Por que os arranha-céus do World Trade Center entraram em colapso?

por Morgan Reynolds [*]

"Aquilo não parecia real... Havia milhares daquelas vigas de aço que simplesmente caíram como varetas".
John Albanese , bombeiro voluntário e fotógrafo amador

"O que nos impressionou — pessoas como Warren Jennings e eu próprio, que basicamente passámos todas as nossas vidas no negócio da demolição — é que nunca havíamos visto tanto aço, quantidade tão enorme e tão maciça. Era simplesmente inacreditável".
Michael Henderson (p. 93), Administrador Geral, Marine Terminals, Metal Management NE

Para explicar os inesperados colapsos em queda livre das torres gémeas do World Trade Center em 11 de Setembro de 2001, a corrente principal de peritos (ver também The American Professional Constructor, October 2004, pp. 12–18) apresenta um argumento em três etapas: 1) um impacto de avião enfraqueceu cada uma das estruturas; 2) um fogo intenso enfraqueceu termicamente os componentes da estrutura que podem ter causado danos em materiais a prova de fogo, provocando falhas por empenamento, as quais, por sua vez, 3) permitiram que os pisos superiores tombassem em cima dos pisos inferiores.

Muitos anuirão a tais argumentos. OK, aquilo aconteceu e vamos assistir às finais da NBA (National Basketball Association) ou qualquer outra coisa, mas eu considero que esta teoria quase tão satisfatória como a fantástica teoria da conspiração de que "19 jovens árabes a actuarem às ordens de extremistas islâmicos com posto de comando no distante Afeganistão" provocaram o 11/Set. A teoria do colapso do governo é altamente vulnerável nos seus próprios termos, mas a sua estreiteza gritante e falta de abrangência é o defeito supremo não partilhado pela sua principal rival científica — a demolição controlada. Só a demolição profissional parece abranger o conjunto pleno dos factos associados aos colapsos da WTC 1 (Torre Norte), WTC 2 (Torre Sul) e o pouco considerado colapso do edifício 7 do WTC, com 47 andares, às 17h21 daquele dia fatídico.

A controvérsia científica sobre o enfraquecimento inicial da estrutura tem duas partes: o que provocou o dano original à torre e fez com que o dano enfraquecesse "severamente" as estruturas? As fotos mostram uma estável e imóvel Torre Norte (WTC 1) após o dano sofrido às 08h46 e da Torre Sul após o seu impacto às 09h03. Se focarmos a Torre Norte, um exame atento às fotos revela danos razoavelmente "menores" ao invés de "severos" na própria torre e no seu perímetro de colunas.

Até 45 colunas exteriores entre os pisos 94 e 98 no lado nordeste (do impacto) da Torre Norte foram fracturadas — separadas umas das outras — apesar de não haver evidência directa de enfraquecimento estrutural "severo". Nenhuma das secções superiores do perímetro de colunas rompidas inclinou-se ou entortou-se em direcção às suas colunas correspondentes abaixo. Podemos inferir isto por causa das coberturas de alumínio das colunas: cada uma delas parecia alinhar-se uniformemente através da Torre, formando uma "linha pontilhada" horizontal na fachada desde uma ponta à outra. Apesar do buraco do impacto, lacunas nas colunas no perímetro, e partes faltantes dos pisos 95 a 98 na abertura, a fachada de alumínio não mostra evidência de deslocação vertical das colunas, o que sugere pequeno ou não muito amplo empenamento no perímetro.

As coberturas de alumínio presas às colunas também alinhavam verticalmente após o impacto, isto é, colunas separadas continuavam a permanecer visualmente "aprumadas" (verticais, na verdade), alinhando-se em fila desde o topo até à base em torno da abertura, o que implica nenhuma deslocação horizontal perceptível das colunas. A evidência fotográfica relativa ao lado nordeste da Torre Norte não mostrou impacto estrutural secundário mais vasto além da própria abertura. Naturalmente, havia fumo a emanar dos pisos superiores.

