"As acusações suecas":
Contestação de Julian Assange em 14-15/Novembro/2016
por Daniel Vaz de Carvalho
[*]
O presente texto é basicamente uma resenha da contestação
de JA prestada em 14 e 15 de novembro de 2016 na embaixada do Equador,
legalmente protegida. O documento está disponível em
https://justice4assange.com/IMG/html/assange-statement-2016.html
1- O que está em causa
O caso Julian Assange (JA) evidencia a decadência da UE quanto a valores
democráticos, da própria justiça e liberdade individual,
tão apregoadas quando se trata de defender os interesses do capital.
Mostra como a submissão ao imperialismo é como um vírus
que destrói a soberania e o direito internacional, envolvendo
países antes apresentados como referências do Estado de direito
democrático, transformando-os em vassalos ao serviço de uma
"nova ordem" iníqua.
Não podemos deixar de referir o silêncio cúmplice ou a
verborreia colaboracionista nos media, a ausência de
posição mesmo de sindicatos de jornalistas na UE. Tudo o que se
passou e passa é algo absolutamente inadmissível para qualquer
país civilizado, em que a traição do atual governo do
Equador se tornou parte ativa.
JA foi submetido a detenções ilegais e politizadas desde 2010,
sem culpa formada, em prisão solitária de alta segurança
britânica, residência vigiada e desde 2012 na embaixada do Equador
em Londres, donde foi retirado à força pela polícia com
invasão permitida pelo Equador do seu território
diplomático.
Julian Assange recebeu numerosos prémios como jornalista,
designadamente: Index on Censorship Freedom of Expression Award 2008;
The
Economist New Media Award (USA) 2008; Amnesty International UK Media Award 2009
(New Media); 2010, Sam Adams Associates for Integrity in Intelligence (USA);
medalha de ouro 2011 da Sydney Peace Foundation (Austrália); 2011 Martha
Gellhorn Prize for Journalism (RU); 2011 Walkley Award for Most Outstanding
Contribution to Journalism (Austrália); Prémio Blanquerna 2011 de
melhor comunicador (Espanha); Prémio international Piero Passetti 2011
da União Nacional dos Jornalista Italianos; Prémio José
Couso 2011 para a liberdade de imprensa (Espanha); Prémio Internacional
para a vida privada 2012; Yoko Ono Lennon Courage Award em 2013; Global
Exchange Human Rights Awards 2013, bem como designações oficiais
para o o Prémio Mandela da ONU (2014) e nomeações durante
os últimos seis anos para Prémio Nobel da Paz.
[Nota - Esta listagem consta da contestação de JA, terminando
portanto em 2016. É este homem que o imperialismo e seus vassalos querem
destruir e que recentemente "comentadores" qualificaram nos media
como "pirata informático"].
2 - O processo cancelado em agosto de 2010
JA encontrava-se na Suécia em 11 de agosto de 2010, onde conheceu uma
mulher que menciona como SW. Nesta altura, figuras pró-guerra pediam o
seu assassinato e captura, e o governo dos EUA declarara publicamente que seus
movimentos estavam sob vigilância. JA descreve o relacionamento
estabelecido entre ele e SW, que parecia afetada pela sua
situação e interessada de uma forma romântica. Na noite de
16 de agosto de 2010, ela convidou-o para sua casa, tendo mantido
relações sexuais consensuais "várias vezes".
Cinco dias depois, um tabloide sueco dizia em manchete que JA era suspeito de
um crime e mandato de prisão. JA apresentou-se imediatamente às
autoridades suecas para esclarecer quaisquer questões que pudessem
existir, embora não tivesse obrigação de o fazer.
A acusação era que uma das relações sexuais
começara na manhã seguinte enquanto SW dormia (na mesma cama
após uma noite de sexo consensual) e que quando acordou, teria
consentido as relações em questão, mas nos primeiros
momentos não poderia ter consentido por causa do sono.
