As desigualdades entre homens e mulheres não estão a diminuir em
Portugal
RESUMO DESTE ESTUDO
No 8 de Março de 2008, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher,
interessa fazer um balanço da situação da mulher em
Portugal, e como essa situação tem evoluído nos
últimos anos.
Entre 2004 e 2007, a percentagem de mulheres na população
empregada aumentou de 45,7% para 46%. Em 2007, 42,8% da população
empregada com o ensino básico eram mulheres; na população
empregada com o ensino secundário as mulheres já
constituíam 49,4%, e na população empregada com o ensino
superior 58,8% eram mulheres.
Em 2006, em Portugal, a percentagem de portugueses com idade entre os 20-24
anos com o ensino secundário superior era, nos homens, de 40,8% e, e nas
mulheres, de 58,6%; em 2006; o abandono escolar, atingia nos homens 46,4%,
enquanto nas mulheres era de 31,8%; e, em 2006, a taxa de
formação-educação de adultos era, nos homens, de
3,7%, enquanto nas mulheres de 4%.
As mulheres são maioritárias no ensino superior quer a
nível de alunos quer de diplomados. No ano lectivo 2005/2006, dos 71.828
diplomados que saíram nesse ano, 65,4% eram mulheres. No ano lectivo
2006/2007, dos 366.729 alunos inscritos no ensino superior, 54% eram mulheres,
o que mostra também que a taxa de finalização dos cursos
por mulheres é superior à dos homens. O problema que existe e que
interessa alterar rapidamente é que as mulheres se concentram mais em
cursos associados a elevadas taxas de desemprego (ex. "Ciências da
educação" : 82,4% dos alunos e 84,8% dos diplomados
são mulheres) e estão em clara minoria em áreas como a
"Engenharia e técnicas afins" (17,1% dos alunos e 23,4% dos
diplomados), mas onde revelam também grande aptidão como mostra
a taxa de finalização superior à dos homens.
Apesar de serem já quase maioritárias ou maioritárias nos
níveis mais elevados de escolaridade, no entanto as mulheres ainda
não constituem a maioria em todas as profissões de maior
qualificação. A nível de "quadros superiores e
dirigentes da Administração Pública e das empresas",
constituem cerca de um terço e, entre 2004 e 2007, o seu peso até
se reduziu de 32,8% para 31,5%. Só no grupo "especialistas das
profissões intelectuais e cientificas" é que constituem a
maioria tendo no entanto, entre 2004 e 2007, diminuído de 57,9% para
56,4%. A nível de serviços as mulheres são claramente
maioritárias constituindo 66,1% da população empregada em
2007. Nos restantes grupos profissionais, é apenas a nível dos
"Trabalhadores não qualificados" que as mulheres são
claramente maioritárias, tendo até o seu peso aumentado, entre
2004 e 2007, de 62,7% para 65%. "
Em 2007, as mulheres constituíam apenas 46% dos trabalhadores por conta
de outrem com contrato sem termo, mas já eram 48,2% dos com contrato a
prazo. Também em 2007, as mulheres eram apenas 45,2% dos trabalhadores
por conta de outrem com contrato a tempo completo mas já
constituíam 78,2% dos com contrato de trabalho a tempo parcial. E em
2006, a remuneração média mensal liquida de um
trabalhador por conta de outrem com contrato permanente era de 747,
enquanto com contrato a prazo era de 581 (77,7% do com contrato sem
termo); e a remuneração média de um trabalhador a tempo
completo era de 730 enquanto a tempo parcial era de 340 (46,6% do a
tempo completo).
A desigualdade de remunerações entre homens e mulheres
agravou-se em Portugal no ano de 2006. Segundo o Eurostat, a percentagem que a
remuneração das mulheres representa da dos homens nas empresas
com 10 ou mais trabalhadores, diminuiu, entre 2005 e 2006, de 76,9% para 68,3%.
