|
|
"De todas as manigâncias da espécie humana destinadas a
trapacear as
classes trabalhadoras, nada tem sido mais eficaz do que iludi-las com dinheiro
de papel".
Daniel Webster
|
O povo americano vive na terra dos sonhos. Se ele tivesse a mais remota ideia
do que o banco central (Federal Reserve, Fed) está a tramar sairia
às ruas agitando punhos e forcados. Ao invés disso, prosseguimos
nossas actividades como se nada estivesse errado.
Seremos realmente tão estúpidos?
O que é que as pessoas não entendem acerca do défice
comercial? Isto não é ciência de ponta. O Défice
de Transacções Correntes é superior a US$ 800 mil
milhões por ano. Isto significa que estamos a gastar mais do que
estamos a fabricar e a canibalizar o dólar neste processo. Actualmente,
precisamos de mais de US$ 2 mil milhões por dia de investimento
estrangeiro só para impedir as rodas saiam da carroça.
Toda a gente concorda em que os actuais desequilíbrios comerciais
são insustentáveis e provavelmente irão disparar grandes
rupturas económicas que nos empurrarão para uma recessão
global. Ainda assim, Washington e o Fed resistem teimosamente a qualquer
mudança de política que possa reduzir o sobre-consumo ou reverter
as tendências actuais.
Isto é loucura.
A classe dos investidores ama o grandes défice porque eles proporcionam
crédito barato para as pródigas isenções fiscais de
Bush e a guerra. A reciclagem de dólares em Títulos do Tesouro
americano e em obrigações
(securities)
baseadas no dólar é um caminho perfeito para cobrir despesas
governamentais e impelir o mercado de acções com dinheiro
estrangeiro. É uma situação sempre vencedora para as
elites políticas e a Wall Street. Para o resto de nós é
uma perda total.
O défice comercial impõe pressão baixista sobre o
dólar e actua como um imposto encoberto. De facto, é isto o que
ele é um imposto! Todos os dias cresce o défice, mais
dinheiro é roubado das pensões de reforma e das poupanças
de toda a vida dos americanos da classe trabalhadora. Trata-se de uma bomba de
inflação obscurecida pela retórica suave dos
"mercados livre" e da desregulação.
Considere isto: Em 2002 o euro estava a US$ 0,87 por dólar. Na
sexta-feira passada (06/Abril/2007) fechou a US$ 1,34 algo melhor do que
o ganho de 50% do euro em apenas quatro anos. Isto também é
verdade para o ouro. Em Abril de 2000 o ouro era vendido a US$ 279 por
onça. Na sexta-feira passada, no encerramento do mercado disparou para
US$ 679,50 mais do que o dobro do preço.
O ouro não está a subir, ele é simplesmente uma fita
métrica do valor evanescente do dólar. A realidade é que
o dólar está a ser armazenado com grande êxito, e o
principal culpado é o aprofundamento do défice comercial.
A demolição do dólar não é acidental. Ela
é parte de um plano para comutar riqueza de uma classe para outra e
concentrar poder político nas mãos de uma elite dominante
permanente. Não há nada de particularmente novo acerca disto e
Bush & Greenspan nada esconderam o que estavam a fazer. A expansão
maciça do governo federal, as isenções fiscais sem fundos,
as baixas taxas de juro e os aumentos agudos na oferta monetária foram
todas medidas executadas à plena vista do povo americano. Nada foi
escondido. Nem a administração nem o Fed parecem importar-se em
que nós saibamos ou não aquilo que estamos a ser ludibriados
é apenas o nosso duro destino. Com o que eles se importam
é com os US$ 3 milhões de milhões
(trillions)
de riqueza
que foram transferidos de escravos assalariados e pensionistas para plutocratas
salivantes como Greenspan e seu amigo Bush.
Estas políticas tiveram um efeito devastador sobre o dólar, o
qual tem estado a afundar desde que Bush tomou posse em 2000. Agora que as
compras estrangeiras da dívida americana estão a acabar, o papel
moeda verdade pode mergulhar para profundidades ainda maiores. Não
há realmente qualquer meio de saber quão fundo o dólar
cairá.
