O experimento das chamadas "vacinas" Covid

– Ao invés de perguntarmos "as vacinas eram necessárias como resposta à pandemia?", deveríamos perguntar "a pandemia era necessária para as vacinas?"

Panda, Science, Sense, Society [*]

Inoculações, cartoon de Anne.

No final de 2022, publicámos um documento que resumia as nossas ideias sobre as vacinas contra a COVID-19, tal como estavam na altura. O que aprendemos no ano passado fez-nos repensar quase todos os aspectos do que fora escrito naquele documento.

LEIA A NOSSA POSIÇÃO ORIGINAL SOBRE AS VACINAS

Sim, ainda mantemos o título que se refere ao lançamento da vacina como um "experimento falhado".

Mas agora iríamos muito mais longe.

Os protocolos dos ensaios de Fase III que serviram de base à autorização destes produtos especificavam objectivos clinicamente irrelevantes e foram (na sua maioria) realizados em indivíduos saudáveis e jovens que apresentavam um risco negligenciável de doença grave. Por conseguinte, não podiam medir os alegados benefícios.

Além disso, estão a acumular-se rapidamente provas de comportamentos destinados a distorcer os resultados, os quais muitos considerariam fraudulentos. De qualquer modo, a análise crítica dos resultados não é consistente com qualquer benefício quando se consideram os resultados de todas as causas.

Os chamados estudos do "mundo real" realizados após o lançamento estão repletos de factores confusionistas óbvios e utilizam uma variedade de truques estatísticos - completamente ignorados pelas revistas académicas anteriormente reputadas – quos quais enviesam significativamente os resultados.

Por conseguinte, as alegações feitas por responsáveis pela saúde pública, por políticos e pelos media relativamente à segurança e à eficácia não tinham qualquer base ou mérito.

Os supostos benefícios alegados são fortemente contrariados por dados a nível populacional que sugerem aumentos significativos na mortalidade e morbilidade gerais em populações fortemente vacinadas.

Em termos de segurança, todas as semanas surgem novos dados e potenciais mecanismos biológicos de danos que sugerem que estas terapêuticas complexas e inadequadamente testadas são substancialmente mais perigosas do que se afirmava inicialmente. Não é nossa intenção, neste artigo, fazer um resumo do estado atual dos conhecimentos relativos à segurança, cuja história está, de qualquer modo, a evoluir tão rapidamente que é difícil acompanhar os desenvolvimentos.

O que foi dito acima seria suficientemente preocupante mesmo que houvesse uma necessidade real e justificável de vacinas em qualquer segmento da população. No entanto, mesmo essa suposição prévia – que tínhamos aceite (embora provisoriamente) no caso dos idosos ou de outros "vulneráveis" – tem agora de ser posta em causa, porque a nossa investigação mais aprofundada levou às seguintes conclusões relativamente à alegada "pandemia".

Nunca houve uma pandemia letal de qualquer agente patogénico que fosse "aditivo de risco" para as causas já existentes de infecções respiratórias. Este é o caso, quer houvesse ou não algo que alguns pudessem considerar como "novo" a circular, quer "isso" viesse de um laboratório ou fosse de origem zoonótica, e quer "isso" tivesse origem na China ou noutro lugar.

Seja o que for que fez com que os vários testes desenvolvidos e lançados a uma velocidade e a um custo insanos dessem "positivo", há amplas provas de que "isso" se propagara amplamente por vários continentes meses antes de a emergência ter sido declarada, sem aparentemente causar qualquer excesso de mortalidade ou relatos de grupos de apresentações clínicas invulgares em qualquer parte (para além dos casos reivindicados para Wuhan).

A hipótese nula, portanto, é que foi a própria declaração de emergência, e as mudanças cataclísmicas nos cuidados de saúde e sociais daí decorrentes, que causaram todo e qualquer dano que os responsáveis estão a tentar atribuir a um novo vírus.

Não há provas convincentes de que a propagação de qualquer agente patogénico – por oposição à propagação de ondas de medo, pânico e distopia médica – esteja diretamente ligada a ondas de doenças fatais.

Se os testes não estivessem disponíveis e se os médicos tivessem continuado a tratar os doentes com infecções respiratórias numa base individual, de acordo com os sintomas que apresentavam (de acordo com a prática de há décadas), não acreditamos que se tivesse notado nada de invulgar, uma vez que o que estava a acontecer antes da "emergência" (ou seja, nada de notável) teria continuado posteriormente.

Por outras palavras, se não tivéssemos feito nada, não haveria nenhuma pandemia de 2020 a ser mencionada nos livros de história, utilizando qualquer definição razoável da palavra "pandemia".

Do que precede resulta que não havia necessidade nem justificação para o lançamento de qualquer nova terapêutica, incluindo os produtos designados por "vacinas".

Ao invés de perguntarmos "as vacinas eram necessárias como resposta à pandemia?", deveríamos perguntar "a pandemia era necessária para as vacinas?"

28/Novembro/2023

Ver também:
  • resistir.info/links/links.html#pandemia
  • Excesso de mortalidade a longo prazo em Portugal é quatro vezes superior ao da Suécia
  • Quantitative evaluation of whether the Nobel-Prize-winning COVID-19 vaccine actually saved millions of lives
  • [*] Grupo multidisciplinar de profissionais independentes estabelecido em Abril de 2020.

    O original encontra-se em pandata.org/covid-vaccines/

    Este documento encontra-se em resistir.info

    29/Nov/23