"A última guerra mundial. Os EUA começam e perdem", de Sergey Glazyev (1)

– A Rússia e a Ucrânia na geopolítica imperialista

Capa do livro de Sergei Glazyev.

   Sergey Glazyev nasceu em 1961 em Zaporozhye na República Socialista Soviética da Ucrânia. É um político e economista membro do Conselho Nacional Financeiro do Banco da Rússia (de que é bastante crítico quanto às suas orientações liberais), é membro da Academia das Ciências da Rússia, foi conselheiro do presidente Putin de 2012 a 2019 e, desde 2021, faz parte do corpo executivo da Comissão Económica Euroasiática como comissário para a integração macroeconómica.
    É autor de "Um Genocídio: A Rússia e a Nova Ordem Mundial", no qual considera que em 1000 anos de História da Rússia nada se passou como nos anos 1990, mostrando o declínio da consciência política da oligarquia que dirigiu o país: "o seu poder serviu para fins de enriquecimento pessoal e conduziu a um efetivo genocídio contra o povo Russo".
   O livro agora resumido foi escrito em 2016. O caráter premonitório em relação aos acontecimentos atuais, a visão que atualmente o povo russo tem do mundo, mas também as contradições existentes na sociedade russa, justificam por si só uma reflexão sobre o que nos diz, cujo título é todo um programa e uma convicção.
   Entre parêntesis o número das páginas a que se referem os textos.
   O texto completo está disponível aqui (em inglês) e aqui (em castelhano).
   Seleção e notas de DVC

1 - Geopolítica

O império financeiro dos EUA está a prejudicar o desenvolvimento económico mundial, arrasta todos os recursos do planeta para a sua crescente pirâmide de dívida. Os EUA estão a perder a batalha pela liderança mundial. Não se trata apenas de conter a Rússia, mas de minar a crescente influência da China. Para evitar o colapso e manter a liderança, a oligarquia dos EUA não hesita em provocar uma guerra mundial. A agressão dos EUA no Norte da África, Próximo e Médio Oriente faz parte desta estratégia para consolidar o controlo sobre regiões produtoras de petróleo e, simultaneamente, sobre a Europa. (21)

A presença de armas de destruição em massa muda a natureza desta guerra, sendo adotada uma guerra híbrida, porque não se trata tanto das forças armadas, mas de tecnologias de informação, financeiras e cognitivas usadas para enfraquecer e desorientar o máximo possível o inimigo. Somente quando o inimigo está tão desmoralizado que não pode oferecer uma resistência digna, recorre a operações militares que mais parecem ações punitivas. (22)

Entre as ferramentas destas táticas estão a pressão psicológica, a promoção de "valores universais" por meio dos media, a "diplomacia cultural" e atitudes de vida dos indivíduos, algumas antes consideradas inaceitáveis. (55)

À primeira vista, as guerras travadas pelos Estados Unidos parecem um caos sem sentido. Na realidade, é organizado de forma coordenada, dirigido pelo Estado, grandes empresas, meios de comunicação e uma vasta rede de agentes. (57)

As forças lideradas pelos EUA, ao entrarem no Afeganistão em 2001, declararam que o objetivo da invasão era eliminar do terrorismo e a luta contra as drogas. (27) Porém o próprio governo talibã tinha reduzido a produção de drogas praticamente a zero em 2001. Atualmente, 92% da produção mundial de heroína está concentrada no Afeganistão. O gangue internacional da droga ganha mais de 100 mil milhões de dólares com opiáceos afegãos. No Iraque os tesouros saqueados dos museus de Bagdade, os campos de petróleo apreendidos pelas corporações norte-americanas, os milhões de hectares de terra convertidos para cultivo de plantas geneticamente modificadas dos EUA, mais do que pagaram a ocupação militar do país. (58)

