Iniciativa Internacional iraquiana sobre os refugiados
Receitas do petróleo iraquiano para os refugiados iraquianos
Receitas do petróleo iraquiano para os refugiados iraquianos
Mais de 4,5 milhões de iraquianos um quinto da
população
foram deslocados dentro e fora de seu país devido às
políticas sectárias da ocupação e dos governos que
se instalaram no Iraque desde a invasão ilegal, em 2003.
A comunidade internacional, a força de ocupação, bem como
o Governo do Iraque, são legalmente obrigados a apoiar e a proteger os
refugiados iraquianos
Os refugiados iraquianos são cidadãos iraquianos, que têm
pleno direito a viver com dignidade, direito a beneficiar-se
dos recursos nacionais, e direito de regressar às suas casas.
O Conselho de Segurança, como o mais alto órgão da ONU,
tem o poder e o dever legal de assegurar que as necessidades dos refugiados
iraquianos sejam satisfeitas por meio de uma resolução, a fim de
exigir que o Estado iraquiano disponibilize receitas proporcionais às
agências e aos países incumbidos de receber os refugiados.
Treze anos seguidos de desastrosas sanções impostas pela ONU,
qualificadas como genocídio,
[1]
com a cumplicidade do Conselho de Segurança das Nações
Unidas (CSNU)- demonstram a sua incapacidade de agir para proteger o povo e o
Estado iraquiano,
[2]
ou de cumprir suas próprias obrigações
[3]
a invasão e ocupação ilegal estadunidense no Iraque
[4]
levaram à uma catástrofe humanitária inigualável
desde a II Guerra Mundial.
[5]
Além de terem causado a morte violenta de mais de um milhão de
iraquianos
[6]
, desalojaram 2,3 milhões de iraquianos dentro do próprio
país, enquanto mais de dois milhões foram dispersos
principalmente nos países vizinhos.
[7]
A Associação iraquiana Crescente Vermelho relata que, só
em outubro de 2007.368.479 iraquianos foram arrancados de suas casas dentro do
Iraque
[8]
, ao passo que um número estimado de 60.000 iraquianos estão
fugindo para os países vizinhos nos últimos meses.
[9]
A moderna e educada classe média iraquiana, cujo papel é
necessário - agora e no futuro - para sustentar o Estado, a economia e
para expandir a cultura iraquiana, foi dizimada. Após
sistemáticos assassinatos
[10]
, prisões
[11]
, incursões e cercos militares
[12]
, ameaças e discriminação
[13]
, a maior parte do que restou da classe deixou o país.
[14]
A ausência desta classe média resultou na crise de todos os
serviços públicos para toda a sociedade iraquiana.
Todas as informações provenientes do Iraque mostram que o risco
de morte imposto aos iraquianos é a causa do deslocamento de
milhões de pessoas dentro e para fora do Iraque. Os iraquianos que foram
expulsos são refugiados, de acordo com a definição do
direito internacional.
[15]
A Convenção das Nações Unidas para Refugiados, de
1951, e o seu protocolo adicional, de 1967, estipulam que um refugiado é
"qualquer pessoa que esteja fora de seu país de origem devido a um
receio iminente de ser perseguida, por motivos de raça, religião,
nacionalidade, por pertencer a um determinado grupo social, por suas
opiniões políticas, ou que, em virtude de tal receio, não
possa ou se sinta amedrontada em pedir proteção ao seu
próprio país".
[16]
Refugiados iraquianos têm o direito à vida e à dignidade
[17]
A ocupação liderada pelos EUA e pelos governos instaurados por
ela têm o dever legal, segundo as leis do direito humanitário
internacional - determinado pela Quarta Convenção de Genebra e
por seus protocolos adicionais - e as resoluções
1265
,
1296
e
1674
do Conselho de Segurança da ONU, de proteger vidas civis no Iraque
e prover suas necessidades básicas.