O facto de as colunas do perímetro não terem sido deslocadas sugere que os pisos não empenaram nem afundaram. Apesar das partes faltantes dos pisos 95-98, as fotos não mostram encurvamentos ou afundamentos sobre outros pisos. Se assim é, isto aumenta a probabilidade de que tenha havido pouco dano em relação ao núcleo. As fotos não documentam o que aconteceu dentro do interior/núcleo e a ninguém foi permitido inspeccionar e preservar entulho relevante antes de as autoridades governamentais — primariamente a FEMA — o terem removido rapidamente. Testemunhos oculares daqueles que escaparam de dentro da Torre Norte referente ao dano ao núcleo provavelmente está indisponível.

As fotos não nos permitem espreitar muito para dentro do interior do edifício; de facto o buraco é negro, sem chamas visíveis. Sabemos que o núcleo estrutural e o seu aço era incrivelmente forte (apregoam 600% de coeficiente de segurança) tornando improvável que o núcleo fosse "severamente" danificado com o impacto. Havia 47 colunas no núcleo conectadas umas às outras por vigas de aço dentro de uma área rectangular de piso de aproximadamente 87 x 137 pés (26,5 x 41,8 m). Cada coluna tinha uma secção cruzada rectangular de aproximadamente 36 x 14" na base (90 x 36 cm) com aço de 4 polegadas de espessura no seu entorno (100 mm), afunilando para 1/4" (6 mm) de espessura no topo. Cada piso era também extremamente forte (pg. 26), uma grelha de aço , ao contrário das afirmações de que era um sistema de armadura "leve" ("truss" system).

Aqueles que apoiam a versão oficial, como Thomas Eagar (pg. 14), professor de engenharia de materiais e sistemas de engineering no MIT, argumentam habitualmente que o colapso deve ser explicado pelo calor dos fogos porque a perda de capacidade de suportar cargas provocada pelos buracos nas Torres era demasiada pequena. A transferência de carga teria estado dentro da capacidade das torres. Uma vez que o aço utilizado nos edifícios devem ser capaz de suportar cinco vezes a sua carga normal, Eagar conclui que o aço das torres só podia ter entrado em colapso se aquecido ao ponto de "perder 80 por cento da sua força", em torno do 1300º F (704,4º C). Eagar acredita que foi isto que aconteceu, embora os fogos não parecessem ser suficientemente extensos e intensos, desprendendo rapidamente fumo e negro e relativamente poucas chamas.

Apesar de alguns peritos afirmarem que os impactos de aviões de passageiros enfraqueceram severamente todo o sistema estrutural, a evidência está a faltar. O perímetros dos pisos 94-98 não parecem severamente enfraquecidos, muito menos todo o sistema estrutural. O código criminal exige que a cena do crime seja preservada para análise judicial (forensic analysis) mas o FEMA destruiu-a antes que alguém pudesse investigá-la seriamente. O FEMA estava em posição de assumir o comando porque na véspera dos ataques havia chegado ao Molhe 29 de Nova York para conduzir um exercício de jogo de guerra, "Tripod II", numa coincidência perfeita. As autoridades aparentemente consideraram o entulho bastante valioso : responsáveis da Cidade de Nova York seguiram todos os camiões de escombros com GPS e houve um condutor de camião despedido porque sem autorização gastou 1 hora e meia de tempo a almoçar.

A Resposta NIST preliminar afirma que "a secção da parede acima da zona do impacto moveu-se para baixo" (pdf., pg. 36) no WTC 1, mas não apresenta prova. Ela proporciona evidência fotográfica, no entanto, de uma "deslocação da laje" do 82º piso da Torre Sul às 09h55. Isto parece secundário de qualquer forma porque não há queda sobre os pisos adjacentes e a integridade da estrutura parece inteiramente intacta. O fogo também parece fraco, apesar de a Torre Sul ter entrado em colapso apenas quatro minutos depois. Isto seria um puzzle completo sem uma teoria da demolição.

