A subida de 7 pontos percentuais na taxa de contribuições em 2013
- Trabalhadores da função pública perdem mais 381,2
milhões de remunerações líquidas
- Trabalhadores com o salário mínimo perdem mais de 197
milhões
Uma das características deste governo e dos seus defensores é a
utilização descarada e continuada da mentira para enganar os
portugueses. Vem isto a propósito da ideia que tentaram fazer passar
junto da opinião pública de que a subida em 7 pontos percentuais
da taxa de contribuições dos trabalhadores da
Função Pública para a CGA não determinaria qualquer
redução nas remunerações liquidas anuais recebidas
por estes trabalhadores em 2013 (levariam em 2013 para casa a mesma
remuneração liquida que receberão em 2012, ou seja,
continuariam a não receber os dois subsídios o que representaria
já uma violação da decisão do Tribunal
Constitucional), e que o aumento também de 7 pontos percentuais (+63,6%)
da taxa de desconto destes trabalhadores para a Segurança Social
aumentaria o emprego e corresponderia à perda de um salário. Mais
uma vez tudo isto é uma grande mentira. Para provar isso, vamos utilizar
a linguagem fria e objetiva dos números.
E vamos começar pela Função Pública. Para isso,
vamos utilizar para os cálculos os dados divulgados pela
Direção Geral da Administração e do Emprego
Público (DGAEP) do Ministério das Finanças e da
Administração Pública, referentes ao 2º Trimestre de
2012, sobre o número de trabalhadores da Função
Pública, sobre a remuneração base média e sobre o
ganho médio destes trabalhadores já em 2012. E para que tal
cálculo seja possível vamos utilizar as tabelas de
retenção de IRS para a Função Pública de
2012, pois são as que estão neste momento disponíveis. Com
base nestes dados, calculamos depois os ganhos líquidos deduzindo,
primeiro a taxa de 12,5% (11% para a CGA e 1,5% para a ADSE) e depois a de
19,5% (18% para a CGA e 1,5% para a ADSE) e, em relação a cada um
dos valores obtidos, deduzimos depois o IRS. Os resultados obtidos constam do
quadro 1 e são suficientemente esclarecedores para cada trabalhador da
Função Pública de cada grupo profissional perceber a
dimensão do corte que sofrerá em 2013, para além do que
sofreu em 2012 como consequência do confisco dos dois subsídios
(férias e Natal). É verdade, embora pareça mentira, este
governo pretende reduzir ainda mais a remuneração total liquida
que os trabalhadores da Função Pública receberam em 2012.
Quadro 1- Redução no ganho liquido (inclui
remuneração base + outros valores) recebido em 2012 que teriam
os trabalhadores da Função Pública, ou seja depois do
confisco dos dois subsídios, em 2013 que resultaria do aumento da taxa
de contribuição para a CGA e ADSE de 12,5% para 19,5% como
pretende Passos Coelho
|
CARGO / CARREIRA / GRUPO
|
Nº de Trabalha-dores das administra-ções Públicas em
30/6/2012
|