E segundo o Livro Branco das Relações Laborais, as desigualdades
aumentam com a idade e escolaridade. Até aos 24 anos as
remunerações dos homens são, em média, superiores
às das mulheres em 9%; entre 25-34 anos, em 16%; entre 35-44 anos,
é superior em 32%; entre 45-54 anos, em 42% ; e entre 56-64 anos as
remunerações dos homens são em média superiores
às das mulheres em 47% . E dentro de cada um destes escalões
etários a desigualdade aumenta com o aumento da escolaridade. No
escalão até aos 24 anos, o salário do homem é
superior ao da mulher em 12% tanto no grupo de mais baixa e como no grupo de
escolaridade mais elevada; no escalão 25-34 anos é de 21% (no
grupo "não sabe ler nem escrever") e 27% (no grupo
"ensino superior"); no escalão 34-44anos é de 24%
(não sabe ler nem escrever) e 40% (ensino superior); no escalão
45-54 anos é de 30% (não sabe ler nem escrever) e 40% (ensino
superior); e no escalão 55-64 anos é de 27% (no grupo
"não sabe ler nem escrever") e 54% (no grupo "ensino
superior).
O numero de mulheres atingidas pelo desemprego é superior ao dos homens
e a sua percentagem tem aumentado nos últimos anos. Em 2004, 53,1% dos
desempregados eram mulheres; e, em 2007, a percentagem de mulheres era
já de 56,1%. Por outro lado, em 2007, 53,1% dos desempregados com o
ensino básico eram mulheres; 58,3% dos desempregados com o ensino
secundário eram mulheres, e 70,3% dos desempregados com o ensino
superior também eram mulheres. Portanto, quanto maior é o
nível de escolaridade maior é a proporção de
mulheres desempregados.
Em 2007, o subsidio de desemprego pago aos homens era, em média, de
431, enquanto o pago às mulheres era de 340, o que
correspondia a 78,9% do dos homens. O subsidio social de desemprego era ainda
mais baixo, pois o pago às homens era de 216 e às mulheres
de 214. Os valores pagos às mulheres, nos dois casos, estavam
abaixo do limiar da pobreza e diminuíram entre 2006 e 2007.
Em 2007, a pensão média de velhice dos homens era de 449
enquanto a das mulheres era de apenas de 272 (60,5%), e a pensão
de invalidez dos homens era de 352 e a das mulheres de apenas 269
(76,5%). Também aqui os valores pagos às mulheres estavam abaixo
do limiar da pobreza, que ronda os 400/mês (12 meses) e as mulheres
com estas pensões eram, em 2007, já 1.100.844.
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Em 8 de Março comemora-se novamente o Dia Internacional da Mulher.
É altura de se fazer um balanço e analisar a
evolução verificada nos últimos anos. É o que se
vai procurar fazer neste estudo utilizando dados oficiais.
QUANTO MAIS ELEVADO É O NIVEL DE ESCOLARIDADE DA POPULAÇÃO
EMPREGADA MAIOR É A PERCENTAGEM DE MULHERES
Embora as mulheres ainda não representem metade da
população empregada, no entanto quanto mais elevada é o
nível de escolaridade maior é a percentagem de mulheres, sendo
maioritária na população empregada com o ensino superior,
como mostram os dados do quadro seguinte.
Entre 2004 e 2007, a percentagem de mulheres na população
empregada aumentou de 45,7% para 46%. No entanto, a percentagem de mulheres
é tanto maior quanto mais elevado é o nível de
escolaridade. Em 2007, 42,8% da população empregada com o ensino
básico eram mulheres; na população com o ensino
secundário 49,4% já eram mulheres; e na população
empregada com o ensino superior 58,8% eram também mulheres.
A PERCENTAGEM DE MULHERES COM IDADE 24-26 ANOS COM O ENSINO SECUNDÁRIO
SUPERIOR É MAIS ELEVADA DO QUE A DOS HOMENS, VERIFICANDO O MESMO NA
FORMAÇÃO-EDUCAÇÃO DE ADULTOS, E SENDO INFERIOR A
TAXA DE ABANDONO ESCOLAR NAS MULHERES
A situação da mulher em Portugal a nível do ensino
secundário superior, da formação-educação
de adultos, e do abandono escolar é mais favorável do que a dos
homens, embora ambas homens e mulheres continuem a apresentar
valores muito piores que a média dos países da UE27, como
mostram os dados do Eurostat constantes do quadro seguinte.
