Comportamentos diferentes do IEFP e do INE sobre o desemprego em Portugal:
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O problema do desemprego em Portugal está a atingir uma tal gravidade que nunca é demais falar sobre ele. E isto até pela insensibilidade social revelada por este governo que continua a recusar alargar o subsidio de desemprego a mais desempregados, quando o número daqueles que não recebem subsídio de desemprego é já superior a 200.000. Embora tanto o IEFP como o INE procurem ocultar a verdadeira dimensão do desemprego em Portugal, no entanto têm comportamentos diferentes: o IEFP oculta dados, enquanto o INE não o faz. O número oficial de desempregados divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística 507,7 mil no 2º Trim. de 2009 não inclui a totalidade dos desempregados. Existem muitos desempregados que não são considerados naquele número oficial de desempregados. Mas o número que não é considerado é também divulgado trimestralmente pelo INE, assim como a justificação para não serem considerados. Assim, de acordo com o próprio INE, não foram incluídos, no 2º Trimestre de 2009, 125,5 mil desempregados. Apesar de não serem considerados, como esse número é divulgado, qualquer pessoa pode fazer o cálculo. Assim, de acordo com o INE, o número de desempregados no nosso País não era de 507,7 mil mas sim 635,2 mil, o que aumenta ainda mais a gravidade do problema. Infelizmente a maioria dos órgãos de comunicação social não chamou a atenção da opinião pública para esse facto colaborando assim, objectivamente, com o governo na intenção deliberada que este tem em ocultar a extrema gravidade da situação. Comportamento diferente tem o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Nos primeiros sete meses eliminou, dos ficheiros dos Centros de Emprego, 303.662 desempregados, o que dá uma média de 43.380 desempregados por mês. Uma análise mais fina por concelhos mostra que, com aquela eliminação, o IEFP tem até conseguido diminuir o número de desempregados em vários concelhos. Por exemplo, no distrito de Lisboa, de acordo com dados também divulgados por aquele Instituto, no período compreendido entre Março de 2009 e Junho de 2009, o desemprego registado teve a seguinte variação: entre Março e Abril aumentou em 2.838; entre Abril e Maio cresceu apenas em 223; e, entre Maio e Junho, o número de desempregados subiu somente em 18. Se a análise for feita concelho a concelho, constata-se que, segundo o IEFP, o desemprego registado até diminuiu em alguns deles. Entre Março e Junho de 2009, o desemprego baixou em -67 no concelho de Alenquer; em menos -43 no concelho da Amadora; diminuiu em -88 desempregados no concelho de Azambuja; desceu em menos -148 no concelho de Lisboa, etc.. E isto apesar de, segundo o INE, o próprio desemprego oficial ter aumentado entre o 1º trimestre de 2009 e o 2º Trimestre de 2009, a nível do País, de 495,8 mil para 507,7 mil. Portanto, o IEFP faz um milagre: quando o desemprego aumenta por todo o País, este instituto, tutelado pelo ministro do Trabalho, consegue baixá-lo nas estatísticas que publica. E o IEFP procura ocultar essa eliminação. A prová-lo está o facto de que na "Informação Mensal do Mercado do Emprego", que divulga mensalmente com os dados sobre o desemprego registado, não constar nem o numero de desempregados que são eliminados todos os meses dos ficheiros dos Centros de Emprego nem as razões dessa eliminação. E isto apesar de várias entidades já o terem solicitado (por ex. a CGTP que tem representantes no concelho de Administração), e também vários deputados da Assembleia da República. É claro o propósito do IEFP em querer ocultar essa eliminação que permite baixar significativamente o número de desempregados colaborando deliberadamente com o governo na intenção de esconder a gravidade da situação. |
O desemprego é actualmente o problema mais grave em Portugal. No
entanto, o governo parece indiferente à gravidade da
situação, pois pouco tem feito para reduzir os seus efeitos a
nível de quem é atingido pelo desemprego. A prová-lo
está o facto de que continua a recusar alargar o subsídio de
desemprego, e não o subsidio social de desemprego como fez (e foi
só a 20.000 desempregados), a mais desempregados. Esta insensibilidade
social deste governo está a determinar que já mais de 200.000
desempregados não recebam qualquer subsidio.