Ganho médio mensal ilíquido em Abril 2012, portanto antes de
adicionar 1/12 de um subsidio
|
Ganho médio mensal liquido antes de adicionar 1/12 do subsidio obtido
deduzindo 12,5% para CGA e ADSE e o IRS
|
Ganho médio mensal ilíquido de 2012 + 1/12 do subsidio
|
Ganho médio mensal liquido com 1/12 de um subsidio obtido deduzindo
19,5% para CGA e ADSE e IRS
|
Redução mensal no Ganho liquido em relação ao ganho
liquido de 2012
|
Redução anual do ganho liquido em relação ao 2012
por trabalhador
|
REDUÇÃO GLOBAL NOS GANHOS LÍQUIDOS DOS TRABALHA-DORES DAS
ADMINISTRAÇÕES Públicas (Em relação aos
ganhos líquidos de 2012)
|
|
Total - Administrações Públicas
|
605.212
|
|
|
|
|
|
|
-381.262.018,0
|
|
Representantes do poder legislativo (a)
|
3.048
|
2.722,9
|
1.756,3
|
2.906,3
|
1.671,1
|
-85,2
|
-1.022,3
|
-3.115.895,3
|
|
Dirigente superior
|
1.376
|
4.184,1
|
2.531,4
|
4.474,0
|
2.393,6
|
-137,8
|
-1.653,4
|
-2.275.050,6
|
|
Dirigente intermédio
|
9.349
|
2.879,9
|
1.857,5
|
3.085,9
|
1.743,5
|
-114,0
|
-1.368,4
|
-12.792.741,1
|
|
Técnico Superior
|
51.646
|
1.745,5
|
1.265,5
|
1.879,6
|
1.203,0
|
-62,5
|
-749,9
|
-38.728.281,8
|
|
Assistente técnico/administrativo (b)
|
82.284
|
1.060,0
|
842,7
|
1.137,9
|
813,6
|
-29,1
|
-348,8
|
-28.700.511,1
|
|
Assist. operacional / operário/auxiliar (c)
|
137.656
|
740,4
|
614,6
|
792,2
|
594,2
|
-20,4
|
-244,5
|
-33.662.384,5
|
|
Informático
|
4.595
|
1.816,6
|
1.289,8
|
1.956,9
|
1.252,4
|
-37,4
|
-448,3
|
-2.059.800,7
|
|
Magistrado
|
3.823
|
4.317,5
|
2.612,1
|
4.657,5
|
2.491,8
|
-120,3
|
-1.443,9
|
-5.520.117,2
|
|
Diplomata
|
350
|
8.124,6
|
4.468,5
|
8.316,8
|
3.992,0
|
-476,5
|
-5.717,5
|
-2.001.140,4
|
|
Pessoal de Investigação Científica
|
1.766
|
3.187,6
|
1.992,2
|
3.445,4
|
1.912,2
|
-80,0
|
-960,1
|
-1.695.576,2
|
|
Docente Ensino Universitário
|
13.845
|
3.304,2
|
2.065,1
|
3.571,4
|
1.946,4
|
-118,7
|
-1.424,4
|
-19.720.512,0
|
|
Docente Ensino Superior Politécnico
|
9.535
|
2.741,5
|
1.768,3
|
2.961,5
|
1.673,2
|
-95,0
|
-1.140,2
|
-10.871.396,5
|
|
Educ.Infância e Doc. Ens. Básico/Secund.
|
150.550
|
2.023,3
|
1.406,2
|
2.183,8
|
1.343,1
|
-63,1
|
-757,6
|
-114.055.016,4
|
|
Pessoal de Inspecção
|
1.732
|
2.324,4
|
1.568,9
|
2.490,9
|
1.482,1
|
-86,9
|
-1.042,5
|
-1.805.648,2
|
|
Médico
|
7.432
|
3.750,1
|
2.306,3
|
3.992,1
|
2.175,7
|
-130,6
|
-1.567,2
|
-11.647.422,6
|
|
Enfermeiro
|
9.125
|
1.624,9
|
1.194,3
|
1.738,6
|
1.138,8
|
-55,5
|
-666,2
|
-6.079.188,2
|
|
Téc. Diagnóstico e Terapêutica
|
2.050
|
1.470,0
|
1.095,1
|
1.580,9
|
1.051,3
|
-43,8
|
-526,1
|
-1.078.475,8
|
|
Técnico Superior de Saúde
|
667
|
1.929,8
|
1.370,2
|
2.081,0
|
1.300,6
|
-69,5
|
-834,1
|
-556.346,2
|
|
Administração Tributária e Aduaneira
|
9.892
|
1.984,2
|
1.379,0
|
2.134,4
|
1.334,0
|
-45,0
|
-540,4
|
-5.345.295,5
|
|
Conservador e Notário
|
671
|
3.921,2
|
2.411,6
|
