Os que prognosticaram a morte do Pico petrolífero (Peak Oil) certamente tomaram seus desejos por realidade. O estudo agora publicado por Steve Andrew, de The Energy Bulletin, mostra:
Esta realidade tem implicações fundas. Dos recursos energéticos planetários, os únicos que continuam a existir em abundância são o carvão e o gás natural. Quanto ao urânio, ele começa a apresentar escassez (mas para o nuclear há a alternativa do tório e os chineses estão a desenvolver micro centrais com este combustível). As energias intermitentes (eólica e fotovoltaica) são inconfiáveis e, ao contrário do que diz a ideologia verde da UE & a menina Greta, não podem garantir o abastecimento de um país minimamente industrializado. Quanto ao hidrogénio, ele é apenas um sonho demagógico de políticos ignorantes pois o H2 não é uma energia primária (o que significa que tem de ser produzido e a sua produção tem custos energéticos).
Assim, o que é que sobra para o mundo no imediato e para aquele em que viverão os nossos filhos e netos? Só o carvão e o gás natural. Tristemente, os políticos asnáticos que dominam a UE não têm consciência da disponibilidade relativa dos recursos mundiais e estão a reboque do capital financeiro que só pensa em termos de curto prazo. Até cerca do ano 2000 a produção de gás natural na UE era maior do que as importações de gás natural da Rússia. Mas os que dominam a UE decretaram então que o metano não era suficientemente “verde” para o gosto deles e utilizaram o fantasma do “aquecimento global” para afastá-lo. Os resultados hoje estão à vista.
Quanto ao burgo lusitano, convém recordar que o governo António Costa recentemente mandou para a sucata duas centrais termoelétricas a carvão (Sines e Abrantes) que estavam perfeitamente operacionais. Mas ninguém se responsabiliza por crimes como estes contra a economia nacional. Os culpados, tanto na UE como em Portugal, andam todos por aí muito pimpões.
