Informação a todos os associados do Montepio
Porque estou contra a proposta de revisão dos estatutos do Montepio
apresentada pelo presidente do Conselho de Administração
A razão desta informação é dar a conhecer a todos
os associados o processo de revisão dos Estatutos da Caixa
Económica que está marcha, cujo conteúdo desconhecem,
assim como a posição que tenho defendido no Conselho Geral, para
o qual fui eleito pelos associados, a fim de que possam fazer uma
avaliação quer da proposta do presidente do Conselho de
Administração quer da minha proposta, que tem o apoio de muitos
associados pois recebi contributos de muitos na sua formulação.
Procurei sempre o consenso apresentando no Conselho Geral do Montepio e
directamente à comissão um conjunto de propostas mas nem uma
delas foi considerada quer pelo presidente do Conselho de
Administração quer pela comissão. No Montepio domina
actualmente o pensamento único, que é o do presidente. Ou se
submete a ele ou se é excluído. É necessário
alterar esta situação para que as pessoas e os princípios
democráticos sejam respeitados pois isso são valores
também mutualistas e definam também o mutualismo. Esperamos
contar com o apoio dos associados, pois o Montepio não pertence a uma
pessoa, nem a um conjunto de pessoas mas sim a todos os seus associados que, no
fim de 2011, já eram 497.420 espalhados em todo o país.
Quem conheça o funcionamento do Montepio Geral sabe bem que um dos
problemas mais importantes que tem esta instituição é a
ausência de qualquer controlo efectivo da actividade do Conselho de
Administração por parte dos associados. Esta é uma
deficiência importante reconhecida pelo próprio presidente do
Conselho de Administração.
Mas a proposta apresentada pelo presidente do Conselho de
Administração, depois subscrita pela maioria dos membros da
comissão de revisão eleita em Assembleia Geral de Março de
2008 que de acordo, com a mesma assembleia, devia apresentar uma proposta de
revisão (a ela) num prazo de 90 dias mas que nunca fez (e já
passaram quatro anos), visa retirar poder aos associados aumentando ainda mais
a falta de controlo da actividade do Conselho de Administração
por aqueles. Portanto, no lugar de procurar contribuir para resolver o
problema, promovendo e estimulando a participação e o controlo
por parte dos associados, a proposta do presidente do Conselho de
Administração agrava ainda mais o problema existente como vou
mostrar.
A proposta do presidente do Conselho de Administração pretende
acabar com a Assembleia Geral da Caixa Económica Montepio Geral, e
transformar o actual Conselho Geral, no essencial com a
composição que tem (apenas retira o Conselho Fiscal), em
Assembleia Geral da Caixa Económica que é o banco do grupo
Montepio.
O actual Conselho Geral, composto de 23 membros, com a composição
e as funções que possui, não tem qualquer possibilidade de
controlar a actividade do Conselho de Administração. Em primeiro
lugar, porque é dominado pelo Conselho de Administração.
Basta dizer que todos os membros do Conselho de Administração
fazem parte do Conselho Geral. Qual é a organização em que
o órgão que controla tem no seu próprio seio o
órgão controlado? Só no Montepio. Depois, o Conselho Geral
é constituído também pelos membros da mesa da
assembleia-geral eleita na lista do Conselho de Administração, a
que se juntam os restantes membros eleitos na mesma lista do Conselho de
Administração. A maioria dos membros do Conselho Geral foi eleita
na lista do Conselho de Administração. No Conselho Geral que
está em funções 18 dos 23 membros foram eleitos na lista
do Conselho de Administração ou nomeados por ele. Portanto,
é evidente que um órgão com esta composição
não tem qualquer possibilidade de controlar a actividade do Conselho de
Administração. E é o que tem acontecido. E é um
órgão desta natureza e com esta composição que, de
acordo com a proposta apresentada, o presidente do Conselho de
Administração pretende transformar em Assembleia-Geral da Caixa
Económica Montepio Geral afastando dela a
participação directa dos associados.
Mas não é apenas por esta razão que a falta de controlo da
actividade do Conselho de Administração agravar-se-ia ainda mais
se a proposta do presidente do Conselho de Administração fosse
implementada. Uma outra razão é que o Conselho Geral não
tem condições para exercer qualquer controlo. E isto porque a
informação a que tem acesso é manifestamente insuficiente
e porque o tempo que lhe é dado para a analisar é muito reduzido.