4.202,9
|
2.248,5
|
-163,0
|
-1.956,2
|
-1.312.624,3
|
|
Oficial dos Registos e do Notariado
|
4.473
|
2.010,7
|
1.397,4
|
2.162,6
|
1.330,0
|
-67,4
|
-808,6
|
-3.616.672,1
|
|
Oficial de Justiça
|
7.949
|
1.616,0
|
1.187,8
|
1.731,5
|
1.134,2
|
-53,6
|
-643,2
|
-5.113.181,1
|
|
Forças Armadas
|
34.442
|
1.482,4
|
1.104,4
|
1.574,7
|
1.047,2
|
-57,2
|
-686,2
|
-23.633.099,9
|
|
Polícia Judiciária
|
2.276
|
2.217,4
|
1.518,9
|
2.367,8
|
1.432,5
|
-86,4
|
-1.037,4
|
-2.361.075,4
|
|
Polícia de Segurança Pública
|
21.560
|
1.718,5
|
1.245,9
|
1.828,5
|
1.170,2
|
-75,7
|
-908,2
|
-19.581.132,6
|
|
Guarda Nacional Republicana
|
23.175
|
1.563,6
|
1.149,2
|
1.671,0
|
1.094,5
|
-54,7
|
-656,5
|
-15.214.010,9
|
|
Serviço Estrangeiros Fronteiras
|
755
|
2.664,1
|
1.745,0
|
2.830,4
|
1.627,5
|
-117,5
|
-1.410,3
|
-1.064.802,5
|
|
Guarda Prisional
|
4.482
|
1.816,2
|
1.289,5
|
1.900,6
|
1.216,4
|
-73,1
|
-877,4
|
-3.932.492,5
|
|
Outro Pessoal de Segurança
|
1.222
|
1.497,8
|
1.115,9
|
1.585,9
|
1.054,6
|
-61,3
|
-735,2
|
-898.367,7
|
|
Bombeiro
|
2.239
|
1.506,3
|
1.122,2
|
1.589,7
|
1.057,1
|
-65,1
|
-781,3
|
-1.749.239,6
|
|
Polícia Municipal (d)
|
1.247
|
1.380,4
|
1.056,0
|
1.458,1
|
984,2
|
-71,8
|
-861,7
|
-1.074.519,2
|
Fonte : Dados sobre número de trabalhadores e ganhos ilíquidos -
DGAEP - Ministério das Finanças e Administração
Pública
Em 2012, o governo de Passos Coelho confiscou aos trabalhadores da
Função Pública o subsídio de férias e de
Natal. No entanto, ainda não está satisfeito com a
dimensão de tal confisco. E "chico esperto" como é,
procurou engendrar uma artimanha para enganar os trabalhadores da
Função Pública e o Tribunal Constitucional que declarou
tal confisco inconstitucional. E essa artimanha é a seguinte:
Propõe-se devolver ficticiamente um subsídio repartindo-o por 12
meses e, em troca, pretende aumentar a taxa de contribuição para
a CGA em 7 pontos percentuais (o aumento do desconto para a CGA e ADSE de 12,5%
para 19,5% representa uma subida de 56% no valor dos descontos em euros pagos
pelos trabalhadores). E depois diz que o ganho (inclui
remuneração base + outros valores recebidos) líquido seria
o mesmo de 2012. E isto, para além de ser uma afronta à
decisão do próprio Tribunal Constitucional, que declarou
inconstitucional o corte do valor correspondente a dois subsídios,
é também uma grande mentira como provam, de uma forma clara, os
dados do quadro 1. Efetivamente, tal artimanha permitiria ao governo, se os
trabalhadores permitirem que tal intenção do governo vá
para a frente, reduzir o já reduzido rendimento liquido recebido pelos
605.212 trabalhadores das Administrações Públicas
(Central, Local e Regional) em 2012, em ainda mais 381,26 milhões
. E neste total não estão incluídos todos os
trabalhadores da Função Pública. Por ex., os dos Hospitais
EPE não estão incluídos.
