A operação tempestade Al-Aqsa é 100% palestina, afirma o dirigente do Hezbollah

Tasnim [*]

Nazisionistas.

O secretário-geral do Movimento de Resistência do Hezbollah, Seyed Hassan Nasrallah, fez uma declaração significativa durante o seu aguardado discurso de sexta-feira sobre a guerra de Israel em Gaza, enfatizando a natureza exclusivamente palestina da operação Tempestade de Al-Aqsa.

No seu primeiro discurso desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em 7 de outubro, Nasrallah afirmou que a "Operação Tempestade de Al-Aqsa" era inequívoca e inteiramente palestina.

Nasrallah transmitiu esta mensagem durante o seu discurso televisivo, no qual apresentou as suas condolências aos mártires da resistência e abordou vários aspectos do conflito em curso.

"A batalha da Tempestade de Al-Aqsa expandiu-se em múltiplas frentes e foi 100% palestina", declarou Nasrallah.

Ele destacou a importância dessa operação, enfatizando que foi orquestrada e realizada por palestinos, desde o seu início até a sua execução.

Nasrallah disse que o movimento de resistência libanês entrou na batalha contra Israel em 8 de outubro, um dia depois de os movimentos de resistência palestinos terem lançado o seu ataque surpresa contra as forças de ocupação israelenses, acrescentando que 57 combatentes do Hezbollah foram martirizados até agora.

Nasrallah aproveitou igualmente a oportunidade para apresentar as suas condolências e felicitações às famílias dos mártires libaneses e palestinos. Reconheceu o papel significativo desempenhado por estes corajosos indivíduos, salientando que o seu sacrifício resultou em salvação e vitória, uma fonte de orgulho para as suas famílias e respectivas nações.

Nasrallah reconheceu as limitações da linguagem e das palavras para descrever verdadeiramente a grandeza do povo palestino e a sua resiliência.

O Presidente destacou ainda o empenho inabalável da população palestina, em particular em Gaza, que suportou imenso sofrimento, incluindo a destruição das suas casas e o sacrifício dos seus filhos, na sua busca inabalável de justiça para a Palestina.

O segredo absoluto foi o que garantiu o êxito da operação "Tempestade de Al-Aqsa" de 7 de outubro", acrescentou o chefe do movimento de resistência libanês Hezbollah.

"Não nos incomodou o facto de o Hamas ter ocultado o plano de ataque de 7 de outubro", afirmou.

"As condições na Palestina nos últimos anos têm sido extremamente duras, especialmente com este regime extremista, insensato, estúpido e selvagem [israelense]", disse.

Responsabilizou os Estados Unidos pela agressão que o regime israelense está a perpetrar contra os palestinos na Faixa de Gaza sitiada.

Ele exprimiu a sua gratidão ao Iémen pelo seu envolvimento no conflito de Gaza e estendeu os seus cumprimentos a todos os que apoiaram a causa palestina, especialmente ao povo iemenita que aderiu a esta guerra.

"Temos de saudar as mãos fortes e corajosas dos iraquianos e dos iemenitas que estão agora envolvidos nesta guerra santa", afirmou. "Tinha de haver um acontecimento importante que abalasse a entidade usurpadora e os seus apoiantes em Washington e Londres e foi então que teve lugar a abençoada operação do 7 de outubro".

No seu discurso, Nasrallah sublinhou a autonomia dos movimentos de resistência palestinos, salientando que estes grupos tomam as suas próprias decisões sem pressões ou interferências externas.

"A República Islâmica do Irão tem apoiado consistentemente estes grupos de resistência, e a sua liderança tem sido inabalável no seu compromisso, mas nunca exerceu qualquer pressão ou recomendações sobre eles, e não pediu nada aos seus líderes".

Nasrallah também abordou o impacto internacional e regional da operação Tempestade de Al-Aqsa, descrevendo as suas sísmicas ramificações políticas, militares e de segurança nos territórios ocupados.

Ele indicou que todas as consequências dessa operação se tornariam ainda mais claras num futuro próximo e distante, e que Israel seria incapaz de diminuir seus efeitos nas próximas semanas.

"A operação Tempestade de Al-Aqsa provocou um terramoto em [Israel]", afirmou o líder do Hezbollah. "Tem repercussões estratégicas e existenciais e deixará os seus efeitos no presente e no futuro de [Israel]".

O dirigente do Hezbollah sublinhou que a operação tinha levado à mobilização apressada de generais americanos para o conflito, numa tentativa de evitar uma derrota iminente. Apesar do seu amplo apoio e dos seus esforços, até à data não conseguiram alterar o curso do conflito.

"A intervenção também sublinhou as vulnerabilidades do regime sionista, que precisou de navios de guerra americanos para reforçar a sua posição", disse. Nasrallah questionou a proclamada força do exército israelense, dadas as circunstâncias actuais.

Ele ainda aprofundou a resposta israelense à operação Tempestade de Al-Aqsa, destacando que a operação foi programada para pegar o inimigo desprevenido. Nasrallah observou que a operação teve lugar num sábado, dia de folga para muitos [israelenses], e que alguns sionistas estavam embriagados na altura, o que os deixou desorientados e confusos.

Nasrallah sublinhou a natureza resiliente e heróica da resistência palestiniana, referindo que, apesar do ataque militar contínuo de Israel, não obtiveram qualquer sucesso militar significativo. Isto levou Israel a iniciar uma operação terrestre, semelhante às suas acções no Líbano em 2006 e atualmente em Gaza.

Nasrallah sublinhou que os israelenses estão bem cientes da força formidável da resistência palestiniana, uma vez que "a coragem e o heroísmo da resistência palestiniana assustam o inimigo".

Nasrallah disse que o regime sionista, os Estados Unidos e os seus aliados estão a demonstrar insensatez e brutalidade na Palestina e em Gaza, observando que pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças, estão a ser mortas, sendo a maioria das vítimas não combatente.

Enquanto o mundo inteiro assiste, "eles têm como alvo lugares como mesquitas, hospitais e escolas, não deixando nenhum lugar intocado enquanto causam uma grande destruição em Gaza", disse Nasrallah ao questionar se tais ações assassinas exigem o envolvimento da força aérea mais poderosa da região.

03/Novembro/2023

Ver também:
  • Gaza: Onde está o Hezbollah?
  • [*] Agência de notícias iraniana.

    O original encontra-se em www.tasnimnews.com/en/news/2023/11/03/2982724/al-aqsa-storm-operation-100-percent-palestinian-says-hezbollah-chief

    Esta notícia encontra-se em resistir.info

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