Cerca de uma dúzia de extremidades fragmentadas das colunas exteriores no buraco da Torre Norte estavam inclinadas mas as inclinações direccionavam-se para "o lado errado" pois apontavam para fora da Torre. Este facto é perturbador para a teoria oficial de que o choque de um avião criou o buraco e a subsequente explosão entre os pisos 94 e 98. As leis da física implicam que um avião em alta velocidade com asas cheias de combustível avançando através das finas colunas do perímetro envergaria as extremidades rompidas das colunas para dentro, se envergasse em qualquer direcção, certamente não as curvaria para o lado de fora em direcção ao exterior.

Uma possível resposta seria que, bem, sim, um choque de avião inclinaria uma coluna para dentro ao invés de incliná-la para fora, se é que inclina de todo, mas a força subsequente de uma explosão de jet fuel actuaria na direcção oposta: quaisquer inclinações para fora provocadas pelo impacto do avião arrumariam na vertical ou mesmo reverteriam a inclinação das colunas de aço em direcção ao exterior sob a pressão da explosão. Contudo, a proposta "teoria da reversão" do aço (primeiro inclinação para dentro devido à colisão, a seguir inclinação para fora devido à explosão) sofre de dois grandes defeitos:

1- Não foram observadas "colunas com inclinação para dentro" e seria improvável que cada uma delas e todas elas fossem revertidas pela explosão subsequente; e

2- a hipótese é ad hoc e falta-lhe simplicidade, duas características científicas negativas.

O princípio de Occam [1] sugeriria que as inclinações para fora nas colunas do perímetro foram provocadas por explosões a partir de dentro da torre ao invés de ser pelo impacto de aviões vindos de fora. A apoiar esta teoria está também o facto de que as extremidades uniformemente perfeitas das colunas explodidas do perímetro são consistentes com as cargas dispostas linearmente utilizadas pelos peritos em demolição para cortar fatias de aço com uma espessura de 10 polegadas (25,4 cm). A hipótese de cargas dispostas linearmente também explica as cruzes perfeitamente formadas descobertas no entulho (fragmentos em forma de crucifico das estruturas de colunas de núcleo), bem como o aço cortado de forma impecavelmente limpa .

A teoria de engineering do establishment tem dificuldades adicionais. É bem conhecido que o buraco na ala oeste do Pentágono, com menos de 18 pés (5,5 m), era demasiado pequeno para acomodar um Boeing 757, mas o buraco da Torre Norte não era suficientemente grande tão pouco para um Boeing 765, o alegado avião de carreira widebody [2] utilizado no voo 11 da AA (oficialmente com número de registo N334AA, a Federal Aviation Agency listou-o como "destruído"). Um Boeing 765 tem uma envergadura de 155'1" (47,6 m) apesar de a distância máxima ao longo do buraco na Torre Norte ser cerca de 115 pés (35 m), um buraco subdimensionado nuns 40 pés, ou 26 por cento. "Os últimos poucos pés nas pontas das asas nem mesmo bateram nas colunas exteriores", comenta Hufschmid (pg. 27). Mas 20 pés (6,1 m) em cada asa? Eu chamaria a isto uma diferença substancial, não "os últimos poucos pés", especialmente porque os buracos de impactos de aviões tendem a ser três vezes a dimensão do avião, reflectindo o facto de que aviões de linha carregados de combustível a voarem para dentro de edifícios esmagam coisas numa grande extensão. A pequena dimensão dos buracos em ambas as torres lança dúvidas sobre a hipótese do impacto do avião e favorecer mais uma vez a da demolição profissional. Não houve relatos de partes do avião, especialmente asas, cortadas na colisão e arremetida para o chão no lado nordeste da torre, no meu conhecimento, embora a FEMA haja relatado umas poucas peças ao sul da Rua Church (pgs. 68-9) e no topo do WTC-5 a leste da WTC-1.