O quadro 1, permite a cada trabalhador, de acordo com o seu grupo profissional
ficar com uma ideia muito aproximada e clara da redução
média, que sofreria em 2013, relativamente ao valor liquido que
recebeu em 2012, portanto sem os dois subsídios (em 2013, também
receberia apenas 12 meses). E como mostra o quadro 1, a redução
na remuneração liquida mensal (ganho liquido) de 2012 varia entre
-20,4 e -476,5; e a redução anual no ganho
líquido varia entre -244,5 (assistente operacional) e
5.717,5 (diplomata). Em 2013, com a artimanha de Passos Coelho os
trabalhadores da Função Pública levariam mensalmente
(apenas 12 meses) para a sua casa ainda menos do que em 2012. Eis a equidade de
Passos Coelho, do PSD e CDS.
O AUMENTO DA TSU DE 11% PARA 18% NO SETOR PRIVADO DETERMINARIA
UMA REDUÇÃO NAS REMUNERAÇÕES LIQUIDAS NOMINAIS DOS
TRABALHADORES DO SETOR PRIVADO EM 2013 SUPERIOR A UM
SALÁRIO LIQUIDO
Também em relação aos trabalhadores do setor privado o
governo e os seus defensores mentem quando afirmam que a perda que resultaria
do aumento da taxa de contribuição dos trabalhadores para a
Segurança Social é apenas o correspondente a um salário
mensal, como se a perda de um salário para quem já ganha
tão pouco como os trabalhadores portugueses não fosse uma
afronta. No entanto, isto é também mentira porque a perda mesmo
para os trabalhadores que recebem o salário mínimo é
superior a um salário líquido como provam os dados do quadro 2
Quadro 2 Número de remunerações líquidas
perdidas pelos trabalhadores do setor privado causado pela subida de 11% para
18% da taxa de contribuição para a Segurança Social
|
REMUNE- RAÇÃO MÉDIA MENSAL NOMINAL ILIQUIDA
|
Contribuição para a Segurança Social (TSU)
|
IRS retido -
2 titulares com um dependente
|
Remuneração Liquida depois de deduzida TSU e IRS
|
Perda mensal nas remune-rações liquidas com subida TSU de 11%
para 18%
|
Perda anual de remunera- ção liquida devido aumento taxa de 11%
para 18%
|
Nº de vezes que perda é superir ao salário liquido de 2012
(taxa 115)
|
Nº
Tra- ba- lha- do- res
Mil
|
PERDA ANUAL TOTAL REMUNE- RAÇÕES LIQUIDAS SETOR PRIVADO
Milhões
|
|
Taxa 11%
|
Taxa 18%
|
Taxa
|
|
TSU = 11%
|
TSU = 18%
|
|
485,0
|
53
|
87
|
0,0%
|
0
|
432
|
398
|
-34
|
-475
|
1,1
|
415
|
-197
|
|
620,0
|
68
|
112
|
2,0%
|
12
|
539
|
496
|
-43
|
-608
|
1,1
|
745
|
-544
|
|
930,0
|
102
|
167
|
8,0%
|
74
|
753
|
688
|
-65
|
-911
|
1,2
|
1.026
|
-935
|
|
1.380,0
|
152
|
248
|
14,0%
|
193
|
1.035
|
938
|
-97
|
-1.352
|
1,3
|
412
|
-557
|
|
2.306,4
|
254
|
415
|
22,0%
|
507
|
1.545
|
1.384
|
-161
|
-2.260
|
1,4
|
381
|
-860
|
|
3.470,0
|
382
|
625
|
26,0%
|
902
|
2.186
|
1.943
|
-243
|
-3.401
|
1,5
|
126
|
-428
|
|
4.500,0
|
495
|
810
|
28,5%
|
1.283
|
2.723
|
2.408
|
-315
|
-4.410
|
1,6
|
24
|
-105
|
|
5.500,0
|
605
|
990
|
30,5%
|
1.678
|
3.218
|
2.833
|
-385
|
-5.390
|
1,7
|
28
|
-152
|
Fonte: O número de trabalhadores foi estimado utilizando a
repartição por escalões de rendimento liquido
-Estatísticas do Emprego- 2º Trimestre. 2012-INE deduzindo os
trabalhadores das Administrações
Públicas
Como não existem dados oficiais recentes sobre a
repartição dos trabalhadores do setor privado por escalões
de remunerações nominais tivemos que seguir um caminho indireto
para dar uma ideia, o mais aproximada e rigorosa possível, das
consequências em termos de perda de rendimento liquido em 2013, em
relação ao que os trabalhadores receberam em 2012, resultante de
uma eventual subida da taxa de desconto para a Segurança Social de 11%
para 18%.