Em 2006, em Portugal, a percentagem de portugueses com idade entre os 20-24
anos com, pelo menos, o ensino secundário superior era, nos homens, de
40,8% e, nas mulheres, de 58,6%; em 2006, em Portugal o abandono escolar,
atingia nos homens a taxa de 46,4%, enquanto nas mulheres era de 31,8%; em
2006, em Portugal, a taxa de formação-educação de
adultos era, nos homens, de 3,7%, enquanto nas mulheres de 4%. No entanto,
todos estas percentagens continuavam a ser bastantes inferiores às da
UE27 (Ensino secundário; entre -34,2 p.p. para os Homens e -22,2 p.p.
para as mulheres; Formação adultos : --4,9p.p. para homens e -6,4
p.p. para as mulheres); só o abandono escolar era superior (Homens: +
28,9 pontos percentuais; Mulheres: +18,6 p.p.)
AS MULHERES SÃO MAIORITÁRIAS NO ENSINO SUPERIOR QUER A NIVEL DE
ALUNOS QUER A NIVEL DE DIPLOMADOS
Quer a nível de alunos inscritos no ensino superior quer a nível
de diplomados, as mulheres são em valor absoluto e percentualmente muito
superiores aos homens, sendo até muito maior a nível de
diplomados, como mostram os dados oficiais constantes do quadro seguinte.
As mulheres são claramente maioritárias no ensino superior quer a
nível de alunos quer de diplomados. Assim, no ano lectivo 2005/2006, dos
71.828 diplomados que saíram nesse ano, 65,4% eram mulheres. No ano
lectivo 2006/2007, dos 366.729 alunos inscritos no ensino superior, 54% eram
mulheres, o que mostra que a taxa de finalização dos cursos por
mulheres é muito superior à dos homens.
O problema que existe e que interessa alterar rapidamente é que as
mulheres se concentram fundamentalmente em cursos associados a elevadas taxas
de desemprego (ex. "Ciências da educação" : 82,4%
dos alunos e 84,8% dos diplomados; "Humanidades": 63,2% dos alunos e
71,6% dos diplomados; "Ciências sociais e de comportamento":
63,2% dos alunos e 61,9% dos diplomados; "Informação e
jornalismo": 68,3 dos alunos e 75,8% dos diplomados; etc. ) e
estão em clara minoria em áreas como a "Engenharia e
técnicas afins" (17,1% dos alunos e 23,4% dos diplomados),
"Informática" (25,3% dos alunos e 34,4% dos diplomados),
apesar de revelaram nestas últimas áreas de estudo também
claras aptidões como mostram as taxas de finalização
superior à dos homens (por ex., na "Engenharia e técnicas
afins", os homens representam 82,9% dos alunos e 76,6% dos licenciados; na
Informática, os homens representam 74,7% dos alunos inscritos e apenas
65,6% dos diplomados).
APESAR DAS MULHERES TEREM ESCOLARIDADE MAIS ELEVADA, CONTINUAM A NÃO SER
MAIORITÁRIAS NAS PROFISSÕES QUE EXIGEM MAIORES
QUALIFICAÇÕES
Se fizermos a análise por profissões, concluímos que as
mulheres ainda não são maioritárias nas profissões
que exigem maiores qualificações e, certamente, também
maior escolaridade, como revelam os dados do INE constantes do quadro seguinte.
Apesar da população empregada com maior escolaridade ser, na sua
maioria, constituída por mulheres, no entanto as mulheres ainda
não constituem a maioria em todas as profissões que exigem maior
qualificação. Por ex., a nível de "quadros superiores
e dirigentes da Administração Pública e das
empresas", as mulheres constituem menos de um terço, tendo-se
registado mesmo uma diminuição em percentagem pois, entre 2004 e
2007, passaram de 32,8% para 31,5%. Em relação as
profissões de nível de qualificação mais elevado,
apenas em relação ao grupo "especialistas das
profissões intelectuais e cientificas" é que constituem a
maioria, no entanto, entre 2004 e 2007, diminuíram de 57,9% para 56,4%.