Perante o comportamento deste governo não é demais voltar
novamente ao problema do desemprego em Portugal, porque os números
oficiais ainda não traduzem a verdadeira realidade. E isso é
preciso que chegue à opinião pública para obrigar este
governo a tomar medidas de apoio a esses desempregados. É
necessário tornar ainda mais visível a gravidade da
situação.
OS NUMEROS OFICIAIS DO INE E DO IEFP NÃO TRADUZEM A VERDADEIRA
DIMENSÃO DO DESEMPREGO EM PORTUGAL
O Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Instituto de Emprego e
Formação Profissional (IEFP) divulgam periodicamente dados sobre
o desemprego em Portugal. O INE trimestralmente, e o IEFP mensalmente. No
entanto, utilizam técnicas diferentes para reduzir os números
oficiais de desemprego que divulgam. É o que se vai mostrar.
De acordo com os "Conceitos" constantes das "Estatísticas
do Emprego" divulgadas trimestralmente pelo INE, um desempregado para ser
incluído no número oficial de desempregados é
necessário que "tenha procurado um trabalho, isto é, tenha
feito diligências ao longo de um período especificado
(período de referência ou nas três semanas anteriores) para
encontrar um emprego remunerado ou não". Portanto, se um
desempregado não procurar trabalho na semana em que foi realizado o
inquérito (período de referência) ou nas três semanas
anteriores já não é incluído no número
oficial de desemprego. E de acordo com o INE, no 2º Trimestre de 2009,
existiam 64,2 mil desempregados nesta situação (os chamados
"inactivos disponíveis") que não foram considerados no
número oficial de desempregados divulgados pelos órgãos de
informação.
Por outro lado, e também segundo os "Conceitos" do INE, que
constam da publicação que ele divulga trimestralmente, é
considerado como estando empregado aquele que tenha "efectuado um trabalho
de pelo menos uma hora, mediante o pagamento de uma remuneração
ou com vista a um beneficio ou ganho familiar em dinheiro ou
géneros". Portanto, existe muita gente considerada como empregada,
e por isso não está incluída nos números oficiais
de desemprego, apesar de estar efectivamente desempregada. E de acordo com o
INE existiam, no 2º Trimestre de 2009, 63,3 mil desempregados (o chamado
"subemprego visível) que também não foram
considerados no número oficial de desempregados.
Se somarmos ao número oficial de desempregados no 2º Trimestre de
2009 507,7 mil estes dois valores (64,2 mil mais 63,3 mil
divulgados também pelo INE) o número de desempregados sobe de
507,7 mil para 635,2 mil, e a taxa de desemprego aumenta de 9,1% para 11,2% no
2º Trimestre de 2009..
NOS PRIMEIROS SETE MESES DE 2009 JÁ FORAM ELIMINADOS DOS FICHEIROS DOS
CENTROS DE EMPREGO 303.662 DESEMPREGADOS QUE O IEFP PROCURA OCULTAR
O IEFP utiliza técnicas diferentes para reduzir o número de
desempregados registados nos Centros de Emprego, e para ocultar essa
eliminação.
Apesar de a maior parte dos media fazer passar os números divulgados
pelo IEFP como reflectindo o desemprego em Portugal, isso não
corresponde à verdade O numero oficial de desempregados divulgado pelo
IEFP não abrange a totalidade dos desempregados. Apenas inclui aqueles
que se inscreveram nos Centros de Emprego. Portanto, se um desempregado
não se inscrever ou se for eliminado dos ficheiros dos Centros de
Emprego já não consta do número que é divulgado
mensalmente pelo IEFP. E muitos que se inscrevem têm sido eliminados
mensalmente dos ficheiros dos Centros de Emprego pelo IEFP como se
provará.