Aumenta a natureza suspeita da pequena abertura na WTC 1 o facto de que algumas lacunas nas colunas do lado esquerdo do buraco nordeste eram muito curtas, provavelmente com menos de três pés (pg. 105) de altura (pg. 27). Não é grande coisa que um jumbo jet pudesse passar através de uma tal abertura, especialmente porque um avião carregado de combustível não minimizaria a sua área frontal. Os motores são um problema especial porque cada um deles é enorme e denso, consistindo principalmente de aço temperado e com um peso de 24 a 28,5 toneladas, conforme o modelo. Nenhum motor foi recuperado no entulho mas possivelmente nenhum fogo de hidrocarbonetos poderia vaporizá-lo.

O buraco na Torre Norte também é suspeito porque ele nem mesmo tem uma abertura contínua no perímetro, mas ao invés disso continha material substancial do WTC (pg. 27) exactamente à esquerda do centro (pgs. 62, 105). Este material surge todo naquela área, de modo que não se moveu muito, sugerindo deslocação mínima e nenhuma penetração limpa por um jumbo jet. Estes enormes aviões de carreira pesam 82 toneladas quando vazios e um peso máximo para a decolagem de até 193 toneladas .

No caso da Torre Sul, um motor do Voo 175 da UAL (número de registo N612UA e com registo na Federal Aviation Agency dado ainda como válido!) não foi recuperado apesar do facto de que a trajectória do voo do avião do vídeo implicava que o motor direito não atingiria a Torre Sul. Fotos a mostrarem partes menores do motor sobre o chão são inconvincentes , para dizer isto de modo suave. Talvez peritos independentes em motores a jacto (aposentados?) possam testemunhar o contrário. Além disso, a contradizer o conto oficial, a borda chanfrada do lado sudeste da torre sul estava completamente intacta após o impacto inicial. O governo nunca apresentou um motor a jacto mas afirmou ter recuperado o passaporte do alegado sequestrador Satam al Sugami não danificado por um choque ardente e pelo catastrófico colapso da Torre Norte. No ataque de Nova York o governo não apresentou nem voz (CVR, Cockpit Voice Recorder) ou registos de dados de voo (FDR, flight data recorders) nem as chamadas caixas negras, um facto sem precedentes nos grandes desastres da história da aviação.

A agravar os problemas da teoria oficial está o facto de que as fotos do buraco da Torre Norte não mostram tão pouco evidência de um avião. Não há destroços reconhecíveis ou partes de avião no local imediato do choque. Se bem que a questão provavelmente nos leve demasiado longe, o trem de aterragem que alegadamente voou para fora da Torre Norte e foi encontrado várias ruas mais longe podia facilmente ter sido plantado pelo FEMA ou outros agentes do governo. Nunca vi qualquer análise objectiva deste trem de aterragem embora ela fosse bem vinda. De facto, o governo falhou na apresentação de quaisquer destroços significativos de qualquer dos quatro alegados aviões de carreira daquele dia fatídico. A foto familiar do sítio do choque do Voo 93 na Pennsylvania (The 9/11 Comission Report, Ch. 9) não mostra fuselagem, motor ou qualquer coisa reconhecível como um avião , apenas um buraco fumegante no chão . Conforme relatado, não foi permitido a fotógrafos que se aproximassem do buraco. Nem o FBI nem o National Transportation Safety Board investigaram ou produziram qualquer relatório sobre os alegados choques de aviões de passageiros.

Os buracos do WTC 1 e do Pentágono não foram os únicos a serem demasiado pequenos . As fotos mostram que o buraco no WTC 2 também era demasiado pequeno para ter sido causado pelo choque de um Boeing 767. De facto, o buraco na Torre Sul é substancialmente mais pequeno do que o buraco da Torre Norte.