A nível de serviços "Pessoal administrativo e
similares" e "Pessoal de serviços e vendedores"
é que as mulheres representando em média cerca de 66% dos
empregados das duas profissões, tendo entre 2004 e 2007 mantido
praticamente a mesma importância (66,3% em 2004 e 66,1% em 2007).
Nos restantes grupos profissionais, é apenas a nível dos
"Trabalhadores não qualificados" que as mulheres são
claramente maioritárias, constituindo cerca de dois terços deste
grupo tendo mesmo registado um aumento importante pois, entre 2004 e 2007,
passaram de 62,7% para 65%.
APENAS 46% DOS TRABALHADORES COM EMPREGO PERMANENTE SÃO MULHERES MAS AS
MULHERES SÃO 78% DOS TRABALHADORES POR CONTA D EOUTRÉM A TEMPO
PARCIAL
Uma parcela significativa do emprego ocupado por mulheres ou é a prazo,
ou é a tempo parcial, ou estão na situação de
"independentes", constituindo os chamados " falsos recibos
verdes" que são, de facto, trabalhadores por conta de
outrém, como mostram os dados do INE constantes do quadro seguinte.
Em 2007, as mulheres constituíam apenas 46% dos trabalhadores por conta
de outrem com contrato sem termo, mas já eram 48,2% dos com contrato a
prazo. Também em 2007, as mulheres eram apenas 45,2% dos trabalhadores
por conta de outrem com contrato a tempo completo mas já
constituíam 78,2% dos com contrato de trabalho a tempo parcial. E para
se ter uma ideia das consequências desta situação para as
mulheres interessa ter presente o seguinte. Em 2006, de acordo dados constantes
das "Estatísticas do Emprego 2º Trimestre de
2007-INE", o rendimento mensal liquido médio de um trabalhador por
conta de outrem era de 747 com contrato permanente e de 581 (77,7%)
com contrato a prazo; e de um trabalhador a tempo completo era de 730
enquanto o de um a tempo parcial era apenas de 340 (46,6% dos a tempo
completo).
EM 2006, AS DESIGUALDADES SALARIAIS ENTRE SEXOS AGRAVARAM-SE EM PORTUGAL
As desigualdades salariais entre sexos, que já eram elevadas em
Portugal, aumentaram ainda mais no último que existem dados
disponíveis, como revela o quadro seguinte.
Em 2005, segundo o INE as empresas com 10 ou mais trabalhadores ocupavam 55%
dos trabalhadores e o valor da sua produção representava 75% do
valor total da produção de todas as empresas (não inclui
nem as empresas financeiras nem as da agricultura).
Entre 2004 e 2006, segundo o Eurostat, o salário médio anual na
industria e serviços, das mulheres em percentagem do salário
médio anual dos homens baixou de 76,9% (Homem:15.626,3; Mulher:
12.020,7) para apenas 68,3% (Homem:18.398,9; Mulher:
12.560,2).
No entanto, as desigualdades entre géneros a nível de
remunerações não se limitam apenas a estas, como revelam
os dados constantes no quadro seguinte.
A desigualdade de remunerações entre homens e mulheres em
Portugal, agrava-se com o aumento da idade e da escolaridade.
Segundo os dados constantes no Livro Branco das Relações Laborais
publicado pelo Ministério do Trabalho, até aos 24 anos as
remunerações dos homens eram em média superiores à
das mulheres apenas em 9%; nas idades entre 25-34 anos, em 16%; nas idades
entre 35-44 anos, em 32%; nas idades entre 45-54 anos, em 42% ; e nas idades
entre 56-64 anos as remunerações dos homens eram já
superiores às das mulheres em 47%.
Mas dentro de cada um destes escalões etários a desigualdade
aumenta com o aumento da escolaridade. Assim, dentro do escalão
até ao 24 anos, o salário do homem era superior ao da mulher em
12% tanto no grupo "não sabe ler nem escrever" como no grupo
"ensino superior"; no escalão 25-34 anos a diferença
era de 21% ("não sabe ler nem escrever") e 27% (no grupo
"ensino superior"); no escalão 34-44anos a diferença
era de 24% (no grupo "não sabe ler nem escrever") e 40% ( no
grupo "ensino superior"); no escalão 45-54 anos a
diferença era de 30% ( no grupo "não sabe ler nem
escrever") e 40% (no grupo "ensino superior"); e, finalmente, no
escalão 55-64 anos a diferença era entre 27% (no grupo
"não saber ler nem escrever") e 54% ( no grupo "ensino
superior).
