Apelo aos associados do Montepio:
Votem na Lista C para o Conselho Geral
MAIS MUTUALISMO, MAIS TRANSPARÊNCIA E SEGURANÇA PARA OS
ASSOCIADOS, MELHOR GESTÃO
Caro(a) associado (a)
No dia 7 de Dezembro realiza-se em Lisboa, na sede do Montepio, o apuramento
dos resultados das eleições no Montepio para o triénio
2013/2015. De acordo com os atuais Estatutos, apenas existirão urnas na
Rua do Ouro em Lisboa, por isso, a esmagadora maioria dos associados (nas
últimas eleições mais de 90%) têm de votar por
correspondência. Para esse efeito todos associados já receberam ou
deverão receber muito em breve um envelope com os programas das
três listas
que concorrem este ano às eleições do Montepio assim como
os
respetivos boletins de voto (quem não receber peço que nos
informe para o
telefone 960 295 356
).
Uma das listas que concorre é a
C
, de que faço parte
. A
lista C
concorre apenas para o Conselho Geral do Montepio. Por isso, os associados
podem votar na lista C para o Conselho Geral e votar em qualquer uma das outras
listas para o conselho de administração e para o conselho fiscal
e AG. Para isso terão de apenas assinalar pondo a cruz no
retângulo da
Lista C
do voto em papel de cor azul, enviando-o pelo correio e utilizando o envelope
selado que recebem.
Consideramos que a votação na
lista C
para o Conselho Geral é importante mesmo para aqueles que votem em
outra lista para o conselho de administração por várias
razões
.
Em primeiro lugar, é importante uma votação grande na
Lista C
porque é fundamental que exista no Montepio um órgão
cujos membros sejam independentes do conselho de administração
para poder fiscalizar a sua atividade e decisões. E isto porque a
experiência tem mostrado que os membros eleitos na lista do conselho de
administração limitam-se a aceitar passivamente as propostas e
decisões do conselho de administração, a apoiá-las,
e a fazer elogios à sua atuação. O conselho geral, cujo
mandato termina este ano, é constituído por 23 membros, tendo
sido 18 eleitos na lista do conselho de administração
constituindo, na prática, uma maioria que está sempre de acordo
com o conselho de administração não fiscalizando nada, e
aprovando tudo, mesmo quando não dispunha de informação
suficiente para decidir de uma forma fundamentada como aconteceu com a compra
do FINIBANCO com as poupanças dos associados, cuja
aquisição foi decidida numa única reunião do
conselho geral sem qualquer informação prévia para
análise.
E a
Lista C
é a única que poderá garantir aos associados que
não será submissa ao conselho de administração que
seja eleito, porque é a única que nunca será eleita na
lista do conselho de administração, pois concorre apenas ao
conselho geral do Montepio
.
Em segundo lugar, foi a falta de fiscalização eficaz do conselho
de administração por um órgão independente que
explica, a nosso ver, os inúmeros erros de gestão cometidos pelo
atual conselho de administração que se candidata novamente na
lista A, cujas consequências os associados estão já a
sofrer. Entre esses erros de gestão que consideramos graves destacamos
os seguintes:
-
A compra da seguradora Real não vida, que pertencia ao grupo BPN por 40
milhões euros com dinheiro das poupanças depositados pelos
associados na Associação Mutualista que tem causado
prejuízos à Lusitânia onde foi integrada;
-
A compra do FINIBANCO por 341 milhões também com as
poupanças dos associados depositadas na Associação
Mutualista que está a causar problemas à Caixa Económica;
-
O facto de metade do crédito às empresas ter sido concedido a
empresas imobiliárias e de construção (quase 4.000
milhões de euros), alimentando assim a especulação, que
atualmente apresentam elevados rácios de incumprimento causando elevados
prejuízos;
-
O investimento de 1,5 milhões de euros (só em
participações de capital) feito em residências cujas
mensalidades não estão ao alcance da esmagadora maioria dos
associados do Montepio que acumulam prejuízos.
TAXAS DE RENTABILIDADE DAS POUPANÇAS DOS ASSOCIADOS MUITO BAIXAS E A
DIMINUIREM
Como consequência destes e outros erros de gestão, associados
à crise, as taxas de rentabilidade das poupanças dos associados
que foram aplicadas na Caixa Económica, que é o banco do grupo
Montepio (1.245 milhões de euros) e nas outras empresas do grupo (140,6
milhões de euros) são cada vez mais baixas como mostram os
gráficos seguintes para prejuízo dos associados.