[18]
Em vez disso, a ocupação e os governos que ela instituiu
impõem um estado de terror, recorrendo ao uso desproporcional e
indiscriminado da força
[19]
em prol da aplicação dessas políticas sectárias, e
até patrocinando milícias sectárias para que essas
perpetrem a limpeza étnica.
[20]
Eles se mostram incapazes ou desinteressados em oferecer até os
serviços mais básicos, incluindo o acesso adequado à
água e à eletricidade.
[21]
Essas políticas estão forçando milhões de pessoas
a viverem em situação de pobreza e/ou fugirem para salvar suas
vidas.
Nem a ocupação, nem os governos que ela instaurou e nem os
Estados individuais ou a comunidade internacional
[22]
têm cumprido suas obrigações legais e morais em
relação aos iraquianos desalojados ou em relação
aos países que os acolhem.
[23]
Enquanto as condições de vida dos iraquianos estão se
deteriorando, eles se tornam um fardo para a assistência social,
financeira e econômica dos países anfitriões, muitos dos
quais já têm grandes contingentes de refugiados.
[24]
Os desalojados iraquianos têm direito à segurança, a terem
seus passaportes e vistos de residência reconhecidos,
alimentação, alojamento, saúde e educação.
Os países anfitriões não têm condições
de colocar um grande número de refugiados iraquianos jovens nas escolas
ou nas universidades. Se não forem tomadas medidas urgentes para
encontrar uma solução para este problema, uma
geração de iraquianos perderá o direito universal de
acesso à educação.
[25]
Isto não é nocivo apenas para os refugiados iraquianos, mas
também para o futuro do Iraque. É urgente que os alunos e os
estudantes tenham acesso às escolas. A ajuda que está sendo
prestada pelos países vizinhos também poderá depender do
aumento e da mobilização do rico potencial dos refugiados
iraquianos para o atendimento de suas necessidades.
A solução é urgente e necessária. A verdadeira
resposta é o fim das causas da violência no Iraque, a fim de
permitir o regresso dos refugiados iraquianos com segurança às
suas casas. No entanto, embora a proteção dos civis seja, de
acordo com o direito humanitário internacional, de responsabilidade da
ocupação e dos governos por ela instaurados
[26]
, não há sinais de que eles estejam cumprindo este dever.
Diariamente, a violência contra civis se espalha para novas
regiões. O fato de estar ocorrendo um êxodo é a prova de
que o governo do Iraque, apoiado pela ocupação, não
protege a população.
O Conselho de Segurança da ONU deve aprovar uma resolução
agora
O Conselho de Segurança da ONU tem o poder jurídico e
político para aprovar uma resolução exigindo que o Estado
iraquiano disponibilize parte das receitas do petróleo iraquiano - em
proporção com o número de cidadãos iraquianos
exilados temporariamente - para manter as despesas dos refugiados nos
países anfitriões.
[27]
Nenhuma objeção jurídica pode ser levantada contra tal
ação. Os refugiados iraquianos são cidadãos
iraquianos.
[28]
Eles têm o direito se beneficiar dos recursos nacionais
[29]
e de reivindicar as necessidades de proteção e apoio por parte
do Estado iraquiano. Seu direito de retorno é garantido.
[30]
Há um precedente na jurisprudência para tal ação em
relação ao Iraque, na resolução 986 do Conselho de
Segurança da ONU, de 1995.
[31]
Esta resolução também foi aprovada por razões
humanitárias. Ela exige que o Estado iraquiano forneça parte das
receitas do Iraque para o
Programa de Ordem Humanitária da Inter-Agência das
Nações Unidas
, a fim de "garantir a distribuição equitativa da ajuda
humanitária a todos os segmentos da sociedade iraquiana", incluindo
os cidadãos iraquianos que estavam residindo nas três
províncias do Norte, que não tiveram suas respectivas
administrações supervisionadas pelo governo central.
[32]
Os atuais refugiados iraquianos se encontram na mesma situação,
estão fora do controle do governo central que rege o Iraque.
A responsabilidade dos Estados para com os refugiados está estabelecida
no direito internacional.