56% DOS TRABALHADORES NO DESEMPREGO SÃO JÁ MULHERES
O desemprego continua a atingir mais as mulheres do que homens, e a
percentagens de mulheres tem aumentado nos últimos como mostram os dados
do quadro seguinte.
Em 2004, o desemprego já atingia mais as mulheres do que os homens, pois
neste ano 53,1% dos desempregados eram mulheres. No entanto, entre 2004 e 2007,
a situação agravou-se ainda mais pois aquela percentagem passou
de 53,1% para 56,1%.
Em 2007, 53,1% dos desempregados com o ensino básico eram mulheres;
58,3% dos desempregados com o ensino secundário eram mulheres, e 70,3%
dos desempregados com o ensino superior também eram mulheres. Portanto,
quanto maior é o nível de escolaridade maior é a
proporção de mulheres desempregadas.
O SUBSIDIO DE DESEMPREGO RECEBIDO PELAS MULHERES CORRESPONDE EM MÉDIA A
79% DO RECEBIDO PELOS HOMENS, E ESTÁ ABAIXO DO LIMIAR DE POBREZA
A nível do subsidio de desemprego, como consequência das
desigualdades de remunerações, os valores pagos por sexo
são também diferentes e baixos, como revelam os dados da
Segurança Social, que constam do quadro seguinte.
Em 2007, o subsidio de desemprego mensal pago aos homens era, em média,
de 431, enquanto o pago às mulheres era de 340, o que
correspondia a 78,9% do pago aos homens. O subsidio social de desemprego era
ainda mais baixo, pois o pago às homens era de 216 e às
mulheres de 214. Interessa referir que os valores dos subsídios
pagos às mulheres, nos dois casos, estão abaixo do limiar da
pobreza que rondava, em 2007, os 400 /mês (12 meses). Se
compararmos os valores de 2007 com os de 2006, que constam também do
quadro anterior, conclui-se, por um lado, que a desigualdade entre homens e
mulheres praticamente se manteve inalterável (no subsidio de desemprego
diminuiu em 0,8 pontos percentuais; subsidio social de desemprego agravou-se em
0,5 pontos percentuais; e no subsidio social agravou-se em 0,5 pontos
percentuais, e no subsidio social de desemprego subsequente também se
agravou a desigualdade em 0,8 pontos percentuais.; por outro lado, e isso
é grave, entre 2006 e 2007, o valor do subsidio médio de
desemprego recebido pelos homens diminuiu -0,1%, tendo subido o das mulheres
em apenas 1% (menos de metade da inflação), e a nível de
subsidio social de desemprego as quebras são muito maiores pois foram de
-5,6% para os homens e de -6,1% para as mulheres.
EM 2007, A PENSÃO MÉDIA DE VELHICE DAS MULHERES CORRESPONDIA
APENAS A 60,5% DA DOS HOMENS, E A DE INVALIDEZ A 76,5%
As desigualdades entre homens e mulheres persistem na idade de reforma como
mostram os dados do quadro seguinte.
Segundo as Estatísticas da Segurança Social, em 2007, a
pensão média de velhice dos homens era de 449 enquanto a
das mulheres era apenas de 272 (60,5% da dos homens), e a pensão
de invalidez dos homens era de 352 e a das mulheres de apenas 269
(76,5% da dos homens). Interessa lembrar que os valores recebidos pelas
mulheres, quer em relação à velhice quer em
relação à invalidez eram também inferiores aos
limiares da pobreza, e o número de mulheres com tais pensões
eram, em 2007, já 1.100.844. E se compararmos com os valores de 2007
com os de 2006, que constam também do quadro, conclui-se que a
desigualdade não se reduziu entre 2006 e 2007, pois a nível da
pensão de velhice apenas diminuiu 0,4 pontos percentuais, e a
nível de invalidez até aumentou em 0,8 pontos percentuais.
04/Março/2008
[*]
Economista,
edr@mail.telepac.pt
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