O quadro seguinte, construído com dados publicados pelo IEFP no
período que vai de Dezembro 2008 a Junho de 2009, torna claro o que
está a suceder neste campo.
| DATA |
de desempregados divulgados pelo IEFP em cada mês |
que se inscreveram em cada mês nos Centros de Emprego |
colocados pelos Centros de Emprego |
não colocados relativamente aos inscritos no mês |
eliminados dos ficheiros dos Centros de Emprego em cada mês |
| 31-Dez-08 | 416.005 | ||||
| 31-Jan-09 | 447.966 | 70.334 | 4.219 | 66.115 | 34.154 |
| 28-Fev-09 | 469.299 | 60.577 | 3.533 | 57.044 | 35.711 |
| 31-Mar-09 | 484.131 | 65.743 | 4.824 | 60.919 | 46.087 |
| 30-Ab-09 | 491.635 | 58.212 | 5.214 | 52.998 | 45.494 |
| 31-Mai-09 | 489.115 | 51.866 | 5.600 | 46.266 | 48.786 |
| 30-Jun-09 | 489.820 | 52.831 | 5.531 | 47.300 | 46.595 |
| 31-Jul-09 | 496.683 | 60.160 | 6.462 | 53.698 | 46.835 |
| SOMA | 419.723 | 35.383 | 384.340 | 303.662 |
Em 31 de Dezembro de 2008 existiam inscritos nos ficheiros dos Centros de
Emprego 416.005 desempregados. No período compreendido entre 1 de
Janeiro de 2009 e 31 de Julho de 2009 inscreveram-se nos Centros de Emprego,
segundo o IEFP, mais 419.723 novos desempregados, que somados aos 416.005 que
existiam em 31/12/2008 dá 835.728 desempregados. Entre 1 de Janeiro de
2009 e 31 de Julho de 2009, os Centros de Emprego colocaram, ou seja,
arranjaram emprego para apenas 35.383 desempregados que estavam inscritos nos
seus ficheiros. Portanto, se deduzirmos estes 35.383 aos 835.728 que
tínhamos obtido anteriormente, ainda ficam 800.345. No entanto, o IEFP
divulgou que, em 31 de Julho de 2009, só existiam inscritos nos Centros
de Emprego 496.638 desempregados. Portanto, fazendo a diferença entre o
que devia existir (800.345) e o que existia (496.683) conclui-se que foram
eliminados, nos primeiros sete meses de 2009, precisamente 303.662
desempregados dos ficheiros dos Centros de Emprego. É assim, que o IEFP
reduz significativamente o número de desempregados que divulga
mensalmente.
O NÚMERO DE DESEMPREGADOS ELIMINADOS DOS FICHEIROS DOS CENTROS DE
EMPREGO VARIA MUITO MENSALMENTE SEM SE CONHECER AS RAZÕES
O quadro seguinte, construído com dados divulgados pelo IEFP no
período compreendido entre 31/12/2008 e 31/07/2009, permite calcular o
número de desempregados que foram eliminados mensalmente dos ficheiros
dos Centros de Emprego naquele período.