Taxas de rentabilidade cada vez mais baixas das poupanças dos associados
aplicadas na Caixa Económica (CE) e nas restantes empresas do grupo
Montepio
Como revelam os gráficos retirados de publicações do
próprio conselho de administração atual a taxa de
rentabilidade das aplicações da Associação
Mutualista, ou seja, das poupanças dos associados, quer na Caixa
Económica (o banco Montepio) quer nas empresas é cada vez mais
baixa, prevendo-se que atinja, em 2012, 1,3% na Caixa Económica (CE) e
1,1% nas restantes empresas do grupo Montepio (Participações
financeiras), ou seja, uma rentabilidade inferior à de um
depósito a prazo. Portanto, no lugar das empresas do grupo financiarem a
Associação Mutualista para que esta possa distribuir mais
benefícios aos associados, o que está a acontecer é a
Associação Mutualista, com a poupança dos associados,
está a financiar as empresas do grupo Montepio. E tudo isto porque
não existe no grupo Montepio um órgão independente do
conselho de administração que faça uma
fiscalização eficaz da sua atividade, o que tem tornado
possível uma série de erros de gestão cujas
consequências estão a prejudicar todos os associados.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO MONTEPIO SEM
FISCALIZAÇÃO DOS ASSOCIADOS: um conselho que se controla a si
próprio, pois não existe nenhum órgão independente
de fiscalização
E a situação de falta de fiscalização ainda se pode
agravar mais com as alterações dos Estatutos da Caixa
Económica impostas pelo presidente do atual conselho de
administração que agora concorre novamente na lista A. E isto
porque os novos estatutos transforma o atual conselho geral do Montepio, em que
quase metade dos lugares são ocupados por inerência (11 de 23),
fazendo parte deles todos os membros do conselho de
administração, e cuja maioria de membros é eleita na lista
do presidente do conselho de administração (atualmente 18 em 23),
em assembleia geral da Caixa Económica, passando para ela praticamente a
totalidade dos poderes que atualmente pertencem à assembleia geral de
todos os associados. E é esta mini-assembleia, dominada pelo conselho de
administração (os membros do conselho de
administração são, por inerência, também
membros da mini-assembleia), que depois elege um conselho de
administração executivo para a Caixa Económica, que
é proposto pelo conselho de administração do Montepio,
podendo até um elemento deste ser membro da administração
da Caixa Económica, que será o seu presidente. É
também criado um conselho geral e de supervisão cuja maioria dos
membros são os membros do conselho de administração do
Montepio, que vai supervisionar os administradores da Caixa Económica,
que são pessoas escolhidas e da confiança do conselho de
administração do Montepio. Portanto, não existe qualquer
segregação (separação) real de
funções. Por outras palavras, quem controla, controla-se a si
próprio ou controla pessoas da sua total confiança que escolheu.
Desta forma, o conselho de administração do Montepio
ficará, na prática, sem qualquer órgão independente
que o fiscalize, os associados perderam qualquer controlo direto sobre a Caixa
Económica, mas se se verificarem problemas graves nesta, à
semelhança do que tem sucedido em outras instituições
financeiras, serão as poupanças dos associados que terão
de suportar eventuais prejuízos e atos de má gestão. E o
risco disso acontecer aumentou significativamente com a alteração
dos estatutos da Caixa Económica imposta pelo presidente do conselho de
administração que se candidata novamente na Lista A.
ADMINISTRADORES DO MONTEPIO GANHAM O DOBRO DOS DA CGD E AO FIM DE 20 ANOS DE
SERVIÇO TÊM DIREITO À PENSÃO COMPLETA, EM CONTRASTE
COM A SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES
Existem também no Montepio outras situações que não
se coadunam com os princípios do mutualismo. Entre elas,
as remunerações claramente excessivas dos administradores, em
contraste com a situação dos trabalhadores do Montepio que
têm as suas remunerações complementares congeladas
há vários anos pela administração (agora Lista A),
cujas remunerações base têm subido menos que a
inflação, e cuja progressão na carreira deixou, na maioria
dos casos, de ter como base o mérito e passou a assentar na fidelidade e
no agrado do chefe
. Apesar do clima de intimidação que existe atualmente no
Montepio, fazemos um apelo aos trabalhadores para que não se deixem
instrumentalizar pelo chefe fazendo propaganda da Lista A nos balcões,
como vários associados já nos informaram.