A questão a seguir é se os fogos foram bastante quentes para provocar o colapso dos edifícios WTC. Ao defender o conto oficial e os seus clones que tentam explicar os colapsos sem precedentes de três arranha-céus com estrutura de aço sem demolição, o calor é razoavelmente mais importante do que o impacto estrutural. Isto é obviamente verdadeiro para o edifício WTC 7 porque ali não houve o alegado impacto de avião.

Em primeiro lugar, nenhum arranha-céus com estrutura de aço, mesmo engolfado em chamas durante horas a fio, já alguma vez entrou em colapso. Subitamente, três impressionantes colapsos ocorrem dentro de uns poucos quarteirões da cidade e no mesmo dia, dois alegadamente batidos por aviões, o terceiro não. Estes extraordinários colapsos após fogos menores de curta duração tornavam ainda mais importante preservar a evidência, principalmente as vigas mestras (girders) de aço, a fim de estudar o que acontecera. Acerca da intensidade do fogo, considere-se esta referência: Um relatório do FEMA de 1991 sobre o incêndio no Meridien Plaza de Philadelphia diz que o fogo era tão forte que "as vigas e vigas-mestras perderam a firmeza e deformaram-se", mas "apesar desta exposição extraordinária, as colunas continuaram a suportar as suas cargas sem dano evidente" (citado por Griffin , pg. 15). Um fogo tão intenso com consequente perda de firmeza e deformação das vigas de aço não aguenta comparação com o que observámos no WTC.

Em segundo lugar, danos estruturais severos às torres WTC teriam exigido fogos que fossem não apenas grandes mas em crescimento através dos edifícios e a arder por um considerável período de tempo. Nenhuma destas condições estava presente. "A falta de chamas é uma indicação de que os fogos eram pequenos, e o fumo negro é uma indicação de que os fogos estavam a asfixiar-se", salienta Hufschmid (pg. 35). Testemunhas oculares na torres, bem como polícias e bombeiros, relatam (pgs. 199-200) a mesma coisa .

Em terceiro lugar, a abertura do impacto foi 15 andares mais baixa na Torre Sul do que na Torre Norte, onde as colunas do núcleo eram mais grossas, assim o fogo da Torre Sul tinha de produzir mais calor para elevar as temperaturas do aço até ao amolecimento (enfraquecimento térmico) das colunas. Mas os seus fogos foram consideravelmente mais pequenos e 30 minutos mais breves em duração. A Torre entrou em colapso depois de arder apenas 56 minutos. Um primeiro candidato a explicar porque "a torre errada caiu primeiro" é que o pequeno incêndio em extinção na Torre Sul forçou a mão dos assassinos em massa, os quais decidiram disparar a demolição antes do planeado a fim de sustentar a mentira de que o fogo provocara o colapso. A Torre Norte manteve-se em pé por mais 29 minutos e o seu núcleo em aço era mais fino nos andares superiores. O incêndio de 1991 no Meridien Plaza ardeu durante 19 horas e o fogo era tão severo que as chamas vinham de dúzias de janelas em muitos andares. Ele não entrou em colapso.

Em quarto lugar, tentando implicitamente explicar estas dificuldades, a actual investigação NIST , conduzida por "uma extensa equipa de investigação com 236 pessoas", fez da "deslocação de material a prova de fogo" a variável chave para explicar os colapsos. Supostamente, "a sequência provável do colapso para as torres WTC são (sic) baseadas no comportamento de componentes estruturais enfraquecidos termicamente com danos extensos no material a prova de fogo ou placas de gesso de protecção induzidos pelo campo de resíduos gerado pelo impacto do avião" (pg. 111). "Se o material a prova de fogo não houvesse sido deslocado pelo campo de resíduos", afirma esta equipe de peritos pagos pelo governo, "a elevação da temperatura dos componentes estruturais provavelmente teria sido insuficiente para induzir o colapso global" (pg. 108). Talvez reconhecendo a falta de evidência directa para as suas conjecturas, o NIST admite que "um colapso completo do sistema de pisos do WTC não ocorreria mesmo que um certo número de armaduras (trusses) ou conexões falhasse" e "reconhecer incertezas inerentes" (pgs. 110 e 112). O NIST terá de aumentar a sua criatividade para explicar plausivelmente o colapso do WTC 7 porque ali não terá o benefício de fábulas de aviões e campos de resíduos.