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que se inscreveram em cada mês nos Centros de Emprego |
eliminados dos ficheiros dos Centros de Emprego em cada mês |
eliminados em cada mês em relação aos inscritos no mesmo mês |
| 31-Jan-2009 | 70.334 | 34.154 | 48,60% |
| 28-Fev-2009 | 60.577 | 35.711 | 59,00% |
| 31-Mar-2009 | 65.743 | 46.087 | 70,10% |
| 30-Ab-2009 | 58.212 | 45.494 | 78,20% |
| 31-Mai-2009 | 51.866 | 48.786 | 94,10% |
| 30-Jun-2009 | 52.831 | 46.595 | 88,20% |
| 31-Jul-2009 | 60.160 | 46.835 | 77,85% |
| Media Jan/Fev | 65.456 | 34.933 | 53,37% |
| Media Mar/Jul | 57.762 | 46.759 | 80,95% |
| SOMA | 419.723 | 303.662 | 72,35% |
No período que vai de Janeiro a Julho de 2009, em média o
número de desempregados eliminados mensalmente dos ficheiros dos Centros
de Emprego correspondeu a 72,35% do número de desempregados que se
inscreveram em cada mês nos Centros de Emprego. No entanto, se
subdividirmos esse período em dois o correspondente aos meses de
Janeiro e Fevereiro, e o outro correspondente aos restantes meses (Março
a Julho) obtemos percentagens de eliminação muito
diferentes, o que prova que a percentagem eliminada tem aumentado muito nos
últimos meses. No período Janeiro a Março a taxa
média de eliminação em cada mês foi de 53,37% do
número de desempregados inscritos em cada mês, enquanto no
período de Março a Julho a taxa de eliminação dos
ficheiros atingiu, em média, 80,95%. Portanto, com o agravamento do
problema do desemprego a percentagem dos desempregados eliminados dos ficheiros
dos Centros de Emprego aumentou significativamente. Foi também desta
forma que o IEFP obteve os dados do desemprego registado que divulga
mensalmente.
EMBORA O DESEMPREGO ESTEJA A AUMENTAR NO PAÍS, O IEFP CONSEGUIU DIMINUIR
O NÚMERO DE DESEMPREGADOS EM VÁRIOS CONCELHOS
Uma análise mais fina por concelhos torna ainda mais clara as anomalias
que se estão a verificar a nível dos dados do desemprego
registado divulgados pelo IEFP.. O quadro seguinte, com dados referentes a
todos os concelhos do distrito de Lisboa, e relativos ao período
Março/2009 a Junho/2009, permite fazer essa análise
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| ALENQUER | 1.865 | 1.938 | 1.932 | 1.865 | 73 | -6 | -67 |
| AMADORA | 8.554 | 8.802 | 8.630 | 8.587 | 248 | -172 | -43 |
| ARRUDA DOS VINHOS | 333 | 344 | 351 | 351 | 11 | 7 | 0 |
| AZAMBUJA | 1.001 | 1.008 | 1.019 | 931 | 7 | 11 | -88 |
| CADAVAL | 495 | 532 | 606 | 615 | 37 | 74 | 9 |
| CASCAIS | 6.946 | 7.262 | 7.648 | 7.647 | 316 | 386 | -1 |
| LISBOA | 20.207 | 20.771 | 20.833 | 20.685 | 564 | 62 | -148 |
| LOURES | 7.006 | 7.180 | 7.067 | 7.219 | 174 | -113 | 152 |
| LOURINHÃ | 911 | 931 | 979 | 991 | 20 | 48 | 12 |
| MAFRA | 2.279 | 2.355 | 2.346 | 2.340 | 76 | -9 | -6 |
| ODIVELAS | 4.496 | 4.624 | 4.611 | 4.697 | 128 | -13 | 86 |
| OEIRAS | 4.804 | 5.015 | 5.128 | 5.232 | 211 | 113 | 104 |
| SINTRA | 15.703 | 16.406 | 16.281 | 16.401 | 703 | -125 | 120 |
| SOBRAL MONTE AGRAÇO | 293 | 296 | 300 | 303 | 3 | 4 | 3 |
| TORRES VEDRAS | 2.660 | 2.703 | 2.622 | 2.606 | 43 | -81 | -16 |
| VILA FRANCA DE XIRA | 5.692 | 5.916 | 5.953 | 5.854 | 224 | 37 | -99 |
| DISTRITO LISBOA - IEFP | 83.245 | 86.083 | 86.306 | 86.324 | 2.838 | 223 | 18 |
Entre Março de 2009 e Junho de 2009, o desemprego registado, de acordo
com os dados divulgados pelo IEFP, teve a seguinte variação:
entre Março e Abril aumentou em 2.838; entre Abril e Maio cresceu apenas
em 223; e, entre Maio e Junho, o número de desempregados subiu somente
18. Se a análise for feita concelho a concelho, constata-se que, segundo
o IEFP, o desemprego registado até diminuiu em alguns deles. Entre
Março e Junho de 2009, segundo o IEFP, o desemprego registado baixou em
-67 no concelho de Alenquer; em -43 no concelho da Amadora; em menos -88 no
concelho de Azambuja; em menos -148 no concelho de Lisboa, etc. E isto apesar
de, segundo o INE, o próprio desemprego oficial ter aumentado entre o
1º trimestre de 2009 e o 2º Trimestre de 2009, a nível do
País, de 495,8 mil para 507,7 mil.