[33]
Obrigar o Estado iraquiano, por meio de uma Resolução do
Conselho de Segurança da ONU, a disponibilizar as receitas proporcionais
aos cidadãos iraquianos desalojados é o único meio eficaz
de fazer com que o país de origem e a comunidade internacional cumpram
com suas obrigações em relação aos refugiados
iraquianos e aos países que os acolhem, mantendo assim os direitos dos
refugiados e a sua dignidade como cidadãos iraquianos. As agências
assistenciais da ONU, as instituições dos países
anfitriões, as organizações não-governamentais e os
representantes dos refugiados iraquianos poderiam controlar a
distribuição das receitas atribuídas.
Apelo à ação
Os desalojados e refugiados iraquianos não podem esperar até que
eles possam voltar para casa para que suas necessidades essenciais sejam
satisfeitas. A comunidade internacional tem a obrigação moral de
agir agora. A resolução 986 do Conselho de Segurança da
ONU, de 1995, estabelece que as receitas do petróleo iraquiano
são para todos os iraquianos. Cidadãos e refugiados iraquianos
têm direitos iguais na partilha dos bens do Iraque.
Exortamos todos os governos, agências da ONU e organizações
de direito, os direitos humanos e as associações
humanitárias, e todas as pessoas de consciência a trabalharem em
conjunto para garantir que o Conselho de Segurança da ONU adote e
implemente a proposta de obrigar o Estado iraquiano a destinar as receitas do
petróleo para os refugiados iraquianos.
Exigimos que os Estados - especialmente aqueles que estão envolvidos na
invasão ilegal e na destruição do Iraque - cumpram suas
obrigações e responsabilidades, e forneçam a ajuda
financeira necessária para o Alto Comissariado das Nações
Unidas para Refugiados (ACNUR), para que cumpram a missão de proteger os
desalojados iraquianos.
[34]
Apelamos a todos para levantarem fundos e tomarem todas as medidas para
fornecer ajuda direta aos refugiados iraquianos e às
organizações que os ajudam.
A humanidade está em perigo no Iraque. Nossa responsabilidade moral
é salvá-los. Junte-se a nós.
Iniciativa Internacional Iraquiana para os Refugiados Iraquianos /
Iraqi International Initiative on refugees
25/Novembro/2007
Assine a petição
Notas
1.
Acusação, Criminalização e Petição em nome de 4,5 milhões crianças iraquianas
, do acadêmico Francis Boyle, de setembro de 1991;
Relatório
Anual da Organização Mundial da Saúde sobre a taxa de
mortalidade e o excesso de mortes de crianças com menos de cinco anos de
idade no Iraque, de 1991 a 1998; e
Um Tipo de Guerra Diferente: O Regime de Sanções das
Nações Unidas no Iraque
, (Berghahn Books: Nova Iorque, setembro de 2006), de Hans C Von Sponeck,
antigo coordenador para o Iraque que se demitiu em protesto em fevereiro de
2000. O antecessor de Sponeck, Denis Halliday, se demitiu em outubro de 1998,
depois de 34 anos de carreira, dizendo: "Eu não quero administrar
um programa que satisfaz a definição de genocídio".
Veja também
O Genocídio estadunidense no Iraque
, do Dr. Ian Douglas com Abdul Ilah Albayaty e Hana Al Bayaty, publicado pelo
The B
Russell
s Tribunal, em junho de 2007.