Os números dispensam os comentários pois são
suficientemente esclarecedores. No entanto, algumas contas simples tornam os
dados do quadro ainda mais claros.
Se dividirmos o valor das remunerações pagas em 2011 ao conselho
de administração do Montepio 2.034.081 - pelo
numero dos seus membros, que são 5, obtém-se para cada um deles
uma média anual de 406.816 , o que dá uma média de
29.058 recebidos por mês por cada membro do conselho de
administração do Montepio. Se fizermos as mesmas contas para a
CGD, ou seja, se dividirmos o total de remunerações pagas aos
seus administradores em 2011 1.819.930- pelo número dos
seus administradores executivos mais o presidente do conselho de
administração, que são 9, conclui-se que na CGD cada
administrador ganha em média por ano 202.214 , o que dá uma
média por mês de 14.444; por outras palavras,
no Montepio cada um dos administradores ganha, em média por mês,
mais do dobro (+101,2%) do que um administrador da CGD. E a CGD é uma
instituição financeira com ativos 5 vezes superiores.
Para além disso, e contrariamente ao que sucede com os trabalhadores do
Montepio que precisam de ter 35 anos de serviço para terem direito
à pensão de reforma completa, aos administradores do Montepio
basta terem 20 anos de serviço para terem direito à pensão
completa logo que cheguem aos 65 anos. Cada ano de serviço de um
administrador do Montepio dá-lhe direito a 5% da pensão, enquanto
um ano de serviço de um trabalhador corresponde a 2,85% da sua
pensão; ou seja, a taxa de formação da pensão de um
administrador é superior em 75% à taxa de formação
da pensão de um trabalhador.
QUAL A RAZÃO DISTO NO MONTEPIO?
PARA PODERMOS TER EFICÁCIA PARA ALTERAR TUDO ISTO É
NECESSÁRIO UMA VOTAÇÃO MUITO GRANDE NA
LISTA C
É para fiscalizar a atividade do conselho de administração
do Montepio; é contra a utilização das poupanças
dos associados para comprar empresas que tem causado prejuízos ao
Montepio; é contra erros de gestão que se têm acumulado por
falta de fiscalização e que estão a determinar
também, para além da crise, que a rentabilidade das
poupanças dos associados seja muito baixa e esteja a cair; é
contra as desigualdades e imoralidades que existem no Montepio e que não
se coadunam com os princípios do mutualismo; é contra uma
administração arrogante que intimida trabalhadores, congela as
suas remunerações complementares, e substitui a progressão
na careira com base no mérito pela fidelidade; que desrespeita
associados alterando os estatutos da Caixa Económica, para lhes retirar
poder, e ocultando isso à maioria dos associados pois não lhes
deu a conhecer, através da Revista Montepio enviada para a casa de
todos, o projeto de estatutos e não os informou da
realização da assembleia geral, violando assim os
princípios fundamentais do mutualismo de participação dos
associados e de transparência, que nos candidatamos para procurar
alterar.
É por tudo isto, que pretendemos alterar, que afirmamos que o atual
conselho de administração, que se candidata como Lista A,
não tem perfil mutualista
.
Mas para que a nossa ação possa ser eficaz é
necessário que os associados nos apoiem, votando maciçamente na
Lista C
para o Conselho Geral. Só com o vosso apoio e força de muitos
é que podemos ser eficazes. Pedimos também a tua ajuda para que
este apelo chegue a mais associados, informando todos aqueles que
conheças e dando a conhecer que o Montepio precisa da sua ajuda para
defender o mutualismo, garantir a segurança e boa gestão das
poupanças. Quero agradecer desde tudo que possas fazer por esta causa
que é também a defesa dos interesses e dos direitos dos
trabalhadores, pois muitos dos 520.000 associados que tem o Montepio,
são trabalhadores que têm nele as suas poupanças obtidas
com muito esforço.
Para descarregar clique a imagem com o botão direito do rato e faça Save As...
(PDF, 1,7 MB)
[*]
Membro do atual Conselho Geral do Montepio e
1º candidato da Lista C.
Agradecemos a tua opinião para
edr2@netcabo.pt
Este apelo encontra-se em
http://resistir.info/
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