Além dos defeitos específicos da teoria do colapso pelo fogo, uma vasta variedade de factos questionam tal teoria:

  • Fotos mostram pessoas a passearem em torno do buraco na Torre Norte "onde 10 mil galões de jet fuel estavam supostamente a queimar. As mulheres (pg. 27) pareciam (sic) olhar abaixo para o chão" (o NIST "Response" pdf, pg. 62, também mostra uma foto semelhante da mesma mulher loira com calças com cores claras a olhar para cima à beira do 94º piso).
  • No momento em que a Torre Sul foi batida, a maior parte das chamas da Torre Norte já se haviam extinto, queimando por apenas 16 minutos.
  • O incêndio não aumentou com o tempo, provavelmente porque ele rapidamente extinguiu-se por falta de combustível e estava a asfixiar especialmente depois de o sistema sprinkler aspergiu os fogos.
  • Os bombeiros do FDNY permanecem sob uma ordem legal de proibição (gag order) (Rodriguezvs-1.Bush.pdf, pg. 10) de discutir as explosões que ouviram, sentiram e viram. O pessoal da FAA também está sob uma ordem legal de proibição quanto ao 11/Set.
  • Mesmo o Relatório da Comissão do 11/Set (Kean-Zelikow) reconhece que "nenhum dos chefes [de bombeiros] presentes acreditava que era possível um colapso total de qualquer das torres" (Cap. 9, pg. 302). Isto chocou toda a gente naquele dia, tanto amadores como profissionais, embora alguns bombeiros percebessem que os chamados dispositivos explosivos secundários fossem um risco.

Griffin (pg. 25-7) identifica sucintamente os defeitos primários no conto oficial dos colapsos do WTC, e das suas teorias irmãs. Estes problemas foram totalmente ignorados pelo Relatório da Comissão do 11/Set (2004), assim os indicados pelo governo devem considerar difícil dar conta dos seguintes factos:

1- Nunca antes incêndios levaram edifícios com estrutura em aço ao colapso, excepto para os três edifícios do 11/Set, nem tão pouco incêndios levaram ao colapso qualquer edifício alto desde então.
2- Os fogos, especialmente na Torre Sul e no WTC-7, eram pequenos.
3- O WTC-7 não foi danificado por um avião e teve apenas incêndios menores no sétimo e décimo segundo pisos deste edifício de 47 andares, mas ele entrou em colapso em menos de 10 segundos.
4- O WTC-5 e o WTC-6 tiveram incêndios mais violentos mas não entraram em colapso apesar das traves de aço muito mais finas (pgs. 68-9) .
5- Num documentário da PBS, Larry Silverstein, o proprietário (lease-holder), recordou conversar com um comandante dos bombeiros sobre o 11/Set acerca do WTC-7 e disse, "... talvez a coisa mais inteligente a fazer seja empurrá-lo", uma gíria para demoli-lo.
6- O FEMA, dada a pouco convidativa tarefa de explicar o colapso do Edifício 7, com a menção da palavra "demolição" proibida, admitiu que o melhor que ela podia sugerir tinha "apenas uma baixa probabilidade de ocorrência".
7- É difícil, se não impossível, para incêndios com hidrocarbonetos como aqueles alimentados com jet fuel (querosene) elevarem a temperatura do aço até ao ponto de fusão.

A demolição profissional, em contraste, pode explicar todos estes factos e mais ainda. Demolição significa colocar explosivos por todo um edifício, e detoná-los em sequência para enfraquecer "a estrutura de modo a que entre em colapso ou dobre-se sobre si mesma" (pg. 44) . Nas demolições convencionais a gravidade faz a maior parte do trabalho, embora isto provavelmente tenha sido um factor menor no 11/Set, pois as torres estavam pesadamente carregadas (honeycombed) com explosivos .