Em 20 de agosto SW, nas instalações da polícia, escreveu que "não queria
apresentar nenhuma acusação contra Julian Assange", mas que "a
polícia estava interessada em lhe deitar as mãos" e que havia “ficado
chocada ao saber da sua prisão”.
Em 21 de agosto de 2010, a promotora-chefe de Estocolmo, Eva Finné,
desistiu do mandado de prisão, encerrando no dia 25 a
investigação preliminar com a conclusão de que nenhum
crime tinha sido cometido contra SW, objeto do procedimento.
3 - O processo é reaberto
Uma semana mais tarde JA é surpreendido ao saber que um promotor
diferente, Marianne Ny (MN) havia reaberto a investigação
preliminar sem qualquer consulta ou oportunidade de JA ser ouvido depois
de já ter sido inocentado e o caso encerrado.
Foi então emitido um mandado de extradição, supostamente
para obter declarações, embora tivesse deixado a Suécia
com permissão da Procuradoria e de boa fé. Note-se que JA
não estava acusado de qualquer crime.
JA dirigiu-se voluntariamente à Suécia participando num
interrogatório em 30 de agosto de 2010 em Estocolmo, onde nenhuma
pergunta foi feita sobre a alegação, pois já havia sido
inocentado. Permaneceu na Suécia durante várias semanas,
perguntando repetidamente se ou quando poderia prestar
declarações, apesar de ter compromissos noutros lugares.
Em 27 de setembro deixou a Suécia com autorização do
Procurador, porém, no aeroporto três dos seus computadores
portáteis foram apreendidos. Continham evidência de crimes de
guerra aguardando publicação e sua correspondência legal
confidencial.
Apesar da lei sueca dizer que as investigações devem ser
conduzidas de modo a que nenhuma pessoa seja desnecessariamente exposta a
suspeitas ou submetida a custos ou inconvenientes desnecessários, a
promotora MN manteve a investigação preliminar aberta por mais de
seis anos, recusando-se a aceitar declarações de JA, claramente
violando regras a que estava obrigada.
Durante seis anos JA tentou que as suas declarações fossem
aceites, incluindo:
-
Regressar à Suécia com este objetivo em outubro de 2010.
-
Prestar declarações em Londres através de diversos
métodos, incluindo telefone, vídeo conferência, por
escrito, através de procuração ou através da Mutual
Legal Assistance, entre outras sugestões, durante o seu período
de prisão em cela solitária ou domiciliária (de
7/dezembro/2010 a 19/junho/2012).
-
Prestar declarações na embaixada do Equador em Londres.
-
Oferecer-se para ir à Suécia desde que fosse dada garantia de
que não seria extraditado para outro Estado por causa do seu trabalho de
publicação.
Apesar de JA estar a oferecer-se ativamente para prestar
declarações, MN pediu a sua prisão, sendo emitido um
mandado de detenção europeu tentando extradita-lo sem
acusação, do Reino Unido para a Suécia.
JA ao tomar a precaução de se refugiar na embaixada do Equador,
que lhe concedeu asilo, tinha em conta proteger-se contra o risco de
extradição para os Estados Unidos, onde existia contra ele um
processo relativo a segurança nacional.
A forma como os EUA lidaram com o caso da cabo Manning era esclarecedora.
Falsamente acusada de fonte do WikiLeaks, de acordo com o Relator Especial da
ONU sobre Tortura, foi submetida a tratamento cruel, desumano e degradante na
detenção dos EUA e condenada a 35 anos de prisão.
[indultada por Obama foi novamente encarcerada em 2018]
Em 30 de novembro de 2010, a Interpol, a pedido da promotora MN, emitiu um Red
Notice para 188 países para a prisão de JA em
relação à "investigação
preliminar" sueca (para a qual nenhuma acusação existia). Em
2 de dezembro MN emitiu um European Arrest Warrant, processado no RU pela UK
Serious Organised Crimes Agency, sendo preso em 7 de dezembro de 2010.
Em 20 de novembro de 2014, o Tribunal de Recursos de Svea criticou severamente
a promotora MN pela sua negligência, tendo MN afirmado ao Supremo
Tribunal que mudaria de posição, porém demorou ainda mais
de 18 meses para aceitar as declarações de JA.