2. O Conselho de Segurança da ONU em particular o veto exercido
pelos membros permanentes falhou ao não evitar que os dos EUA e o
Reino Unido travassem uma guerra de agressão ilegal contra o Iraque e
censurassem os Estados membros da ONU que participaram desta guerra de
agressão. Por não ser capaz de impedir esta
violação do direito internacional ou ter imposto qualquer recurso
contra a guerra de agressão, o Conselho de Segurança da ONU
violou a
Carta das Nações Unidas
. Em 8 de junho de 2004, o Conselho de Segurança agravou esta falha de
suas responsabilidades, prejudicando ainda mais o povo do iraquiano,
através da adoção da Resolução
1546
, na qual apelou aos Estados membros para apoiarem uma ação
ilegal e sectária imposta pelos EUA ao governo iraquiano, que
está violando os direitos humanos diariamente. O Artigo 41º (2) do
Projeto de Lei da Comissão Internacional sobre a Responsabilidade dos Estados
, representa uma ação integrada ao direito internacional e
aprovou a Resolução
56/83
,
através da Assembléia Geral das Nações Unidas, em
28 de janeiro de 2002 ("Responsabilidade Internacionais dos Estados para
Atos Injustos"), que impede os Estados de se beneficiarem de seus
próprios atos ilegais: "Nenhum Estado deve reconhecer como
lícita a situação
criada por uma grave violação
[decorrentes de uma obrigação ao abrigo de uma norma
peremptória de direito internacional geral]" (grifo nosso). Veja
também a Secção III (ae), da Assembléia Geral da
ONU, a Resolução
36/103
, de 14 de Dezembro de 1962, "Declaração sobre a
inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos
Assuntos Internos dos Estados". O Conselho de Segurança
também falhou em seu dever de proteger sob o sigilo da
Order # 1
, de Paul Bremer, administrador civil dos EUA, supervisionando a
"desbaatificação" da sociedade iraquiana, uma evidente
violação dos direitos humanos protegidos; enquanto que a
destruição de Faluja
pelas forças da coligação, em novembro de 2004, constitui
uma
punição coletiva, crimes de guerra e crimes contra a humanidade;
ao criarem o
Tribunal Especial Iraquiano
, os EUA cometeram uma flagrante violação das leis de guerra e da
Terceira Convenção de Genebra Relacionada ao Tratamento dos Prisioneiros de Guerra
, de 1949, impondo execuções sumárias por meios injustos.
3. As obrigações do Conselho de Segurança da ONU
são definidas nos capítulos I e V da
Carta das Nações Unidas
.
4. A lista de princípios de Nuremberg de 1950 define o "crime
contra a paz" como o primeiro entre delitos imputáveis ao abrigo do
direito internacional, definido como": (i) planejamento,
preparação, início ou comando de uma guerra de
agressão ou uma guerra com violação de tratados
internacionais, acordos ou garantias; (ii) Participação em um
plano comum ou conspiração para a realização de
qualquer dos atos mencionados em (i). "Em 16 de setembro de 2004, o
então Secretário - Geral da ONU, Kofi Annan, declarou à
BBC que o comando estadunidense na invasão do Iraque foi um ato ilegal,
que violou a Carta das Nações Unidas. Veja também
Ilegalidades estadunidenses no Iraque: Onde está o limite?
, The B
Russell
s Tribunal, março de 2006, e
Apenas a Resistência é Legal
, publicado pelo The B
Russell
s Tribunal, em outubro de 2006.
5. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(ACNUR), em um
apelo
de 8 de janeiro de 2007, constatou que o êxodo atual iraquiano é
o maior movimento populacional a longo prazo na região desde o
deslocamento dos palestinos após a criação do Estado de
Israel em 1948.
6. Além do grupo de amostra, a estimativa feita pela revista
médica
The Lancet
, estima que o número de iraquianos que morreram de causas violentas em
julho de 2006, foi no mínimo de 655.000, os dados de uma
sondagem
realizada no Iraque pela
Opinion Research Business
, divulgados em setembro 2007, sugerem um total de 1.220.580 mortos desde a
invasão em 2003.
7.
Estatísticas do relatório da ACNUR sobre os exilados iraquianos em todo o mundo
, de setembro de 2007.
8.
Notícia
da AFP, de 5 de novembro de 2007.
9. Relatório da ACNUR com
Estatístico sobre deslocados iraquianos em todo o mundo
, de setembro de 2007. Este relatório inclui números de
iraquianos exilados no âmbito do regime de sanções
administrados pela ONU, bem como as populações deslocadas
internamente e externamente, populações deslocadas desde 2003,
durante a invasão ilegal do Iraque.