Ao dominar os países, o núcleo "extrai" as melhores mentes, as conquistas científicas e tecnológicas, os direitos de propriedade dos elementos mais valiosos da riqueza nacional. Tendo vantagens tecnológicas, os países centrais impõem regras à periferia, garantindo a posição de monopólio no âmbito tecnológico. Ao concentrar o poder financeiro, impõem à periferia as condições para a circulação do capital e o uso de suas moedas, até mesmo para a formação de reservas cambiais, estabelecendo o controlo sobre os sistemas financeiros dos países e apropriando-se dos lucros do sistema económico mundial. Privados de suas principais fontes internas de desenvolvimento, os países perdem a possibilidade de realizar políticas económicas soberanas e gerir o seu próprio crescimento, tornando-se um espaço económico a ser explorado pelo capital internacional. (44)

Washington trava assim uma guerra financeira contra os inseguros sistemas financeiros nacionais amarrando-os ao dólar, impondo políticas macroeconómicas monetaristas através do FMI, agências de rating, etc. O influxo de capital na economia dos EUA é artificialmente estimulado dessa maneira, mas não é mais suficiente para atender às obrigações do governo federal, que aumentam em avalanche, custando cerca de um terço do PIB dos EUA. (45)

2 - Domínio ideológico

O domínio ideológico dos EUA afirma-se como portador e intérprete dos valores básicos da civilização moderna: direitos humanos, liberdades democráticas, Estado de direito, progresso científico, tecnológico e social. Esse domínio ideológico é usado para manipular as mentes de amigos e adversários. Muitos políticos experientes sucumbiram a esta doutrinação, acreditando sinceramente que os americanos eram incapazes de enganar. Antes de Yanukovych, Kadahfi, Hussein, Milosevic e muitos líderes de países em desenvolvimento, que acreditaram nas promessas dos embaixadores, funcionários e políticos americanos, foram vítimas dessa fé ingénua. (193 - 194)

É impossível desafiar a liderança ideológica dos EUA no sistema de coordenadas que impõem. As tentativas de expor políticos e funcionários americanos pelas seus enganos cínicos, fraudes e crimes contra nações inteiras não têm efeito nos media e redes de informação. O domínio ideológico da América só pode ser eliminado derrubando o seu sistema de valores subjacente. (178 - 179)

Na área da informação, os EUA dominam o espaço global dos media, dominam o mercado global de cinema e televisão e controlam as redes globais de telecomunicações. Ao combinar agressão monetária e financeira com o processamento de informações na consciência pública, podem manipular os motivos comportamentais das elites governantes nacionais. A arma cognitiva desempenha portanto um papel fundamental ao controlar as mentes dos líderes nacionais com uma falsa compreensão da essência dos acontecimentos e o significado da agressão. (23)

Um método frequentemente utilizado é alhear os líderes políticos do ambiente cientifico e cultural nacionais, levando-o para o internacional, impondo-lhes especialistas e consultores estrangeiros. Este método funcionou perfeitamente para Gorbachov e Yeltsin, cujo "novo pensamento" foi manipulado por "encantadores" treinados no Ocidente, enquanto cientistas e especialistas de renome nacional foram isolados. (23)

Com base no domínio tecnológico, económico, financeiro, militar e informacional, os EUA asseguram a hegemonia política mundial. Baseia-se no controlo da lealdade dos líderes políticos de outros países e na conformidade dos partidos governantes com os valores americanos, na manipulação da opinião pública pelos media, no suborno e no cultivo de pessoas influentes por meio de um grande número de "representantes" de ONG, recrutamento e chantagem de figuras-chave do governo e o uso da violência contra indivíduos dissidentes, grupos sociais e países inteiros. (51)

Como K. Tsekhanskaya aponta, para justificar as suas pretensões de desempenhar um papel exclusivo nos processos mundiais, os EUA introduzem ativamente teorias religiosas e políticas na consciência pública dos americanos, ensinando que a sua missão é a de um povo escolhido por Deus chamado a reger os destinos da humanidade. (177)