4 - As ilegalidades
O relatório do UNWGAD concluiu que o promotor sueco violou os direitos
processuais de JA e que a extradição para a Suécia era
"excessiva e desnecessária" [parágrafo 97]. Além
da excessiva duração do processo preliminar "foi negada ao
Sr. Assange a oportunidade de fornecer uma contestação, que
é um aspeto fundamental do princípio do contraditório, e o
acesso a provas de defesa, portanto, a oportunidade de se defender contra as
alegações... [parágrfo 98]
O UNWGAD considerou também que a natureza severa e indefinida da
privação de liberdade representou um tratamento cruel, desumano e
degradante em violação da obrigação da
Suécia sob o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
Artigo 7. Tal como confirmado pelo presidente do Comité contra a Tortura
da ONU.
Dez meses após a determinação do UNWGAD, foram
apresentados atestados e pareceres médicos relatando a
deterioração em curso da saúde física e
psicológica de JA, devido à dureza da situação a
que estava sujeito.
Ao fim de mais de seis anos, finalmente JA teve a "oportunidade" de
apresentar a sua contestação, porém tudo se passou numa
clara situação de incapacidade de defesa legal:
-
O advogado de defesa sueco não foi autorizado a estar presente, apesar
do processo dizer respeito a uma investigação preliminar criminal
sueca.
-
Na opinião do seu médico, JA não tinha
condições de se preparar e participar nestes procedimentos
(depois de ter sido negado tratamento hospitalar e luz solar durante quatro
anos e meio).
-
O advogado de defesa equatoriano não teve acesso ao expediente, nem
teve tempo suficiente para preparar a defesa.
-
Os seus advogados e ele próprio não tiveram acesso ao arquivo
do caso.
Neste contexto, recorde-se que a investigação preliminar fora
encerrada pela Procuradora-Chefe Eva Finné em agosto de 2010.
Contornando a decisão do Procurador-Geral de Estocolmo de encerrar este
caso, a promotora MN fez pelo menos 40 comunicados e conferências de
imprensa sobre JA, embora sem haver acusação contra ele, em clara
violação de seu dever de não o fazer nos termos do
Capítulo 23, Seção 4 do Código Processual Sueco.
Apesar das muitas violações já descritas, JA sentiu-se
compelido a dar a sua declaração, para que não houvesse
mais desculpas para a promotora sueca MN continuar a sua detenção
ilegal indefinida, que representava uma ameaça à sua saúde
e até à sua vida.
5 - A mão visível dos EUA
Os EUA lançaram uma investigação contra JA no
início de 2010 (governo Obama, com Hillary Clinton como
secretária de Estado). Foram gastos recursos substanciais na tentativa
de processar JA e tentar espionar o seu trabalho de publicação,
apesar de constitucionalmente protegido.
A investigação contra o Wikileaks liderada pelo FBI envolveu uma
dúzia de outras agências, incluindo a CIA, a NSA e a Defense
Intelligence Agency.
Numerosas organizações de direitos humanos e de liberdade de
expressão, como a Human Rights Watch, criticaram o governo Obama pela
sua perseguição contra o WikiLeaks e JA
Segundo o jornal britânico
The Independent,
os EUA tiveram conversações com a Suécia sobre a
extradição de JA para os Estados Unidos no início de
dezembro de 2010, relacionadas com a investigação do Grande
Júri e do FBI contra o WikiLeaks, razão pela qual o Equador lhe
concedeu asilo.
Em 13 de agosto de 2010 um artigo intitulado "Pentagon Manhunt" (A
caça ao homem pelo Pentágono) relatava que os investigadores do
Pentágono tentavam desesperadamente localizar JA "ansiosos pelo
facto de o Wikileaks estar prestes a publicar uma série de telegramas
secretos do Departamento de Estado.
Durante o mês de julho, JA trabalhou com uma equipe de jornalistas no
Reino Unido para publicar os Diários da Guerra no Afeganistão: 75
mil documentos secretos do Pentágono que incluíam registos
detalhados sobre a morte de quase 20 mil pessoas.