10. Ver
lista de acadêmicos iraquianos assassinados
, compilada e publicada pelo The B
Russell
s Tribunal;
Lista de profissionais de mídia iraquianos assassinados
, compilada e publicada pelo The B
Russell
s Tribunal;
Quatro anos de ocupação: Iraque sem serviços de saúde
, relatório do Dr. Bert de Belder, publicado pelo The B
Russell
s Tribunal em 21 de março de 2007;
Lista de imams e trabalhadores em mesquitas assassinados
, compilada e publicada pelo The B
Russell
s Tribunal; e os
campos de matança de iraquianos
, The B
Russell
s Tribunal. Veja também o relatório sobre as ameaças
contra os
advogados
da Agência IRIN News da ONU. Em abril de 2006, a IRIN News registrou
mais de
300 mil viúvas só em Bagdá
, e constatou que 90 mulheres ficavam viúvas por dia em todo o
país. Dirigindo-se aos Rotarianos, em um discurso transmitido pela C
SPAN no dia 5 setembro 2007, Samir Sumaidaie, Embaixador Iraquiano para
os EUA, declarou que havia 50.0000 novas viúvas no Iraque.
11. Veja Política Global de
Tortura e Prisão Abusiva no Iraque
e o
Relatório
2007 sobre o Iraque da Anistia Internacional.
12. Veja o relatório da Política Global de
Guerra e Ocupação do Iraque
, capítulo 6,
Ataques contra as Cidades
, revisto em junho de 2007. A maioria das cidades iraquianas estão sob
cerco, com Bagdá dividida em comunidades. Outras que também
estão dividas entre "comunidades fechadas" são Tel
Afar, Fallujah, Al Qaim, Samarra, Yathreb, Haditha, Hit e Khalidiyah. Veja
Their Next Massacre and Wall
e
This Wall is their Grave
, publicado pelo The B
Russell
s Tribunal, em 28 de novembro de 2006 e 25 de abril de 2007, respectivamente.
13. Veja Missão de Assistência da ONU no Iraque,
Relatório de Direitos Humanos
de 1 de abril a 30 de junho de 2007.
14. O ACNUR, em um
apelo
de 8 de janeiro de 2007, constatou que 40% da classe média iraquiana
fugiu do país.
15. Veja a
Resolução do Parlamento Europeu sobre a situação humanitária dos refugiados iraquianos
, de 12 de julho de 2007.
16. Artigo 1 da
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados
, de 1951.
17. Veja os artigos 1, 3, 22 e 23 da
Declaração Universal dos Direitos Humanos
, aprovada e proclamada pela Assembléia Geral das Nações
Unidas na Resolução 217 A (III), 10 de Dezembro de 1948.
18. Ver o artigo 111 da
Quarta Convenção de Genebra Relativa a Proteção de Civis em Tempos de Guerra
, sobre a ocupação de territórios.
19. Veja em
Política Globais
, de outubro de 2006, o relatório
da guerra e ocupação do Iraque
,
capítulo 3
, Aperfeiçoamento Indiscriminado de Armas Nocivas ; capítulo 6,
Ataques contra as Cidades; capítulo7,
Matando Civis, Assassinatos e Atrocidades
; e
Crimes de Guerra cometidos pelos Estados Unidos no Iraque e Mecanismos de responsabilização
, de outubro de 2006.
20. Todos os grupos sectários integrantes do governo apoiado pelos EUA
no Iraque têm as suas próprias milícias, muitas das quais
foram integradas às chamadas forças de segurança
iraquianas. A segurança contratada pelos EUA, a polícia
iraquiana, o exército e os guardas do ministério têm atuado
com o exército estadunidense na perseguição de seus
opositores. As ações são financiadas direta ou
indiretamente e contam com a cumplicidade do Governo.
21. O Relatório de Oxfam e NCCI,
Agravamento do Desafio Humanitário no Iraque
, de julho de 2007. O relatório afirma que o número de iraquianos
sem um abastecimento adequado de água aumentou de 50% para 70% desde
2003, e que a maioria das casas em Bagdá e em outras cidades recebe
apenas duas horas de eletricidade por dia.
