por F. William Engdahl
[*]
CONTROLAR TODOS OS "TIRÂNICOS" GARGALOS PETROLÍFEROS DO MUNDO
Em discursos públicos recentes, George W. Bush e outros na
administração, incluindo Condi Rice, principiaram a efectuar uma
mudança significativa na retórica da guerra. Uma nova
"guerra à tirania" está a ser cozinhada a fim de
substituir a "guerra ao terror", já fora de moda. Longe de
ser uma nuance semântica, a mudança é altamente reveladora
da próxima fase da agenda global de Washington.
No seu discurso inaugural de 20 de Janeiro, Bush declarou:
"A política dos Estados Unidos é procurar e apoiar o
crescimento de movimentos e instituições democráticas em
todo os países e culturas, com o objectivo final de acabar com a tirania
no nosso mundo".
Bush reiterou esta última formulação, "acabar com a
tirania no nosso mundo" no seu discurso do Estado da União
(ênfase do autor). Em 1917 era uma "guerra para tornar o mundo
seguro para a democracia" e em 1941 era uma "guerra para acabar com
todas as guerras".
A utilização da tirania como justificação para
intervenções militares americanas marca um novo passo
dramático na busca por Washington da dominação mundial.
Hoje, quando se diz Washington, isto é uma abreviatura da
dominação política por um grupo privado de militares e
corporações energéticas gigantes, desde a Halliburton
à McDonnell Douglas, da Bechtel à ExxonMobil e à
ChevronTexaco, não muito diferentes daquelas previstas por Eisenhower em
1961 no discurso em que advertia do excessivo controle do governo pelo complexo
militar-industrial.
O Congresso declarou a II Grande Guerra na sequência do ataque agressivo
japonês à esquadra americana em Pearl Harbour. Embora Washington
esticasse ao máximo a mistificação e a aldrabice no
Vietnam e noutros locais para justificar as suas guerras, até agora pelo
menos justificava o esforço com a pretensão de que a
agressão ou os actos militares hostis contra os Estados Unidos tinham
sido iniciados por outro poder. Mas a tirania diz respeito aos problemas
internos duma nação: tem a ver com o modo como inter-agem um
chefe e um povo, não com a sua política externa. Não tem
nada a ver com uma agressão contra os Estados Unidos ou contra outros
países.
Historicamente, Washington nunca teve problemas em apoiar alguns dos tirano
mundiais de todos os tempos, desde que eles fossem tiranos 'pro-Washington',
tais como a ditadura militar de Pervez Musharraf no Paquistão, um
paradigma de opressão. Podemos enumerar outras ditaduras apadrinhadas
o Azerbaijão de Aliyev, ou o Uzbequistão de Karimov, ou o
Kuwait de Al-Sabah, ou Oman. Talvez mesmo Marrocos, ou a Colômbia de
Uribe. Há uma lista enorme de tiranos pró-Washington.
Por razões óbvias, não é provável que
Washington se vire contra os seus 'amigos'. A nova cruzada anti-tirania parece
pois ser dirigida contra os tiranos 'anti-americanos'. A questão
é: quais são os tiranos no écran de radar visados pelo
terrífico arsenal de mísseis e pelos comandos das
operações secretas do Pentágono? Condoleezza Rice deixou
escapar uma pista no seu depoimento no Comité de Relações
Externas no Senado dias antes da tomada de posse de Bush. A Casa Branca, claro,
limpou primeiro o seu discurso.
ATACAR ALGUMAS TIRANIAS, APOIAR OUTRAS...
Rice deu algumas pistas quanto à lista de tiranos alvo de Washington no
meio de uma outra intervenção nada mansa no seu depoimento no
Senado. Declarou, ... no mundo de hoje mantêm-se postos
avançados de tirania... em Cuba e Birmânia e na Coreia do Norte,
no Irão e na Bielorússia, e no Zimbabwe. Para além
do facto de que o secretário de Estado designado não se deu ao
trabalho de referir a Birmânia pelo seu nome actual, Myanmar, esta lista
é uma indicação da próxima fase na
estratégia de Washington das guerras preventivas para a sua
estratégia de dominação global.
