O Presidente Álvaro Uribe será recordado como mafioso,
paramilitar, bufão, grosseiro, caluniador e mentiroso a toda a prova,
tanto na Colômbia como no resto do mundo
O pior governo dos últimos tempos, não pode ser outra a
classificação. Trata-se do engendro criminoso das máfias
do narcotráfico com paramilitares, latifundiários, grandes
pecuaristas, os militaristas e os resíduos da ultra-direita cavernicola
do bipartidarismo liberal-conservador. Os mesmos responsáveis pela
pobreza, miséria, exploração, saqueio,
corrupção, indignidade e repressão estatal sobre os
trabalhadores, os camponeses e o povo colombiano nos últimos 50 anos.
É tanta a palhaçada e a grosseria do governo da
para-política que se crê com o direito de impor o seu libreto de
infâmias contra a oposição política
revolucionária colombiana aos demais governos, estes sim
legítimos, com prestígio, vontade e futuro luminoso. Ao passo
que o seu é de minorias, fraudulento e portanto ilegal e
ilegítimo. Não é casual que a imensa maioria de
congressistas e políticos chamados a responder pela
para-política, pelos massacres e deslocações
forçadas sejam parte substancial da coligação
governamental.
Além dos amigos, sócios e cúmplices seus, que com os seus
votos nas eleições presidenciais levaram-no ao poder. Por ser
Uribe o primeiro responsável e beneficiário directo da
narco-para-política, deveria renunciar à sua espúria
investidura.
A renúncia imediata de Uribe, juntamente com todo o seu governo,
garantiria a libertação com vida dos prisioneiros mediante a
assinatura do acordo humanitário sem mais empecilhos para
recusá-lo ao invés de persistir nos demenciais inamovíveis
e na arriscada política de recuperação forçada. Os
governos e os povos amigos do acordo humanitário e da paz na
Colômbia voltariam a ser respeitados e reconhecidos pelos seus bons
ofícios, sempre que estes partam da expressa solicitação
das partes contendoras. A obstinada obstrução às
saídas políticas concertadas com as organizações
guerrilheiras, revolucionárias do povo, com os operários,
camponeses, estudantes, indígenas e afro-descendentes impostas pela
ignominiosa administração fascista actual, voltariam a recuperar
seus espaços em proveito da paz com justiça social, da democracia
real e das liberdades.
As palhaçadas, as grosserias, as calúnias e as mentiras deste
governo nunca mais poderão ser repetidas por respeito para com
nós mesmos e com a comunidade internacional, com vistas a encerrar assim
este vergonhoso e negro período da nossa turbulenta história de
guerras, iniquidades sociais, políticas e económicas.
Montanhas da Colômbia, Dezembro de 2007
[*]
Integrante do Secretariado das FARC
O original encontra-se em
http://www.farcep.org/?node=2,3767,1
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|