1- Cada colapso de edifício do WTC ocorreu virtualmente à velocidade de queda livre (aproximadamente 10 segundos ou menos).
2- Cada edifício entrou em colapso, na maior parte, dentro da sua própria base.
3- Virtualmente todo o betão (umas 100 mil toneladas estimadas para cada torre) sobre todo o chão foi pulverizado num pó muito fino, um fenómeno que exige enorme energia e não podia ser provocado só pela gravidade ("...os trabalhadores não podem mesmo descobrir betão. 'Ele está todo em pó' disse [o responsável]" .
4- A poeira explodiu horizontalmente por um par de centenas de pés, fez resíduos, no princípio do colapso de cada torre.
5- Os colapsos foram totais, não deixando em pé nenhum dos núcleos maciços de colunas.
6- Peritos em resgates (Salvage experts) admiraram-se com a pequenez dos resíduos deixados no monte de entulho.
7- As vigas e colunas de aço vieram abaixo em secções com comprimento inferior a 30 pés (9,1 m) e não tinham sinais de "amolecimento", havia pouco ali senão secções cortadas de aço e umas poucas quantidades de cimento.
8- Fotos e vídeos de todos os colapsos mostram "ondas de demolição", significando "linhas confluentes de pequenas explosões" ao longo dos pisos (sequências de explosão).
9- De acordo com muitas testemunhas, as explosões ocorreram dentro dos edifícios.
10- Cada colapso teve vibrações sísmicas detectáveis sugestivas de explosões subterrâneas, semelhantes ao tremor de terra com magnitude 2,3 de uma demolição como o Seattle Kingdome (pg. 108) .
11- Cada colapso produziu aço pastoso idêntico àquele gerado por explosivos, resultando em "pontos quentes" que persistiram por meses (os dois pontos mais quentes no WTC-2 e WTC-7 estavam aproximadamente a 1350º F (732º C) cinco dias depois de serem inundados continuamente com água, uma temperatura bastante alta para fundir alumínio (pg. 70) .

A demolição controlada teria exigido acesso livre ao WTC, acesso a explosivos, evitando detecção, e perícia para orquestrar a destruição mortal a partir de uma localização segura nas proximidades. Tais acesso antes do 11/Sete provavelmente dependeu da cumplicidade de uma ou mais empresas de segurança do WTC. Estas empresas focalizam o "controle do acesso" e, como diz o especialista de segurança Wayne Black , "Quando você tem um contrato de segurança, você conhece o funcionamento íntimo de todas as coisas". Stratesec, uma empresa agora extinta que tinha contratos de segurança no World Trade Center e no Aeroporto Internacional Dulles, deveria ser investigada, entre outras, devido à estranha coincidência de que o irmão do presidente Bush, Marvin P. Bush, e o seu primo, Wirt D. Walker III, serem os principais na empresa, com Walker a actuar como director-executivo (CEO) desde 1999 até Janeiro de 2002 e Marvina, conforme relativo, em Nova York no 11/Set. Pelo menos um relato afirma que se verificou um desligamento de computadores (power down) em 8-9 de Setembro (pdf., pg. 45) no WTC para completar um "reforço de cablagem", apresentando uma oportunidade para plantar explosivos com baixo risco de detecção.

Um ponto relacionado é que empresas de demolição incorrem em despesas consideráveis para instalarem fios eléctricos e explosivos em arranha-céus em aço a fim de produzir implosões seguras, e elas gostariam de fazer isto de modo mais barato simplesmente ateando dois pequenos incêndios como aqueles que (alegadamente) grassaram no edifício 7. Aparentemente, os inventores-terroristas mantiveram esta tecnologia secreta.