Tão imprudente como parece, dado o pântano iraquiano, o facto de
que ainda tenha havido pouco debate aberto sobre uma guerra tão
alargada, isto indica quão extenso é o consenso dentro do
'establishment' americano de Washington em relação à
política de guerra. Segundo a notícia de 24 de Janeiro do
New Yorker,
de Seymour Hersh, Washington já aprovou um plano de guerra para os
próximos quatro anos de Bush II, que visa dez países desde o
Médio Oriente até à Ásia oriental. A
intervenção de Rice dá uma pista para seis deles. Ela
também insinuou que a Venezuela está bem colocada na lista de
alvos, que não é pública.
Sabe-se que as unidades das Forças Especiais do Pentágono, de
acordo com o relatório de Hersh, já estão em actividade
dentro do Irão, a preparar detalhes de locais chave militares e
nucleares, para presumíveis futuros bombardeamentos. Nas mais altas
esferas, a França, a Alemanha e a União Europeia estão bem
informadas da agenda americana para o Irão, quanto ao problema nuclear,
o que explica as frenéticas investidas diplomáticas da
União Europeia no Irão.
O Presidente dos EUA, no seu discurso sobre o Estado da União, declarou
que o Irão era 'o principal Estado do mundo responsável pelo
terror.' O Congresso alinha como é costume, começando a tocar os
tambores de guerra no Irão. Declarações no Knesset
israelense feitas pelo chefe Mossad recentemente, reproduzidas no
Jerusalem Post,
apontavam que no final de 2005 o programa iraniano de armas nucleares seria
'imparável'. Isto sugere uma forte pressão de Israel sobre
Washington para fazer 'parar' o Irão ainda este ano.
De acordo também com um antigo funcionário da CIA, Vince
Cannistraro, a nova agenda de guerra de Rumsfeld inclui uma lista de dez
países prioritários. A somar ao Irão, inclui a
Síria, o Sudão, a Argélia, o Iémen e a
Malásia. De acordo com uma notícia de 23 de Janeiro no
Washington Post,
o general Richard Myers, presidente dos Chefes dos Estados-Maiores,
também tem uma lista daquilo que o Pentágono designa por 'alvos
emergentes' para uma guerra preventiva, a qual inclui a Somália, o
Iémen, a Indonésia e as Filipinas e a Geórgia, uma lista
que ele enviou ao secretário Rumsfeld.
Embora a Geórgia possa agora ser considerada sob o controlo de facto da
NATO ou dos Estados Unidos, desde a eleição de Saakashvili, os
outros países são altamente sugestivos da agenda global americana
para a nova Guerra à Tirania. Se juntarmos a Síria, o
Sudão, a Argélia e a Malásia, à lista de Condi Rice
de Cuba, Bielorússia, Myanmar (Birmânia) e Zimbabwe, e à
lista de Richard Myers com a Somália, o Iémen, a Indonésia
e as Filipinas, temos 12 alvos potenciais para a desestabilização
encapotada do Pentágono ou para a intervenção militar
directa, cirúrgica ou mais ampla. E, é claro, a Coreia do Norte,
que parece servir como um útil ponto de fricção permanente
para justificar a presença militar americana nesta região
estratégica entre a China e o Japão.
O que é flagrante é como esta lista de países 'alvos
emergentes' dos Estados Unidos, 'postos avançados da tirania' coincide
directamente com o objectivo estratégico da Administração
pelo controlo global total da energia, o que é claramente o foco
estratégico central da Administração Bush-Cheney.
O general Norman Schwarzkopf, que comandou o ataque ao Iraque em 1991,
declarou no Congresso em 1990: O petróleo do Médio Oriente
é o sangue do ocidente. Alimenta-nos hoje e, como constitui 77% das
reservas existentes no mundo livre, há-de alimentar-nos quando o resto
do mundo ficar seco. Estava a falar daquilo a que alguns geólogos
chamam o pico petrolífero, o fim da era do petróleo barato, sem
atrair uma atenção indesejada para esse facto.