Assim, em relação aos trabalhadores que recebem o salário
mínimo nacional utilizamos o Boletim Estatístico de Julho de 2012
do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social que informa
que, já em Outubro de 2011, 11,3% (atualmente deve já ser uma
percentagem superior) dos trabalhadores portugueses recebiam apenas o
salário mínimo nacional. Em relação aos restantes
escalões utilizamos a repartição dos trabalhadores por
conta de outrem por escalões de rendimento mensal liquido constante da
Estatísticas do Emprego do 2º Trimestre de 2012 do INE. E
escolhemos uma remuneração nominal ilíquida cujo valor
liquido resultante corresponde, mais ou menos, ao valor médio dos
escalões do INE de 485/600; de 600/900; de
900/1200; de 1200/1800; de 1800/2500; de
2500/3000; e 3000 e mais euros, que são os escalões
de remunerações mensais liquidas utilizadas pelo INE nas
estatísticas que divulga. E o número de trabalhadores, com
exceção dos que recebem o salário mínimo,
são os que constam das mesmas Estatísticas do Emprego referentes
ao 2º Trimestre de 2012 também do INE. Estes dados sobre o
número dos trabalhadores, embora não sejam os corretos, permitem,
no entanto, dar uma ideia do rendimento total liquido perdido pelos
trabalhadores de cada escalão em 2013 relativamente ao que receberam em
2012.
Como mostram os dados do quadro 2, o número de salários
líquidos perdidos devido ao aumento da taxa de desconto para a
Segurança Social (TSU) paga pelos trabalhadores de 11% para 18% varia
entre 1,1 e 1,7, portanto é sempre superior a um salário liquido
mesmo em relação ao salário mínimo nacional. E o
valor das remunerações liquidas perdidas pelos trabalhadores de
cada escalão em 2013, relativamente ao que receberam em 2012, que
já são manifestamente insuficientes, seriam de muitas centenas de
milhões , incluindo os trabalhadores que recebem o salário
mínimo nacional. Por ex. os que recebem o salário mínimo
nacional perderiam em 2013, com a subida da taxa de desconto de 11% para 18%
mais de 197 milhões relativamente ao seu rendimento liquido de
2012. Para além da gigantesca mentira e tentativa de
manipulação da opinião pública por parte do governo
e seus defensores, esta medida anunciada por Passos Coelho revela uma total
insensibilidade social e também uma total incapacidade de Passos Coelho
e dos seus amigos para ocuparam o governo de Portugal. É
necessário que os portugueses não permitam que este governo e a
"troika" estrangeira que deu a sua
"bênção" a esta medida tão injusta,
consigam concretizar os seus objetivos. E isto não, se resolve, como diz
Marcelo de Sousa e os amigos deste governo, explicando melhor e fazendo
pequenos aumentos dos impostos sobre os rendimentos do capital e das empresas
para enganar a opinião pública.
11/Setembro/2012
[*]
Economista,
edr2@netcabo.pt
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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