Basta dizer que a informação sobre a OPA do Montepio sobre o
Finibanco, uma operação com elevados riscos e consequências
para o grupo Montepio como se está a constatar, foi apenas dada a
conhecer verbalmente aos membros do Conselho Geral na reunião deste
órgão em que teve de dar o seu parecer, e que o Relatório
e Contas de 2011 foi só enviado por email no fim de semana aos membros
do Conselho Geral, depois de muita insistência minha, para uma
reunião que se realizava 4ª feira seguinte, tendo os membros do
Conselho Geral apenas dois dias úteis para o analisar, conjuntamente com
a actividade profissional que desenvolvem. E estes casos não são
únicos, muito pelo contrário caracterizam a prática
habitual de funcionamento deste órgão.
De acordo com a proposta de revisão dos Estatutos do presidente, o
Conselho de Administração da Caixa Económica MG (o
banco do grupo Montepio) deixaria de ser eleito pelos associados. O que
continuaria a ser eleito pelos associados, seria o Conselho de
Administração da Associação Mutualista, e seria
este que proporia ao Conselho Geral da Caixa Económica eleito pelos
associados como acontece actualmente, mas com a composição
indicada anteriormente, agora já com o nome de Assembleia Geral da Caixa
Económica, uma lista para o Conselho de Administração da
Caixa Económica a eleger. E os membros deste Conselho de
Administração da Caixa Económica poderiam até
não ser associados. Teriam de ser é da confiança do
Conselho de Administração da Associação Mutualista
e, nomeadamente, do seu presidente. Isto permitiria, por ex, ao actual
presidente sair do cargo desgastante de presidente do Conselho de
Administração da Caixa Económica, colocando nele as suas
pessoas de confiança, e ficar no Conselho de Administração
da Associação Mutualista indefinidamente mantendo o poder total,
pois com a composição do Conselho Geral, transformado em
assembleia geral da Caixa Económica, poderia facilmente substituir a
administração desta.
A PROPOSTA QUE DEFENDO É RADICALMENTE DIFERENTE DA DO PRESIDENTE DO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E VISA MAIS TRANSPARÊNCIA E
CONTROLO
A proposta que defendi no Conselho Geral é radicalmente diferente da
defendida pelo presidente do Conselho de Administração. Ela visa
aumentar o controlo da actividade do Conselho de Administração
por membros e órgãos eleitos independentes do conselho de
administração e impedir a perpetuação no grupo
Montepio de qualquer projecto de poder pessoal
A proposta assenta nos seguintes princípios que aqui enuncio para
reflexão e para obter a opinião dos associados: (1)
Eleição de membros não executivos para o conselho de
administração por parte das listas minoritárias desde que
atingissem um mínimo de votos; (2) A constituição de um
Conselho Geral verdadeiramente independente do Conselho de
Administração, o que pressupunha a eliminação de
cargos por inerência, consequentemente os membros do Conselho de
Administração não podiam ser simultaneamente também
membros do Conselho Geral, como actualmente acontece (é absurdo que o
órgão que controla tenha no seu seio, como membros efectivos, o
órgão que é controlado), e o reforço dos poderes
deste; (3) Listas separadas para a eleição de cada um dos
órgãos do Montepio, portanto não podia ser apresentada uma
lista simultaneamente para os três órgãos, o que tem
determinado o condicionamento do voto dos associados; (4)
Limitação de mandatos para o Conselho de
Administração; (5) A realização da Assembleia Geral
descentralizada por regiões de forma a criar condições a
uma maior participação dos associados, já que as actuais
Assembleias Gerais em que participam, em média, 200 associados, a
maioria deles quadros superiores e directivos do grupo Montepio, sendo a
maioria dependentes do Conselho de Administração, não
representam verdadeiramente os quase meio milhão de associados (neste
momento já deve ser superior) que tem actualmente o Montepio.
À semelhança dos administradores independentes não
executivos que já existem em muitas sociedades, os administradores
não executivos eleitos pelas listas minoritárias com um
mínimo de representatividade, sem poder para interferir na gestão
corrente pois essa ficaria a cargo da comissão executiva do conselho de
administração, que seria constituída pelos membros da
lista que obteve a maioria dos votos; repetindo, estes administradores
não executivos eleitos pelas listas minoritárias teriam muito
mais condições para ter uma função de
vigilância da actividade da comissão executiva. Esta
vigilância realizada pelos membros não executivos do Conselho de
Administração eleitos pelas listas minoritárias
representativas, seria completada por um Conselho Geral independente, portanto
não dominado pelo Conselho de Administração como
actualmente sucede, e com poderes reforçados.
