Conseguimos!
– Campanha para romper o sítio de Gaza

por Silvia Cattori [*]

. "Conseguimos!", exclamou Greta Berlin, porta-voz da operação "Navio Gaza Livre", extenuada mas feliz por ver a alegria desta multidão calorosa — que Israel aprisiona num gueto — que veio aclamar a chegada do Free Gaza e do Liberty [1] .

Fizeram-no. Ousaram desafiar a marinha de guerra israelense. Não se deixaram intimidar pelas incessantes ameaças de morte. Chegaram a bom porto!

Para eliminar qualquer mal entendido, a jornalista britânica Yvonne Ridley, que com 40 outros navegantes participou nesta heróica expedição marítima, declarou: "Devo esclarecer de imediato: Israel não nos deu permissão para entrar em Gaza. A realidade é que as suas forças armadas nem mesmo tentaram nos impedir, pois sabiam que não nos podiam prender.

As autoridades israelenses haviam compreendido perfeitamente que estes navegadores não se teriam deixado intimidar. E que nada, nem a sabotagem dos seus meios de comunicação e de navegação, nem as ameaças de morte, podiam travar ou dobrar a sua determinação de ir a Gaza por mar, que nada impediria seu objectivo de alerta a opinião pública internacional quanto ao certo medieval que Israel impõe à população de Gaza, com a cumplicidade dos Estados Unidos e da União Europeia.

Clique a imagem para aceder ao Free Gaza. A chegada do Free Gaza e do Liberty não é encarada como um fim e sim como o arranque de um protesto da maior amplitude junto à opinião pública internacional contra as condições de vida ignóbeis impostas deliberadamente aos habitantes de Gaza pela potência ocupante israelense.

Pensamos que é urgente romper de imediato com estes representantes da Autoridade palestina reconhecidos pela "comunidade internacional" e que o povo repudiou, pois colaboram com o ocupante israelense.

Também é urgente que a nossas autoridades deixem de manter o Hamas à margem do jogo político e de qualificá-lo como "terrorista".

É totalmente irresponsável da parte dos grandes países recusarem-se a dialogar com os representantes eleitos do Hamas e negar-lhes o direito de defenderem o seu povo perseguido pelo ocupante militar israelense.

O Hamas é um movimento de resistência. De acordo com a Carta das Nações Unidas ele tem toda a legitimidade para proteger e defender seu povo quando este é agredido.

[*] Jornalista suíça.

(1) Os dois navios chegaram a Gaza na tarde de 23 de Agosto. Ver comunicado de imprensa do Movimento Free Gaza: http://www.silviacattori.net/article522.html

Clique a imagem acima para aceder ao sítio web Free Gaza: http://www.freegaza.org

O original encontra-se em http://www.silviacattori.net/article524.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
03/Set/08