Isto colocá-nos diante de encruzilhadas. Estamos tão
absolutamente dependentes da "caridade de estranhos" (investimento
estrangeiro) que um piscar de 9% no mercado de acções
chinês (ou mesmo uma subida de 0,25 pontos no yen) remete Wall Street
para uma espiral baixista. Quando o mercado habitacional continua desatado, o
mercado de acções (que está carregado com dívida
hipotecárias colaterizadas) naturalmente cai e o investimento em
Títulos do Tesouro e obrigações americanas secará.
Será o dia do juízo final para a nota verde o momento em que os
bancos centrais de todo o planeta tentarão descarregar as suas pilhas de
dólares em troca de ouro ou divisas estrangeiras.
Este dia parece estar a aproximar-se rapidamente quando as três economias
motoras estão super aquecidas e precisam elevar taxas de juro para
conter a inflação. Isto tornará todos os seus
títulos e divisas mas atraentes para o investimento estrangeiro,
divergindo muito do crédito necessário dos mercados americanos.
Pode simplesmente Imaginar o efeito sobre o já trôpego mercado
habitacional se as taxas de juro fossem subitamente escaladas para cima a fim
de manter o fluxo de capital estrangeiro?
O Banco Central Europeu (BCE), o Japão e a China estão a cooperar
num esforço para "gradualmente" deflacionar o dólar
enquanto minimizam os seus efeitos sobre a economia mundial. De facto, a China
esperou mesmo que os mercados encerrassem na Sexta-feira Santa para anunciar
outro aumento na taxa de juro. Evidentemente, os chineses estão a
tentar evitar uma repetição na Wall Street do banho de sangue de
400 pontos de 4 de Fevereiro último.
O Japão também tenta manter uma tampa sobre as taxas de juro (e
permitir que o défice comercial continue) apesar de a propriedade
comercial em Tóquio estar "ao rubro" e passível de
atear um ruinoso ciclo de especulação.
Mas por quanto tempo estas economias em ascensão podem evitar os
aumentos de taxas de juro que são necessários para domar a
inflação nos seus próprios países? O problema,
naturalmente, está em que ao combater a inflação
internamente elas dispararão a inflação nos EUA. Por
outras palavras, ao fortalecer suas próprias divisas elas enfraquecem o
dólar é inevitável.
É obrigatório cortar gastos de consumo nos EUA, o que
repercutirá através de toda a economia global.
Os problemas apresentados pela queda do dólar não podem ser
resolvidos pela micro-administração ou com
pregações morais. Na verdade, não há mais
possibilidade de uma "aterragem suave"
("soft landing")
para o dólar, nem tão pouco para o super-inchado mercado
imobiliário. A bolha económica de Greenspan está
destinada ao desastre e não há grande coisa que alguém
possa fazer para diminuir o dano. Quando os preços das
habitações caírem e os proprietários não
forem mais capazes de cumprir seus compromissos, os gastos dos consumidores
amortecerão, a economia encolherá e o Fed será
forçado a baixas as taxas de juro.
Infelizmente, quando chegar este ponto o rebaixamento das taxas já
não será suficiente. As taxas de juro precisam pelo menos seis
meses para terem influência e, nessa altura, o forte rufar dos tambores,
com os arrestos e os preços cadentes do imobiliário, terão
arruinado o público de toda uma "classe de activos" durante
anos. Muitos verão as poupanças das suas vidas gotejarem para
longe, mês a mês, enquanto os preços continuam a mergulhar e
a sua situação líquida
(equity)
a esvanecer-se no éter. Estas são as vítimas reais da
fraude de Greenspan com as baixas taxas de juro.
O Federal Reserve está plenamente consciente do dano que infligiu com o
seu mau trabalho nas taxas de juro. Numa declaração de 2006 o
Fed reconheceu mesmo que sabia que milhões de milhões
(trillions)
de dólares em especulação estavam a ser canalizados para o
mercado imobiliário.
"Tal como os preços de outros activos, os preços das casas
são influenciados pelas taxas de juro, e em alguns países o
mercado habitacional é um canal chave da política de
transmissão monetária".
"Transmissão monetária" realmente?!? Triliões
de dólares em hipotecas foram emitidos para pessoas que não
têm possibilidade de pagá-las. Foi uma fraude desavergonhada.