É minha convicção que esta estrutura, por um lado,
permitiria aumentar em muito o controlo da actividade do Conselho de
Administração por membros e órgãos eleitos e
independentes da comissão executiva do Conselho de
Administração, responsável pela gestão corrente;
por outro lado, aumentaria também a transparência do funcionamento
do grupo Montepio, o que daria muito mais confiança aos associados e
promoveria uma maior participação; e, finalmente, criaria
condições que impediriam projectos de poder pessoal e outro tipo
de problemas que tem caracterizado a vida de outras organizações.
Finalmente, não afasto totalmente a hipótese de um Conselho Geral
renovado, reforçado, e independente do Conselho de
Administração, eleito directamente por todos os associados, poder
ser transformado em Assembleia Geral da Caixa Económica, mantendo-se a
Assembleia Geral de todos os associados para a Associação
Mutualista. Mas isto só seria de avançar depois de um amplo e
alargado debate com os associados, mostrando as vantagens e desvantagens de tal
solução para que pudesse ser formulado uma solução
com consenso alargado e participado.
A ACTUAL GESTÃO DO MONTEPIO NÃO TEM SIDO ORIENTADA PARA CRIAR
VALOR PARA OS ASSOCIADOS
Quem tenha de ouvir o actual presidente do Conselho de
Administração nas reuniões do Conselho Geral,
poderá ficar com a ideia de que ele é o maior gestor em Portugal,
que previu tudo e para tudo tomou atempadamente decisões correctas,
portanto um gestor muito superior ao das outras instituições
financeiras. Mas como diz o ditado
Presunção e água benta, cada um toma a que quer
. Infelizmente tais declarações não se coadunam com
os resultados e benefícios para os associados. É isso o que
sistematicamente tenho procurado mostrar nas intervenções que
faço em praticamente todas as reuniões do Conselho Geral, para
desagrado do presidente do Conselho de Administração.
Nas reuniões do Conselho Geral tenho criticado de uma forma persistente
a actual gestão da Caixa Económica, que é o banco do grupo
Montepio, assim como das restantes empresas do grupo, já que a sua
gestão não têm sido orientada com o objectivo de criar
valor para os associados.
A rentabilidade dos fundos (dinheiro) que os associados tem colocado na
Associação Mutualista, em capitais reforma e em outras
modalidades para serem rentabilizados, uma parte importante tem sido investido
na Caixa Económica e em outras empresas do grupo com rentabilidades
muito baixas, o que tem impedido que os benefícios que depois são
distribuídos pelos associados sejam cada vez mais reduzidos, levando
muitos a levantar as suas poupanças e a ir investir em outras
aplicações. Pode-se com propriedade dizer que é a
Associação Mutualista, com fundos dos associados, que financia a
Caixa Económica com benefícios muito reduzidos para os associados.
Actualmente a participação da Associação Mutualista
no capital institucional da Caixa Económica atinge já 1.245
milhões , e existem mais 139,6 milhões que
estão aplicados no capital das outras empresas do grupo, o que já
soma 1.384,6 milhões . A Caixa Económica, que é o
banco do grupo, quando precisa de dinheiro (isso aconteceu, por ex., quando da
compra do Finibanco) vai buscar à Associação Mutualista,
que são fundos que os associados depositaram nela para serem
rentabilizados. O capital próprio da Associação
Mutualista, de acordo com o Balanço de 2011, é apenas de 415,6
milhões , o que significa que 969 milhões aplicados
nos capitais institucionais da Caixa Económica e das empresas do grupo
Montepio são capitais de reforma ou de outras modalidades pertencentes
aos associados. E a rentabilidade dos capitais dos associados colocados na
Caixa Económica tem sido muito baixa. De acordo com a
Demonstração de Resultados da Associação
Mutualista, a parcela investida na Caixa Económica (1245 milhões
.) teve, em 2011, uma taxa de rentabilidade de apenas 2,1%, menos do que
em 2010 que tinha sido de 2,6% (em 2009, foi apenas de 1,6%); e a taxa de
rentabilidade do investido nas restantes empresas do grupo foi, em 2011, de
apenas 1,3%. É evidente, que com estas baixíssimas taxas de
rentabilidade a Associação Mutualista poucos benefícios
pode distribuir pelos seus associados. Para além disso, a
Associação Mutualista deposita o dinheiro que recebe dos
associados na Caixa Económica, recebendo um juro extremamente baixo (em
2009, 2,4%; em 2010, apenas 1,7% e, em 2011, somente 2,7%) que é fixado
pelo Conselho de Administração que é simultaneamente das
duas instituições. E estas baixas taxas de rentabilidades de uma
parte muito importante dos fundos dos associados não se registaram
apenas em 2010 e em 2011. Têm-se verificado também em anos
anteriores de uma forma sistemática.