No dia em que o WikiLeaks publicou os diários de guerra do
Afeganistão, o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert
Gibbs, afirmou que o WikiLeaks "representa uma ameaça muito real e
potencial", sendo aconselhados os jornalistas que ao relatarem essa
questão deveriam notar que o Wikileaks não era um veículo
de notícias objetivo, mas sim uma organização que se
opõe à política dos EUA no Afeganistão.
O
New York Times
informou que conforme declarações do secretário de Defesa
dos EUA, Robert Gates "advogados do Departamento de Justiça
estão a investigar se Assange e o WikiLeaks podem ser acusados de
conspiração, violando o Acto de Espionagem, uma lei de 1917 que
proíbe a divulgação não autorizada de
informações de segurança nacional".
Nos dias seguintes, a retórica e as ações dos EUA contra o
WikiLeaks intensificaram-se. Comentadores e ex-funcionários da Casa
Branca defenderam medidas extra territoriais e a violação de lei
internacional "se necessário".
Um ex-colaborador da Casa Branca para a escrita de textos presidenciais Marc
Thiessen, publicou um artigo no
Washington Post
intitulado "O WikiLeaks deve ser travado": "o governo tem uma
ampla gama de opções para lidar com ele. Os Estados Unidos devem
deixar claro que não tolerarão que nenhum país e
particularmente aliados da NATO proporcionem abrigo seguro para criminosos que
colocam em risco as vidas das forças da NATO. Com a devida
pressão diplomática, esses governos podem cooperar para levar
Assange à justiça. Mas se eles se recusarem, os Estados Unidos
podem prender Assange no seu território sem o conhecimento ou
aprovação deles".
Thiessen afirmou ainda que o FBI poderia violar a lei internacional a fim de
prender JA e outras pessoas associadas às atividades de
publicação do WikiLeaks. Thiessen citou um memorando do
Departamento de Justiça: "O FBI pode usar sua autoridade
estatutária para investigar e prender indivíduos por violarem a
lei dos Estados Unidos, mesmo que as ações do FBI infrinjam o
direito internacional" e que "uma prisão incompatível
com a lei internacional ou estrangeira não viola a Quarta Emenda".
"Por outras palavras, não precisamos de permissão para
apreender Assange ou seus co-conspiradores em qualquer parte do mundo."
"Prender Assange seria um grande golpe para sua organização.
Mas tirá-lo das ruas não é suficiente. Devemos
também recuperar os documentos que ele possui ilegalmente e desativar o
sistema que ele construiu para divulgar ilegalmente informações
classificadas. Isso deve ser feito, idealmente, por meio da
cooperação internacional de aplicação da lei. Mas
se tal cooperação não for possível, os Estados
Unidos podem e devem agir sozinhos".
O secretário de Imprensa do Pentágono, Geoff Morrell, anunciou
que a equipa anti-WikiLeaks, era composta por 80 pessoas, operando 24 horas por
dia. Um mês depois, havia crescido para 120 pessoas.
Um artigo publicado no dia anterior à viagem de JA à
Suécia afirmava que "o governo Obama está a pressionar o
Reino Unido, Alemanha, Austrália e outros governos ocidentais aliados a
considerar a abertura de investigações criminais sobre o fundador
do WikiLeaks, Julian Assange, e limitar-lhe severamente viagens".
"Através de canais diplomáticos e militares, o governo Obama
espera convencer a Grã-Bretanha, a Alemanha e a Austrália, entre
outros governos aliados, que Assange não deve ser bem-vindo àos
seus países, devido ao perigo que seu grupo representa para suas tropas
estacionadas no Afeganistão". "As autoridades americanas dizem
que severas limitações às viagens de Assange podem servir
como um aviso útil para seus seguidores de que sua própria
liberdade está agora em risco".
O jornal suíço
Sonntag
relatava que o embaixador dos Estados Unidos na Suíça, tinha
alertado o governo suíço contra a concessão de asilo a JA,
tendo em consideração que estaria a fornecer asilo a
alguém que estava a fugir à lei.