Ainda assim, a política persistiu numa tentativa desesperada de impedir
a economia americana de entrar em colapso numa recessão. O resultado
desta política enganosa foi "a maior bolha de
situação líquida da história", a qual agora
ameaça a solvência económica da América.
O escritor Benjamin Wallace comentou as actividades do Fed num artigo na
Atlantic Monthly:
"Lá vai a vizinhança: por que os preços das casas
estão prestes a mergulhar" e a levar a
recuperação consigo.
"Vamos assumir por um momento que bastantes pessoas cometam tolices, e o
boom do refinanciamento estenda-se por mais um ano. E daí? O problema
real chega. Porque se pensa que Greenspan é cauteloso acerca do
refinanciamento, a verdade é que ele está realmente a evitar
falar daquilo que está no âmago de uma enorme bolha
imobiliária, numa escala jamais vista desde a Depressão. Pior, o
inflacionado mercado habitacional agora está numa posição
historicamente única, como motor do resto da economia. Dentro de um ano
ou dois é provável que aquela bolha estoure, e quando isso
acontecer ela pode muito bem deitar abaixo a economia americana".
Ou isto de Robert Shiller em seu
Irrational Exuberance
:
"As pessoas em grande parte do mundo ainda estão super-confiantes
em que o mercado de acções, e em muitos lugares o mercado
imobiliário, comportar-se-ão muito bem, e esta
super-confiança pode conduzir à instabilidade. Novos
ascensões significativas nestes mercados poderiam, finalmente, conduzir
a declínios ainda mais significativos. As más
consequências poderiam ser que os declínios resultassem num
aumento substancial das taxas de bancarrotas pessoais, as quais conduziriam
também a uma cadeia secundária de bancarrotas de
instituições financeiras. Uma outra consequência a longo
prazo poderia ser um declínio na confiança do consumir e dos
negócios, e ainda outra uma possível recessão à
escala mundial".
Se não for tratado adequadamente, o colapso habitacional poderia
resultar em outra Grande Depressão. A América já
não tem a capacidade (manufactureira) para abrir o seu caminho para fora
de uma recessão profunda. Enquanto o Fed estava a despejar US$ 11
milhões de milhões no mercado imobiliário através
de empréstimos com baixas taxas de juro, o sector manufactureiro
americano estava a ser descartado pela China e pela Índia em nome da
globalização. Sem investimento de capital e
produção fabril acrescida, a recuperação
económica será difícil se não impossível. A
chamada "recuperação"
(rebound)
da recessão de 2001 foi devida a taxas de juro artificialmente baixas e
ao créditos fácil que inflacionou o mercado habitacional. Isto
nada tem a ver com aumentos na produtividade, exportações, ou
liquidação de dívidas antigas. Por outras palavras, a
"recuperação" não foi criação de
riqueza real mas simplesmente expansão do crédito. Há um
vasto abismo entre "produtividade" e "consumo", embora
pareça que Greenspan nunca apreendeu a diferença.
Um centavo emprestado não é o mesmo que um centavo ganho, embora
ambos possam causar um ligeiro sobressalto no PIB. A atitude de Greenspan foi
correctamente resumida por Addison Wiggin em
The Daily Reckoning,
que disse: "Medir o PIB através do consumo alimentado por
dívidas é realmente apenas medir a taxa pela qual a
América está destinada à falência".
Bingo.
A maior exportação da América é a sua divisa
fiduciária, a qual os estrangeiros estão cada vez mais hesitantes
em aceitar.
Será que se pode culpá-los?
Eles começaram a compreender que não temos qualquer meio de
repagá-los e que "a boa fé e o crédito" dos
Estados Unidos é tão confiável quanto o plano de
pensões 401-K administrado por Ken Lay.
[1]
A fragilidade da economia americana ficará mais aparente à medida
que a bolha imobiliária de Greenspan continuar a perder ar e os gastos
dos consumidores continuarem baixos. Como notámos anteriormente, as
retiradas sobre a situação líquida de
habitações estão a secar o que tornará mais lento e
desencorajará o investimento estrangeiro. O colapso
(meltdown)
nos empréstimos
subprime
[2]
atraiu mais atenção para as manobras dos bancos e prestamistas
de hipotecas e muitas pessoas estão a ter um entendimento mais claro do
papel do Federal Reserve na criação desta bolha monstruosa numa
economia fracassada.