Quando a análise passa da Associação Mutualista para a
análise dos resultados da própria Caixa Económica, que
é o banco do grupo Montepio, os resultados não têm sido
famosos. Para tirar essa conclusão basta analisar a rentabilidade dos
capitais próprios (ROE) e do activo líquido (ROA) da Caixa
Económica ao longo dos anos. De acordo com os Relatórios e
Contas, a rentabilidade dos capitais próprios (Resultado do
exercício a dividir pelos Capitais Próprios médios) tem
variado da seguinte forma ao longo dos anos: 2008: 4,12%; 2009: 4,72%; 2010:
5,18%; 2011: 3,87%. E a rentabilidade do activo líquido (Resultados do
exercício a dividir pelo Activo Liquido médio) teve a seguinte
variação na Caixa Económica: 2008:0,20%; 2009: 0,26%;
2010: 0,29%; e 2011: 0,21%. Portanto, valores inferiores às taxas
médias verificadas na banca em Portugal para as mesmas variáveis
segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal de
Nov/2011.
Com a compra do Finibanco e o agravamento da crise financeira, a
concessão de crédito que é a principal actividade de uma
instituição de crédito, como é a Caixa
Económica, diminuiu. Segundo o Relatório e Contas de 2011,
retirando a carteira de crédito do Finibanco, registou-se uma quebra de
-1,7% relativamente a 2010.
Por outro lado, a estrutura de crédito concedido pela Caixa
Económica não é diferente da das outras
instituições financeiras, e tem os mesmos problemas. Cerca de 50%
do crédito concedido (8.451,7 milhões em 2011) é
crédito à habitação. Se somarmos o crédito
concedido a empresas de construção e de imobiliário aquela
percentagem sobe muito mais (só o credito às empresas de
construção atinge 3.354 milhões ). Portanto, tal
como aconteceu com as outras instituições, a gestão da
concessão de crédito na Caixa Económica foi semelhante, e
tem os mesmos problemas. Entre 2010 e 2011, o crédito e juros vencidos
aumentaram de 577,49 milhões para 822,75 milhões ,
ou seja, subiu 42,5% num ano apenas. Para além disso, a Caixa
Económica concedeu muito daquele crédito a prazo a 30 e 40 anos e
a taxas de juros baixas, porque o crédito era barato na altura, com base
em financiamentos (empréstimos) a curto e médio prazo, que agora
têm de ser substituídos por financiamentos a médio e curto
prazo com juros muito mais elevados (basta referir que, entre 2010 e 2011, os
juros e encargos similares que a Caixa Económica teve de pagar
aumentaram de 490,3 milhões para 864,19 milhões , ou
seja, sofreram um subida de 106,1% num ano apenas). Dizer neste contexto que a
Caixa Económica teve uma gestão exemplar que a diferencia das
restantes instituições financeiras é certamente
forçar a verdade. Felizmente as empresas do grupo Montepio, e
nomeadamente a Caixa Económica, têm aguentado a crise
fundamentalmente com a ajuda dos seus associados que continuam a ter
confiança no grupo e a depositar os seus capitais na
Associação Mutualista. E é importante que isso continue. A
nossa proposta de revisão de Estatutos tem precisamente como objectivo
reforçar a confiança dos associados, através do aumento da
transparência do funcionamento do grupo, que é agora opaco para a
maioria dos associados, e de um maior controlo da actividade do Conselho de
Administração por parte dos associados e de órgãos
independentes do Conselho de Administração que actualmente
não existem, devido à estrutura organizativa existente ter sido
criada há muitos anos, e por isso já não estar ajustada
nem à realidade actual nem à dimensão e responsabilidades
que tem neste momento o grupo Montepio e, nomeadamente, a Caixa
Económica.