Isto passou-se em 1990. Hoje, com as tropas americanas a preparar uma
situação semi-permanente no Iraque e a moverem-se para
controlarem o petróleo global e os pontos de estrangulamento
energéticos, a situação está muito mais
avançada. A China e a Índia apareceram rapidamente como economias
importantes de importação de petróleo nos últimos
anos, numa altura em que as existentes fontes de petróleo ocidental,
desde o Mar do Norte até ao Alasca, e mais longe ainda, estão em
franco declínio. Temos aqui um cenário pré-programado para
um conflito pelos recursos a uma escala global.
A GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO E A GUERRA À TIRANIA...
Cuba, enquanto 'tirania alvo' é um substituto da Venezuela de Chavez,
que é fortemente apoiada por Putin, via Cuba, e actualmente pela China.
Rice mencionou explicitamente as estreitas ligações entre Castro
e Chavez. Depois de uma falhada tentativa de golpe da CIA, no princípio
do mandato de Bush, Washington está claramente a tentar manter uma
imagem discreta em Caracas. Mantém-se o objectivo de mudança de
regime do recalcitrante Chavez, cuja mais recente afronta a Washington foi a
sua última visita à China, onde assinou um importante acordo
energético bilateral. Chavez também teve a ousadia de anunciar
intenções de desviar vendas de petróleo dos Estados Unidos
para a China, e de vender as suas refinarias americanas. Uma parte do acordo
com a China envolveria um novo oleoduto num porto da costa colombiana, que foge
ao controlo americano do Canal do Panamá. Rice disse no Senado que Cuba
era um posto avançado da tirania e num só
fôlego classificou a Venezuela como um país perturbador da
região.
A Indonésia, com enormes recursos de gás natural que abastecem
principalmente a China e o Japão, constitui um caso interessante. Embora
o país tenha sido aparentemente cooperativo com a Guerra ao Terror de
Washington, desde Setembro de 2001, o governo indonésio protestou
ruidosamente por altura do recente desastre do tsunami, quando o
Pentágono despachou um porta-aviões americano e tropas especiais
num prazo de 72 horas que aterraram em Aceh para fazer 'trabalhos de
salvamento. O porta-aviões americano Abraham Lincoln, com 2000
marines a bordo, supostamente ligados ao Iraque, juntamente com o navio
anfíbio americano Bonhomme Richard, vindo de Guam, desembarcaram cerca
de 13 mil tropas americanas em Aceh, o que alarmou muita gente nas
forças militares indonésias e no governo. O governo concordou,
mas exigiu a saída dos americanos no fim de Março e não
permitiu um campo de apoio em Aceh. Foi o que bastou para que o
secretário eleito da Defesa, o estratego da guerra do Iraque, Paul
Wolfowitz, antigo embaixador americano na Indonésia, fizesse uma visita
de 'reconhecimento dos factos' na região. A ExxonMobil dirige uma
gigantesca produção de GNL (gás natural liquefeito) em
Aceh, que fornece energia à China e ao Japão.
Se juntarmos Myanmar à lista dos 'alvos emergentes', um Estado que,
embora não respeitando os direitos humanos, é também um
aliado importante e recebe ajuda militar de Pequim, vemos desenhar-se bastante
nitidamente um cerco potencial contra a China. A Malásia, Myanmar e
Aceh na Indonésia constituem flancos estratégicos, onde podem ser
controladas as vias marítimas vitais desde o estreito de Malaca, por
onde passam os petroleiros desde o Golfo Pérsico até à
China. Mais ainda, 80% do petróleo japonês passa por ali.
A Administração da Informação de Energia do governo
americano identifica o estreito de Málaca como um dos mais
estratégicos pontos de estrangulamento do tráfego mundial
de petróleo. Não seria conveniente se, no decurso da
limpeza de um ninho de regimes tirânicos, Washington pudesse adquirir o
controlo deste estreito? Até hoje os Estados desta área têm
rejeitado veementemente as tentativas repetidas de Washington para militarizar
os estreitos.