3 - A UE neste contexto

É cada vez mais evidente que os países da Europa Ocidental perderam tanto a autonomia em termos da própria segurança quanto a sua capacidade de manobra geopolítica independente. (19)

Já na Jugoslávia a sua subordinação causou enormes baixas e custos, legalizou organizações terroristas albanesas e redes criminosas, piorando as condições da integração europeia. Guerras civis e conflitos no norte da África e Médio Oriente desestabilizaram uma região importante para a UE, desencadearam uma onda de refugiados. A crise ucraniana desestabilizou o mercado de energia da Europa e confrontou-o com a necessidade de apoiar a economia ucraniana em ruínas e envolveu as empresas europeias em sanções ruinosas contra a Rússia. Dado que o principal motor da integração europeia é a euroburocracia, que atende mais aos interesses das transnacionais do que aos das suas nações, os políticos norte-americanos apoiam a expansão da UE e da NATO para o Leste, considerando essas estruturas importantes no apoio ao seu império global. Aquelas instituições, dominadas pelos EUA, subjugaram os Estados da UE, ficando privados de soberania nas políticas económica, financeira, externa e de defesa. (77)

Ao conduzir a uma guerra entre a Ucrânia e a Rússia, os EUA enfraquecem a UE com sanções económicas anti-russas e consolidam o controlo sobre Bruxelas. A participação nas sanções contra a Rússia custará aos países da UE, um milhão de milhões de euros em perdas. Para os EUA a ocupação da Ucrânia será amortizada com a captura de tesouros culturais, reservas de ouro, depósitos de gás e petróleo, transporte de gás e esperam obter lucros consideráveis capturando os mercados ucranianos. (38)

4 - Ucrânia

Como transformaram ucranianos, que não se distinguiam dos russos, em russófobos raivosos? Como conseguiram impor o poder da escória de Hitler numa das nações que mais sofreram com a ocupação alemã? (6)

O objetivo da política dos EUA na Ucrânia não é proteger os seus interesses ou o seu desenvolvimento socioeconómico. O objetivo é usá-los como carne de canhão para travar uma guerra contra a Rússia na esperança de arrastar os parceiros europeus da NATO para a guerra. Os eventos sangrentos na Ucrânia fazem parte da "estratégia de instabilidade" que os EUA têm realizado nas últimas décadas para manter a liderança mundial. (22)

Os líderes ucranianos estavam tão confiantes na sua associação com os Estados Unidos que permitiram que tomassem o controlo das estruturas de poder, dos media e das finanças ucranianas. (53)

Quando a Rússia concordou em retirar as suas tropas da fronteira ucraniana, a junta nazista começou a aumentar drasticamente as forças armadas na zona de conflito e a usar aviões e veículos blindados contra o população do Donbass. Fazendo-se passar por pacificadores e defensores dos direitos humanos, na realidade realizaram ações punitivas contra a população russa. Ao mesmo tempo, culpam a Rússia por tudo, arrastando a UE para a guerra depois que ficou clara a incapacidade da junta nazista reprimir a resistência no Donbass, apesar do massacre de civis no Donbass e da queima pública de pessoas na Casa dos Sindicatos de Odessa. (60)

O regime estabelecido pelos serviços especiais dos EUA na Ucrânia não tem nada em comum com o Estado de Direito, os princípios da democracia ou os direitos humanos, abertamente desrespeitados pelos nazis, que cometem o assassínio em massa de cidadãos ucranianos. (63) Foi criado um exército de nazis ucranianos – descendentes de ex-colaboradores de Hitler, que se refugiaram nos EUA e Canadá. (89)

A lei aprovada sobre a glorificação de antigos grupos nazis, mostra que a junta nazista que governa a Ucrânia é a sucessora legal não da URSS, mas do Exército Rebelde Ucraniano (UPA) e da Organização de Nacionalistas, ucranianos (OUN). Reconhecidos agora como combatentes pela independência da Ucrânia, eram instituições do regime de Hitler, como o Tribunal de Nuremberg demonstrou. (200)