Os 10% ou 20% de aumentos anuais no valor das propriedades são sem
precedentes. Eles são "bolha pura" e nada têm a ver com
aumentos em salários, procura, produtividade, investimento de capital ou
PIB. Foi tudo "espuma" gerada pelo maior Mestre da Espuma do mundo,
Alan Greenspan.
Como observa Addison Wiggin, "Há apenas uma fonte real de riqueza:
um ambiente saudável e competitivo que envolva a permuta de bens a par
do controle sobre os gastos deficitários".
As elites no Federal Reserve e na administração Bush
pilotaram-nos para longe desta rota "testada e verdadeira" e
colocaram-nos no caminho da dívida e da catástrofe. Não
será fácil restaurar nossa base manufactureira e competir outra
vez no mercado aberto, mas isto deve ser feito. Economias fortes exigem que o
seu povo produza coisas que outros povos querem. Isto é um
truísmo fundamental que foi perdido nos fumos e espelhos das
peripécias de Greenspan no Fed.
Lamentavelmente, provavelmente enfrentaremos maus tempos económicos por
décadas na qual o dólar enfraquecerá, as
acções cairão, o PIB encolherá e os padrões
de vida tradicionais declinarão.
As linhas de tendência no mercado imobiliário provavelmente
serão o inverso daquelas que têm sido nos últimos 10 anos.
Isto afectará dramaticamente os gastos do consumidor (70% do PIB) e
imporá uma pressão adicional sobre o dólar.
O dólar já está em grande perturbação
a única coisa que o mantém a flutuar é a compra
estrangeira da dívida americana por credores que não querem ser
deixados na posse de milhões de milhões em papel sem valor (a
dívida americana é o maior activo único do Japão!).
Estes "influxos líquidos" criaram uma falsa procura pelo
dólar, a qual inevitavelmente dissipar-se-á quando os bancos
centrais continuarem a diversificar [as suas reservas].
Na semana passada o FMI emitiu uma advertência de que haveria um
declínio "substancial" no dólar a fim de trazer o
défice comercial a níveis sustentáveis. Esta,
naturalmente, é a intenção do Fed e da Equipe Bush:
reduzir a carga da dívida deflacionando a divisa. É uma ideia
louca. Ninguém destrói o poder de compra da sua divisa para
liquidar suas dívidas. Isto apenas ilustra a precipitação
das pessoas responsáveis.
Em 20 de Março de 2007 também o governador do Banco Central da
China, Zhou Xiaochuan, anunciou que "a China não acumulará
mais reservas estrangeiras e cortará uma pequena quantidade das reservas
actuais para a formulação de uma nova agência de
divisas". A declaração de Zhou é uma martelada no
dólar. Os EUA precisam aproximadamente US$ 70 mil milhões por
mês de investimento estrangeiro para cobrir o seu défice comercial
corrente. A China é um dos maiores compradores da dívida
americana. Se a China diversificar, então o dólar cairá e
as réplicas do terramoto propagar-se-ão através dos
mercados de todo o mundo.
Os chineses são muito cuidadosos na forma de exprimir suas
declarações económicas. É por isso que
deveríamos considerar seriamente os comentários de Zhou.
Três semanas atrás ele emitiu uma declaração
igualmente agourenta ao dizer: "a China diversificará em outras
reservas estrangeira o seu milhão de milhão
(US$1 trillion)
de
dólares, a maior do mundo, em diferentes divisas e instrumentos de
investimento, incluindo mercados emergentes" (Reuters).
Isto deveria ter sido uma bandeira vermelha para correctores de divisas, mas os
media enterraram a estória e os mercados obedientemente encolheram os
ombros. A verdade é que o nosso relacionamento com os chineses
está a mudar muito rapidamente e os dias de crédito barato e de
um dólar de "alto voo" estão a chegar ao fim.
Setenta por cento das reservas de divisas da China são em dólares
americanos. O efeito da "diversificação" será
devastador para a economia americana. Ela aumenta a probabilidade da
hiper-inflação no mesmo momento em que o mercado
imobiliário está no mais profundo declínio dos
últimos 80 anos. Quando a crise da divisa surge em simultâneo com
crises económicas, os problemas são muito mais difíceis de
resolver.