O controlo ou a militarização da Malásia, da
Indonésia e de Myanmar daria às forças americanas um
controlo total sobre o canal marítimo com maior tráfego
petrolífero do mundo desde o Golfo até à China e ao
Japão. Seria um tufão gigantesco sobre os esforços da
China para assegurar a independência energética em
relação aos Estados Unidos. Não só a China
já perdeu enormes concessões de petróleo no Iraque com a
ocupação americana, como o abastecimento de petróleo
à China a partir do Irão está também sob uma
pressão crescente de Washington.
Retirar o Irão aos Mulás daria a Washington o controlo total
sobre o canal marítimo petrolífero estrategicamente mais
importante do mundo, o estreito de Ormuz, uma passagem com pouco mais de
três quilómetros de largura entre o Golfo Pérsico e o Mar
Arábico. A principal base militar americana em toda a região do
Médio Oriente é exactamente no estreito do lado oposto ao Iraque
em Doha Qatar. Também é aqui que se situa uma das maiores
jazidas de gás do mundo.
A Argélia é outro alvo óbvio para a 'guerra à
tirania'. A Argélia é o segundo mais importante fornecedor de
gás natural à Europa continental, e tem reservas significativas
de petróleo bruto sulfuroso da mais alta qualidade, mesmo do tipo de que
as refinarias americanas precisam. Cerca de 90% do petróleo da
Argélia vai para a Europa, principalmente para Itália,
França e Alemanha. O presidente Bouteflika leu as folhas de chá
de Washington de 11 de Setembro e prontamente prometeu o seu apoio à
Guerra ao Terror. Bouteflika apresentara moções para privatizar
diversos bens estatais, mas nunca para a vital companhia petrolífera
estatal, a Sonatrach. Isto evidentemente não chegava para satisfazer o
apetite dos estrategos de Washington.
O Sudão, como já foi dito, passou a ser um dos principais
fornecedores de petróleo à China, onde a companhia
petrolífera nacional investiu mais de 3 mil milhões de
dólares desde 1999, na construção de oleodutos desde o sul
até ao porto do Mar Vermelho. A coincidência deste facto com a
preocupação crescente de Washington pelo genocídio e o
desastre humanitário em Darfur rico em petróleo no
sul do Sudão, não se esgotou em Pequim. A China ameaçou
com um veto nas Nações Unidas contra qualquer
intervenção contra o Sudão. O primeiro acto de um Dick
Cheney reeleito no fim do ano passado foi encher o seu jacto vice presidencial
com os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas
e viajar para Nairobi a fim de discutir a crise humanitária em Darfur,
numa repetição assustadora da preocupação
'humanitária' do secretário de Defesa Cheney em
relação à Somália em 1991.
A escolha de Washington da Somália e do Iémen é uma
escolha emparelhada, como uma olhadela para um mapa do Médio
Oriente/Corno de África pode confirmar. O Iémen situa-se no
ponto de estrangulamento do tráfego petrolífero de Bab el-Mandeb,
o ponto estreito que controla o escoamento do petróleo ligando o Mar
Vermelho com o Oceano Indico. O Iémen também tem
petróleo, embora ninguém ainda saiba bem quanto. Pode ser
imenso. Uma firma americana, a Hunt Oil Co. está a extrair 200 mil
barris por dia mas isto parece ser apenas a ponta do icebergue.
O 'ALVO EMERGENTE' IÉMEN EMPARELHA LINDAMENTE COM O OUTRO ALVO VIZINHO,
A SOMÁLIA
'Sim, Virgínia'..., a acção militar na Somália em
1992, de Herbert Walker Bush, que pôs a sangrar o nariz americano, foi
também na verdade acerca de petróleo... Foi pouco conhecido o
facto de que a intervenção humanitária de 20 mil soldados,
enviados por Bush pai para a Somália, pouco teve a ver com o
propagandeado auxílio alimentar aos somalis esfomeados. Teve sim muito
a ver com o facto de que quatro das principais companhias petrolíferas
americanas, dirigidas pelos amigos de Bush em Conoco de Houston, Texas, e que
incluíam a Amoco (hoje BP), a Chevron de Condi Rice e a Phillips, tinham
todas enormes concessões de exploração de petróleo
na Somália. Os contratos tinham sido feitos com o ex-regime
tirânico e corrupto de Siad Barre 'pro-Washington'.