A "opção europeia" levou a Ucrânia, à falência. A Ucrânia, precisa [em 2016] de pelo menos 60 mil milhões de euros. No total, o programa de reconstrução e modernização da economia ucraniana, necessário para garantir o seu desenvolvimento sustentável, está estimado em mais de 300 mil milhões de euros. A abertura do mercado aos produtos da UE significou um aumento das importações de 4 000 milhões de dólares e a expulsão da não competitiva indústria ucraniana. (66-68). As reservas de ouro da Ucrânia foram retiradas para os EUA para "armazenamento". (71)

Nos tempos soviéticos, a Ucrânia tornou-se a república mais desenvolvida científica e industrialmente da URSS, bem como fonte de pessoal altamente qualificado. A Ucrânia tornou-se líder no desenvolvimento de áreas avançadas de progresso científico e tecnológico: construção de aeronaves, engenharia espacial e nuclear, engenharia de instrumentos, construção naval e indústria elétrica. O grau de desenvolvimento do transporte marítimo, ferroviário e dutoviário foi um dos mais altos da URSS. De acordo com estimativas ocidentais, o rendimento nacional per capita da Ucrânia na década de 1970 era maior do que o da Itália. (83-84)

A herança soviética foi completamente devastada: a depreciação dos ativos fixos ultrapassou 75%-85% nas indústrias básicas. O rendimento nacional foi redistribuído a favor de um pequeno número de beneficiários extraterritoriais que retiram todo o excedente do produto social. (283)

A atual catástrofe socioeconómica na Ucrânia e o crescente caos no território não estão de acordo com os objetivos da Rússia, que tem um interesse vital numa Ucrânia próspera e e desenvolvida, ligada à Rússia tecnológica, económica e espiritualmente. (146)

Pela aventura ucraniana, os Estados Unidos correm o risco perder a liderança ideológica e política na América Latina, Ásia e África. Liderança percebida como uma ameaça à estabilidade política. Apenas ingénuos e distantes da política real veem os EUA como um bastião da democracia e da paz. Os líderes de outros Estados desconfiam cada vez mais da política externa dos EUA, que considera o mundo inteiro como sua esfera de interesses e se intrometem nos assuntos internos de outros países, fomentando golpes e guerras civis, desrespeitando o direito internacional. (146)

A crise ucraniana representa uma grande ameaça à imagem de superpotência centrada nos EUA devido à capacidade da Rússia não apenas de resistir, mas também de infligir danos inaceitáveis aos EUA. (193)

O futuro da Ucrânia, a transformação da Ucrânia num estado fascista anti-russo liderado pelos EUA aumenta significativamente sua capacidade de desestabilizar a situação político-social na Rússia. Kiev tornou-se um centro de consolidação das forças anti-russas, com uma rede de apoiantes em Moscovo. (281)

5 - Rússia

O mundo vive na expectativa da guerra. Mais especificamente, em estado de guerra. O facto de não ter sido oficialmente declarada não nos deve iludir. De qualquer forma, o mundo russo foi no século passado atacado quatro vezes pelas potências ocidentais. (SG inclui o que ocorreu com o fim da URSS). Até agora as guerras com a Rússia não trouxeram grandes vitórias ao Ocidente, mas causaram danos consideráveis, tanto para a Rússia como para a Europa. (8-9)

Com o colapso da URSS, os EUA começaram a colonizar o espaço pós-soviético, impondo aos Estados recém-independentes uma política de "terapia de choque", economicamente suicida, baseada nos dogmas do fundamentalismo de mercado. Mais uma vez, a comunidade científica nacional foi impedida de influenciar a tomada de decisões, cujos representantes autorizados foram envergonhados como retrógrados e afastados, dando lugar a "jovens reformistas" criados por especialistas americanos que aplicaram a doutrina do "Consenso de Washington", desmantelando o sistema de regulação estatal da economia para abri-la completamente à livre circulação de capitais estrangeiros, principalmente norte-americanos, e à subordinação aos seus interesses. (15-16)