22. Pela "comunidade internacional" que incluem governos,
organizações internacionais e associações, bem como
os atores da sociedade civil.
23. Veja a
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados
, de 1951. Uma visão geral da definição e das
obrigações pode ser encontrada
aqui
. Veja também as resoluções da
Assembléia Geral Relativa aos Refugiados e o ACNUR
.
24. Veja o relatório da ACNUR
Síria e a Jordânia ainda esperam pela ajuda apesar das promessas feitas durante reunião no Iraque
, e o ACNUR Briefing Notes, de 6 de julho de 2007, sobre
O desalojamento no Iraque: generosos países anfitriões deixados a deriva
, IRIN News, 6 de julho de 2007, e o
Agências de auxílio lutam para apoar mais de dois milhões de deslocados iraquianos
, de 11 de novembro de 2007.
25. Ver artigo 26 º da
Declaração Universal dos Direitos Humanos
.
26. Ver artigos 54 e 64 da
Quarta Convenção de Genebra Relativa à Proteção de Civis em Tempos de Guerra
.
27. Ver capítulo 5, artigo 25, da
Carta das Nações Unidas
.
28. Veja a seção Programação, parágrafo 15
da
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados
, de 1951.
29. Veja a Resolução
1803
(XVII) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14 de
dezembro de 1962, "Soberania Permanente sobre os Recursos Naturais".
30. Veja a
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados
de 1951, que reiterada também pelas Resoluções de 21 de
dezembro de 1995, 12 de dezembro de 1996, 12 de dezembro de 1997 e 18 de
dezembro de 2002 da Assembléia Geral das Nações Unidas.
Veja as
Responsabilidade para com os Refugiados
(PDF).
31. Veja a Resolução
986
do Conselho de Segurança da ONU, 14 de abril de 1995.
32. Em 1991, a Turquia fechou suas fronteiras para o fluxo de refugiados
provenientes principalmente do norte do Iraque, recusando-se a aplicar o
princípio jus cogens do "non refoulement"
(proibição sobre a expulsão de refugiados de um
espaço onde elas podem ter de enfrentar perseguições).
Como conseqüência, o Conselho de Segurança da ONU, realizando
este princípio, não foi capaz de proteger as
populações refugiadas, ignorou a Resolução
688
, adicionando soluções políticas para proteger os
refugiados. A Resolução
688
exigiu que o Estado iraquiano desse permissão ao ACNUR para trabalhar
no interior dos seus territórios e criar uma "zona de
segurança" no norte do Iraque. Esta decisão deu
início a uma nova prática de proteção direta aos
refugiados. Em 1995, a Resolução
986
atribuiu uma parte do patrimônio nacional de recursos para a
população iraquiana, não sob a autoridade do governo
iraquiano (3 norte províncias). As resoluções
1314
e
1325
enfatizaram ainda mais a tendência na jurisprudência internacional
sobre a proteção dos povos refugiados de insistir na
responsabilidade dos estados para ajudar os civis, incluindo os refugiados e
desalojados. Estas resoluções criaram um precedente
jurídico, que obriga e permite ao Conselho de Segurança da ONU
criar uma proposta de uma resolução que exija o desvio de uma
parte proporcional das receitas do petróleo iraquiano aos atuais
refugiados iraquianos, a fim de proteger seus direitos humanos e no
reconhecimento de que o petróleo iraquiano é propriedade de todos
os iraquianos, dentro ou fora do Iraque. Esta tendência é
manifestada pelo ACNUR nos apelos da
declaração final
(pdf) da Cúpula Mundial em 2005.
33. Ver a
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados
, de 1951.
34. O governo do Iraque destina apenas 25 milhões de dólares para
os refugiados iraquianos, enquanto as suas receitas nacionais ultrapassam os
milhares de milhões de dólares.
Este documento encontra-se em
http://resistir.info/
.
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