O dia do juízo final para a nota verde
É impossível prever totalmente os efeitos da queda do
dólar. O dólar é uma divisa diferente de qualquer outra e
é a pedra angular do poder político, económico e militar
da América. Como divisa de reserva aceite internacionalmente, permite
à Federal Reserve controlar o sistema económico global
através da criação de crédito a partir "do
ar" e utilizar certificados monetários na compra de valiosos bens
manufacturados e recursos. Isto um corpo de não eleito de banqueiros
privados na responsabilidade de estabelecer taxas de juros que afectam
directamente todo o mundo.
O Iraque provou que os militares americanos não podem mais impor a
hegemonia do dólar através da força das armas. Novas
alianças estão a formar-se que reperfilarão a paisagem
geopolítica e assinalarão a emergência de um mundo
multi-polar. O declínio modelo da super-potência pode ser
atribuído directamente à denominação em divisas
estrangeiras de recursos vitais e mercadorias. A América está
simplesmente a perder o seu domínio sobre as fontes de energia sobre as
quais dependem todas as economias industriais. O Iraque é o ponto
extremo para a dominância global da América.
Quando bancos centrais estrangeiros abandonarem a nota verde o actual sistema
desmanchar-se-á e o modelo "unitário de ordem mundial
terminará abruptamente.
Isto pode ser uma experiência penosa para os americanos, que
indubitavelmente experimentarão uma queda aguda nos padrões de
vida actuais. Mas isto também proporciona uma oportunidade para
dispensar o Federal Reserve e devolver o controle da divisa do país aos
legítimos representantes do povo no Congresso dos EUA.
[3]
Este é primeiro passo para a remoção da cabala de
correctores em ambos os partidos políticos que representam unicamente
estreitas ambições de interesses privados.
A Guerra ao Terror é um truque de relações públicas
destinado a disfarçar a utilização de
operações militares e encobertas para assegurar recursos
minguantes e manter a supremacia do dólar. É fútil tentar
controlar a ascensão da China, Índia, Rússia e outros
países do mundo em desenvolvimento e ao mesmo tempo preservar a
autoridade das elites brancas ocidentais.
O fortalecimento do euro anuncia competição crescente para o
dólar e uma decadência constante da influência da
América por todo o mundo. Isto deveria ser encarado como um
desenvolvimento positivo. Maior paridade entre divisas sugere maior
equilíbrio entre os estados portanto, mais democracia. Mais uma
vez, o modelo da super-potência apenas aumentou o terrorismo, o
militarismo, a violação dos direitos humanos e a guerra. Por
qualquer padrão objectivo, Washington tem sido um fraco gerente da
segurança global.
A queda do dólar também sugere uma crescente reviravolta
política interna provocada pelas dificuldades económicas.
Deveríamos saudar isto. A América precisa refazer-se a si
própria para retomar seus princípios originais de liberdade
pessoal, liberdades civis e justiça social rejeitar a demagogia e
o belicismo do regime Bush a fim de restabelecer nossa crença no habeas
corpus, na presunção de inocência e na regra da lei. O
mais importante é que precisamos recuperar nossa honra.
Grandes alterações estão a aproximar-se em
relação ao dólar, é apenas uma questão de
saber se nos atolaremos em recriminações pessimismo ou iremos
utilizá-las a fim de criar uma nova visão da América e
restaurar os princípios do governo republicano. É o que se nos
depara.
10/Abril/2007
Notas do tradutor:
[1]
Ken Lay
, fundador e administrador da Enron. Com a sua falência os
empregados
perderam, além dos empregos, também os seus fundos de
pensão K-401.
[2]
Subprime:
Empréstimos pouco confiáveis, efectuados a taxas de juros mais elevadas
a pessoas com baixos níveis de rendimento.
[3] Esta opinião acerca da legitimidade do Congresso é do autor.
Resistir.info não tem de concordar com tudo o que publica.
[*]
O autor vive no estado de Washington, EUA. Seu email é
fergiewhitney@msn.com
.
O original encontra-se em
http://www.counterpunch.org/whitney04112007.html
.
Tradução de JF.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.