Foram promovidas tendências centrífugas, fomentado o separatismo nas repúblicas nacionais, patrocinada a rebelião chechena e provocada uma guerra no Cáucaso. Ao mesmo tempo que abraçavam Yeltsin e prometiam paz e amizade eternas levavam as ex-repúblicas soviéticas para a NATO e apoiavam os combatentes chechenos. Putin parou a desintegração da Rússia, restaurou a verticalidade do poder, pacificou a Chechénia e lançou um processo de integração eurasiática. Ao fazer isso, desafiou a geopolítica dos EUA passando a ser percebido como um inimigo. (16)

Ao mesmo tempo, o domínio dos EUA no espaço informacional, político e financeiro da Europa permitiu-lhes dar às ações e crimes militares e políticos da Ucrânia a aparência de ações "legítimas". Nesta situação a Rússia é apresentada como agressora, criando uma coligação anti-russa. (53)

A vantagem dos Estados Unidos nesta guerra é dada pela emissão ilimitada de dólares, que proporciona não apenas gastos inacreditavelmente inflacionados dos meios militares e política externa, mas também uma vantagem competitiva da sua economia com acesso livre e ilimitado ao crédito. (230) (Neste contexto, SG aponta) fortes críticas ao Banco Central pelo seu alinhamento com os critérios neoliberais, destinados à livre circulação de fluxos financeiros para fora do país e à política de juros e crédito sobre empresas produtivas. (221)

A experiência soviética de gestão e desenvolvimento económico tornou-se tabu, apesar dos óbvios sucessos da construção socialista, que permitiu à URSS não apenas vencer a Segunda Guerra Mundial, mas também criar o chamado "segundo mundo", que cobria um terço do planeta. Elementos dessa experiência foram adotados e mantidos pela China e Vietname, entre outros, formando a base da estrutura institucional do ciclo de acumulação asiático. A URSS foi de facto pioneira na criação de uma cultura de gestão estatal do desenvolvimento económico, não uma variante sem saída da civilização económica, como os fundamentalistas de mercado querem que se acredite. (175)

Por ocasião da concessão do título de "Cidadão Honorário de Lvov", Brzezinski declarou abertamente: "A nova ordem mundial sob a hegemonia dos Estados Unidos está sendo criada contra a Rússia, às custas da Rússia e dos remanescentes da Rússia!" . De fato, com esta proclamação arrebatadora, ele revelou todas as metas e objetivos da geopolítica americana. (178)

Somente perante a ameaça de uma perda inaceitável o agressor pode ser detido, tal como as aspirações geopolíticas americanas de dominar o mundo após a Segunda Guerra Mundial foram interrompidas pela ameaça das armas atómicas soviéticas. Caso contrário, os planos de atomizar a Coreia e a URSS poderiam ter-se concretizado, com consequências dramáticas para toda a humanidade. (O perigo está em que) a doutrina norte-americana de guerra caótica global, não considera a possibilidade de derrotar militarmente os EUA nem pressupõe a possibilidade de lutar em solo norte-americano. (191)

A militarização da Ucrânia e o reforço das forças armadas ucranianas lideradas pela NATO representam uma ameaça militar direta à Rússia, comparável à importância que a ocupação da Ucrânia pela Alemanha nazi teve para as capacidades de defesa soviéticas durante a Grande Guerra Pátria. Do ponto de vista jurídico, o regime que governa a Ucrânia é ilegítimo e, o que é pior, criminoso. Do ponto de vista económico, o atual governo ucraniano levou o país ao desastre e não pode sair dele com uma política de confronto com a Rússia. (282)

(continua)

03/Maio/2022

Ver também:
  • O novo sistema monetário e financeiro mundial, entrevista de Sergei Glazyev
  • Sanções e Soberania, de Sergey Glazyev
  • Este artigo encontra-se em resistir.info

    04/Mai/22