É URGENTE ELIMINAR SITUAÇÕES DE DESIGUALDADE DE TRATAMENTO
QUE EXISTEM NOS ESTATUTOS AS QUAIS NÃO SE COMPADECEM COM OS PRINCIPIOS
DO MUTUALISMO
Finalmente, seria importante aproveitar a alteração dos Estatutos
para eliminar desigualdades que, a meu ver, não se compadecem com um
espírito verdadeiramente mutualista.
Segundo o Relatório e Contas, as remunerações pagas aos
cinco administradores somaram 2.034.084 em 2011, o que deu uma
média de 31.833 por mês (14 meses) para o presidente, e de
28.329 por mês para cada um dos restantes membros do Conselho de
Administração. Mas não é esta a matéria que
desejo analisar. Deixo estes valores aqui apenas para reflexão dos
associados. O que quero chamar a atenção é para a grande
diferença que existe na forma como são calculadas as
pensões de reforma dos administradores e dos restantes trabalhadores do
Montepio, pagas pelo Fundo de pensões financiado pelo Montepio. De
acordo com o artº 52º dos Estatutos do Montepio Geral
Associação Mutualista, a pensão dos administradores
é calculada com base numa percentagem de 4% e 5% por cada ano completo
de exercício do cargo, consoante tenha havido até 5 ou mais anos
de exercício
(nº3), enquanto em relação à pensão dos
restantes trabalhadores do Montepio cada ano de serviço dá
direito a uma parcela de pensão correspondente a 2,85% da
remuneração. Portanto, cada administrador tem direito á
pensão completa ao fim de apenas 20 anos de serviço no Montepio,
enquanto os restantes trabalhadores precisam de 35 anos de serviço para
ter direito à pensão completa. É uma desigualdade que urge
eliminar, que contribui também para reduzir os benefícios
concedidos aos associados, pois quanto mais se pagar em pensões menos
fica para benefícios aos associados. E numa altura de crise é
ainda mais necessário estabelecer uma igualdade de tratamento e
justiça.
O APELO FINAL QUE FAÇO A TODOS OS ASSOCIADOS É QUE EXIJAM
À COMISSÃO ELEITA NA ASSEMBLEIA-GERAL PARA A REVISÃO DOS
ESTATUTOS A DIVULGAÇÃO DA SUA PROPOSTA PARA PODER SER ANALISADA E
DEBATIDA COM TEMPO POR TODOS OS ASSOCIADOS.
É NECESSÁRIO QUE NO DIA DA ASSEMBLEIA-GERAL EXTRAORDINÁRIA
PARA A REVISÃO DOS ESTATUTOS SE MOBILIZEM PARA UMA
PARTICIPAÇÃO MACIÇA A FIM DE QUE A SUA OPINIÃO SE
FAÇA OUVIR NA ASSEMBLEIA. O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO NESTE
MOMENTO É VITAL PARA O FUTURO DO GRUPO MONTEPIO E PARA OS DIREITOS E
INTERESSES DOS ASSOCIADOS. NÃO DEIXE DE ESTAR PRESENTE NA ASSEMBLEIA
EXTRAORDINÁRIA QUE VOTARÁ A REVISÃO DOS ESTATUTOS.
Peço que enviem a V/ opinião sobre a revisão dos Estatutos
do Montepio, ou de matérias relacionadas com a gestão do Montepio
e que indiquem o v/ endereço para poderem ser informados para
edr2@netcabo.pt
e que ajudem a chegar aos associados esta informação.
Obrigado pela V/ atenção e pelos V/ contributos.
[*]
Membro do Conselho Geral do Montepio eleito pela lista C
nas últimas eleições
(não sigo o acordo ortográfico)
NOTA FINAL:
Vou propor ao presidente do Conselho de Administração que a sua
proposta de revisão do Estatutos e a minha proposta seja publicada na
Revista do Montepio e que a revista entreviste um defensor e um opositor das
propostas para que os associados possam fazer a avaliação das
razões de cada um e depois, devidamente informados, que tomem a sua
decisão. É também um teste aos princípios
democráticos do actual presidente do Conselho de
Administração que faço para avaliação pelos
associados.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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