Um ex-conselheiro da CIA, Jeffrey Smith, disse à National Public Radio:
"Acho que é inteiramente apropriado sermos muito agressivos [...]
Se eu fosse o governo dos EUA, estaria tentando tornar o mais difícil
possível para o fundador do WikiLeaks continuar a fazer
negócios... Para podermos persuadir nossos aliados a considerar a
acusação, acho que tudo é bom".
Amigos de JA, associados e voluntários do WikiLeaks foram regularmente
sujeitos a pesquisas e interrogatórios ao passarem fronteiras. Jacob
Appelbaum, numa entrevista para o
Democracy Now,
descreveu o que passara nos aeroportos: "Detiveram-me mais ou menos uma
dúzia de vezes... Fui colocado numa sala especial, onde me revistaram,
encostaram-me contra uma parede... levaram o meu computador... interrogaram-me
negando acesso a um advogado. Tendo sido sugerido que, se não fizesse um
acordo com eles, seria agredido sexualmente na prisão."
No dia 13 de agosto de 2010, o
Svenska Dagbladet,
publicou um artigo informando que o Ministério da Defesa da
Suécia tinha um grupo dedicado às publicações do
WikiLeaks. Cinco dias depois, a televisão estatal sueca (SVT) publicou
um segmento intitulado "Arriscamos a deterioração do
relacionamento com os Estados Unidos", argumentando que a presença
do WikiLeaks na Suécia afetaria negativamente a relação
estratégica entre a Suécia e os Estados Unidos".
6 - Acontecimentos subsequentes
JA foi transferido para prisão domiciliar com dispositivo
eletrónico no tornozelo tendo pago uma fiança de quase meio
milhão de dólares. JA continuou o seu trabalho de
publicação independente, embora forçado a se encontrar com
a polícia durante 551 dias seguidos.
Em 19 de junho de 2012 JA refugiou-se na embaixada do Equador que foi
então cercada pela polícia com um custo previsto para os
contribuintes do Reino Unido de 12,6 milhões de libras (cerca de 18
milhões de dólares) até outubro de 2015.
Em 5 de fevereiro de 2016, o UNWGAD considerou que JA foi privado ilegalmente
da liberdade desde 7 de dezembro de 2010, em resultado das ações
do procurador sueco.
Em 11 de abril de 2019 foi retirado da Embaixada pela polícia
britânica, à força, com invasão permitida pelo
Equador do seu território diplomático.
A finalizar as suas alegações JA declara: "Você
(a procuradora MN)
submeteu-me a seis anos de detenção ilegal e politizada sem
acusação, quer na prisão, em prisão domiciliar e
quatro anos e meio nesta embaixada. Deveria ter me feito essa pergunta seis
anos atrás. Suas ações ao recusar-se a tomar as minhas
declarações nos últimos seis anos foram consideradas
ilegais pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre
Detenção Arbitrária e pelo Tribunal de
Apelação Sueco. Descobriu-se que você me submeteu a
tratamentos cruéis, desumanos e degradantes. Você negou-me uma
representação legal eficaz nesse processo. Apesar disto, sinto-me
obrigado a cooperar e mesmo que você não esteja a salvaguardar os
meus direitos na minha declaração todas as suas perguntas
são respondidas".
Nota Final: Depois de tudo isto, como qualificar
declarações (como as do Sr. Jeremy Corbyn) que acham que JA
não deve ser extraditado para os EUA, mas para a Suécia onde
existe uma acusação de violação?!
Como disse Paul Craig Roberts, no novo mundo do jornalismo, dizer a verdade
é punido enquanto mentir é recompensado.
[*]
Autor de
Amanhecer em Porto Desejado,
uma história de amor, união e resistência, no
cenário da América do Sul,
www.facebook.com/EmporiumEditora/videos/1974035789374330/
e de
O triunfo de Diana e outros contos,
Esta resenha encontra-se em
http://resistir.info/
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