COMPORTAMENTOS DIFERENTES DO INE E DO IEFP
O INE procura fazer crer que o desemprego em Portugal se limita ao desemprego
oficial 507,7 mil no 2º Trimestre de 2009 sendo nessa tarefa
ajudado pela maioria dos media. A prová-lo está o facto de que
deixou de divulgar a taxa de desemprego que incluía a totalidade dos
desempregados. País. A justificação é que isso
não é feito nos outros países da UE. Mas isso acaba por
ser uma autêntica manipulação da realidade e da
opinião pública pois os dados do desemprego oficial que divulga
trimestralmente não reflectem a totalidade do desemprego, mesmo daquele
que o INE consegue detectar. E isto apesar de, na mesma
publicação que contém os dados oficiais do desemprego,
também constarem os desempregados que não são considerados
nos números oficiais "os inactivos disponíveis"
e o "subemprego visível" assim como as razões
para não serem considerados. No entanto, se quisermos calcular um valor
para o desemprego que se aproxime mais do número efectivo de
desempregados existentes no nosso País, isso é possível,
pois os dados sobre os "inactivos disponíveis" e o
"subemprego visível" também são divulgados
trimestralmente pelo INE. Assim, no 2º Trimestre de 2009, o número
de desempregados que se aproximava mais do desemprego efectivo era, de acordo
com os próprios dados do INE, de 635,2 mil, ou seja, mais 125,5 mil do
que o número oficial de desempregados.
Comportamento totalmente diferente tem o Instituto de Emprego e
Formação Profissional. No período Janeiro/2009 a
Julho/2009 foram eliminados, em média, 43.380 desempregados por
mês dos ficheiros dos Centros de Emprego. No entanto, apesar de isso
acontecer todos os meses, o IEFP recusa-se sistematicamente a divulgar o
número que elimina assim como a explicar as razões porque faz
isso. A prová-lo está o facto de que na
"Informação Mensal do Mercado do Emprego", que divulga
mensalmente com os dados do desemprego registado, não constar nem o
número de desempregados que são eliminados todos os meses dos
ficheiros dos Centros de Emprego nem as razões dessa
eliminação. E isto apesar de várias entidades o terem
solicitado (por ex. a CGTP que tem representantes no concelho de
Administração), e vários deputados na Assembleia da
República. É claro o propósito do IEFP em querer ocultar
essa eliminação que permite baixar todos os meses
significativamente o número de desempregados inscritos nos Centros de
Emprego.
Para que se fique com uma ideia do pouco que este governo tem feito para
minorar a situação dos desempregados interessa acrescentar o
seguinte: em Junho de 2009, segundo dados do Ministério do Trabalho e da
Solidariedade Social estavam a receber subsídio de desemprego apenas
223.441 desempregados, ou seja, menos de metade do número oficial (507,7
mil). Para além destes recebiam subsídio social de desemprego
101.602 desempregados, cujo valor médio era apenas de
337,39/mês, menos que o limiar da pobreza.