Por que deveriam os assassinos destruir o WTC-7, uma vez que um colapso levantaria suspeitas nas vizinhanças? Uma teoria lógica, ainda que não provada, é que os perpetradores utilizaram o "bunker" OEM (office for emergency management) de Giuliani, presidente da municipalidade, no 23º piso do WTC-7 para dirigir as implosões das torres gémeas e a seguir destruíram o edifício e a prova a fim de encobrir os seus crimes, tal como um assassino pode atear fogo nas residências das suas vítimas para encobrir o crime (um em cada quatro incêndios é culposo). A "não revelada localização secreta" de Giuliani era perfeita porque havia sido evacuada pelas 09h45 do 11/Set, o que permitia trabalho sem incómodos, proporciona um assento próximo ao ringue, era resistente a balas e explosões, tinha o seu próprio abastecimento seguro de ar e água, e podia resistir a ventos de 160 mph (257 km/h), protecção necessária para os sopros gerados pelas explosões dos arranha-céus em colapso.

Há especial importância no facto do colapso em queda livre (ítem um na lista acima), ainda que apenas porque todos concordem em que as torres caíram à velocidade de queda livre. Isto torna o colapso "por camadas" (pancake collapse) com um piso a cair progressivamente sobre o piso inferior uma explicação não atraente. A queda progressiva por camadas não pode acontecer à velocidade da queda livre ("g" ou 9,8 m/s 2 ). A queda livre exigiria "tirar" ou remover obstáculos abaixo antes que eles pudessem impedir (tornar lenta) a aceleração dos objectos a caírem de cima. Explosões sequenciadas, por outro lado, explicam porque os pisos mais baixos não interferiam com o progresso dos objectos a caírem de cima. A teoria das camadas (pancake theory) fracassou neste teste.

Se colocarmos o assassínio de 2.749 vítimas inocentes momentaneamente de lado, a única disposição técnica inabitual nos colapsos da torres gémeas foi que as explosões começaram no topo, seguidas imediatamente por explosões a partir de baixo. O WTC-7, em contraste, foi inteiramente convencional, implodindo de baixo para cima.

É difícil exagerar a importância de um debate científico sobre a(s) causa(s) do colapso das torres gémeas e do edifício 7. Se a visão oficial acerca dos colapsos estiver errada, como acredito que está, então a política baseada sobre tais análises erradas de engenharia não é provável que seja sadia. A revisão da engenharia e das práticas de construção, por exemplo, baseadas na crença de que as torres gémeas entraram em colapso devido a danos provocados por aviões e fogos subsequente, é prematura, para dizer o mínimo.

Ainda mais importante, consequências políticas e sociais monumentais seguir-se-iam se observadores imparciais concluíssem que profissionais implodiram o WTC. Se a demolição destruiu três arranha-céus de aço no World Trade Center no 11/Set, então o caso para um "trabalho interno" e um ataque do governo à América seria obrigatório. Enquanto isso, a tarefa de cientistas, engenheiros e investigadores imparciais por toda a parte é obter a correcta análise científica e de engenharia do 11/Set, "mesmo que o céu viesse a cair". Infelizmente, entender bem isto com a exigências de "segurança de estado" de hoje exigem ousadia porque peritos em explosivos e em estruturas têm sido intimidados nas suas análises dos colapsos do 11/Set.

09/Junho/2005

[1] "Occam's razor". Princípio atribuído ao filósofo inglês William of Occam (cerca de 1350) de que deve ser feita a menor quantidade possível de suposições para explicar uma coisa.
[2]"Widebody ": Avião grande de passageiros com fuselagem suficientemente ampla para acomodar três fileiras de poltronas separadas por dois corredores.


Morgan Reynolds. [*] Ph.D., professor emérito da Texas A&M University e antigo director do Centro de Justiça Criminal do National Center for Policy Analysis, com sede em Dallas, TX. Actuou como economista chefe do US Department of Labor em 2001-02, no primeiro mandato de George W. Bush.
O seu email é econrn@cox-internet.com .

O original encontra-se em http://www.lewrockwell.com/reynolds/reynolds12.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
23/Jun/05