Templos da empresa: A criação de uma ordem económica durante a Idade do Bronze no Oriente Próximo

– Um livro de Michael Hudson

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Os doze artigos reunidos neste volume descrevem como as características mais básicas da organização económica ocidental – dinheiro, mercados, posse da terra e empresa – foram criadas nos templos e palácios do antigo Próximo Oriente.

A perspetiva sobre estes temas teve origem nos cinco colóquios internacionais organizados pelo Instituto para o Estudo das Tendências Económicas a Longo Prazo (Institute for the Study of Long-term Economic Trends, ISLET) com o Museu Peabody da Universidade de Harvard, de 1994 a 2015.

Quando estes encontros começaram, a maior parte da Assiriologia, da Egiptologia e dos estudos clássicos tendia a aceitar os pontos de vista da ortodoxia económica moderna. Os valores sociais arcaicos eram tão diferentes dos actuais que houve resistência em reconhecer até que ponto o arranque económico da Idade do Bronze, 3500-1200 a.C., seguiu políticas radicalmente diferentes das nossas.

Endossos

"Michael Hudson é o maior especialista em sistemas financeiros e monetários da Antiguidade Ocidental e do Próximo Oriente, desde a Mesopotâmia até à queda do Império Romano. Nesta obra, ele destrói totalmente o mito de que o dinheiro se desenvolveu a partir de uma necessidade de simplificar as transacções de troca. Em vez disso, o dinheiro desenvolveu-se como um complemento das relações de crédito/dívida, inicialmente principalmente entre Templos e Reis como credores e comerciantes e pequenos agricultores como devedores.

"Um segundo tema principal é o facto de muitos pequenos agricultores contraírem empréstimos por desespero, por exemplo, após más colheitas, de modo que a única forma de evitar uma desigualdade crescente era introduzir perdões ocasionais para os devedores através de jubileus ou passados limpos (clean slates). Mas os credores ricos, fora da família governante, não gostavam de o fazer e, sempre que controlavam a política, a propriedade fundiária tornava-se centralizada e as receitas fiscais diminuíam, levando ao colapso. A análise de Hudson coloca a questão de saber se o perdão da dívida é viável e/ou desejável no mundo moderno."
   – Charles Goodhart, autor da "Lei de Goodhart" e membro externo inicial do Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra.

"Enquanto o livro de David Graeber, Debt: The First 5000 Years, expôs o mito da troca, o brilhante livro de Michael Hudson demonstra que as origens do dinheiro se encontram nos templos e palácios do antigo Médio Oriente.

O dinheiro foi criado para denominar dívidas a autoridades contraídas como rendas e taxas, e para o adiantamento de terras, sementes, animais e cerveja. Como as dívidas tendiam a crescer mais depressa do que a capacidade de pagamento, os cancelamentos periódicos das dívidas recuperavam a liberdade e a capacidade das comunidades para se sustentarem. Hudson adverte que a ascensão da doutrina da civilização ocidental sobre a inviolabilidade da dívida afoga a maioria da população mundial em dívidas impagáveis e na servidão às oligarquias.

O equilíbrio social, o crescimento, a liberdade e a resiliência só podem ser restabelecidos com a anulação da dívida e com a criação de "Passados limpos" (Clean Slates).
   – L. Randall Wray, Professor de Economia, Instituto de Economia Levy do Bard College

"A investigação de Michael Hudson foi uma grande influência na antropologia da dívida do meu marido David Graeber. David considerava Michael o historiador económico mais inovador e importante do último meio século. Neste volume, ele descreve como as características mais básicas da organização económica ocidental – dinheiro, mercados, posse da terra e e a empresa – foram criados nos templos e palácios do antigo Próximo Oriente, e não por indivíduos a efectuarem transações por conta própria."
   – Nika Dubrovsky, parceira de David Graeber e fundadora do David Graeber Institute

07/Mai/2024

Ver também:
  • Dívida: Os primeiros 5000 anos, de Jorge Figueiredo, 28/Ago/23
  • O original encontra-se em michael-hudson.com/2024/05/temples-of-enterprise/

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    16/Mai/24