Barre foi inconvenientemente deposto mesmo na altura em que a Conoco noticiou
ter encontrado ouro negro em nove poços de exploração,
confirmados pelos geólogos do Banco Mundial. O embaixador americano na
Somália, Robert B. Oakley, um veterano do projecto americano Mujahadeen
no Afeganistão nos anos 80, quase deitou a perder o jogo americano
quando, no auge da guerra civil em Mogadiscio em 1992, mudou o seu
aquartelamento para as instalações da Conoco por questões
de segurança. Uma nova limpeza da 'tirania' somali abriria a porta a
estas companhias americanas para traçar o mapa e desenvolver o
provavelmente enorme potencial petrolífero na Somália. O
Iémen e a Somália são dois flancos da mesma
configuração geológica que provavelmente contém
enormes depósitos petrolíferos, sendo também os flancos do
ponto de estrangulamento do Mar Vermelho.
A Bielorússia também não é nenhum campeão
dos direitos humanos, mas do ponto de vista de Washington, é o facto de
o seu governo estar intimamente ligado a Moscovo que o torna um candidato
óbvio a um esforço de mudança de regime ao estilo
ucraniano da 'Revolução Laranja'. Se isso acontecesse, os
Estados Unidos completariam o cerco, pelo oeste, à Rússia e aos
oleodutos russos de exportação para a Europa. Cerca de 81% de
todas as exportações russas actuais vão para os mercados
da Europa ocidental. Uma mudança do regime da Bielorússia neste
momento limitaria à Rússia com armas nucleares a possibilidade de
fazer uma aliança com a França, a Alemanha e a União
Europeia para formar um possível contrapeso ao poder da única
potência, os Estados Unidos, uma alta prioridade dos geopolíticos
da Euroásia, de Washington.
Também parece que está a tomar forma a infraestrutura militar
para tratar de tais estados tirânicos. Em 24 de Janeiro, o jornalista
veterano Seymour Hersh da revista
New Yorker,
citou fontes do Pentágono e da CIA para afirmar que a
posição de Rumsfeld e dos falcões de guerra está
hoje mais forte do que antes da guerra do Iraque. Hersh noticiou que Bush
assinou no ano passado uma Ordem Executiva, sem fanfarras, pondo as principais
operações secretas e a análise estratégica da CIA
nas mãos do Pentágono, passando ao lado do Congresso. Acrescenta
que os planos para o alargamento da Guerra ao Terrorismo sob Rumsfeld
também foram combinados na Administração antes das
eleições.
O
Washington Post
confirmou as afirmações de Hersh, noticiando que o
Pentágono de Rumsfeld tinha criado, por Ordem Presidencial, e
ultrapassando o Congresso, um novo Ramo de Apoio Estratégico
(Strategic Support Branch),
que retoma a função clandestina tradicional da CIA, além
de outras funções. Segundo um relatório do coronel do
exército americano na reforma Dan Smith, no
Foreign Policy in Focus
de Novembro passado, a nova unidade SSB inclui o SEAL Team Six, uma equipa
militar de elite
[1]
, os esquadrões Delta das forças armadas e potencialmente um
exército de 50 mil paramilitares, preparados para 'excelentes
guerrilhas' fora do alcance do Congresso.
A lista de alvos emergentes numa nova Guerra à Tirania é
nitidamente fluida, provisória e adaptável conforme a
mudança dos acontecimentos. É evidente que está em marcha
nas mais altas esferas uma preparação de futuras ofensivas
militares e económicas, de cortar a respiração, para
transformar o mundo. A um preço mundial do petróleo de 150
dólares ou mais por barril nos próximos anos associar-se-á
o controlo dos pontos de estrangulamento do seu abastecimento sob uma
única potência, se Washington atingir os seus objectivos.
13/Fev/2005
(continua)
[*]
Autor de
'A Century of War: Anglo-American Oil Politic and the New World Order',
editado pela Pluto Press Ltd.
[1]
uma das mais secretas unidades militares americanas, responsável pelas
operações de contra-terrorismo em ambiente marítimo.
O original encontra-se em
http://globalresearch.ca/articles/ENG502A.html
.
Tradução de Margarida Ferreira.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.