2001,
os trabalhadores venceram a luta e retomaram o trabalho com aumentos salariais.
Contudo, uma vez mais, o empregador recusou-se a negociar e ignorou a
autorização oficial dada ao sindicato. Em Julho de 2002 os
trabalhadores entraram em greve. Depois de oito meses, a greve terminou com
êxito. O empregador sentou-se à mesa das negociações
e chegou a um compromisso com o sindicato.
Houve muitas outras tentativas, algumas bem sucedidas, de organizar
trabalhadores do sector informal, principalmente trabalhadores em firmas
subempreiteiras, incluindo os trabalhadores nos subempreiteiros da Sony;
trabalhadores de armazéns na cidade turca, do sudeste, de Gazientep
(vencendo a percepção existente entre os trabalhadores de que
eram trabalhadores independentes e, portanto não passíveis de
serem sindicalizados nem de terem segurança social); trabalhadores do
couro, trabalhando em condições inumanas em Istambul;
trabalhadores temporários das companhias aéreas (que atacaram no
auge da época turística); e trabalhadores nos sectores
privatizados da indústria eléctrica (desafiando as leis laborais
que proíbem a mistura entre trabalhadores e funcionários
públicos).
Todos estes exemplos indicam que as lutas para organizar os sectores
não-organizados começaram a ir para além dos modelos
tradicionais de sindicalização no sector formal. Estes casos
indicam que os trabalhadores continuam, de facto, a lutar pela
sobrevivência.
CONCLUSÃO
É claro que as políticas neoliberais que têm empobrecido os
trabalhadores não deixam de ter contradições. Por todo o
mundo, os trabalhadores estão em luta pela sobrevivência.
Organizam-se e resistem à tendência do capital para os dividir. E
graças a estas lutas, a classe trabalhadora está a começar
a tratar as suas feridas.
Há mais de cem anos, os sindicatos têm desempenhado um papel
central em defender e melhorar os interesses da classe trabalhadora. As
organizações dos trabalhadores continuam a assumir importantes
responsabilidades na construção de um mundo em que os seres
humanos possam viver humanamente. De facto, as experiências de
organização no sector informal oferecem pistas e
lições importantes para o futuro. A classe trabalhadora nunca foi
uma receptora passiva das políticas do capital. Ao contrário,
manteve a sua capacidade para transformar as relações sociais,
económicas e políticas. Contudo, a força e
permanência da luta sempre esteve intimamente relacionada com as
reivindicações e formas de organização
desenvolvidas no curso da luta.
Se os sindicatos não conseguirem introduzir medidas eficazes contra o
crescente desemprego e precariedade, o movimento dos trabalhadores
sofrerá uma séria derrota. Da mesma maneira que os capitalistas
enfraquecem os trabalhadores sindicalizados do sector formal, com a
ameaça de dar os seus empregos aos não-organizados do sector
informal, também disciplinam todos os trabalhadores ameaçando
substituí-los pelos desempregados. É claro que, a menos que os
sindicatos desenvolvam formas de luta eficazes, irão, mais cedo ou mais
tarde, desaparecer da cena histórica. Contudo, existe esperança e
está a crescer e a fortalecer-se. Se os sindicatos organizarem os
desempregados e os trabalhadores do sector informal, podem constituir um
sério desafio ao movimento anti-sindical e começar a sarar as
feridas do movimento laboral.
Referências Escolhidas
Ronaldo Munck,
The New International Labour Studies
(London: Zed Books, 1988); Shauna L. Olney,
Unions in a Changing World
(Geneva: International Labour Office, 1996); Shankar Guha Niyogi, Beyond
Conventional Trade Unionism in India,
Bulletin of Concerned Asian Scholars
3, no. 24 (1992); Illina Sen, Women's Participation in Trade Union
Struggles,
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22, no. 27 (1987); Yong-Sook Lee, Industrial Subcontracting and Labor
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Journal of Contemporary Asia
23, no. 1 (1993); Margaret Hosmer Martens & Swasti Mitter, eds.,
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(Geneva: International Labour Office, 1994); Maria Luz Vega Ruiz,
Home Work: A Comparative Analysis of Legislation and Practice
(Geneva: International Labour Office, 1996); Kalima Rose,
Where Women are Leaders: The SEWA Movement in India
(London: Zed Books, 1992); Ursula Huws, ed.,
Action Programmes for the Protection of Homeworkers
(Geneva: International Labour Office, 1995); George Aryee,
Promoting Productivity and Social Protection in the Urban Informal Sector
(Geneva: International Labour Office, 1996); Nesecan Balkan and Sungar Savran,
eds.,
The Ravages of Neo-Liberalism: Economy, Society and Gender in Turkey
(New York: Nova Science Publishers, 2002). O sítio da SEWA é
http://www.sewa.org
.
[*]
Professora de Sociologia na Universidade Atilim, em Ancara, Turquia.
O original encontra-se em
www.monthlyreview.org/0505selcuk.htm.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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